Plataforma Siemens Edge Computing é destaque no processo de convergência digital do LABFABER

Há pouco tempo, os telefones celulares eram úteis para fazer apenas ligações. Com o tempo, a modernização trouxe novos recursos aos aparelhos, como por exemplo, câmeras e sensores, habilitando inúmeras oportunidades de aplicações, em que os usuários podem realizar transações bancárias, se deslocar de forma otimizada pela cidade e até mesmo empreender, escolhendo o que querem ter em suas interfaces. Tais aplicações trazem facilidades e agilidade para o dia a dia dos usuários, onde atividades que levavam horas ou até mesmo dias, agora podem ser realizadas em questão de minutos ou segundos. Muitas das decisões que os usuários tomam durante o dia são orientadas por meio de dados e informações, como por exemplo, o tempo do trajeto, quantidade de curtidas de uma foto, avaliação do estabelecimento, saldo da conta corrente, entre outros. 

 

Quando mergulhamos no ambiente industrial, a demanda se torna muito mais sofisticada, com a necessidade de obter facilidade e agilidade orientadas para o dia a dia. Para isso, a coleta, processamento e análise de dados combinada com a interconectividade das coisas são fundamentais para alcançar tal objetivo, sendo denominado processo de convergência digital. Assim como usuários de telefones celulares, cada indústria contém suas particularidades e a customização de aplicações se faz muito necessária.

 

Para conseguir migrar de uma situação em que as informações de operações dentro de uma fábrica se concentram na nuvem ou de maneira pouco conectada no ambiente industrial, a Siemens se uniu à Fundação CERTI para entregar um modelo de referência do IoT Industrial, voltado para o processo de convergência digital. Tal modelo é composto por hardwares, uma plataforma web de governança, uma conta global no repositório da companhia, aplicativos feitos sob medida e metodologia ágil de integração e entrega contínuas, que habilitam o fluxo de agregação de valor no ambiente industrial. “Eventualmente é preciso fazer o processamento de dados perto da máquina (longe da nuvem). É preciso coletar o dado, analisar e fazer agregação de valor com o mesmo. E isso pode ser uma solução de inteligência artificial, de visualização ou um aplicativo de terceiros”, diz Cláudio Franzoi, engenheiro e desenvolvedor de negócios da Siemens.

 

Siemens e CERTI já tem uma parceria de longa data para sistemas ciberfísicos e há quatro meses uma parceria para soluções de computação de borda se iniciou. De um lado, uma companhia dedicada à transformação do ambiente industrial; e do outro, uma empresa em busca de desenvolver e implementar tecnologias emergentes da Indústria 4.0, voltado para competitividade da indústria. O Edge Computing da Siemens viabiliza a captura e processamento de dados de máquinas, sensores e sistemas industriais, de forma descentralizada e segura. Os dados são democratizados entre os aplicativos da plataforma, promovendo não só aplicações para melhora da disponibilidade de máquinas, mas também aplicações voltadas para negócios, como otimização de estoque, logística, relacionamento com fornecedores e outras etapas do chão de fábrica. 

 

Os smartphones habilitaram diversas aplicações e modelos de negócios que fazem parte do cotidiano das pessoas. A computação de borda no ambiente industrial oferece a democratização do dado, governança amigável e sistema aberto para implementação de softwares customizáveis. Isso é fundamental para habilitar diversas aplicações e modelos de negócio para as indústrias, minimizando a necessidade de se comprar um novo kit de hardware e software para cada aplicação em que se deseja desenvolver ou implementar no chão de fábrica. “Esta plataforma Industrial Edge Computing que a Siemens nos apresentou está quebrando paradigmas no contexto industrial, por contemplar tais premissas e trazer longevidade para o processo de convergência digital da indústria 4.0”, diz Jardel Wolkers, especialista em fábricas inteligentes da Fundação CERTI. 

 

O processamento convencional de dados na borda geralmente é caro, demorado, não é muito escalável e pode ser inseguro. A Siemens tem o Industrial Edge e traz padrões característicos de TI, como gerenciamento central de hardwares e softwares distribuídos. Esta revolução que está acontecendo no chão de fábrica do LABFABER da CERTI está permitindo um incremento de eficiência de até 30%, por meio de um aplicativo que monitora o gargalo dinâmico do processo produtivo, reduzindo tempo de máquina parada e antecipando falhas, utilizando uma plataforma segura e com um CAPEX significativamente menor.

 

No cenário atual, muitas empresas já reconheceram que precisam se transformar, mas as arquiteturas e plataformas tradicionais muitas vezes dificultam processo, por exigir grandes investimentos de hardware e software, que muitas vezes são subutilizados. Por outro lado, muitos acabam desenvolvendo soluções proprietárias e encontram diversas dificuldades de governança do ambiente digital, principalmente no âmbito da segurança cibernética. Pela configuração da solução da Siemens, existe uma plataforma intermediária onde é possível administrar usuários e aplicativos. A CERTI está desenvolvendo aplicativos que serão usados para promover a transparência operacional do LABFABER, em indústrias que necessitam de aplicações para clientes. O case CERTI simboliza um dos novos modelos de negócio dentro da companhia, que é capaz de entregar produtos exclusivos para seus clientes e parceiros. 

 

A CERTI opera em Florianópolis o LABFABER, um laboratório-fábrica de referência para a indústria no desenvolvimento, implementação, disseminação e capacitação da Indústria 4.0. O LABFABER conta com infraestrutura repleta de tecnologias de automação e informação (TA/TI), tais como robôs colaborativos, sistemas de movimentação autônoma, sensores e muito mais. Tais recursos são combinados para promover aplicações customizadas voltadas para IIoT, Digital Twin, Logística inteligente, Inteligência Artificial, Integração de sistemas, onde cada aplicação passa por processo de caracterização do problema a ser resolvido, estudos de viabilidade técnico-econômico, desenvolvimento, homologação, entrega, monitoramento e otimização, visando aumentar a competitividade dos setores produtivos no país.

 

Escrito por: Assessoria de Imprensa da Siemens/Departamento de Comunicação Corporativa Siemens.

ABINC se une a entidades para apoiar alteração na Lei de Execuções Fiscais

Manifesto a favor da PL 2.243/2021 inclui empresas de tecnologia, telefonia e de outros setores produtivos, pois permite que contribuinte utilize, como defesa, a compensação administrativa não homologada antes do ajuizamento da execução

 

Em nota, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) declarou seu apoio à PL 2243/2021, que alterar a Lei de Execuções Fiscais. Segundo a entidade, ela também pode beneficiar empresas do setor de IoT e de outros segmentos de tecnologia do país.

“Atualmente, a empresa que tem créditos e sofre uma cobrança sobre outros tributos não pode realizar a compensação em âmbito judicial. Por isso, o grupo de associações incluiu empresas de tecnologia, telefonia e diversos outros setores produtivos”, explica Ricardo Azevedo, membro do Comitê Jurídico da ABINC.

 

O especialista explica que a alteração possibilitará que empresas que possuam créditos fiscais efetuem compensação com dívidas fiscais que são objeto da ação de cobrança pelo Fisco. Ao citar o grupo de associações (listadas abaixo), Ricardo Azevedo está se referindo ao manifesto que foi encabeçado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), que defende a aprovação do Projeto de Lei 2.243/2021, atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados.

 

Atualmente, o contribuinte não pode utilizar tal recurso em sede de embargos à execução fiscal, conforme cita o artigo 16, parágrafo 3º, da lei. Entretanto, apesar da previsão legal, há decisões judiciais conflitantes com relação ao tema, que oscilam entre permitir ou denegar a alegação da compensação supracitada.

 

O manifesto menciona que o problema se acarreta há anos e lembra que, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu no sentido de não haver essa divergência, o que resultou em um cenário de insegurança jurídica. “Os contribuintes têm buscado o Poder Judiciário para pleitear a matéria, apresentando consequências prejudiciais, como o aumento de gastos públicos, a morosidade, a falta de uniformização das decisões e a dependência ao complexo regime de precatórios”, diz o documento divulgado pela Brasscom. Por esse motivo, Projeto de Lei 2243/2021 foi apresentado no ano passado, com a proposta de alterar o art. 16, §3º da Lei de Execuções Fiscais, visando excluir o termo “nem compensação” do rol de matérias vedadas para defesa dos contribuintes em sede de embargos à execução fiscal.

 

“Esse Projeto possui ampla relevância para a sociedade em geral, para as empresas brasileiras e para as entidades que subscrevem este manifesto, pois há urgente necessidade de pacificação da divergência sobre o tema, a fim de promover maior segurança jurídica aos contribuintes que venham a sofrer execuções fiscais, mas que porventura tenham algum crédito ainda não homologado pelo Poder Público”, alerta o manifesto.

 

Confira lista de entidades que assinaram o manifesto:

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas
ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores
Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Abratel – Associação Brasileira de Rádio e Televisão
ABT – Associação Brasileira de Telesserviços
APETI – Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
AsBraAP – Associação Brasileira de Agricultura de Precisão
Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais
FABUS – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus
FecomercioSP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática
LISBrasil – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Sistemas de Informação Laboratorial
TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

ABINC participa de lançamento do Polo Agrotech em Ivaiporã/PR

A ABINC, por meio do presidente Paulo José Spaccaquerche, participou do lançamento do Polo Agrotech na cidade de Ivaiporã/PR. O evento, realizado na última segunda-feira (06/06), marcou também a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, com o objetivo de implantar tecnologias IoT para a cidade.

 

O Polo Agrotech é o projeto da Incubadora Tecnológica da Prefeitura de Ivaiporã/PR, que tem parcerias com a ABINC, Kotra e Tecpar, pretendendo implementar soluções inteligentes por meio da IoT. Essas parcerias vão tirar do papel iniciativas como a configuração do primeiro SandBox IoT da ABINC no Brasil, desenvolver soluções inovadoras para o agronegócio, atrair empresas e investidores juntamente com a Kotra e identificar oportunidades de soluções em tecnologias que possam promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental do município com o Tecpar.

 

Foi imprescindível o apoio do Líder do comitê de Smart Cities da ABINC, Aleksandro Montanha, do prefeito de Ivaiporã, Carlos Gil, bem como do diretor de Indústria, Comércio, Turismo, Agronegócio, Tecnologia e Inovação do município, Alex Sandro da Fonseca.

O IoT tornando a indústria brasileira mais competitiva

A indústria brasileira vem sofrendo constante pressão nos últimos 20 anos, seja por políticas fiscais inadequadas, altos encargos sobre a folha salarial, caminhos tortuosos para fontes de financiamento à inovação ou simplesmente a acirrada competição global. Independentemente dos motivos, o resultado é único: a indústria brasileira vem se tornando menos competitiva a cada ano, embora alguns setores ainda se destaquem, como a cadeia da agroindústria por exemplo.

 

Neste contexto global, o Brasil não pode ficar para trás e várias iniciativas de associações, sindicatos e do governo buscam em um primeiro momento compreender a situação atual, as principais dores e quais os remédios mas, ao contrário de soluções paliativas, o desafio agora é como não dar novos passos para trás daqui a alguns anos.

 

E nesse cenário as tecnologias da Indústria 4.0 vieram para ficar, alinhadas com o programa do Governo Federal Brasil Mais Produtivo 4.0 com foco em reduções de custos produtivos, aumento de produtividade, ganhos de qualidade no processo e retorno financeiro (https://brasilmais.economia.gov.br/ ).

 

 

E a Internet das Coisas?

Dentre as tecnologias que suportam a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, a Internet das Coisas tem papel de destaque na Indústria, cobrindo diversas aplicações alinhadas com as verticais do Brasil mais produtivo 4.0:

 

Sensores para monitoramento de equipamentos remotamente aliado a algoritmos de predição de falhas, permitindo que os gestores de manutenção tenham uma visão global do status de cada motor, bomba, painel elétrico, apenas para citar alguns; reduzindo o tempo de resposta e evitando quebras inesperadas, já que paradas não programadas significam perda de produção, horas extras, falhas de abastecimento  e custos não previstos, entre outros.

 

Monitoramento de processos produtivos através do sensoriamento e análises de padrões é possível entender como os processos, que foram em algum momento definidos e simulados, estão funcionando no mundo real onde existem paradas não programadas, falta de energia, falta de componentes, rotatividade de funcionários, etc.. Tudo isso em tempo real que em conjunto com painéis de gestão e visualização proporcionam ao gestor da fábrica uma visão em tempo real de gargalos, ociosidades e falhas operacionais.

 

Sensoriamento e controle de ambientes com sensores inteligentes de monitoramento de temperatura local, níveis de monóxido e dióxido de carbono e particulado em suspensão, tornando os processos produtivos que envolvem geração de calor (processos de fundição por exemplo) ou então partículas em suspensão (usinas de cimento) muito mais seguros, reduzindo riscos aos funcionários e podendo até impactar em seguros menores para a empresa devido a diminuição de riscos trabalhistas.

 

E como a Indústria Brasileira está se reinventando?

O Governo Brasileiro em conjunto com várias entidades e associações vem desenvolvendo programas de excelência para capacitar toda a cadeira produtiva e um exemplo de sucesso é o ROTA 2030, que abrange a Indústria Automobilística e seus fornecedores, um segmento importantíssimo para a economia brasileira. O objetivo principal do ROTA 2030 é ampliar a competividade, a inovação, a segurança veicular, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética, a qualidade dos automóveis e a capacidade produtiva da indústria automotiva nacional.

 

Regulado pela lei nº 13.755/2018, o programa Rota 2030 promove o fortalecimento do setor automotivo e incentiva a inovação, com foco nos próximos quinze anos de operação da indústria automotiva.

 

Dentro deste programa o destaque fica para a Linha IV – Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, que visa solucionar as dificuldades de empresas com baixa produtividade e defasagem tecnológica, capacitando a cadeia de ferramental de produtos automotivos e correlatos para atingir competitividade em nível mundial através da implantação de Provas de Conceito implantadas por startups de base tecnológica.

 

Os resultados desse programa foram apresentados no “Demoday Rota Challenge”, no espaço Ágora Tech Park em Joinville – SC e transmitido on-line, marcando o encerramento desta do primeiro ciclo do Rota Challenge.

 

Jade Alves, da equipe de coordenação de programas da Fundep, cita: “o Rota Challenge é uma iniciativa que veio para agregar valor para as ferramentarias, proporcionando um avanço tecnológico capaz de solucionar os principais desafios mapeadas nas indústrias, tais como: controle e gerenciamento de processos, gestão de matéria prima e controle de produção, e assertividade de orçamentos.”

 

Mauricio Finotti, Coordenador do Comitê de Manufatura da ABINC complementa: “Iniciativas como esta, além de servirem como demonstradores de tecnologia para empresas de todos os portes, trazem competitividade ao segmento” e complementa: “A Indústria 4.0 e suas tecnologias ainda estão em fase embrionária no Brasil, e quanto mais difundidas, maior o impacto em aumento de produtividade e reduções significativas de custos.”

 

Fonte: https://rota2030.fundep.ufmg.br/saiba-como-foi-o-demoday-rota-challenge