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Como a Internet das Coisas irá Revolucionar a Saúde

Como rachaduras em um lago congelado, cedendo a um peso que não pode mais suportar, surgem, espalham e se aprofundam as dúvidas sobre como financiar o acesso à saúde. E quem é o patinador desavisado que, ao mesmo tempo está colocando pressão sobre o sistema e também é o elemento mais exposto a tragédia do colapso iminente? Os pacientes, claro.

Fatores como o envelhecimento da população e a inflação médica puxam os custos e levantam debates em todo o mundo. Para dar uma dimensão do problema, de acordo com dados da OMS e do FMI, a expectativa para média da inflação global em 2018 é de 2,5%, já para a inflação médica é de 7,2%. Ou seja, os preços de bens e serviços relacionados com a saúde avançam mais ferozmente do que os de outros setores.

A sociedade só será capaz de prover tais serviços com mais qualidade e vencer esses desafios se apoiando nas soluções que a tecnologia traz. A Internet das Coisas, como uma tecnologia emergente, tem potencial para causar grandes revoluções não só para os pacientes, mas principalmente para os gestores e para a sociedade que custeia o sistema. Os dados coletados irão promover um entendimento muito mais profundo da dinâmica de saúde e doença das populações, prever a busca pelos serviços com grande precisão, permitindo a alocação dos recursos com mais inteligência e combater o desperdício em toda a cadeia. E isso é só uma pequena amostra de tudo que a IoT pode fazer pela saúde
A explicação para essa missão tão estratégica que a tecnologia tem no campo da saúde é muito simples: um dos papéis da tecnologia é dar escala e, consequentemente, diluir os custos. Assim, os serviços de saúde podem se tornar mais democráticos. Isso significa muito mais do que prover alívio financeiro para empresas do ramo e governos. Mas também trazer uma inteligência de gestão para tornar o sistema capaz de acolher uma multidão de pessoas que ainda estão excluídas dos serviços de saúde.

Não é a toa que os relatórios da Startup Health mostram como os investidores têm apostado cada vez mais nesse setor. As instituições mostram um desejo ativo de se modernizarem. Além disso, muitos especialistas afirmam que os próximos anos serão das healthtechs e a saúde é uma das verticais do Plano Nacional de Internet das Coisas.

A ótima notícia é que a intersecção entre saúde e IoT  ainda é um oceano azul. Existem poucas empresas atuando nesse mercado. Mesmo assim, de acordo com o BNDES, até 2025 os ganhos oriundos de IoT e saúde podem chegar a US$ 39 bilhões. Um oceano azul que guarda muitos tesouros.

Autora:
Ana Lídia Moreira – linkedin.com/in/ana-lmoreira
CCO & Co Founder
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