ABINC e Pecege MBA USP Esalq firmam parceria para desenvolver a IoT no Brasil

Objetivo é prover acesso e conexões entre a iniciativa privada, órgãos públicos e regulamentadores, com os ambientes universitários de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de gestão

Em busca de disseminar o conceito da IoT – Internet das Coisas – no Brasil, a ABINC, Associação Brasileira de Internet das Coisas, junto ao Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas –  Pecege, instituto organizador do MBA USP ESALQ da Universidade de São Paulo, anunciam parceria para 2021. A proposta é que a iniciativa privada se aproxime das universidades e centro de pesquisas para que haja um vínculo cada vez mais sólido e fundamental para o crescimento do setor e da economia como um todo.

A parceria é um passo muito importante para estreitar as fontes de conhecimento da Universidades e os Institutos de Pesquisa e a iniciativa privada no sentido de desenvolver a IoT no Brasil. No ponto de vista ecossistema digital, essas parcerias são fundamentais, pois é possível trazer o que está sendo desenvolvido em termos de pesquisas e projetos. Tanto do lado acadêmico para a iniciativa privada, como também é possível levar demandas da privada para o mundo acadêmico, fazendo com que os esforços nas universidades acabem cada vez mais sendo direcionados para o mercado.

Grande parte da iniciativa aconteceu por conta do Alexandre Vargha, Presidente do Comitê Auto e Mobilidade da ABINC, sob a liderança do Presidente Paulo Spaccaquerche. “Isso demonstra que a ABINC está preocupada com a formação de profissionais com o mesmo peso desta respeitada instituição de ensino reconhecida internacionalmente. Acredito que, podemos esperar uma troca enriquecedora entre os principais envolvidos e, veremos os resultados no desenvolvimento de projetos do Plano Nacional de IoT para fortalecer o Brasil nesse mercado global e competitivo de IoT” – Dalton Oliveira, Conselheiro Consultivo da ABINC e Consultor Global em Transformação Digital e Inovação da Wardston Consulting.

“Isso é a forma de valorizar as instituições de ensino com elementos críticos e fundamentais para complementar todos os esforços de pesquisa e desenvolvimento. Com isso, nós acreditamos que da forma que acontece nos países desenvolvidos, inclusive onde a infraestrutura de IoT é mais estruturada, quando se juntam conectando a todo o ecossistema IoT de forma organizada e colaborativa rumo ao Digital Twin às instituições privadas, o governo e os órgãos regulamentadores com as fontes de conhecimento e as universidades, conseguimos trazer um horizonte com bons resultados no médio e longo prazo. Porque você fortalece todos os elos da cadeia e eleva o conceito da cadeia de valor através da digitalização”, explica Alexandre Vargha – Líder do Comitê Auto e Mobilidade da ABINC.

“Acreditamos que a inter-relação entre fundamentos estatísticos e de analytics, programação e usufruto de softwares, e processos de gestão para a tomada de decisão, levam à melhor formação de Cientista de Dados. O desbalanceamento entre estes três pilares fundamentais torna o processo incompleto, e é justamente a partir desta lógica que foi estruturada a grade do MBA em Data Science e Analytics”, ressalta o Profº Luiz Paulo Fávero, Professor Titular da USP e coordenador do MBA USP Esalq em Data Science e Analytics.

Para o início já está alinhado a realização de webinars sobre Data Science e Analytics, desconto de 5% de desconto adicional (MBA em Data Science e Analytics – online) para associados ABINC que participarem dos webinars e que realizarem a inscrição em determinada data e bolsas MBA USP ESALQ (100% de desconto) por ano para a ABINC. Além disso, a proposta ainda é criar frentes de intercâmbio entre as empresas e a Universidade para desenvolvimento de trabalhos específicos. Promover ações conjuntas para estruturação de novas frentes. E por fim, principalmente, estreitar os laços para discutir sobre o futuro da integração Universidade-Mercado no médio-longo prazo.

Sobre a ABINC

A ABINC, Associação Brasileira de Internet das Coisas, foi fundada em dezembro de 2015 como uma organização sem fins lucrativos, por executivos e empreendedores do mercado de TI e Telecom. A ideia nasceu da necessidade de se criar uma entidade que fosse legítima e representativa, de âmbito nacional, e que permitisse a atuação em todas as frentes do setor de Internet das Coisas. A ABINC tem como objetivo incentivar a troca de informações e fomentar a atividade comercial entre associados; promover atividade de pesquisa e desenvolvimento; atuar junto às autoridades governamentais envolvidas no âmbito da Internet das Coisas e representar e fazer as parcerias internacionais com entidades do setor.

Para mais informações, entrevistas e/ou ajuda com pautas sobre IoT, entre em contato:

Assessoria de Imprensa – Motim.cc
Paulinha Deodato – [email protected] (11) 98414-3845
Luís de Magalhães – [email protected] – (11) 95292-8049

 

 

 

 

 

 

 

 

F5 fecha acordo de US$ 440 milhões para compra da Volterra

A provedora de serviços F5, uma das associadas da ABINC, fechou um acordo de compra da empresa especializada em serviços de edge computing Volterra. A transação, que ainda está sujeita a analise dos órgãos regulatórios, deve ser concluída ainda no primeiro trimestre deste ano.

Pelo acordo realizado entre as duas empresas, será pago US$ 440 milhões pela compra da norte americana Volterra, além de outros US$ 60 milhões em incentivos para funcionários e fundadores da empresa, que deverão ser integrados a equipe da F5.

Com a transação a provedora irá criar a primeira plataforma edge 2.0 para empresas e provedores de serviços. A solução deve permitir uma abordagem “app-dreve”, escalabilidade ilimitada e prioridade para segurança. A F5 também revelou novas projeções de faturamento para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2021. A estimativa prevê um salto de 10% no faturamento, para US$ 623 milhões. A vertical de software seria responsável por 68% do bolo.

Fonte: Teletime.

LoRaWAN® Roaming agora disponível em mais de 25 países

Fremont, CA – 26 de Janeiro de 2021 − A LoRa Alliance®, a associação global de empresas que apoiam o padrão aberto LoRaWAN® para redes de longa distância de baixa potência (LPWANs) da Internet das Coisas (IoT), anunciou hoje que várias operadoras de rede implantaram plataformas com capacidade de roaming, com recursos de roaming LoRaWAN completos agora disponíveis em 27 países ao redor do mundo, bem como via satélite. Vários clientes em todo o mundo já estão aproveitando os serviços de roaming fornecidos por operadoras de redes públicas LoRaWAN.

“A LoRa Alliance continua a conduzir uma estratégia de tornar a LoRaWAN amplamente acessível e fácil de usar”, disse Donna Moore, CEO e presidente da LoRa Alliance. “No final de 2020, tínhamos redes LoRaWAN públicas e privadas ativas em mais de 160 países em todo o mundo. Também sabemos que a verdadeira cobertura global é alcançada mais rapidamente pela interconexão de redes e permitindo que os dispositivos se movam perfeitamente entre elas − especialmente para aplicativos de logística e rastreamento. Muitas das maiores marcas globais apoiaram essa abordagem implementando o roaming LoRaWAN em suas redes, tornando a LoRaWAN mais acessível do que nunca”.

Atualizações recentes para a especificação técnica de interfaces de backend TS002-1.1.0 LoRaWAN concluídas no quarto trimestre de 2020 aumentam a facilidade de uso para implementações de roaming e adicionam suporte aos recursos de geolocalização LoRaWAN para dispositivos em roaming. O roaming LoRaWAN cobre ativos móveis e fixos de clientes multinacionais cujos dispositivos aproveitam a cobertura de rádio de parceiros de roaming em vários países. Além do peering de rede pública-para-pública, os recursos de roaming da LoRaWAN também oferecem suporte para peering de rede pública-para-privada e privada-para-privada. O protocolo LoRaWAN também oferece um recurso único, pelo qual um determinado dispositivo pode ser servido simultaneamente por vários gateways que podem pertencer à casa e a uma ou mais redes visitadas. Do ponto de vista da funcionalidade, isso permite que vários gateways de rede atuem como um, com cobertura unificada servindo o dispositivo.

Para apoiar ainda mais o roaming, a LoRa Alliance lançou a iniciativa Connect UE para acelerar o roaming na Europa, com a participação de outras regiões. A iniciativa apoia e incentiva a colaboração entre todos os membros da LoRa Alliance interessados em aproveitar o roaming LoRaWAN. Esse esforço, junto com os aprimoramentos da especificação de backend LoRaWAN, mostra o compromisso da aliança com a melhoria contínua dessa capacidade e garante o envolvimento ativo dos membros em redes e hubs de roaming.

A capacidade de roaming LoRaWAN está atualmente disponível nos seguintes membros da LoRa Alliance nestes países:

  • 3S na Tunísia
  • A2A na Itália
  • Charter Communications nos Estados Unidos
  • Connexin no Reino Unido
  • Czech Republic (Ceske Radiokomunikace, a.s.) na República Tcheca
  • ER-Telecom-Domru na Rússia
  • Everynet e seus parceiros no Brasil (American Tower do Brasil), Indonésia (Telkom Indonesia), Islândia (Lysir), Reino Unido, Irlanda, Espanha, Itália, Porto Rico e México
  • Digita Oy na Finlândia
  • komro GmbH na Alemanha
  • KPN na Holanda
  • Lyse na Noruega
  • Minol-ZENNER Group na Alemanha
  • MIOT Melita.io Technology GmbH na Alemanha
  • Netmore na Suécia
  • NNNCo na Austrália
  • Objenious by Bouygues Telecom na França
  • Orange na França (o Roaming atualmente limitado a um único parceiro, será estendido ao mercado francês no H2 2021)
  • Pingday na Suécia
  • Proximus PLC na Bélgica e Luxemburgo
  • Senet nos Estados Unidos
  • SenRa na Índia
  • Swisscom Ltd na Suíça
  • Telekom Srbija na Sérvia
  • VTC Digicom no Vietnã
  • Actility Roaming Hub (interconectando 20 redes para roaming)
  • Lacuna Space (LoRaWAN satellite company)

Além de poder acessar o roaming LoRaWAN por meio de acordos com operadoras de rede, vários membros da LoRa Alliance lançaram hubs de roaming que podem mutualizar interconexões de várias redes. Os hubs tornam mais fácil para os provedores de rede se conectarem a vários fornecedores ao mesmo tempo. Finalmente, o roaming já está acessível através do provedor de rede de satélite Lacuna Space permitindo a integração de redes terrestres e de satélite, fornecendo cobertura para áreas remotas.

Sobre a LoRa Alliance

A LoRa Alliance® é uma associação aberta sem fins lucrativos que se tornou uma das alianças maiores e de crescimento mais rápido no setor de tecnologia desde o seu início em 2015. Seus membros colaboram estreitamente e compartilham experiência para desenvolver e promover o padrão LoRaWAN®, que é o padrão global de fato para conectividade IoT LPWAN segura e de nível de operadora. A LoRaWAN tem flexibilidade técnica para atender a uma ampla gama de aplicativos IoT, tanto estáticos quanto móveis, e um programa de certificação LoRaWAN robusto para garantir que os dispositivos funcionem conforme especificado. Implantado por 150 grandes operadoras de rede móvel globalmente, a conectividade LoRaWAN está disponível em mais de 160 países, com expansão contínua. Mais informações: http://lora-alliance.org/

LoRa Alliance® e LoRaWAN® são marcas registradas usadas com permissão.

A ABINC é membro da LoRa Alliance.

Sobre a Everynet

A líder global em host neutro e conectividade IoT de custo ultrabaixo.

A Everynet é uma operadora de rede LoRaWAN global e fornece redes de nível de operadora na Ásia, Europa, Oriente Médio e África e nas Américas. O modelo de rede de host neutro da Everynet permite que operadoras de rede móvel, MVNOs e MSPs globais ofereçam IoT de custo ultrabaixo imediatamente e lucrativamente com CAPEX inicial ZERO. A Everynet torna a IoT acessível em qualquer setor para permitir soluções de nível empresarial e é implantada usando a tecnologia LoRaWAN, o padrão aberto adotado globalmente para conectividade IoT.

Para obter mais informações, visite www.everynet.com

Fonte: LoRa Alliance

 

 

Oportunidades para as cidades inteligentes solucionarem problemas provocados pela pandemia

Os projetos de cidades inteligentes foram impactados em todo o mundo pela pandemia de Coronavírus e voltam a ganhar força à medida que pesquisadores e desenvolvedores se concentram nas soluções com maior impacto para essa nova realidade.

Assim como as atividades comerciais e industriais tiveram que se adaptar e continuam a buscar alternativas para se manterem de pé, os projetos de Cidades Inteligentes deram uma guinada ao direcionar todo os esforços para resolver os problemas que afetam o coletivo. Todos que trabalham na transformação das cidades estão se debruçando para mitigar os problemas causados pela pandemia, isso provocou uma mudança no cenário de inovação, fazendo com que ideias mais conceituais perdessem espaço.

“A pandemia desacelerou tudo aquilo que não era emergencial, o que era inovação por inovação. Mas algumas aplicações que efetivamente resolvem a vida dos cidadãos foram muito aceleradas. Projetos de cidades inteligentes que são compatíveis com esse novo cenário estão sendo pensados e estão sendo encaminhados com muita seriedade”, afirmou Aleksandro Montanha, presidente do Comitê de Cidades Inteligentes da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC.

Montanha participou do quadro de tecnologia da Rádio CBN Maringá apresentando sua visão sobre as mudanças provocadas pela pandemia no planejamento tecnológico das cidades. O especialista em tecnologia aproveitou a oportunidade para apresentar essas novas oportunidades para os projetos de cidades inteligentes pensadas para melhorar a vida das pessoas em uma nova realidade onde se prioriza o adensamento das cidades.

Trechos da participação de Aleksandro Montanha na CBN

Cidade de 15 minutos

O conceito não é novo, e vem sendo debatido há algumas décadas. Trata-se de reorganizar os centros urbanos para atender a demanda da população dentro de microrregiões. A ideia é que todo tipo de atendimentos públicos e privados estejam em até 15 minutos dos lares. Isso evitaria grandes aglomerações em transportes públicos e criaria mais áreas para que as pessoas pudessem circular com segurança sem automóveis, como calçadões e ciclovias.

Em alguns países as redes de supermercado estão adotando o conceito dentro de sua estratégia logística para se aproximar mais do cliente final. Pulverizando as unidades de loja em pequenos mercados, pequenas farmácias, o serviço passa a ser mais bem personalizado a demanda local.

A ideia também abriu espaço para o uso de veículos autônomos nas entregas, outra realidade ainda distante do Brasil, mas que segundo Montanha pode se tornar possível assim que tivermos investimentos fortes nesta área ou algum tipo de benefício fiscal para alavancar a aplicação.

Com centros urbanos cada vez maiores, e fluxo intenso nos meios de transporte, as pessoas não querem ficar aglomeradas em transportes públicos, principalmente durante uma pandemia. A ideia é você ter todos os tipos de soluções e atendimentos públicos e privados em até 15 minutos de onde você e esta é uma tendência mundial.  A tendência é reorganizar as áreas urbanas.

A cidade inteligente é assim, não é só desenvolver e aplicar a tecnologia, ela tem que ser o meio. O fim é resolver os problemas das pessoas com a tecnologia e é isso que está acontecendo. Agora nós temos mais diretrizes, tem o governo bem mais alinhado com a tecnologia por que ele já entendeu que ela resolve muitas coisas. A tendência é que a gente tenha mais planejamento urbano, mais planejamento de atendimento de microrregiões.

Mercado de eletrônicos

Algumas das transformações na sociedade causadas pelo coronavírus foram absorvidas pelo mercado, principalmente o de eletrodomésticos, que incorporou em seus aparelhos a função de descontaminação. O que se tornou necessário em nossa rotina agora também é transformado em produtos e serviços disponíveis para as pessoas. Essa função, por exemplo, já está disponível em ar-condicionado e robôs que limpam a casa.

Saúde

A inteligência artificial vai trazer muitas outras aplicações que não imaginávamos que poderiam ser realizadas por um computador ou sendo auxiliadas por um, como, por exemplo, a realização de consulta médica online. Em pouco tempo, mesmo as consultas médicas presenciais, serão assistidas por algum tipo de IA. É um momento de transformação, a tecnologia está ai e todas as empresas de todas as áreas irão utilizar esse tipo de recurso.

Segurança

Não existe um ambiente 100% seguro, ainda assim há varias medidas que se pode tomar para tornar o ambiente um pouco mais seguro e tranquilo nas suas operações e transações. Uma coisa que se tornou uma premissa para que o Brasil possa realizar suas transações e seus negócios internacionais é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com ela, aqueles que são responsáveis pelo sistema ou pela operação do sistema terão que oferecer muito mais segurança para o usuário final.

Muitas destas informações agora devem se tornar anônimas. Não pode mais guardar nenhum tipo de dado pessoal do cliente, não pode guardar nada que o identifique. Isso por si só já trás um tipo de segurança. Nós estamos passando por um período de transição, muitos destes problemas que temos hoje com segurança serão resolvidos, mas outros estão por vir. Estamos agora sendo bombardeados por uma série de inovações envolvendo o hardware, o que chamamos de IoT. Esses hardwares são de fabricantes diferentes e muitas vezes nós não conhecemos o que estão colocando ali dentro. Isso tudo tem que ser resolvido. Mas é um processo de transição e aprendizado e eu acredito que as pessoas terão muito mais cuidado para fazer as transações. Os próprios softwares são um pouco mais seguros para que você possa digitalizar sua vida sem se preocupar muito.

Emprego

A transição econômica vai gerar desemprego, porque tem muitas pessoas que são especializadas em realizar atividades que podem der substituídas pela tecnologia. A substituição traz economia para as empresas e consequentemente o desemprego. Mas também gera outras oportunidades. A área de tecnologia – de entendimento da tecnologia, não necessariamente você precisa ser da área – está muito carente de mão de obra e é uma mão de obra que paga bem. A tecnologia tem gerado oportunidades de trabalho que tem um valor agregado maior.

Webinar Agricultura Digital: Desafios e Oportunidades com a IoT

Estudos recentes indicam que a Agricultura Digital cresce em todo Brasil.

Algumas das tecnologias mais presentes no cenário da produção agrícola são:

  • Sistemas de localização por satélite;
  • Análise da variabilidade espacial e temporal;
  • Imagens e sensoriamento remoto aplicado à gestão agrícola;
  • Geoprocessamento aplicado ao gerenciamento de lavouras;
  • Amostragem e interpretação de mapas, sensores e atuadores;
  • Na pecuária, a bovinocultura digital;
  • Georreferencimento e geoposicionamento de máquinas e equipamentos;
  • Utilização de drones em diversos aspectos: para monitoramento do plantio, geolocalização, coleta de informações, entre outras aplicações;
  • Tecnologias de RFID para gestão de ativos, insumos e produtos ao longo da cadeia de valor;
  • Tecnologias remotas para controle e gestão de caracterização de solo.

Segundo informações publicadas pela Embrapa, 17,5% dos produtores rurais estão utilizando tecnologias como drones e sensores remotos para obter dados cruciais das culturas. Levando em consideração os novos lançamentos de sensores previstos nos nanosatélites e nos microssatélites, que deve acontecer em 2022, a demanda pelo serviço deve aumentar substancialmente.

O uso de drones no campo se tornou uma tendência em todo mundo. Além de levar sensores para o monitoramento de áreas, os aparelhos também são utilizados na pulverização agrícola e no controle biológico. O mercado global de drones, especificamente para agricultura, cresceu 172% nos últimos quatro anos, atingindo US$ 32,4 bilhões neste mesmo período e segue em projeção de alta para os próximos anos.

Os dados são uma amostra da importância das novas tecnologias, para que o produtor rural possa planejar com mais qualidade a sua atividade e melhorar a gestão da propriedade.

WEBINAR ESPECIAL SOBRE AGRICULTURA DIGITAL

O tema foi pauta no webinar Agricultura Digital: Desafios e Oportunidades com a IoT promovido pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC). Na oportunidade, o professor de engenharia agrícola da Universidade Federal de Viçosa, Daniel Marçal de Queiroz, nos deu uma visão geral desses temas, e nos apresentou o livro Agricultura Digital. A obra, pensada para o público acadêmico e também para aquelas que atuam na área, possui um amplo conteúdo para o desenvolvimento da agricultura de precisão.

A obra contou com a colaboração de diversos professores pesquisadores e especialistas. A edição final foi realizada pelos também professores Francisco de Assis Carvalho Pinto, Aluízio Borém e Domingos Sarvio Valente, que também participou do webinar apresentando as transformações nos processos de produção no campo. O diretor de relações institucionais da ABINC, Herlon Oliveira também é um dos colaboradores do livro.

“Podemos dizer que a Agricultura Digital é um novo insumo agrícola para orientar a tomada de decisão com base em dados. Para isso, sensores dos mais diversos tipos, acoplados em máquinas, plantas, solos, animais, drones e robôs estão constantemente conectados. Na outra ponta, o processamento dos dados é realizado com base em inteligência artificial. Dessa forma, a tomada de decisão de todo processo produtivo passa a ser mais eficiente e objetiva. Por consequência, pode-se reduzir custos de produção, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos produtos e reduzir impactos ambientais”, afirmou o professor Sarvio Valente.

Sem dúvidas que teremos um processo de democratização do acesso a tecnologia no campo. A expectativa é que nos próximos três anos tais tecnologias, que estão hoje presentes em uma pequena parte dos grandes produtores, já esteja disseminada para a grande maioria da área plantada no país, em diferentes culturas e tamanhos de propriedades, facilitado inclusive pela Lei de Incentivo ao IoT, que poderá proporcionar redução de custo dos equipamentos e tecnologias. Assim o IoT segue cumprindo o seu papel dentro da inovação tecnológica em um dos mais importantes segmentos da economia em nosso país.

NLT fecha acordo de soluções IoT com fábrica de eletrônicos

A NLT, associada à ABINC (Associação Brasileira de Internet das Coisas),  fechou um acordo com a fabricante de produtos eletrônicos Constanta para disponibilizar soluções de conectividade LoRa para internet das coisas. A parceria vai oferecer as soluções de conectividade da operadora móvel virtual (MVNO na língua inglesa) para aplicações como medidores inteligentes de consumo e sensores de condições de solo, atendendo às verticais de cidades inteligentes, indústria, saúde e agronegócio.

A MVNO afirma ter a maior cobertura no país com a tecnologia LoRA da American Tower e a infraestrutura de rede GSM da Vivo. De acordo com a NLT, a iniciativa coincide com a estratégia da Constanta de expansão de fábrica, dobrando a infraestrutura atual de 5 mil m2 em Atibaia (SP) para atender ao mercado nacional e da América Latina.

Em comunicado o CEO da Constanta, Roberval Tavares, disse que a rede LoRA da operadora permite novo modelo de negócios e melhora a solução e disponibilidade do serviço, com maior cobertura, baixo consumo de energia, “alta imunidade a ruídos e muita segurança”.

Fonte: Teletime

Principais tecnologias de comunicação sem fio e suas aplicações para as soluções IoT

Nos dias atuais quando debatemos ou pensamos em soluções inovadoras estamos, mesmo que involuntariamente, falando de conectividade. Mesmo quando se fala em “dispositivo inteligente” a conectividade é um fator essencial dentro da economia 4.0. Nossos smartbands, smartphones, a TV smart e os veículos autônomos são exemplos de dispositivos que utilizam conectividade.

Mas quando se trata de economia 4.0 o conceito de conectividade é muito maior, pois engloba verticais como de cidades inteligentes, agronegócio, indústria, saúde e logística. Cada solução que utiliza a internet das coisas (IoT) possui seu próprio conjunto exclusivo de requisitos de rede, por isso é essencial buscar a conectividade ideal para cada necessidade.

Recentemente o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC, Paulo José Spaccaquerche, participou de um webinar que debateu as oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras de IoT em todos os modelos de negócio no país, mesmo enquanto aguardamos a chegada do revolucionário 5G. Há diversas tecnologias sem fio com diferentes características que envolvem consumo de energia, largura de banda, alcance e etc.

Popularmente conhecida pelo público geral, as Redes Celulares oferecem comunicação de banda larga segura, suporta múltiplas chamadas de voz e aplicativos de streaming de vídeo. Dentro de soluções IoT elas podem ser melhor aproveitadas em casos específicos como carros conectados ou gerenciamento de frota em transporte e logística. A quinta geração da rede, o 5G, promete revolucionar a maneira como nos comunicamos e o segmento M2M.

A principal diferença com a rede legado é a alta velocidade e a latência ultrabaixa, essencial para que os veículos autônomos se tornem realidade. No entanto, o 5G não deve ser a tecnologia ideal para todo tipo de solução IoT e nem sua ausência é um impedimento para que iniciativas inovadoras sejam postas em prática. Em Minas Gerais, a mineradora Vale possui 14 caminhões de extração autônomos utilizando tecnologia de comunicação Imax e LTE.

A desvantagem das redes celulares para as soluções de IoT envolvem o alto custo dos planos de internet, o alto consumo de bateria e as lacunas de cobertura em locais subterrâneos e remotos. O Wi-Fi, também amplamente conhecido, não é uma rede viável para as soluções de IoT. Os modens possuem baixa segurança contra invasores e o sinal pode ser facilmente bloqueado por obstáculos como paredes.

O Bluetooth é definido como uma rede de área pessoal sem fio. Atualmente pode atender aplicações IoT em pequena escala com o Bluetooth Low-Energy (BLE) e Bluetooth Mesh – mais utilizado pelo varejo. O BLE é usado geralmente em conjunto com um smartphone que funciona como um hub para transferência de dados para a nuvem. Ele integra dispositivos vestíveis fitness e médicos, como as pulseiras e relógios inteligentes.

O padrão Zigbee é normalmente utilizado como complemento do Wi-Fi em soluções para automação residencial. A rede possui curto alcance de sinal – menos de 100m – baixo consumo de energia e taxas de dados mais altas quando comparado ao padrão de rede LPWAN.

O setor de varejo e logística está muito familiarizado com a identificação por radiofrequência. As etiquetas RFID utilizam ondas de rádio para transmitir pequenas quantidades de dados para um leitor a uma curta distância.  Elas podem ser anexadas a todo tipo de produto e equipamento, permitindo o gerenciamento otimizado do estoque e a gestão de ativos em tempo real.

As redes de longa distância e baixa potência (LPWAN) estão revolucionando o mercado de IoT, possibilitando comunicação M2M de longo alcance, entre 5 e 15Km, e maior autonomia de bateria, que em alguns casos podem durar cerca de 10 anos. As LPWANs, como a rede LoRaWAN e Sigfox , está permitindo mais escalabilidade de sensores, ao mesmo tempo que oferece uma rede com baixa interferência de sinal, protocolos seguros contra invasores e conectividade nas cidades e no campo.

A escolha correta da rede é a chave para que a sua solução de IoT se torne viável e ofereça maior retorno sobre o investimento. Retorno esse que além de financeiro, também proporciona qualidade, produtividade e melhor aproveitamento dos recursos.

Referência: BehrTech

 

Retrospectiva 2020: Comitê de Cidades Inteligentes

A Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) trabalha para promover interesses e negócios com IoT através de diversos comitês de trabalho. Atualmente existem nove comitês ativos na instituição, são eles: agronegócio, auto & mobilidade urbana, dados & IA, jurídico, manufatura, redes, segurança, saúde e também o de cidades inteligentes, lançado em junho deste ano.

Na oportunidade, os especialistas no tema debateram o papel da tecnologia para a transformação de uma cidade inteligente. Com mediação do presidente da ABINC, Paulo José Spaccaquerche, o webinar contou com a presença do Presidente do Conselho de Cidades Inteligentes da ABINC, Aleksandro Montanha.

Também participaram: o Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital na Secretaria de Empreendedorismo e Inovação, José Gustavo Sampaio Gontijo; o Gerente Técnico e especialista em IoT da Intel Brasil, Fabiano Sabatini; o autor de cinco livros relacionados ao tema de tecnologia e inovação, André Telles e o Manager do Smart City Expo Curitiba, Beto Marcelino.

Para os especialistas nenhuma cidade se torna inteligente de maneira imediata ou mesmo com a adoção de uma tecnologia disruptiva. É preciso um olhar profundo para a cidade, entender onde a tecnologia pode melhorar o dia a dia dos cidadãos que vivem e trabalham nela. Esse é o ponto mais sensível para os gestores, já que a tecnologia por si só não é capaz de transformar uma cidade em uma Smart City.

É preciso gerenciar com expertise cada sensor instalado na cidade para que os benefícios de sua adoção possam ser sentidos pelas pessoas, mesmo quando elas não saibam que estão utilizando a tecnologia. Um exemplo disso são câmeras de monitoramento, que podem enviar alertas para as autoridades de segurança, caso o sistema utilizando inteligência artificial detecte uma eventualidade suspeita.

No Paraná, algumas aplicações contribuíram para minimizar o impacto do distanciamento social provocado pela pandemia do coronavírus. O aplicativo Paraná Serviços está conectando clientes e prestadores de serviço como eletricistas, bombeiros hidráulicos e muitos outros. O App já recebeu mais de 30 mil downloads. Neste momento onde a solidariedade é ainda mais importante, doadores e entidade beneficentes também estão se conectando diretamente através de um aplicativo para smartphone.

Através do App Paraná Solidário as pessoas podem direcionar doações como roupas e alimentos às instituições que mais precisam. Dessa forma, os municípios não precisam se preocupar com o armazenamento e a logística dos materiais. Esses são apenas alguns exemplos de como a tecnologia pode contribuir para melhorar a vida de todos e assim tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

Os retornos sobre o investimento em IoT não são apenas financeiros, mas também sociais. Porém, para que a tecnologia possa ter impactos mais profundos em nossa sociedade também precisamos de um grande programa de qualificação que englobe a todos os cidadãos. É claro que isso requer um grande investimento para o país, mas quando as pessoas compreenderem melhor as novas tecnologias e suas aplicações melhor será o seu aproveitamento.

Caso você não tenha consigo participar da transmissão ao vivo, você pode assistir a gravação clicando aqui.

Moisés Silva é o novo diretor financeiro da ABINC

A Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC possui um novo diretor administrativo financeiro, Moisés Silva, com mais de 20 anos de atuação em posições de liderança em áreas financeira, administração de contratos e vendas. Atualmente Silva é executivo sênior no mercado de Tower Co e possui experiência com clientes de diferentes verticais como: indústria, serviços, bancos, seguradoras, birô de cobrança, automobilístico, governo, segurança, energia, transportes, telecomunicações, educação, saúde, hotel e varejo.

Na ABINC, Moisés Silva espera também contribuir para que a associação possa ter maior diversidade de associados, tanto no porte das empresas quanto na atuação das mesmas na cadeia de fornecimento, atraindo mais empresas que entregam conectividade, dispositivo pronto, design, etc. O diretor financeiro enxerga o crescimento do mercado de internet das coisas (IoT) no país, mesmo com a pandemia de coronavírus, porque há uma demanda crescente pela automatização de processos, onde a IoT é fundamental.

Moisés Silva também destaca que, mesmo enquanto aguardamos o leilão do espectro 5G, que pode ser realizado no primeiro semestre de 2021, há tecnologias posicionadas para contribuir com o crescimento da IoT no Brasil. Isso se deve principalmente ao Plano Nacional de Internet das Coisas, sancionado pelo governo federal no ano passado, que contou com participação de empresas do setor e com a colaboração da ABINC para que a pauta pudesse progredir.

Para o diretor, o 5G será mais demandado dentro do edge computing, possibilitando o crescimento de soluções de veículos autônomos na melhoria e ampliação na experiência de jogos online e streaming de filmes. “Tem uma parte do mercado que é atendida pelas tecnologias LPWAN, NB-IoT e Cat-M, essa é uma parte da pirâmide. O 5G não é preponderante para que a IoT aconteça no país. Quando ele chegar dará início às ideias disruptivas. É um mundo que a gente não tem dimensão de onde pode chegar”, comentou.

Fazendo um apanhado histórico, Silva reflete que muita coisa já foi transformada no segmento M2M, saindo de uma tecnologia analógica e tornando tudo mais dinâmico com as tecnologias de comunicação atuais. E que determinados segmentos, como o de medição e rastreamento não devem migrar de tecnologia. Sobre a redução de impostos sobre a IoT pautada no congresso, Moisés Silva acredita que a medida deve contribuir para alavancar o mercado, beneficiando todo o setor, principalmente as operadoras que poderão fazer novos investimentos.

“Ao reduzir os impostos você alavanca o mercado de dispositivos que estava represado por esta condição. Sem dúvida, ao eliminar essas taxas o governo viabiliza que a indústria local incremente a fabricação de dispositivos. Isso também alavanca quem já estava posicionado como a LPWAN, porque torna mais claro para o consumidor onde cada tecnologia se posiciona. Para mim é um jogo de ganha ganha a partir do momento em que o governo libera os custos para que as operadores possam se sentir mais motivadas para investir em NB-IoT e Cat-M, que é onde essas taxações tem mais impacto”, comentou.

O novo diretor financeiro também convida àqueles que fazem parte do setor de IoT a se associarem a ABINC, para que fortaleçam a sua empresa e a comunidade.

“Estar junto com seus pares em associação fortalece a sua capacidade de levar seus pleitos tanto para sociedade civil, quanto para as entidades governamentais de forma estruturada. Isso é importante não só do ponto de vista de representatividade, mas também pelo respaldo da associação aos anseios da comunidade. Se associem, façam parte, coloquem suas ideias e ajudem o país a crescer”, finalizou.

Retrospectiva 2020: Educação Digital e analítica é a chave para transformar a cultura do negócio

No webinar “Os dados são o petróleo da IoT” organizado pelo comitê de Dados e Analytics da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC, os palestrantes Josias Oliveira e Janete Ribeiro apresentam informações sobre o desafio do mundo dos negócios para desenvolver a cultura de dados, principalmente no setor  industrial com foco no mercado nacional.

A caminhada para desenvolver as soluções necessárias também é um desafio à parte. No mundo há mais de 7,7 bilhões de pessoas e 51,2% delas estão conectadas pela internet. O volume de dados dessa equação excede a capacidade de interpretação que temos hoje. Em 10 anos, a expectativa é que a população ultrapasse os 8 bilhões de pessoas e que todas estejam conectadas.

Em um mundo repleto de dados, as empresas que buscam a liderança do mercado terão que estar mais bem posicionadas para coletar as informações e analisá-las, para então organizar um bom histórico de dados, essenciais para tomada de decisão. No campo tecnológico as mudanças que estão acontecendo no mundo são irreversíveis, portanto, a educação digital e analítica é fundamental para transformar a cultura do negócio.

Segundo a Gartner, os 3 principais obstáculos para evoluir com uma cultura baseada em dados envolvem hardware, software e competências digitais e analíticas, sendo que o desenvolvimento de competência é o mais crítico. Portanto, antes de promover investimentos em alta tecnologia é preciso transformar a cultura digital e analítica do negócio, essencialmente.

Para prevalecer no mercado é preciso compreender o quão necessário é acompanhar as transformações organizacionais. Isso porque o Brasil tem perdido muitas posições no ranking global de competitividade do setor industrial. Em 2010 o país ocupou o 5º lugar, mas caiu para a 29ª posição em 2017. O país ainda não recuperou posições, e segundo Oliveira, é possível que as coisas não mudem nos próximos dois anos.

No webinar, Oliveira apresenta algumas medidas que as empresas devem adotar para melhorar a sua cultura digital e analítica, além de boas práticas organizacionais. Também são apresentados cases desenvolvidos para indústrias nacionais e para o setor de agronegócio. Além disso, a professora Janete Ribeiro fala sobre a gestão e ética dos dados e a LGPD – aprovada em setembro.

Caso você não tenha consigo participar da transmissão ao vivo, você pode assistir a gravação clicando aqui.