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Ásia avança em pesquisa com 6G que poderá chegar a uma velocidade de 11Gb/s

Por Marcus Vinicius Rocha
6G

Na última semana cientistas surpreenderam o mundo ao apresentar o primeiro chip 6G com capacidade para transmitir dados a uma velocidade de 11Gb/s (gigabits por segundo). O chip foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura e da Universidade de Osaka, no Japão. A tecnologia supera em muito o 5G, ainda em implementação em parte do mundo.

Esse ganho de velocidade foi alcançado porque o chip utiliza frequências de rádio na faixa de terahertz (THz). Com isso, o componente permite redes capazes de transmitir 1,3 GB/s (gigabyte por segundo). Ainda não é possível afirmar como o 6G será aplicado, mas estudos para o desenvolvimento da tecnologia avançam na Ásia.

Informações divulgadas pela Coreia do Sul mostram que o país finalizou a etapa de planejamento inicial para a sexta geração de rede móvel e já possui um calendário de desenvolvimento e pesquisa. A partir do próximo ano o país investirá 200 bilhões de won (aproximadamente US$ 168 milhões) em seis áreas estratégicas, destas cinco participarão do projeto piloto que será iniciado em 2026. São elas: saúde remota e digital, conteúdo imersivo (como reuniões a partir de holografias), carros autônomos ou voadores, cidades inteligentes e fábricas automatizadas.

Na China, uma gigante da tecnologia está liderando os estudos para o 6G, enquanto o Governo japonês firma parcerias com empresas nacionais para avançar nas pesquisas. Os países que estão liderando os avanços com a tecnologia esperam comercializar a rede entre 2028 e 2030.

Enquanto o futuro não chega, o presente também parece ser algo longe na linha do horizonte. As redes 5G operam em mais de 300 cidades em 34 países, mas o Brasil ainda vê a tecnologia como um sonho distante. O leilão das frequências 5G está marcado para 2021, isso se não ocorrer algum atraso. Até lá, não é possível grandes investimentos na rede.

No entanto, há alguns gargalos que precisam ser resolvidos antes mesmo do leilão do 5G. Em um artigo publicado no Tecmundo, Marcos Ferrari, presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), aponta que é preciso mitigar as eventuais interferências do 5G com os serviços de parabólicas, reduzir a carga tributária sobre os serviços de telecom e reduzir a burocracia para concessão de licença para instalação das antenas.

A licença para instalação de antena pode demorar mais de um ano para ser aprovada e o problema deve só aumentar com o 5G, pois ele exige ao menos cinco vezes mais antenas do que o 4G. Ferrari afirma que há mais de R$ 2 bilhões em investimentos represados para os municípios aguardando a concessão de licença.

Referências: TechTudo, Tecmundo, Tecmundo

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