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A Internet das Coisas: como conectar os pontos para se tornar um consumidor inteligente

Por Steve Olshansky
Internet Technology Program Manager

De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Consumers International e pela Internet Society, 63% dos consumidores acham que a forma como os dispositivos conectados à Internet coletam dados é “assustadora”. A pesquisa “The Trust Opportunity: Exploring Consumer Attitudes to the Internet of Things” (A Oportunidade da Confiança: Explorando Atitudes dos Consumidores em relação à Internet das Coisas), que entrevistou pessoas nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, França e Reino Unido também descobriu que 73% dos consumidores acham que as pessoas que usam dispositivos conectados devem se preocupar com a espionagem. E, assim mesmo, novos dispositivos conectados estão sendo lançados praticamente todos os dias, e as vendas não mostram sinais de desaceleração.

A palavra “inteligente” (smart) é usada para descrever quase todos esses dispositivos. Mas isso é certo?

O marketing em torno da Internet das Coisas (IoT) tornou-se quase ininterrupto. Inteligente, ela tornará sua vida melhor, mais feliz, mais eficiente. Se você fosse esperto, você colheria os benefícios da maravilhosa era tecnológica em que vivemos. Mas isso, muitas vezes, deixa de fora as principais informações de que os consumidores precisam para fazer escolhas realmente inteligentes.

Isto é realmente sobre conectividade. Por exemplo, um forno inteligente é um computador que fica quente no centro. Esses dispositivos de IoT podem executar funções inteligentes porque estão conectados à Internet. E, embora o marketing se concentre nos recursos e na funcionalidade, muitas vezes ignora as implicações de privacidade e segurança. Assim como ocorre com qualquer dispositivo de computação, a privacidade e a segurança são grandes preocupações − que nunca são resolvidas. Estes são processos contínuos que envolvem atualizações contínuas para corrigir bugs e vulnerabilidades de segurança.

À medida que esses dispositivos vão se proliferando, eles coletam dados de e sobre nós. Eles podem coletar uma grande quantidade de dados, em muitos casos, muito além do que os usuários esperariam com base em suas funções. Isto não é um acidente. Esses dados podem ajudar a formular uma visão abrangente de nossas vidas − nossos hábitos, preferências, problemas de saúde, padrões de localização e viagens e muito mais. Essa imagem agregada pode ser usada para propósitos que geralmente não conhecemos, e muito menos aprovamos. Essa coleta de dados pode se estender para além dos proprietários desses dispositivos − para qualquer pessoa que entrar em uma casa ou empresa onde eles estão em uso. Aquele assistente doméstico inteligente está ouvindo e gravando tudo o que dizemos, disfarçadamente esperando pela palavra “gatilho”?

É por essa razão que haveria maior exatidão se descrevêssemos esses produtos como sendo conectados.

Diante desses riscos, precisamos ser consumidores cuidadosos. Isso significa fazer o dever de casa e pesquisar produtos e serviços − até mesmo fazer perguntas aos nossos amigos quando entramos nas casas deles.

Na realidade, esses dispositivos são conectados e devem ser tratados como tal. Inteligentes? Talvez não. Mas nós podemos ser!

Você está pronto para aumentar a sua inteligência sobre IoT? Saiba mais em: Segurança e privacidade na Internet das Coisas: Principais dicas para os consumidores

Fonte: Internet Society

Artigo traduzido e compartilhado sob licença:

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