Cibercriminosos vendem dados a partir de US$ 2 mil na dark web

Além de criptografar dados corporativos de PMEs e exigir resgate, criminosos também extorquem companhias ameaçando exposição de dados roubados.

 

A maioria das publicações (75%) na chamada darkweb está relacionada à venda de credenciais para acesso remoto (RDP – Remote Desktop), o que permite que cibercriminosos conectem e controlem dados como se fossem funcionários de uma empresa. É o que aponta pesquisa da Kaspersky, que revela uma alta demanda por dados roubados e os impactos que esses ataques podem gerar em pequenas e médias empresas.

 

Os mais interessados em pagar um bom dinheiro nesse tipo de informação são criminosos especializados em ransomware, que querem conseguir acesso à rede corporativa para efetuar seu ataque – com foco nas PMEs, que vêm enfrentando um crescimento de golpes. Um dos componentes mais importantes do preço inicial do acesso é a quantidade de dinheiro que o comprador pode ganhar com um ataque. Os valores iniciais variam de US$ 200 a centenas de milhares de dólares, e podem diferir dependendo da indústria e localização da empresa.

 

O acesso a infraestruturas de grandes negócios geralmente custa entre US$ 2 mil e US$ 4 mil, que são preços relativamente modestos, mas também não há um limite estabelecido. Como dado revelado no ano passado, cibercriminosos potencialmente receberam US$ 5,2 bilhões em transferências ilegais nos últimos três anos. Além de criptografar dados corporativos de pequenas e médias empresas e exigir seu resgate, os cibercriminosos também podem extorquir as companhias ameaçando a exposição dos dados roubados e exigindo um segundo resgate – sendo que esse valor é mais alto do que o inicial.

 

Já o estudo “ISG Provider Lens Internet das Coisas (IoT) – Serviços e Soluções 2022”, criado em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), apontou a realidade de IoT no Brasil, onde as tendências estão evoluindo de provas de conceito discretas e personalizadas para soluções escaláveis para todo o negócio e para a sociedade. Além do mais, o relatório analisou uma diferença do mercado brasileiro em relação ao cenário mundial e o destaque que obtiveram as empresas de telecomunicação.

 

Segundo o autor do estudo e analista da TGT Consult/ISG, David de Paulo Pereira, o mercado de serviços relacionados a consultoria, implementação e serviços gerenciados de Internet das Coisas evoluiu e amadureceu significativamente desde a publicação do Plano Nacional de IoT. “A gestão e monitoramento de ativos de toda natureza e o uso de dados e inteligência artificial (IA) para tomada de decisão passou a ser uma atividade comum em áreas distintas como Telecomunicações, Agronegócio, Medicina, Logística e com mais frequência em processos fabris”, afirma.

 

Segundo o relatório, os fornecedores de serviços de IoT estão adotando plataformas de nuvem para entregar novos serviços diferenciados às organizações e a demanda por segurança de endpoint aumentou a necessidade de serviços de segurança gerenciados de IoT para proteger os dados da organização e dos funcionários. Outra tecnologia e tendência que favorece a implementação dos dispositivos de IoT é o lançamento do 5G, pois torna as conexões mais rápidas, móveis e resilientes.

 

Para o analista, o amadurecimento de entendimento dos benefícios deste tipo de tecnologia e o amadurecimento do próprio mercado, foram fatores cruciais para o avanço das tecnologias IoT no último ano. Ao mesmo tempo, a pandemia também acelerou a transformação digital e por consequência o uso de dispositivos conectados. O relatório aponta uma área crítica, a implantação de redes integradas de dispositivos inteligentes que podem monitorar a localização e o movimento de veículos, equipamentos, mercadorias, animais e pessoas, além da capacidade de coletar e analisar um volume gigante de dados sobre o uso de ativos.

 

Fonte: Monitor Mercantil

O que os setores de mineração, petróleo & gás, saúde e ferrovia querem com IoT e redes privativas

A evolução da Internet das Coisas – IoT – e as opções de redes públicas e privativas, a partir do avanço da LTE e do 5G estiveram em debate no último mês de agosto, na segunda edição do congresso IoT e as Redes Privativas, promovido pelo Tele.Síntese. O evento reuniu operadoras de telecomunicações, fornecedores de soluções e as empresas usuários dos setores de mineração, petróleo e gás, ferrovia, energia e saúde.

 

A próxima fronteira da internet industrial das coisas foi o tema do primeiro painel do congresso, com uma abordagem sobre o ecossistema de tecnologias e aplicações industriais específicas. Participaram desse debate Alberto Boaventura, especialista em Estratégia, Analytics e M&A da Deloitte; Bruno Araújo de Souza, coordenador técnico do Instituto Senai de Tecnologia de São Caetano do Sul; Fábio Jardim, gerente sênior de Tecnologia IoT da Logicalis e Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc).

 

O painel sobre “Desafios e Oportunidades de IoT nas empresas de petróleo e gás” reuniu Augusto Borella, diretor de Produto da Viasat, Intelie; Cleber Hamada, diretor de Projetos, Planejamento Estratégico e Inovação da Copa Energia e Daniel Morales, gerente corporativo de Automação na Braskem. A Petrobras também participou desse debate.

 

O debate sobre “O que esperar do avanço de IoT na saúde” encerrou os trabalhos do primeiro dia do congresso. Para esse painel, marcaram presença Antonio Carlos Endrigo, diretor de Tecnologia da Informação da Associação Paulista de Medicina (APM); Guilherme Rabello, gerente Comercial e Inteligência de Mercado da InovaInCor (núcleo de inovação do Instituto do Coração), e Felipe Reis, gerente executivo de Tecnologia Médica e Inovação do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

O segundo dia do congresso teve o debate sobre a “Oportunidade e eficiência das redes privativas. Para o tema foram convidados Diego Aguiar, diretor de Operações da Telefônica Tech/Vivo Empresas; Luciano Saboia, gerente de Pesquisa e Consultoria em Telecomunicações da IDC Brasil; Vinícius Oliveira Caram, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel e Wilson Cardoso, diretor do Grupo Setorial de Telecomunicações da Abinee.

 

O último painel do evento tratou de “Como IoT e redes privadas podem gerar valor para o setor elétrico e para o setor ferroviário”. Para esse debate confirmaram presença Amadeu Fernandes de Macedo, head de Desenvolvimento Tecnológico Latam na Gridspertise (empresa do Grupo Enel); Jean Carlo Tavares, especialista ferroviário sênior na MRS Logística; Kuiz Spera, gerente de Estratégia do CPQD e Samuel Lauretti, diretor Comercial da Trópico.

 

Key Notes

O primeiro dia do Congresso contou com a participação especial de Paulo Cabestré, Presidente da Trópico, que apresentou “As Soluções Integradas de Conectividade e Aplicações da Trópico”. No dia 26 foi a vez de Leandro Ramos, gerente sênior de produtos Telefônica Tech/ Vivo Empresas apresentar as diferentes soluções da operadora para esses segmentos.

Setor produtivo se une pela aprovação de PL que altera Lei de Execuções Fiscais

Grupo defende atualização da lei para permitir que empresas e contribuintes acionados pelo Fisco possam compensar dívidas com créditos

 

Com mais de uma dúzia de entidades signatárias, o setor produtivo brasileiro se uniu em torno de manifesto pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.243/2021. A proposta altera a Lei de Execuções Fiscais (Lei 6.830/1980), com o objetivo de permitir a compensação como matéria de defesa nos embargos à execução fiscal.

 

De acordo com a Lei, em vigor há mais de 40 anos, o contribuinte não pode utilizar a compensação como defesa. Na prática, isso significa que, se o contribuinte for acionado pela Fazenda Pública por alguma dívida, ele não poderá se defender nos autos da Execução Fiscal alegando que também possui um crédito a receber – que abateria parte ou todo o débito.

 

Atualmente, há decisões judiciais conflitantes em relação ao tema. Elas variam entre permitir e negar a alegação da compensação no momento de ser feita oposição aos embargos. Essa falta de uniformização, além de insegurança jurídica, gera aumento dos gastos públicos e morosidade, em razão do elevado número de contribuintes que têm buscado o Poder Judiciário para pleitear a matéria.

 

Solução

 

Como resposta a esse cenário, foi apresentado o PL 2.243/2021 – de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) e que, atualmente, tramita na Câmara dos Deputados. O projeto propõe alterar especificamente o artigo 16, parágrafo 3º, da Lei de Execuções Fiscais, retirando a expressão “nem compensação” do rol de matérias vedadas para defesa dos contribuintes.

 

“Em um cenário de dificuldades econômicas, é inerente o endividamento dos empresários, inclusive de dívidas fiscais passíveis de serem cobradas por meio do processo de execução fiscal. Por isso é tão importante essa alteração da lei”, ressalta Goergen. Segundo o autor do projeto, “o objetivo é possibilitar que os contribuintes possam exercer o seu direito de defesa em execuções fiscais de forma efetiva e ampla, o que, atualmente, é comprometido pela Lei de Execuções Fiscais, já antiga e ultrapassada”.

 

“A proposta tem ampla relevância para a sociedade e para as empresas, uma vez que harmoniza a divergência sobre o tema, além de promover mais segurança jurídica a contribuintes que venham a sofrer execuções fiscais”, destaca o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. “A medida também desburocratiza procedimentos fiscais e reduz o comprometimento da gestão financeira das empresas envolvidas em processos de execução fiscal”, acrescenta.

 

A mobilização em defesa do PL 2.243/2021 é liderada pela Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais. Atualmente, 13 entidades assinam o manifesto:

 

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas

ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores

Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

Abratel – Associação Brasileira de Rádio e Televisão

ABT – Associação Brasileira de Telesserviços

APETI – Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação

AsBraAP – Associação Brasileira de Agricultura de Precisão

Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais

FABUS – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus

FecomercioSP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática

LISBrasil – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Sistemas de Informação Laboratorial

TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

 

IoT: até 2025, mais de 27 bilhões de dispositivos estarão conectados

Estudo realizado pela TGT Consult e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) mostra o atual cenário do ecossistema no Brasil

 

Mais de 27 bilhões de dispositivos já estão conectados e se conversam no mundo. Essa é uma das constatações da pesquisa ISG Provider Lens Internet das Coisas (IoT). Além da perspectiva global, o estudo também identificou o estágio de maturidade das empresas relacionadas a essa indústria no Brasil.

 

O material, desenvolvido pela TGT Consult e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), mostra que o tema está cada vez mais presente nas empresas privadas e nas iniciativas do governo, uma vez que é considerada uma tecnologia crucial dentro da transformação digital, permitindo que as empresas aperfeiçoem sua eficiência operacional.

 

Segundo o autor do estudo e analista da TGT Consult/ISG, David de Paulo Pereira, o mercado de serviços relacionados a consultoria, implementação e serviços gerenciados de Internet das Coisas evoluiu e amadureceu significativamente desde a publicação do Plano Nacional de IoT. “A gestão e monitoramento de ativos de toda natureza e o uso de dados e inteligência artificial (IA) para tomada de decisão passou a ser uma atividade comum em áreas distintas como Telecomunicações, Agronegócio, Medicina, Logística e com mais frequência em processos fabris”, afirma.

 

“Por uma questão histórica e de contexto local, nós vemos que este mercado é liderado principalmente por empresas que têm uma tradição na manutenção e automação industrial e pelas empresas de Telecom. Em termos de qualidade tecnológica, estamos em pé de igualdade com os países líderes na adoção de IOT, por enquanto com um mercado menor, porém com uma oportunidade enorme de crescimento”, pontua David.

 

“A principal tendência é a junção de IoT com Inteligência Artificial e com a Ciência de Dados. Quando se implementa dispositivos inteligentes, começa-se a coletar um volume gigantesco de dados e saber analisar e usar a Inteligência Artificial para entender padrões e tendências é um fator chave de sucesso. Outro movimento que estamos começando a ver é o uso de gêmeos digitais ou ‘Digital Twins’ para simular o funcionamento de equipamentos e ambientes complexos.” De acordo com David, com esta tecnologia consegue-se avaliar como é o comportamento de um determinado equipamento em diferentes condições ambientais como temperaturas extremas, trepidações, umidade e outras variáveis que podem afetar um equipamento.

 

Para o analista, o amadurecimento de entendimento dos benefícios deste tipo de tecnologia e o amadurecimento do próprio mercado, foram fatores cruciais para o avanço das tecnologias IoT no último ano. Ao mesmo tempo, a pandemia também acelerou a transformação digital e por consequência o uso de dispositivos conectados. “A logística passou a ser crítica para muitos segmentos e monitorar veículos, cargas e objetos passou a ser um fator de sobrevivência para muitos negócios”, cita David.

 

“O Brasil está acompanhando os avanços mundiais com pequena defasagem por conta da nossa infraestrutura e não por falta de conhecimento”, finaliza Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).

IoT é o futuro das novas tecnologias, diz ABINC

Pesquisa indica que mundo terá 29,3 bilhões de dispositivos conectados até o final de 2030; entidade comenta como o Brasil vem se comportando neste cenário de crescimento

 

É evidente que atualmente o mundo passa por uma transformação digital, na qual a vida digital e física se funde. E a tendência é que isso só aumente daqui para frente, é o que aponta a pesquisa Transforma Insights, que cita a Internet das Coisas (IoT) como o futuro de várias tecnologias diferentes, prevendo que as conexões globais de IoT crescerão de 11,3 bilhões para 29,3 bilhões até o final de 2030, com destaque para redes de curto alcance, Inteligência Artificial e 5G.

 

O crescimento das conexões citadas no estudo está particularmente focado em aplicações conectadas de curto alcance, como eletrônicos pessoais e domésticos, medição inteligente, automação predial, rastreamento, unidades principais do veículo e alarmes de segurança.

 

Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira da Internet das Coisas (ABINC), destaca que o principal desafio para a evolução da tecnologia em meio a rápida transformação digital pós pandemia é a formação de mão de obra e cultura. “As empresas têm que aceitar que a transformação digital não é moda e, sim, realidade. É preciso mudar ou a concorrência sai ganhando”.
Mesmo assim, o presidente destaca que o Brasil tem seguido a tendência mundial “de forma surpreendente”. Em maio de 2021, a Sabesp implantou diversos aparelhos de telemedição de consumo de água baseados em IoT, provando que o uso da tecnologia no Brasil já é real e promete se expandir. Além disso, frotas de carros elétricos para uso em serviços públicos e coleta inteligente de lixo já estão em teste e planejamento em cidades brasileiras.

 

No mais, o documento indica que até 2029 as conexões 2G serão menos de 100.000. Apesar de regiões como Estados Unidos e Europa já possuírem 5G desde 2019, o Brasil não está tão longe assim desta realidade que Paulo considera indispensável para os avanços da IoT no Brasil. No final do ano passado, as licenças para operar a tecnologia 5G foram leiloadas pelo Ministério das Comunicações por R$ 6,8 bilhões, e a previsão é que todas as capitais do país implementem a conexão até 29 de setembro.

 

“O IoT não tem sentido se não houver conectividade e o 5G é mais uma forma de conectividade”, comenta Paulo. “Agora, a combinação de 5G e IA no IoT dará possibilidade de atender nichos de mercado que necessitam de respostas quase imediatas com muita precisão. A IoT é responsável pela digitalização das coisas. Tudo que é físico pode ser digital. Isso significa que teremos dados sobre essa coisa física, ou seja, teremos um monte de dados, mas quais serão usados? A IA poderá ajudar na seleção dos melhores dados para o negócio”. Exemplos disso são os carros autônomos e as ações na área médica e hospitalar, casos em que 5G e IA já são uma realidade, como destaca Paulo.

 

Com isso, a ABINC tem feito sua parte para elevar o uso de IoT no Brasil. “Cada vez mais promovendo webinar com cases, participando e apoiando projetos em diversos segmentos do mercado. Vide a cidade de Ivaiporã, que recentemente anunciou um projeto para lançar uma incubadora tecnológica. A pesquisa do Comitê de Utilities. Apoiando eventos de outras entidades e palestrando nesses eventos também”.

 

No mais, o presidente alerta que o uso de 5G e IA nos negócios precisa ser consciente e não pode ser uma decisão tomada com base em tendências. “Não vou utilizar, por exemplo, 5G e IA no agronegócio, pois não preciso de respostas imediatas. Mas posso usar uma LPWAN com Inteligência Artificial que atende meu negócio de uma forma melhor. O próprio negócio que diz o que é preciso. São várias tecnologias e combinações para atender uma demanda de mercado. Qual a melhor?”, finaliza.

 

Aquisição da Sigfox garante futuro da Internet das Coisas no Brasil, diz ABINC

Os avanços em IoT no Brasil estão protegidos com a compra da Sigfox pela UnaBiz, uma vez que a tecnologia da empresa francesa é utilizada em território nacional, tanto no setor privado, quanto para desenvolvimento de tecnologias públicas voltadas ao cidadão. Segundo a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), a aquisição da Sigfox garante a continuidade do uso dessas soluções em IoT para o benefício da população.

 

“É com muita alegria que a ABINC vê essa compra e a prosperidade desse mercado de IoT”, comemora Paulo Spaccaquerche, presidente da entidade. “Temos vários casos de uso das soluções da Sigfox, um deles sendo a Sabesp, que utiliza a tecnologia com hidrômetros espalhados por toda a cidade de São Paulo. Dar continuidade a essa solução é muito importante para o mercado de uma maneira geral e a compra beneficia todos os associados da ABINC”.

 

Em maio de 2021, a Sabesp implantou uma grande quantidade de hidrômetros inteligentes com tecnologia da Sigfox, introduzindo a telemedição do consumo de água para o transporte de dados sem fio por longas distâncias, permitindo que os dispositivos permaneçam em operação por pelo menos cinco anos sem trocar ou recarregar a bateria. Criada em 2010, a Sigfox é conhecida por ser uma das principais fornecedoras de tecnologia e soluções em IoT, tendo companhias utilizando sua tecnologia LPWAN (Low Power Wide Area Network) – usada principalmente na conexão de objetos que precisem de baterias e os equipamentos de longa duração -, em diversos países.

 

Em comunicado oficial, a UnaBiz declarou que vai garantir as vendas da tecnologia Sigfox e se esforçar para a convergência da LPWAN, colaborando com outras tecnologias de comunicação IoT para aproveitar novas oportunidades de mercado. No Brasil, a operadora oficial Sigfox é a WND, que vê a compra da Sigfox pela UnaBiz de forma positiva.
“As mudanças no modelo de negócio propostas pela UnaBiz demonstram possibilidades para o crescimento mais acelerado das aplicações IoT no Brasil que estão começando a deslanchar agora”, comenta José Almeida, CEO adjunto da WND. “A compra traz o futuro da IoT de volta para uma situação estável e melhor do que a original”.

 

Para Paulo Spaccaquerche, a compra mantém a Sigfox como player importante no mercado de IoT para atender soluções de negócio que apoiam transmissões em pequenos pacotes. “A aquisição oferece maior tranquilidade para evoluir os projetos que estavam sendo desenvolvidos com a tecnologia Sigfox no Brasil. Além da UnaBiz ser muito conhecida e ter tudo a ver com a ABINC, ela traz segurança para todos que desenvolvem projetos com a solução, podendo realizá-los de maneira mais segura”, conclui.

 

Sobre a ABINC
A Associação Brasileira de Internet das Coisas, ABINC, foi criada com o intuito de posicionar o Brasil como um player mundial de peso em Internet das Coisas, a ABINC busca defender os interesses e necessidades do mercado brasileiro de IoT e fomentar padrões e boas práticas para sua normatização.

 

Com conectividade, Brasil deve avançar rapidamente no desenvolvimento cidades inteligentes, prevê ABINC

Em um futuro próximo, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns; no entanto, falta de continuidade em trocas de gestões dos municípios pode ser um desafio.

 

“Uma Cidade Inteligente é aquela que entrega a tecnologia e usa o que tem de melhor com seus recursos para melhorar a vida das pessoas dentro do seu ecossistema”. Isso é o que reforça Aleksandro Montanha, líder do comitê de Cidades Inteligentes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC). Segundo ele, a conectividade e o 5G estão inaugurando uma nova fase de aplicações tecnológicas no Brasil, que vão potencializar ainda mais o uso de soluções para o desenvolvimento de cidades inteligentes, transformando o futuro em realidade.

 

O líder do comitê da ABINC explica que o 5G e a conectividade abrem um precedente para uma grande capacidade de processamento de sinais, que por consequência vão gerar soluções inéditas no Brasil. “Estamos em um momento onde a maturidade dos algoritmos de inteligência artificial permitem entregar resultados muito melhores, assim se aproximam muito das demandas existentes”, comenta.

 

Neste cenário, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns, além de haver uma transição entre tecnologias de metaverso e realidade aumentada, mas existem ainda muitos desafios.

 

“O grande desafio que se instala agora é a diversidade de oferta de tecnologias. A multipluralidade de soluções que muitas vezes não se conversam ou não geram continuidade, geram passivos muito custosos para a administração pública. Esse momento, de forma equivocada, transmite a sensação que existe uma conformidade no trato com o investimento em inovação.”, afirma Aleksandro.

 

O Comitê de Cidades Inteligentes da ABINC tem como objetivo apresentar para a sociedade o que, de fato, é inovação. Atualmente, o grupo está envolvido em projetos para as “Smart Agro-Cities”, com ações em locais como Ivaiporã, cidade do Paraná. Com 30 mil habitantes e um olhar voltado para o agro, a cidade está desenvolvendo um projeto de tropicalização e, ao mesmo tempo, buscando um parceiro internacional para alavancar a tecnologia no município e no estado.

 

“Onde você tem recursos hoje de investimento e muita demanda reprimida é no campo. Então, eu acredito que vamos andar muito forte com a questão de infraestrutura de comunicação estendendo para áreas mais remotas, principalmente para áreas rurais. Por conta disso, nós vamos ter um desenvolvimento dessa integração do campo com as cidades”, adianta Montanha.

 

ABINC reforça a importância da digitalização e implementação de tecnologias nas cidades brasileiras

Comitê de Cidades Inteligentes da ABINC ressalta que a inovação não deve acontecer apenas em grandes centros; grupo vem atuando em parceria com pequenas cidades para avançar na transformação digital de municípios

 

A concepção de Cidades Inteligentes vai além de implementar tecnologias em um determinado local. A inteligência está relacionada à conexão de tecnologias, como sensores, dispositivos e sistemas. No caso das cidades, é possível integrar um espaço com eficiência e tecnologia, trazendo benefícios para cidadãos e governos, promovendo assim, melhor qualidade de vida para todos.

 

Muitas cidades estão implementando soluções inteligentes, porém, uma grande parte ainda está no início da digitalização. “Existem muitos problemas a serem resolvidos ainda, mas a tecnologia tem um poder habilitador. É só uma questão de se testar, validar e escolher a melhor tecnologia para, junto com o poder público e privado, resolver esses problemas da sociedade”, ressalta Fabiano Sabatini, membro do comitê Cidades Inteligentes da ABINC.

 

Um exemplo é Cingapura, que introduziu o conceito de “Smart Nation” para priorizar e concentrar os esforços dos governos em soluções digitais e inteligentes para melhorar a qualidade de vida por meio da tecnologia. Assim como São Francisco, que estabeleceu um plano chamado “Smart Vision”, uma abordagem para usar dados, conectividade e colaboração para melhorar a vida das pessoas em suas comunidades locais.

 

Isso também é muito comum no Brasil, onde algumas cidades piloto testam algum conceito ou uma solução e depois é possível expandir de uma forma sustentável para todas as cidades. Curitiba é um caso a ser lembrado, com a criação do Ecoelétrico, uma frota de carros elétricos que presta serviços públicos. A cidade de Salvador, por exemplo, conta com um aplicativo para passageiros do transporte público. Tal qual, a cidade de São Gonçalo do Amarante, que passará a contar com coleta de lixo inteligente, wifi em todas as áreas institucionais e piso intertravado (possibilitando a infiltração da água da chuva no solo).

 

O objetivo do comitê Cidades Inteligentes da ABINC é trazer para o público o entendimento da aplicação da tecnologia para melhorar cada vez mais a qualidade de vida das pessoas nas cidades e colaborar com entidades públicas e privadas na adoção de conjuntos de tecnologias IoT (Internet das Coisas) para cidades inteligentes. Atualmente, o grupo vem atuando junto com a cidade de Londrina e com Ivaiporã, visto que a proposta é justamente levar conectividade não só para grandes centros, como para as pequenas cidades também.

 

“A gente tem experimentado uma situação muito interessante de entender o quanto essa pandemia descentralizou essa capacidade de adoção tecnológica. Estamos observando que no interior a busca por inovação é tão grande e tão importante quanto nos grandes centros. Então isso torna o papel do comitê importante e relevante na transformação da sociedade do Brasil como um todo”, complementa Aleksandro Montanha, líder do comitê.

 

IoT: na evolução da indústria 4.0, segurança é peça chave

A necessidade frenética por inovar constantemente para ganhar sustentabilidade e eficiência operacional, tem colocado a internet das coisas (IoT) no topo das estratégias das indústrias. Assim, uma infinidade de dispositivos conectados já faz parte do dia a dia de pessoas e de empresas de variados setores da economia, e a segurança segue como uma etapa importante que deve ser considerada em todo momento.

 

É preciso estar atento, porque o crescimento da tecnologia no mercado é expressivo. Estudo divulgado pela Cisco prevê que a IoT vai movimentar perto de US$ 19 trilhões até 2023, tendo a América Latina respondendo por US$ 860 bilhões e o Brasil participando com fatia de US$ 352 bilhões.

 

Diante desse cenário, o setor industrial tem passado por modernização de processos, adoção de cultura organizacional, mudando modelos de trabalho e o rumo da transformação digital. Tudo isso apoiado fundamentalmente em uma esteira que inclui: digitalização, distribuição e integração de dados.

 

A digitalização, aliás, é o primeiro passo da trajetória de plantas industriais que miram a indústria 4.0, e em variados outros setores. É uma ação essencial para obter sucesso na adoção dos conceitos e pilares do operacional avançado, que envolve automação de processos, IoT, IA, entre outros recursos, que, somados, estão levando a indústria a outro patamar.

 

Nessa jornada de transformação digital, a IDC Brasil prevê que em 2022 o mercado brasileiro terá de conciliar as necessidades de transformação digital e inovação atento à redução de custos. Por isso, estarão em alta aplicações de IoT com esse objetivo e ainda o de aumentar a eficiência da operação.

 

Segurança em alerta

 

Mas há um alerta importante nessa jornada. Ao mesmo tempo que impulsiona inúmeras oportunidades de melhorar a qualidade, a eficiência e a experiência do usuário em produtos e serviços, pode abrir portas para possíveis ataques cibernéticos com consequências desde prejuízos financeiros a riscos inusitados e, é por isso que, a camada de segurança deve ser um passo importante a ser considerado em todo momento

 

Por isso, o foco no desenvolvimento da IoT na indústria vai trazer um efeito de transformação massiva, apoiada no digital. Massiva no sentido de estar diretamente conectada ao negócio, possibilitando acesso facilitado e rápido ao ecossistema de business.

 

Mas existem desafios a serem vencidos, como tornar a segurança presente desde a fase de desenvolvimento do projeto e derrubar o medo de implementar ferramentas que ameacem a produção. Ainda que a perspectiva apresentada seja para acelerar processos, ganhar produtividade e reduzir custos, a disponibilidade é altamente crítica.

 

Trata-se de uma jornada que exige bastante experiência e dedicação. Por esse motivo, terceirizar serviços de segurança em IoT vem ganhando cada vez mais espaço nas estratégias de empresas que querem adotar a tecnologia, sem perder o controle do negócio.

 

Portanto, é preciso contar com um integrador que visualize todo o processo de segurança do cliente, desde a fase de avaliação do ambiente, orientando não só sobre procedimentos e tecnologias, como políticas de segurança adequadas.

 

E tudo vai depender do nível de maturidade do cliente no entendimento do negócio, que é até mais relevante do que o conhecimento na tecnologia. O parceiro precisa ser capaz de avaliar todo o ambiente e onde se encontram os pontos críticos que precisam ser protegidos, somando políticas de segurança e orientações sobre padrões de segurança em linha com o negócio. E ainda saber lidar com o legado e a pouca quantidade de profissionais qualificados na tecnologia.

 

5G: oportunidades e desafios

 

O mercado aguarda a chegada do 5G que promete acelerar o desenvolvimento de aplicações de IoT, mas também trazer novos riscos, exigindo melhorias em cibersegurança para dispositivos e outras conexões nesse universo. A estimativa é de que o potencial do 5G vá impactar o crescimento econômico no país. Mas é preciso estar protegido.

 

Fato é que a transição para o 5G está gerando muita expectativa, porque permitirá habilitar aplicações dependentes de tempos de respostas rápidas, ou baixa latência, que irão impulsionar telemedicina, carros autônomos e outras inovações. Hoje, a fase é de discussão de como a tecnologia irá movimentar as empresas e como elas vão adotá-la com segurança. Mas este é o tema do próximo artigo.

 

Texto por: Fabio Jardim e Rodrigo Fernandes

Fonte: Digitizeme

IoT: mais que conectividade, é eficiência operacional para Utilities

Muitas pessoas ainda acreditam que o principal conceito de IoT (Internet das Coisas) é ter dispositivos de todos os tipos conectados. Na verdade, ele vai muito além disso e tem como principal diferencial a transformação de dados em informações.

 

Mais do que conectar dispositivos, uma solução de IoT gerencia atividades e permite a transferência segura de informações para uma análise eficiente dos dados obtidos, visando transformar estes dados em ferramentas para traçar estratégias de negócio mais assertivas. Em um contexto global cada dia mais conectado, estas soluções permitem que cidades, meios de transporte, imóveis e setores como o industrial, Utilities e varejo, entre outros, tornem-se mais conectados, inteligentes e mais eficientes.

 

Explicando assim pode parecer uma realidade ainda distante, mas não é demais lembrar que, segundo o estudo IoT Snapshot da Logicalis, 57% das empresas brasileiras já possuem pelo menos uma iniciativa de IoT. E mais: 42% das empresas no Brasil planejam investir em projetos de IoT nos próximos 18 meses, e quando comparamos o volume de investimento em 2021 com os montantes de 2020, 46% dos entrevistados brasileiros relatam crescimento.

 

Se já é factível no mercado em geral, no setor de Utilities o uso de IoT tem se mostrado uma realidade há algum tempo e isso com os mais diversos tipos de uso. Na área de segurança, por exemplo, com soluções de monitoramento, em tempo real, do trabalhador a fim de aumentar sua segurança por meio de identificação de atos inseguros, como: entrada em áreas de risco, corrida em local operacional, trabalho em altura, incidentes de quedas, desmaios e pedidos de socorro.

 

No setor de energia, por exemplo, também há o monitoramento do consumo de energia elétrica, que com a utilização de medidores inteligentes é possível monitorar o consumo dos usuários e coletar automaticamente dados precisos, que podem ser usados para conformidade regulatória.

 

Também é possível ver a presença de soluções de IoT no monitoramento de ativos e equipamentos de manutenção, melhorando a gestão do inventário. Ou ainda na utilização de sensores para monitorar vibração, temperatura e umidade, ajudando a prever eventuais falhas antes que ocorram.

 

Entretanto, o maior desafio das organizações na expansão da adoção de soluções de Internet das Coisas dentro de seu ambiente é a necessidade de integração não apenas dos dispositivos, mas também com o legado. Muitas estão percebendo que esta integração é fundamental para a transformação de dados em informações efetivas para o negócio e, para que esta integração seja feita da forma mais simples, estão apostando em plataformas de IoT fornecidas por parceiros especializados.

 

Estamos falando de uma plataforma que funcione como uma base horizontal, permitindo incorporar soluções de IoT ponta a ponta, com governança, segurança, disponibilidade e escalabilidade garantidas. Ao adotar estas plataformas, as empresas contam com uma série de diferenciais sobre aquelas que tentam desenvolver integrações individualizadas para cada solução.

 

Primeiro, aceleram a criação e soluções comerciais verticais e customizadas. Depois, aceleram também o desenvolvimento e a integração de aplicativos de IoT, permitindo a conexão e a centralização de dados de diferentes fontes: sensores, sistemas corporativos e operacionais. Por fim, passam a contar com a capacidade de automatizar os resultados de negócios por meio de mecanismos de análise.

 

São estas características que garantem cases de sucesso como o de seu uso para gestão energética, trazendo benefícios como aumento da visibilidade e identificação do uso ineficiente de energia e possíveis problemas; melhora das operações e redução do uso de energia, custo e do impacto no meio ambiente; e visualização de dados reais de uso possibilitando a negociação de melhores preços em seus contratos de compra de energia.

 

Texto por: Vivian Heinrichs

Fonte:Digitizeme