IoT passará a ser relevante para 76% das empresas no Brasil nos próximos anos, aponta pesquisa da Logicalis

Pelo quarto ano consecutivo, a Logicalis, empresa global de serviços e soluções de tecnologia da informação e comunicação, realiza o IoT Snapshot, estudo que analisa os mercados brasileiro e latino-americano em relação à evolução da Internet das Coisas (IoT) e sua adoção. Hoje, mais do que uma promessa, a IoT é algo que já está acontecendo, e é possível ver projetos entrando em fase de roll-out.

Highlights

  • O tema IoT continua crescendo e é cada vez mais relevante. No Brasil, para 42% das empresas analisadas, o tema é de alta importância e a previsão é de que, nos próximos três a cinco anos, cresça para 76%. Nos demais países, a previsão de evolução é de 43% para 73%;
  • Hoje, times diversos conduzem a IoT nas empresas. No Brasil, em 26% das companhias, as iniciativas ficam sob responsabilidade de times multidisciplinares;
  • 35% das empresas brasileiras e 24% das latino-americanas contam com alguma iniciativa de IoT;
  • Dentre os principais benefícios da adoção da IoT estão: redução de custos, agilidade e eficiência operacional;
  • Cultura organizacional e custo são os principais inibidores para adoção de IoT atualmente.

“Justificar investimentos de IoT é algo de suma importância – afinal de contas, a tecnologia deixa de ser hype e torna-se uma (ou mais uma) abordagem estratégica de busca de competitividade. Chegamos a um ponto em que as soluções de transformação digital estão prontas para realmente mudarem as empresas”, afirma Yassuki Takano, diretor de consultoria da Logicalis.

Importância da IoT

No mercado brasileiro, 42% dos executivos avaliam a IoT como uma tecnologia de “alta” ou “muito alta” importância para os negócios atuais. O aumento de relevância do tema é consistente, visto que esse número é um pouco maior que os 40% apontados na pesquisa de 2019. Entretanto, a expectativa criada em 2016 ainda não foi atingida, quando 62% dos executivos acreditavam que entre 3 a 5 anos (ou seja, entre 2019 e 2021) a IoT teria “alta” ou “muito alta” importância para os negócios.

Os números também revelam que 76% dos executivos avaliam que, no médio prazo – ou seja, entre 2022 a 2024 -, a IoT terá importância “alta” ou “muito alta” para os negócios. A expectativa caiu um pouco se comparada ao ano passado, em que 82% dos executivos acreditavam na alta importância da IoT para os 3 a 5 anos seguintes.

Os demais países latino-americanos entrevistados aumentaram consideravelmente suas opiniões sobre a importância da tecnologia quando comparado com 2019. O Chile desponta como única exceção. Por lá 37% dos executivos avaliam a IoT como de “alta” ou “muito alta” importância para os negócios, 5 pontos porcentuais menos que no ano passado, mas, no médio prazo, a importância segue a tendência de aumento.

Responsabilidade e investimentos

Uma evolução que acompanha a da IoT é em relação à composição dos times que a conduzem. Agora, a tendência é de serem cada vez mais diversos. De modo geral, a área de TI está envolvida, o que mostra que, com a transformação digital e o surgimento de tecnologias disruptivas, TI vem se tornando uma área de grande relevância para as empresas, deixando de ser uma área de apoio e infra e se tornando fundamental para melhoria do negócio.

Na maioria dos casos, a gestão e implementação de projetos de IoT ainda estão sob a responsabilidade da área de TI (60%), número um pouco menor quando comparado com o ano anterior (68%). Mas é possível notar uma mudança significativa em relação aos projetos conduzidos por times multidisciplinares – especialmente no Brasil. Enquanto no ano passado apenas 3% da responsabilidade e gestão era feita por equipes compostas por profissionais de TI, negócios e inovação, hoje esse porcentual cresceu para 26%. Nos demais países estudados, apenas 9% dos respondentes afirmaram que iniciativas de IoT são de equipes multidisciplinares.

Nível de adoção

A internet das coisas tem ganhado cada vez mais espaço na América Latina. No Brasil, 35% das empresas contam com algum uso da tecnologia, enquanto na América Latina o número é 24%. O mercado brasileiro desponta ligeiramente mais maduro, ao ter a maior parte das iniciativas – 19% – já em produção. Nos demais países analisados, a maior parte das empresas (10%) está em fase de Prova de Conceito (PoC), mas o cenário é bastante equilibrado.

Já os planos de investimento em IoT ao longo dos próximos 18 meses se mostram mais contidos que em 2018. Argentina, Chile, Colômbia e México apresentam uma visão um pouco mais otimista em relação a isso. No Brasil, em 2018, 44% dos entrevistados afirmavam ter planos concretos de investir em novas iniciativas de internet das coisas; na edição 2019, foram apenas 34% dos respondentes.

Quando se avalia setorialmente o mercado brasileiro, o segmento em que mais há planos concretos de investimentos em novos projetos de IoT nos próximos 18 meses é novamente manufatura. Em segundo lugar, vem o setor de serviços, em que 33% dos executivos afirmam ter planos de investir em IoT. O número é discretamente mais alto que no último ano, quando os respondentes eram 30%. Já o agronegócio, que aparecia em segundo lugar no último estudo com 43% das empresas planejando investir em IoT, caiu para a terceira posição entre os mais interessados, com apenas 20% dos executivos tendo planos concretos.

Investir para quê?

Questionados, executivos brasileiros e demais latino-americanos não têm as mesmas opiniões sobre os benefícios da implementação de projetos de IoT. Brasileiros – como mostra o gráfico abaixo – são diretos ao afirmar que, no topo das prioridades estão: eficiência, fontes novas de receita e suporte à tomada de decisão.

Desafios

Apesar do aumento de relevância da IoT nos mais diversos setores do mercado, a tecnologia enfrenta algumas barreiras como a cultural e a financeira. As incertezas do cenário econômico regional e a necessidade cada vez maior de justificar investimentos de IoT levaram 38% dos respondentes brasileiros e dos demais países a colocar o item custo como principal inibidor para a adoção dessa tecnologia. Em segundo lugar, aparece a questão da cultura organizacional, apontada por 28% dos executivos brasileiros e por 20% dos latino-americanos como principal barreira para uma adoção completa.

No tema de capacitação e preparo de equipe, os itens que aparecem como principais dificuldades enfrentadas pelos executivos brasileiros são: inteligência artificial e machine learning. Somente 12% dos entrevistados acreditam que suas equipes estão preparadas ou muito preparadas para usar essas tecnologias, enquanto 37% acreditam que seus times não estão preparados. Nos outros países analisados ocorre o mesmo.

Já em relação a temas confortáveis para os executivos estão: redes e segurança. No Brasil, 82% e 68% afirmam que seus times estão preparados ou muito preparados para essas questões. Enquanto isso, na América Latina rede e conectividade aparecem como principais itens do quesito.

Metodologia

A quarta edição do IoT Snapshot foi realizada em parceria com a consultoria Stratica e entrevistou, entre outubro e novembro de 2019, 256 executivos, divididos em: Brasil (146), Colômbia (34), México (32), Argentina (27) e Chile (17). A pesquisa traz um retrato fiel da maturidade da IoT no mercado Latino.

Confira o estudo completo no link .

Sobre a Logicalis

A Logicalis é uma empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação com operações nos cinco continentes, e faturamento anual da ordem de US﹩ 1,5 bilhão. Na América Latina, conta com uma equipe de 2900 profissionais altamente capacitados, distribuídos por suas operações em onze países – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Porto Rico e Uruguai. Com a missão de ser um agente transformador da sociedade, a Logicalis acredita na aplicação de tecnologias inovadoras para suportar seus mais de mil clientes no caminho da digitalização de seus negócios, sempre com soluções desenhadas sob medida para cada necessidade. Para mais informações, visite: www.la.logicalis.com.

Assessoria de Imprensa da Logicalis no Brasil

RPMA Comunicação

Rebecca Emy – [email protected]o.com.br
Maíra Porto – [email protected]

Como a IoT pode contribuir na prevenção de doenças virais

Em todo o mundo milhares de cientistas estudam maneiras para combater o novo coronavírus, que até o final da redação deste texto (24/03) infectou mais de 349 mil pessoas e matou mais de 15 mil em todo o globo. Diferente de outros tipos de coronavírus conhecidos, a COVID-19, como foi classificada, é altamente contagiosa o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar pandemia global.

Lançando mãos a medidas de austeridades a China utilizou a experiência que teve com as SARS em 2012 para enfrentar esta nova doença. Outros países tentam combater a transmissão e salvar as vidas daqueles em estado mais grave enquanto a indústria farmacêutica trabalha na criação de uma vacina.

Em meio a tudo isso uma pergunta pode ser feita: Como a internet das coisas (IoT) pode contribuir para combater os avanços de doenças virais? A resposta é que já existem ações objetivas com o uso de dispositivos conectáveis para o monitoramento de áreas e de pessoas em quarentena.

Drones estão sendo utilizados para monitorar ruas e garantir a quarentena, celulares de infectados estão sendo monitorados para determinar áreas e pessoas que possam ter sido contaminadas. Os GPS estão sendo usados para garantir que infectados não deixem o isolamento, e a inteligência artificial (IA) está sendo usada para prever áreas futuras de surtos.

A utilização de dados agregados dos smartphones para rastrear a propagação de doenças também faz parte de uma pesquisa no tradicional Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT. Nele, os pesquisadores estudam a propagação do vírus da dengue em Cingapura durante 2013 e 2014. O objetivo do estudo é ajudar as autoridades responsáveis a encontrar o paciente zero e também poder identificar todas as pessoas que estiveram em contato com os infectados.

O diretor global de pesquisas para IoT da Frost & Sullivan, Dilip Sarangan, vai muito mais além, defendendo um estado policial com o uso da tecnologia através de uma rede global de vigilância e monitoramento da saúde das pessoas utilizando sensores inteligentes. No entanto, a ideia segundo o próprio Sarangan coloca em xeque direitos democráticos fundamentais dos cidadãos.

“A resposta simples pode ser para empresas, cidades e governos nacionais criarem coletivamente uma enorme rede global de sensores para detectar vírus. No entanto, isso exigiria planejamento e implementação em escala global que taxaria os próprios fundamentos da democracia e obrigaria os governos a colocar as necessidades do planeta à frente das necessidades de seus cidadãos”, comentou.

Para o diretor da Frost & Sullivan é improvável que esta rede global de sensores seja concebida no futuro próximo, ainda assim ele acredita que a China tem a capacidade para implementar essa rede. O país possui um histórico de uso da IoT para vídeo vigilância, e através de reconhecimento facial e localização os sensores de detecção viral poderiam monitorar e rastrear todos os indivíduos infectados.

“Embora isso possa parecer um estado policial para muitos, finalmente, alavancar a IoT e a IA pode ser a maneira mais lógica de impedir que doenças altamente infecciosas se espalhem rapidamente em um mundo cada vez menor graças a rapidez das viagens aéreas, finalizou.

Na sua opinião, é possível usar a tecnologia, em especial a IoT, para ajudar no controle de doenças virais sem reprimir o direito das pessoas e suas liberdades individuais?

Deixe o seu comentário no campo adequado logo abaixo!

 

Referências: Frost & Sullivan, Technology Networks, Veja

Task Force Covid-19

A ABINC está apoiando o Task Force Covid-19, que tem como idealizador o Luís Blanes e coordenação da Tânia Leal, que é uma das responsáveis pelo comitê de Dados da ABINC.

O grupo de trabalho (https://chat.whatsapp.com/FcoIs0DjiNXBnkTZp2lWKL) para o Task Force Covid-19 pretende avançar com os projetos descritos abaixo:

a) Descobrir a capacidade de suporte a vida disponível no Brasil. – Em Andamento

b) Descobrir as características das pessoas, que mesmo expostas ao vírus não se contaminaram ou são apenas vetores.

c) Pacientes que foram curados, o que foi feto para esta melhora. Quais medicamentos, perfil pessoal, alimentação e etc. Para identificação de padrão para a cura.

d) Como agir quando há enfermo na família: criar um video, game, ou qq outra forma, didática, para ensinar as pessoas. comuns a cuidar do seu paciente em casa. Será startado em 19/03/2020

e) Paciente em casa precisa de termômetros, respirador, etc. Conseguimos fornecedores? Conseguimos montar? Isto para distribuir para quem for preciso.

Foi criado um questionário para auxiliar a entender o grupo, que será usado durante esta task, após será descartado: https://forms.gle/Q3Q4ZGNmEvtfzAvf7

As informações de trabalho estão sendo armazenadas no Slack
https://join.slack.com/t/covid-19-task-force/shared_invite/zt-cpijkag3-B~TFsUkLNoy2YuEl644mKQ

Para execução do primeiro projeto já existem os grupos:

a) Para a preparação dos dados. Onde está o processo de coleta, armazenamento e distribuição dos dados brutos. https://chat.whatsapp.com/JnuepY2tmjD1g9eeUbkhmU

b) Para modelagem matemática e estatística, que selecionará as variáveis, fará escolha dos modelos, fará a implementação (desenv), treinará e avaliará os modelos. https://chat.whatsapp.com/I7rPYiFgbbBDKo9F5iDzYy

c) Para criar a visualização dos dados, onde serão gerados dash, reports e paineis que serão analisados no grupo de análise. https://chat.whatsapp.com/Ee0GAYdOObHHjHMv1SJLHK

d) Para análise dos resultados e conclusões, onde será feita a análise das informações geradas para a geração da conclusão final e publicação após validação exaustiva. https://chat.whatsapp.com/CxzgHUDxSKkIhipEkQwnFQ

Foi solicitado, que ao entrar em um dos subgrupos, você saia do grupo principal, onde estão ficando pessoas de apoio a recursos que serão necessários para a execução das atividades.

Alguns subgrupos ainda estão sem operação, pois estão iniciando a parte de Preparação dos Dados. É só aguardar para poder contribuir! Em breve chegará a sua vez de participar.

Esta brilhante iniciativa está precisando de médicos ou acadêmicos que auxiliem dizendo onde pode-se obter os dados para a realização de análise dos resultados que forem gerados para ver se estão bons ou não; engenheiro de dados, cientista de dados, analista de dados, desenvolvedores Python que conheçam o Watson da IBM.

Tecnologia IoT para evitar acidentes de trabalho

Milhares de acidentes durante as operações de trabalho são registrados no Brasil todos os anos. O impacto da diminuição desta força laboral tem afetado as empresas e por consequência a economia do país, além disso, há também o impacto social e familiar.

Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) um trabalhador sofre acidente a cada 48 segundos. Entre 2012 e 2018, foram registrados 4,26 milhões de acidentes de trabalho, o que resultou num gasto de 28,81 bilhões de reais em benefícios acidentários como pensão por morte, auxílio-acidente e doença e aposentadoria por invalidez.

Ainda segundo o estudo, número de afastamento nas empresas brasileiras por acidentes de trabalho entre 2012 e 2018 foi superior a 335 milhões. Entre os acidentes mais graves para os trabalhadores e responsável por longos períodos de afastamento estão as fraturas. Dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) apontam que apenas em 2017, foram registrados 93 mil acidentes de trabalho envolvendo luxações, entorses e fraturas.

O estudo da SBOT indica que o número elevado deste tipo de acidente se deve principalmente pelas falhas de prevenção, provocando principalmente fraturas nos membros superiores (mãos e punhos). Esse tipo de acidente de trabalho liderou o ranking de benefícios concedidos pelo INSS em 2017, acumulando por volta de 22.668 casos.

As quedas de alturas elevadas é um dos acidentes mais comuns entre os trabalhadores, provocado principalmente pela negligência quanto a utilização correta de EPI’s. Outro tipo de acidente comum são os cortes, principalmente para aqueles que atuam em metalúrgica e indústria frigorifica. Em ambos os casos há atividades que demandam carregamento de peso, corte de insumos e lixamento.

Acidente de trabalho envolvendo choques elétricos não estão restritos apenas aos trabalhadores do ramo de rede elétrica. O contato com fios desencapados, fontes não isoladas e a entrada indevida em locais de alta tensão são os principais causadores de choques na indústria. Entre as consequências deste tipo de acidente podem ser citados queimaduras, tontura, contração muscular, perda de sentido, formigamento e risco de morte.

Em meio a 4ª Revolução Industrial, o uso de tecnologias inteligentes podem contribuir para aumentar a segurança dos trabalhadores e diminuir o impacto negativo com os acidentes de trabalho. Desta ideia que surge o projeto HeroBy – IoT Saving Lives, uma startup, associada da ABINC, que desenvolve sensores baseados em IoT (internet das coisas).

O HeroBy cria uma área de proteção de 360º em torno do trabalhador, máquinas e equipamentos em áreas de risco de operações de trabalho emitindo alertas para operadores em tempo real e acesso online aos dados e dashboards para os gestores.

HeroBy

Os sensores do HeroBy podem ser móveis ou fixos, sendo instalados em máquinas, caminhões, postes, colunas ou paredes, porta-crachás, capacetes, coletes, cones, balizas ou em outros EPI´s. A comunicação inteligente desses dispositivos gera áreas seguras em tempo real. Segundo a startup, os sensores podem ser utilizados em todo tipo de operação que ofereça risco às atividades de trabalho. Inclusive em áreas de exclusão.

Equipe HeroBy

“Nossos sensores têm três funções: gerar alertas em tempo real para evitar acidentes, transformar esses alertas em dados dentro da plataforma e apresentar os mapas dos riscos de segurança para as equipes de operações”, explica o COO da HeroBy, Marcelo Figueiral em matéria publicada pelo Terra.

O HeroBy atende às Regras da NR11 e NR12 de Segurança do Trabalho de Máquinas e Equipamentos, principalmente a 12.5.1 (Sistemas de Segurança) que determina que as zonas de perigo devem possuir sistemas de segurança interligados, além de Mapa de Riscos para proteção à vida.

Referências: HeroBy Terra, Volks do Brasil, Agência Fiep

Seja um associado da ABINC para ajudar a impulsionar o mercado de IoT no Brasil

Associado da ABINC tem como benefícios:

+ Preços promocionais nos eventos da associação;

+ Ter acesso às demandas e necessidades de IOT do mercado (empresas e governo);

+ Networking com todo o ecossistema de IOT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IOT divulgados para todo o mercado.

Quanto maior for a nossa comunidade, mais forte e representativo será o nosso setor. Participe!

Clique aqui e saiba mais.

5G e Internet das Coisas no Cenário Atual

Por Emilio Teixeira da Silva Junior

A tecnologia 5G para os sistemas móveis está sendo muito discutida e aguardada no Brasil. Em alguns países, ela já está sendo implementada (EUA, Reino Unido, Coréia do Sul, China, etc.), o que causa ansiedade em relação à quando se dará o início da operação no nosso país. Os motivos dessa ansiedade são algumas características do sistema, quando comparados ao atual 4G: transmissão de dados 10 vezes mais rápida, latência 10 vezes menor, de 10 a 100 vezes mais dispositivos conectados e menor consumo de bateria, em termos gerais.

Entre os serviços que o 5G permite, está o suporte às aplicações de Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT). Hoje já temos aplicações de IoT operando nas tecnologias anteriores, que estão em funcionamento (2G, 3G e 4G). Muitas pessoas acreditam que todos esses benefícios de velocidade, latência e capacidade serão aplicados aos dispositivos IoT que estarão operando na tecnologia 5G. Algumas chegam a acreditar que somente com a tecnologia 5G existirá uma IoT com todo o seu desempenho garantido, conforme textos de algumas publicações da imprensa geral e sites de divulgação [1]: “O 5G permitirá ampliar as velocidades de conexão, possibilitando a estrutura necessária para a Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, ganhar força e tornar-se mais presente no cotidiano brasileiro”.

Em alguns casos, é citada uma ampla gama de serviços que seriam afetados pela falta da tecnologia 5G [2] [3]: “O Brasil corre o risco de atrasar a comercialização da tecnologia 5G, quinta geração da conexão móvel, fundamental para a revolução da Internet das Coisas (IoT), indústria 4.0, agricultura de precisão, assistências médicas remotas e veículos autômatos, entre outras inovações.” Considerando que os prazos da agência reguladora (ANATEL) para a implantação do 5G estão ainda indefinidos, a expectativa de termos IoT no Brasil fica mais distante no tempo e a preocupação aumenta [3]: “Com o 5G, haverá menos problemas de conectividade, o que permitirá que a IoT funcione de fato. Isso deve ocorrer em cinco ou 10 anos.”

Mesmo as citações das fontes governamentais falam de uma forma que deixam a impressão de uma vinculação entre 5G e a implementação da IoT [4]: “Julio Semeghini, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ressaltou justamente os desafios encontrados pelo governo brasileiro na implementação da tecnologia. “O que enxergamos é uma visão de oportunidades para todo o país”, afirmou, comentando ainda que existem muitos projetos nacionais de IoT que dependem de tal estrutura funcionando perfeitamente.”

O fato é que já temos muitos sistemas de IoT em operação no mundo todo. Segundo a Gartner [5]: “O mercado de IoT crescerá para 5,8 bilhões de dispositivos em 2020, um crescimento de 21% em relação a 2019. No final de 2019, 4.8 bilhões de dispositivos estarão em uso, um crescimento de 21.5% em relação a 2018.”. Nessa análise foram considerados os segmentos IoT comercial (saúde, edifícios inteligentes, cidades inteligentes, comércio, agricultura, etc.), IoT industrial (utilities, transportes, manufatura, etc.) e o mercado automotivo. Considerando todos os segmentos, esse número pode chegar a 30 bilhões em 2020.

As operadoras de telecomunicações no Brasil não estão esperando o 5G para agir. O CTIO da operadora TIM, Leonardo Capdeville, disse [6]: “O executivo argumenta que ainda há muito investimento a ser feito nos próximos anos no 4G, que é a tecnologia que hoje gera receita para as teles brasileiras.”. E em relação à IoT [6]: “Enquanto o leilão de 5G não acontece, a TIM segue investindo na sua rede 4G. Nesta semana a operadora anunciou a entrada em operação de sua rede NB-IoT em 3 mil cidades. Essa tecnologia é voltada para aplicações de Internet das Coisas (IoT) com baixo consumo de dados, longa vida de bateria e amplas áreas de cobertura.”. Em relação à operadora Claro [7]: “… a operadora foi a primeira a lançar o eSIM, ou a possibilidade de habilitar serviços móveis sem necessidade de um chip físico. Trata-se de um passo importante para oferta de novos produtos para o mercado de IoT e soluções digitais que evitem os custos logísticos da entrega de um chip.” A operadora Vivo apresenta números de mercado [8]: “A Vivo Empresas, segmento corporativo da Telefônica Brasil, registrou a marca de 10 milhões de dispositivos conectados máquina-a-máquina, o que a empresa calcula representar 40% dos dispositivos IoT no país”. Considerando esse dado, podemos dizer que já temos 25 milhões de dispositivos conectados no Brasil. E todos usando as tecnologias já existentes. Este cenário nos mostra a dimensão do mercado, do trabalho de desenvolvedores e empresas, e dos clientes que estão se beneficiando desses sistemas em seus negócios. Grande parte dos dispositivos não precisa das principais características da tecnologia 5G para operar, porque usam pouca banda de transmissão de dados, não dependem da latência e a bateria dura vários anos ou tem outra fonte de energia. Muitos ainda operam na tecnologia mais antiga, o 2G. O 5G é esperado para aqueles casos específicos onde as características como banda e latência são fundamentais. É o caso de veículos autônomos e cirurgias remotas, por exemplo.

A apresentação de projetos com novas tecnologias (algumas delas disruptivas) é um processo com muitas questões críticas, principalmente a análise dos custos e dos benefícios. A visão de alguns e de algumas publicações que exageram a associação entre a existência do 5G e IoT, além de não corresponder à realidade atual, traz uma expectativa equivocada principalmente para tomadores de decisão que não são da área técnica. Eles podem ficar menos receptivos aos projetos de IoT, que já são atendidos com as tecnologias existentes (2G, 3G e 4G) e custos de uma eventual substituição. É fato que todas essas tecnologias não permanecerão ao longo do tempo, mas hoje já temos dispositivos que trabalham com mais de uma tecnologia. Os dispositivos mais antigos poderão ser migrados depois, se for o caso, para a tecnologia 5G. E os benefícios obtidos ao longo dos anos em que os dispositivos tiverem operado na tecnologia atual, estarão garantidos. É importante considerar também que existem os diversos projetos de IoT com dispositivos que não acessam a rede móvel celular, como os projetos que utilizam redes LPWA, redes proprietárias, satélites ou mesmo a rede fixa tradicional. Opções são feitas, conforme as necessidades de cada projeto. Portanto, a hora para implantar a Internet das Coisas é agora.

Sobre o Autor: Emilio é engenheiro eletrônico, com mais de 25 anos de experiência na área de tecnologia. Atuou em empresa fabricante de sistemas para automação industrial, em operadora de telecomunicações e empresa fabricante de equipamentos de rede para telecomunicações. Pós-graduado em telecomunicações, mestre em engenharia elétrica e atualmente pesquisando sistemas para IoT.

Inscreva-se no IoT Networking Happy Hour de Março 2020

As inscrições para o nosso IoT Networking Happy Hour de março, que será realizado pela primeira vez no inovaBra habitat, estão abertas!

  • Quando: 16 de março de 2020
  • Hora: 17h00 às 20h00
  • Onde: inovaBra habitat | Avenida Angélica, 2.529, São Paulo
  • Valor associado ABINC: R$ 25,00 + taxas (cupom enviado por e-mail, caso não tenha recebido o seu, solicite para [email protected])
  • Valor não associado ABINC: R$ 50,00 + taxas

Clique aqui e inscreva-se!

Referências:

Arduino apresenta uma maneira para projetar hardware de IoT com código baixo

Por Dean Takahashi

A Arduino apresentou uma nova solução de código baixo para criadores de produtos que projetam hardware para a Internet das Coisas (IoT). Também revelou uma nova família de chips Portenta para uma variedade de aplicações de hardware.

A Arduino é a projetista de um microcontrolador de código aberto e agora a empresa deseja simplificar a criação de hardware modular para alimentar objetos do cotidiano inteligentes e conectados. Sua nova ferramenta permite que as pessoas projetem, construam, meçam e explorem vários protótipos em apenas um dia.

Isso significa que as empresas podem fazer todo o trabalho e iterar sem consultas caras ou longos projetos de integração. A Arduino fez os anúncios na CES 2020, a grande feira de tecnologia realizada em Las Vegas na semana de 5 a 10 de janeiro passado.

Milhões de usuários e milhares de empresas de todo o mundo já usam a Arduino como uma plataforma de inovação. As parcerias notáveis existentes da Arduino incluem Amazon, Arm, Bosch, Intel, Google, Microsoft e Samsung.

A Arduino se baseou nessa experiência em design sem atrito para permitir que as empresas conectem sensores remotos com rapidez e segurança à lógica de negócios em uma única plataforma de desenvolvimento de aplicativos de IoT.

Para dar suporte a essa plataforma, o hardware da Arduino já possui chips de autenticação de criptografia integrados e módulos de comunicação certificados, abrangendo Wi-Fi, BLE, LoRa, LTE Cat-M e NB-IoT. Equipados com poderosos microcontroladores ARM de 32 bits, eles estão prontos para qualquer implantação de IoT de baixa energia.

Muitas pequenas empresas reconhecem o valor da IoT, mas não dispõem dos recursos ou de orçamento de engenharia especializados necessários para projetos de IoT convencionais.

Essas empresas estão cada vez mais usando a Arduino como uma maneira de simplificar e acelerar suas implantações de IoT. O CEO da Arduino, Fabio Violante, disse em comunicado que a combinação de hardware IoT pronto para produção e serviços em nuvem seguros, escaláveis e fáceis de integrar permitirão inovações disruptivas.

Na CES 2020, a Arduino também anunciou a nova e poderosa família Arduino Portenta de baixa potência. Projetada para aplicações industriais exigentes, processamento de borda de AI e robótica, ela apresenta um novo padrão de interconexão aberta de alta densidade para suportar periféricos avançados. O primeiro membro da família é o módulo Arduino Portenta H7 − um ARM Cortex-M7 e Cortex-M4 de núcleo duplo rodando a 480 MHz e 240 MHz, respectivamente.

O módulo Portenta H7 é capaz de executar código Arduino, Python e JavaScript, tornando-o acessível a um público ainda mais amplo de desenvolvedores.

Charlene Marini, Vice-Presidente de Estratégia de Serviços de IoT da Arm, disse em comunicado que a solução ajudará os desenvolvedores da Arduino a desenvolverem dispositivos de IoT com segurança e facilidade e os levarão do protótipo à produção rapidamente. A disponibilidade geral está programada para fevereiro de 2020.

O novo módulo Arduino Portenta H7 já está disponível para clientes beta aqui. O programa beta é inicialmente direcionado a clientes empresariais e de pequenas empresas e a fabricantes profissionais.

Fonte: Venture Beat

ABINC destaca as prioridades de 2020 no IoT Networking Happy Hour de janeiro

No primeiro encontro do IoT Networking Happy Hour de 2020 a ABINC apresentou seu novo presidente, Paulo José Spaccaquerche mais conhecido como Paulo Spacca. Com 30 anos de experiência na indústria de tecnologia, Spacca assume a presidência da entidade pelo próximo biênio após duas gestões de Flávio Maeda.

Neste encontro o novo presidente apresentou as principais áreas onde pretende debruçar os esforços da associação. O foco inicial é dar continuidade ao Plano Nacional de IoT nas principais áreas: agro, manufatura, saúde, cidades inteligentes, jurídico, redes e educação.

Com a efetivação do Plano Nacional de Internet das Coisas em junho do ano passado, o passo seguinte é a criação de câmaras dentro de cada um dos setores prioritários. A ABINC possui cadeira nas câmaras de indústria e de saúde 4.0 que já iniciaram os trabalhos, e espera avançar nas demais áreas.

Entretanto, um ponto que não ficou devidamente claro após o decreto presidencial que efetivou Plano Nacional de IoT, trata-se da questão tributária. Segundo Spacca, isso tem dificultado a consolidação do ecossistema no Brasil. Um projeto de lei apresentado pelo deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), pode desonerar a IoT.

A PL 7656/17 zera o valor de taxas e contribuições incidentes sobre as estações móveis de serviços de telecomunicações que integrem sistemas de comunicação máquina a máquina. A proposta foi aprovada na Câmara e aguarda apreciação do Senado Federal.

Paulo Spacca, segundo da esquerda à direita, com a equipe comercial da Avatek, associados da ABINC, que marcaram presença no evento de janeiro.

Outro desafio para expansão da Internet das Coisas é a falta de mão de obra qualificada. Spacca apontou a carência de formação profissional e informou que desde o ano passado a ABINC está conversando com algumas instituições de ensino, e em breve algumas mudanças serão notadas.

Uma das novidades para este ano é a expansão da associação para outros estados. A entidade estará presente em outras cidades além de São Paulo para contribuir nos avanços dentro do ecossistema.  A regionalização da ABINC já está definida para as cidades de Brasília, Florianópolis, Fortaleza e Rio de Janeiro, e em breve também chegará a Belo Horizonte.

Também está em andamento a criação do conselho consultivo da ABINC, que contará com 6 membros. Este será o segundo conselho da entidade, que já contava com o conselho fiscal.

Por fim, Spacca lembrou da nova plataforma digital que está sendo desenvolvida para melhorar integração entre negócios e pessoas, a ABINC Conexão IoT, que também estará disponível neste ano.

“A Conexão IoT é uma forma de aproximar o ecossistema de desenvolvimento, reunindo agentes públicos e privados, conectando a academia, empresas, desenvolvedores e consumidores. O objetivo é conectar quem demanda uma solução com quem a desenvolve”, falou Spacca em entrevista ao IPNews.

Inscreva-se no IoT Networking Happy Hour de Fevereiro 2020

Estão abertas as inscrições para o IoT Networking Happy Hour de fevereiro, o nosso encontro mensal de networking, troca de ideias e fomento da comunidade de IoT.

As vagas são limitadas, não perca tempo e garanta a sua!

  • Quando: 19 de fevereiro de 2020
  • Hora: 19h00 às 22h00
  • Onde: IoT OpenLabs | Haddock Lobo, 595 – 8° andar, São Paulo
  • Valor associado ABINC: R$ 25,00 (cupom enviado por e-mail, caso não tenha recebido o seu, solicite para [email protected])
  • Valor não associado ABINC: R$ 50,00

Clique aqui para garantir a sua vaga!

Tecnologia eSim da KORE recebe Prêmio de Inovação M2M do ano

A busca por soluções eficientes para as dificuldades reais enfrentadas pelas organizações é um dos grandes desafios para o setor de tecnologia. Inovar requer criatividade, dedicação e um laborioso esforço. Portanto, é justo reconhecer e honrar a excelência das empresas que apresentam com sucesso soluções capazes de transformar o negócio.

Pela solução de conectividade apresentada com o seu eSIM, a KORE, empresa associada da ABINC, líder e consultora de confiança na implementação da IoT, foi premiada no 4º programa anual IoT Breakthrough Awards, na categoria M2M Prêmio Solução Inovadora do Ano. O programa é dedicado a honrar a excelência em tecnologias, serviços, empresas e produtos da Internet das Coisas.

O programa IoT Breakthrough Awards fornece um fórum para o reconhecimento público das realizações das empresas e produtos de IoT em categorias que incluem automação residencial, carro conectado, IoT industrial e cidade inteligente, IoT para consumidor final e muito mais. Em 2020, o programa atraiu mais de 3.700 indicações de empresas de todo o mundo.

“A solução KORE eSIM é a próxima geração em tecnologia SIM e estamos orgulhosos de receber este prêmio IoT Breakthrough 2020 em reconhecimento ao nosso trabalho duro e sucesso com o KORE eSIM.”, disse Marco Bijvelds, vice-presidente de gerenciamento de produtos, KORE Internacional.

Entre as inovações apresentadas com o eSIM o diretor da IoT Breakthrough, James Johnson destacada a solução de conectividade global ao ecossistema de IoT e a robustez do eSIM que garante durabilidade e acesso à rede independente de tecnologia.

“A inovação da KORE permanece à frente da curva no crescente espaço da IoT e estamos ansiosos pelo que eles trarão para a mesa em 2020 e além. Parabéns a toda a equipe KORE pela merecida designação do IoT Breakthrough Award 2020”, felicitou Johnson.

KORE eSIM

Bijvelds comentou que ainda durante o desenvolvimento do eSIM, o foco da KORE estava no desenvolvimento de um ecossistema rico em conectividade e que fosse essencial para aprimorar a tecnologia eSIM.

“Mas, mais do que mudar tecnologia e parcerias, o sucesso no eSIM é obter benefícios comerciais tangíveis e estamos confiantes de que a KORE pode ajudar melhor os clientes a entender como usar o eSIM e agregar valor com resultados mensuráveis”, finalizou.

O KORE simplifica a complexidade da IoT para oferecer um único eSIM que suporta vários perfis de operadora e provisionamento remoto de SIM, para que os clientes se beneficiem da solução de conectividade à Internet das Coisas mais flexível e à prova de futuro. Os recursos incluem:

Conectividade incorporada: Simplifica o ecossistema de IoT com um SIM que inclui uma cobertura global resiliente para atender às necessidades de praticamente qualquer aplicativo desde o primeiro dia.

Design à prova de futuro: possibilita a implantação de um único SIM robusto que pode durar todo o ciclo de vida de um dispositivo para atualizações fáceis e retornos máximos de investimento.

Provisionamento automático do dispositivo: simplifica as operações com cartões SIM SKU únicos que podem ser remotamente e automaticamente provisionados para a rede local ideal.

Referência: IMC

4 maneiras de acelerar a mobilidade social em mercados emergentes com a Internet das Coisas

Destaques

  • As pequenas e médias empresas (PMEs) criam 90% dos novos empregos em mercados emergentes e são os principais impulsionadores da oportunidade econômica e da mobilidade social;

O investimento contínuo em novas tecnologias, agora necessárias para serem competitivas, tornou-se um obstáculo significativo.

  • Projetos-piloto realizados em 130 PMEs no Brasil indicam que o governo pode ajudar as PMEs a destravar valor econômico e melhorar a mobilidade social se uma nova estrutura for aplicada.

Genebra, Suíça, 20 de janeiro de 2020 − Pequenas e médias empresas (PMEs) são críticas para a economia global, mas estão perdendo terreno na 4ª Revolução Industrial.

A contribuição das PMEs para o PIB dos Estados Unidos caiu quase cinco pontos percentuais de 1990 a 2014, o último ano. Essa tendência deve alarmar os formuladores de políticas, particularmente em mercados emergentes, onde as empresas menores são os principais impulsionadores da oportunidade econômica e da mobilidade social, criando 90% dos novos empregos, de acordo com o International Trade Center.

Para ajudar as PMEs a acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas na 4ª Revolução Industrial, o Fórum Econômico Mundial lançou durante o evento um novo protocolo de política: Acelerando o Impacto da IoT Industrial em Pequenas e Médias Empresas: Um Protocolo de Ação. Ele detalha como os formuladores de políticas podem cumprir uma 4ª Revolução Industrial mais inclusiva e garantir que as PMEs não sejam deixadas para trás.

O protocolo político identifica quatro áreas nas quais os formuladores de políticas podem se concentrar e 14 “intervenções políticas” que podem ser implementadas para aumentar a competitividade das PMEs. As quatro áreas principais são criação de conhecimento, orientação, espaço para colaboração e incentivos financeiros. Ao focar nessas quatro áreas principais, as empresas devem poder melhorar a produtividade, apoiando a criação de empregos e a mobilidade social.

Mais de 130 PMEs das indústrias automotiva e aeroespacial do Estado de São Paulo estão participando do projeto piloto para testarem a estrutura proposta. O objetivo é aumentar esse número para 2.000 empresas em todo o país até 2021. Por seis meses, o Fórum Econômico Mundial, o Ministério da Economia do Brasil e o Estado de São Paulo fizeram uma parceria para desenvolver essa solução em potencial (nota: que está contando com a participação da ABINC).

“A 4ª Revolução Industrial está deixando para trás a engrenagem crítica das PMEs que impulsionam mais da metade da economia global, mas se agirmos agora, não será tarde demais para atualiza-las”, disse Geoffrey Wylde, líder de IoT, robótica e cidades inteligentes do Fórum Econômico Mundial. “Os países da África, Ásia e Américas manifestaram interesse neste protocolo e acreditamos que isso representa um ponto de virada. Felizmente, o trabalho do Fórum e de nossos parceiros brasileiros ajudará os formuladores de políticas de todo o mundo a cumprir a promessa de uma 4ª Revolução Industrial mais inclusiva”.

“Os países em desenvolvimento podem acelerar seu crescimento criando o ambiente de negócios apropriado para promover a adoção de novas tecnologias”, disse Carlos Alexandre da Costa, Vice-Ministro de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia do Brasil. “A 4ª Revolução Industrial é um desses momentos de avanço para nossos países, e para as PMEs em particular, que representa um claro desafio para nossos governos. Uma de nossas principais prioridades é desenvolver experiências de adoção positivas e replicáveis para as PMEs, por meio de pilotos, laboratórios de testes e bancos de testes. Este é um fator chave para a modernização generalizada de nossos negócios, rápido crescimento e aprimoramento da produtividade”.

As descobertas e recomendações do protocolo político são aplicáveis muito além das fronteiras do Brasil, portanto as ferramentas do programa piloto estarão disponíveis para a comunidade global do Fórum. O Fórum Econômico Mundial incentiva os formuladores de políticas e as partes interessadas do setor a experimentar o protocolo de políticas e compartilhar suas descobertas com a rede do Fórum. Ao trabalhar em conjunto, essa comunidade global pode capacitar as PMEs a liderar o caminho para uma maior produtividade e inclusão econômica.

Sobre a Reunião Anual 2020:

A Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial 2020 ocorreu de 21 a 24 de janeiro de 2020 em Davos-Klosters, na Suíça. A reunião reuniu mais de 3.000 líderes globais da política, governo, sociedade civil, academia, artes e cultura, além da mídia. Reunindo-se sob o tema, Partes Interessadas por um Mundo Coeso e Sustentável, os participantes se concentraram na definição de novos modelos para a construção de sociedades sustentáveis e inclusivas em um mundo plurilateral. Para obter mais informações, por favor, clique aqui.

Para obter mais informações sobre a Reunião Anual 2020, clique aqui.

Fonte: WEF

Seja um associado da ABINC para ajudar a impulsionar o mercado de IoT no Brasil

Associado da ABINC tem como benefícios:

+ Preços promocionais nos eventos da associação;

+ Ter acesso às demandas e necessidades de IOT do mercado (empresas e governo);

+ Networking com todo o ecossistema de IOT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IOT divulgados para todo o mercado.

Quanto maior for a nossa comunidade, mais forte e representativo será o nosso setor. Participe!

Clique aqui e saiba mais.

 

Componentes inadequados comprometem a segurança dos dados no ecossistema de IoT

A Internet das Coisas (IoT) é o ecossistema tecnológico mais popular na era da transformação digital, conectando tudo a internet. Ela é a principal tecnologia por trás dos revolucionários carros autônomos, das casas e cidades inteligentes. O número de dispositivos conectáveis cresce a cada ano. Estima-se que muito em breve teremos 30 bilhões de dispositivos IoT.

Sua popularização se deve principalmente pelos inúmeros benefícios atribuídos ao ecossistema, como: comunicação eficaz entre dispositivos, automatização, redução de custos, otimização do tempo, etc. No entanto, com inúmeros dispositivos coletando informações a todo o momento, o risco à segurança desses dados é iminente.

Incidentes recentes elevaram a desconfiança quanto a segurança de dispositivos IoT. E não é por menos. No primeiro semestre de 2019 a revista Forbes publicou dados de uma pesquisa sobre segurança digital, que divulgou cerca de 150 milhões de tentativas de ataques em pouco mais de um ano, originados de 4.642 endereços de IP distintos.

Outro relatório divulgado recentemente pela Risk Based Security indicou que durante os primeiros seis meses de 2019, ocorreu um total de 3.813 violações de segurança; isso é cerca de 20 por dia. À medida que mais empresas adotam a IoT surgirá uma série de novas vulnerabilidades de segurança. O aumento do risco pode ser atribuído a limitações do dispositivo e devido a oportunidades perdidas de aprimorar a segurança.

As causas para a quebra de segurança dos dados podem ser encontradas ainda na idealização e montagem dos dispositivos. Muitos fabricantes estão usando processadores baratos e de baixa capacidade para hardware de IoT. Estes componentes são incapazes de sustentar a carga adicional imposta pelas mais recentes técnicas de criptografia.

Isso resulta em uma perigosa falta de segurança para um ecossistema de IoT. Quando observada em bilhões ou trilhões de dispositivos, essa falta de preocupação com a segurança cria um cenário ideal para a abordagem de vírus e malware na rede.

Segundo o diretor de pesquisa de infraestrutura de TI da Bloor Research, Paul Bevan, para manter os custos baixos e os lucros mais altos, as empresas que estão criando sensores de IoT em pequena escala não estão usando componentes de hardware e benchmarking adequados para acomodar requisitos de criptografia de segurança poderosos. Essa atitude precisa mudar, caso contrário, o risco à exposição de ameaças online deve aumentar.

Um artigo publicado no portal IoT For All defende que determinar qual aspecto é mais determinante para inibir os riscos da segurança de dados no ecossistema de IoT é um grande desafio. A realidade é que, mesmo que os dispositivos estejam protegidos por defesas de perímetro de segurança cibernética tradicionais, como redes privadas virtuais (VPNs) ou firewalls, o número crescente de violações de dados indica que elas seriam igualmente vulneráveis.

Para especialistas do setor de segurança digital, a melhor maneira para superar estes desafios está no aumento da conscientização sobre os ataques cibernéticos nos desenvolvedores e fabricantes de IoT. É necessário incorporar padrões de segurança para que possam ser configurados antes, durante e após o desenvolvimento, permitindo assim, privacidade e integridade dos dados.

Nós já publicamos diversos artigos traduzidos da Internet Society sobre padrões e boas práticas de segurança para dispositivos de IoT, como o IoT Trust Framework®. Confira abaixo alguns desses artigos:

Referências: IoT For All, Forbes

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay