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Quais países têm mais early adopters de IoT?

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Atualmente, os coreanos, os dinamarqueses e os suíços são os que mais usam dispositivos IoT, segundo dados da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica (OECD) e do Shodan, motor de busca para IoT.

Chamados de early adopters, esses usuários são viciados em tecnologia e utilizam o smartphone para escurecer o quarto, para monitorar o cachorro, ou usam o relógio da Apple ou da Samsung para fazer com que o relógio do amigo vibre.

Mobília, utensílios de cozinha, sistemas de segurança e de iluminação e dispositivos que monitoram a nossa saúde são alguns exemplos de coisas que a internet está dominando. De repente, estamos vendo a Internet das Coisas tornar objetos responsivos, conectados e acessíveis pelos smartphones.

Confira o gráfico abaixo:

As previsões exatas sobre o crescimento de IoT variam. Estudo da Gartner prevê que em 2020 teremos mais de 26 bilhões de dispositivos conectados. Falta resolver questões como segurança e privacidade. Mas sabe-se que a Internet das Coisas pode tornar os governos mais eficientes, melhorando a gestão do transporte público, da saúde digital e da energia.

Brasil atrasado
O Brasil engatinha no ranking de países com IoT. No entanto, segundo pesquisa da Unisys, os brasileiros early adopters estão entre os que mais apoiam o uso de dispositivos conectados à IoT.

Dos mais de 1.000 brasileiros que participaram do estudo Unisys Security Index, 92% são favoráveis à implementação de um botão de emergência em celulares e relógios inteligentes para alertar a polícia sobre sua localização em caso de uma emergência. Esse dado mostra um consumidor muito preocupado com a segurança, explica Leonardo Carissimi, diretor da Unisys. Apenas dois dos 13 países pesquisados registraram um apoio maior a essa aplicação – Colômbia e Filipinas empataram com um percentual de 94%.

Sobre o uso de dispositivos conectados, como sensores utilizados para localizar bagagens nos aeroportos, 88% dos brasileiros registraram apoio – acima da média global de aceitação, que é de 74%. A Colômbia apresentou uma grande aprovação da iniciativa (91%), a maior entre os países da América Latina, seguida por Brasil (88%), México (86%) e Argentina (81%).

Os apps que têm relação com dinheiro são vistos com desconfiança. Os entrevistados desconfiam dos dispositivos de IoT que utilizam seus dados financeiros e estão preocupados com o compartilhamento de suas informações privadas.

Em comparação com outros países, os brasileiros (51%) são os que mais apoiam o uso de aplicativos de bancos ou empresas de cartão de crédito para efetuar compras utilizando relógios inteligentes. Um número muito menor de consumidores na Nova Zelândia (27%), Países Baixos (22%) e Bélgica (21%) apoiaram esse app de IoT.

O uso de dispositivos portáteis (wearables) pelas seguradoras de saúde para identificar o comportamento do segurado foi o aplicativo IoT mais impopular: apenas 33% dos consumidores apoiam globalmente a iniciativa e 53% reprovam.

Entre os países da América Latina, apenas os brasileiros apresentaram um resultado diferente, com 50% de apoio ao uso de dispositivos fitness para envio de dados às seguradoras de plano de saúde.

Estudo realizado por uma universidade da Holanda revelou que o ritmo de adoção de um novo produto não pode ser atribuído apenas a fatores econômicos. Suíça e Bélgica, por exemplo, têm perfis semelhantes no que diz respeito ao padrão de consumo. Mas o comportamento dos consumidores nos dois países é oposto. O suíço é um early adopter nato. No país, o tempo médio para as vendas de um novo produto decolarem nas prateleiras é 1,5 ano. Já na Bélgica, 5 a 6 anos. No Brasil, na Argentina e no México o prazo para massificar um produto é de cerca de 5 anos.

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