Estelionato virtual e como as pessoas são induzidas ao erro

Os inícios dos crimes cibernéticos se dão ao surgimento dos computadores, com o advento da internet. O primeiro computador recebeu o nome de ENIAC, que veio da abreviação Eletronic Numerical Integrator and Computer, traduzido como Computador Integrador Numérico Eletrônico, esse foi o primeiro computador digital com fabricação eletrônica. O ENIAC passou a funcionar em fevereiro de 1946, os cientistas John Mauchly e John Eckert foram os precursores do mesmo. Em si os crimes cibernéticos passaram a acontecer devido a liberação da internet para a população, que de início foi desenvolvida para uso militar. Outro fato que ocasionou o surgimento de cibercrimes foi o aumento do uso da internet. Apesar de ter sido desenvolvida na década de 60, em 1992 o cientista Tim Berners criou o World Wide Web popularmente conhecido como “www”, dessa maneira, iniciando o processo de evolução da internet.

 

De acordo com Aras (2021), os cibercrimes têm como característica a utilização da internet como um meio de atos criminosos com diversas formas. Em 1970 no início da computação, os crimes cibernéticos eram relacionados a roubo de informação. No entanto, a popularização da internet, causou o aumento de crimes com diferentes formas, mas, surgem também leis que protegem os usuários do mundo Digital. Hodiernamente em nível mundial os crimes cibernéticos são os que mais têm crescido e eles tendem a continuar crescendo, devido ao acesso a informação instantânea oferecida pela internet. Pode-se afirmar que praticamente todos os ambientes podem ser alvo de ataques cibernéticos, pois, no Mundo Contemporâneo, todos os indivíduos estão conectados à internet.

 

A cada dia que passa a sociedade está mais conectada à internet, com relação a IoT a ABINC fala que:

“O tema IoT continua crescendo e é cada vez mais relevante. No Brasil, para 42% das empresas analisadas, o tema é de alta importância e a previsão é de que, nos próximos três a cinco anos, cresça para 76%. Nos demais países, a previsão de evolução é de 43% para 73%. Hoje, times diversos conduzem a IoT nas empresas. No Brasil, em 26% das companhias, as iniciativas ficam sob responsabilidade de times multidisciplinares. • 35% das empresas brasileiras e 24% das latino-americanas contam com alguma iniciativa de IoT. Dentre os principais benefícios da adoção da IoT estão: redução de custos, agilidade e eficiência operacional (2020, p. 1)”

 

Acerca da utilização da internet a ABINC diz que:

“Conforme pesquisa de domicílios, 126,9 milhões de brasileiros usaram a internet regularmente em 2018. Nas regiões urbanas, a conexão à internet equivale a 74% da população. Tem-se ainda que 49% da população rural diz ter tido acesso à internet em 2018. Nas classes D e E, ou seja, na camada mais pobre do Brasil, 48% respondeu que usa a internet. Acrescenta-se ainda que 48% adquiriram ou usaram algum tipo de serviço on-line em 2018.”

 

Analisando esses números é possível observar que a internet começou a ser utilizadas pode muitas pessoas, o que ocasionou o acontecimento de cibercrimes, que geralmente acontece com pessoas que são menos precavidas à segurança cibernética. Com o surgimento do espaço cibernético, passa a existir novos criminosos, conhecidos como: cibercriminosos. Há uma nova maneira de cometer crime, sem o aparecimento do indivíduo no local. Segundo Levy (2019) o ciberespaço é uma inteligência coletiva bastante mutável, onde ocorre a troca de conhecimento e convívio além de relacionamento de pessoas em redes virtuais:

 

“O espaço cibernético é um terreno onde está funcionando a humanidade. É um novo espaço de interação humana que já tem uma importância enorme, sobretudo nos planos econômico e científico e, certamente, essa importância vai ampliar-se e vai estender-se a vários outros campos, como na pedagogia, estética, arte e política. O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores. Atualmente, temos cada vez mais conservados, sob forma numérica e registrados na memória do computador, textos, imagens e músicas produzidos por computador. Então, a esfera da comunicação e da informação está se transformando numa esfera informatizada. O interesse é pensar qual o significado cultural. Com o espaço cibernético, temos uma ferramenta de comunicação muito diferente da mídia clássica, porque é nesse espaço que todas as mensagens se tornam interativa, ganham uma plasticidade e têm uma possibilidade de metamorfose imediata […]. No interior do espaço cibernético, encontramos uma variedade de ferramentas, de dispositivos, de tecnologias intelectuais. Por exemplo, um aspecto que se desenvolve cada vez mais, no momento, é a inteligência artificial. Há também os hipertextos, a multimídia interativa, simulações, mundos virtuais, dispositivos (LEVY, 2019, p. 1).”

 

O cibercrime possui o objetivo de fraudar a segurança dos computadores, smartphones ou até mesmo redes governamentais. De acordo com Colli (2010), essa ação pode ser realizada de diversas maneiras. Sendo assim, o computador é uma peça fundamental para o acontecimento de cibercrimes, conforme Brasil (2016, p. 1):

 

Um computador pode possuir três papéis bem distintos (entretanto, não mutuamente exclusivos) no cenário de um crime:

1. pode ser o alvo direto do criminoso;

2. pode ser o instrumento fundamental para efetivação do ato criminoso;

3. pode ser um valioso repositório de evidências para a investigação.

 

É de suma importância o conhecimento acerca de todas as áreas profissionais e principais ferramentas utilizadas no meio dos crimes cibernéticos. Dessa forma, é possível identificar o verdadeiro crime que está acontecendo, além de gerar diversos relatórios para a perícia cada vez mais precisos e técnicos. Há uma grande existência de termos relacionados aos cibercrimes de acordo com Neto (2009, p. 13) como:

 

Cracker – são aqueles que têm conhecimento em informática e a utiliza para quebrar sistemas de segurança, de forma ilegal ou sem ética, para furtar informações sigilosas, em proveito próprio ou de outrem. Esse tem os mesmos conhecimentos do hacker, porém os utiliza para cometer crimes, destruir sistemas, em proveito próprio ou de outrem.

 

Preaker – são aqueles que burlam os meios de comunicação telefônica, para uso próprio sem o pagamento devido, instalam escutas para facilitar o acesso externo, visando o ataque a sistemas.

 

Lammer – em inglês quer dizer otário; ele possui algum conhecimento de informática e quer se tornar um hacker, e fica invadindo e perturbando os sites. É o iniciante.

 

Oracker – são os que acham que sabe, mas não sabem. São os “hackers de araque”.

 

Guru – são os considerados mestres dos hackers, têm grande domínio sobre diversos tipos de sistemas.

 

Hacker – é aquele que tem conhecimento profundo de sistemas operacionais e linguagens de programação e o utiliza para invadir sistemas pelo prazer de provar a si mesmo que é capaz, sem causar danos a outrem. Não é criminoso.

 

Vale dizer que como outros crimes, os crimes cibernéticos possuem variadas tipologias. Uma das melhores tipologias foi apresentada por Sampaio e Lima (2016, p. 1) que descreve acerca de três tipos de crimes cibernéticos: o misto, o puro e o comum, os mistos são os praticados via internet, os puros são as condutas ilícitas que competem a parte virtual ou física do computador, e os comuns que usam a internet como um instrumento qualquer. Essas classificações básicas estão relacionadas ao cometimento de crimes virtuais.

 

Os principais exemplos de crimes virtuais são:

 

a) Roubo e uso de identidade e perfis falsos com intuito malicioso (falsidade ideológica): é um crime mais comum na internet, e os piratas virtuais driblam os usuários para obter informações pessoas, no principal objetivo de cometer golpes financeiros.

 

b) Ameaça: a internet é o principal meio de propagação de ameaças a um indivíduo. É muito comum os mesmos serem realizados por e-mails, posts, ou apps de relacionamento.

 

c) Crimes contra a honra (difamação, injúria, calúnia): é um campo fértil de crime cibernético, principalmente dentro de apps de relacionamento. Tem relação com a divulgação de informações falsas que prejudicam a reputação da vítima, ou de calúnia.

 

d) Discriminação: hodiernamente, o crime de discriminação virtual vem crescendo cada vez mais, novamente por causa dos aplicativos de relacionamento, onde se tem a divulgação de informações relacionadas a preconceito de cor, sexo, raça, gênero, religião e etnia.

 

e) Distribuição de pornografia: A distribuição de pornografia ou nudes é um dos crimes que mais tem crescidos nos meios virtuais. Os mesmos são vazados sem o consentimento da vítima.

 

f) Pedofilia: Pessoas adultas usam do meio virtual para se encontrar com menores de idade, que acabam sendo sequestrados.

 

g) Crimes virtuais contra mulheres: as mulheres sofrem muitos ataques no mundo virtual, que vão desde a distribuição de fotos e vídeos, principalmente íntimos, até ofensas, perseguição, assédio e difamação.

 

h) Apologia ao crime: é um crime muito comum no mundo virtual, onde o criminoso cibernético através de páginas e perfis na internet, que tentam estimular pessoas a praticar crimes diversos como pedofilia, racismo, furto, dentre diversos outros.

 

i) Estelionato: Golpes realizados na internet, por lojas virtuais ou pessoas físicas, que possuem relação com serviço ou venda de um determinado produto.

 

O artigo completo você pode conferir aqui: https://conteudojuridico.com.br/consulta/artigo/60223/estelionato-virtual-e-como-as-pessoas-so-induzidas-ao-erro

IoT: estrutura de governança é fundamental para continuidade de projetos de conectividade, alerta líder da ABINC

Líder do Comitê da Associação Brasileira de Internet das Coisas destaca as vantagens e os desafios do modelo de governança no mercado de Internet das Coisas

 

A estrutura de governança é um aspecto mandatório quando se trata de inovação, pois os processos de transformação não têm um ciclo finito e, sendo assim, precisam de gestão de continuidade. Com a evolução acelerada da Internet das Coisas (IoT), cada vez mais faz-se necessária a adoção de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT. É o que explica Aleksandro Montanha, líder do Comitê de Cidades Inteligentes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).

 

Segundo Montanha, tal gestão deve ser inerente ao processo de sua aplicação e não determinado por outros ciclos, sejam políticos ou de cargos de decisão dentro de uma organização. “Quando se imprime a governança como aspecto fundamental no cenário de Internet das Coisas, se observa a importância da interoperabilidade de sistemas, da continuidade do desenvolvimento e, principalmente, do compromisso na adesão de determinadas tecnologias ao longo do tempo, gerando assim, um ciclo virtuoso na evolução das tecnologias, sem traumáticas interrupções do processo adesão de novas tecnologias”, explica o porta-voz da ABINC.

 

A governança em IoT possui alguns pilares essenciais para garantir seu funcionamento, dentre eles, gerar formalizações, registros de pautas, manter fiscalizações e manter um código de ética e seleção de membros de conselhos observando a coerência entre suas faculdades e poderes. Além desses, o líder do comitê destacou também como é necessário “em tempos de muitas reuniões e alta capacidade de execução” garantir a fluidez de comunicação entre todos os membros, clareza e transparência de informações, condutas e todas as informações em torno dos projetos, além de registrar todo e qualquer tipo de comunicação.

 

Entretanto, ainda existem alguns desafios para obter a estrutura com sucesso. Segundo o membro da ABINC, a estrutura de governança exige membros altamente qualificados e com grande experiência, que devem se ajustar a perfis estratégicos e administrativos. “Em um cenário onde já se vive com escassez de mão de obra técnica, esbarra-se então na dificuldade em selecionar os perfis adequados e obviamente mantê-los na posição”, destaca.

 

Quando bem implementada, essa governança tem um impacto muito maior no mercado de IoT. Por isso, os CIO’s devem educar suas organizações sobre a relevância dessa estrutura e investir em bons profissionais. Com isso, a estrutura fornecerá diversas vantagens como, por exemplo, continuidade de projetos, elegibilidade por competência e interoperabilidade, fundamental para sistemas de IoT.

Gestores de TI devem se preparar para tecnologias emergentes

Por André Martins*

 

É evidente que a IoT bate na porta dos gestores de TI há algum tempo, mas de maneira desordenada e sem integração. Atualmente, temos uma oferta bem abundante de redes preparadas para essa tecnologia. Essas redes existentes permitem a implementação de grandes e relevantes projetos de IoT, que essencialmente caracteriza-se por um conjunto de tecnologias (hardware, software, network, cloud, machine learning e inteligência artificial, por exemplo).

 

Com isso, as empresas já conseguem dar o primeiro e maior passo rumo à transformação digital, reduzindo seus custos operacionais, otimizando seus estoques, aumentando sua margem e, principalmente, garantindo mais segurança aos seus colaboradores. Essas soluções tecnológicas auxiliam as empresas a se destacar no mercado e garantir o sucesso nos seus negócios.

 

A melhor maneira dos gestores de TI se prepararem para essa avalanche de soluções de IoT que estão chegando por aí é se capacitar nas novas tecnologias e inserir um requisito fundamental às suas solicitações: integrabilidade. Possuir um corpo técnico capaz de gerenciar seus prestadores de serviços na correta verificação do mapeamento do processo produtivo e seu planejamento de conversão manual/analógico para automatizado/digital, passando pela arquitetura da solução de IoT (hardware, software e network) e entrega da inteligência (gêmeo digital, machine learning e inteligência artificial), é fundamental para uma boa jornada rumo à transformação digital de sucesso.

 

Podemos observar no estudo global “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023”, realizado pelo Gartner, que até o próximo ano haverá mais de 43 bilhões de dispositivos conectados à internet. A pesquisa “Transforma Insights” revela que a IoT será o futuro para diversas tecnologias. As conexões globais crescerão de 11,3 bilhões para 29,3 bilhões até o final de 2030, com ênfase para o 5G.

 

As novas tecnologias de rede que chegaram ao Brasil em 2022, especialmente o 5G, trazem benefícios específicos que permitem novas funcionalidades ao IoT. A capacidade de transmissão de dados aumenta em torno de 100 vezes comparado com as tecnologias anteriores, possibilitando o envio de informações mais pesadas, como imagens de vídeo de alta resolução e realidade aumentada.

 

Além disso, o número de dispositivos por célula 5G aumenta em torno de 1.000 vezes comparado com o 4G, permitindo muito mais dispositivos IoT conectados do que o número atual. A latência do 5G é significativamente menor comparado com o 4G (1ms contra 15ms), possibilitando o uso do IoT em atividades até então impossíveis, como a gestão de carros autônomos, drones online e até telemedicina de cirurgia. Também existem outros “saltos tecnológicos” que ainda nem foram mapeados.

 

Sendo assim, o cenário apontado pelas pesquisas já pode ser observado no contexto brasileiro. As tecnologias emergentes alavancadas com o uso de IoT são uma tendência que não pode ser ignorada pelos gestores de TI do Brasil. Se preparar para essa nova realidade é um desafio, que deve ser superado com integrabilidade entre as equipes. A emergência desse cenário destaca a crescente necessidade de corpo técnico especializado na área de tecnologia no país. Sendo assim, investir em times capacitados também é uma necessidade a ser observada pelos gestores de TI.

 

*André Martins é líder do Comitê de Redes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).

O 5G, as redes neutras e o avanço dos negócios conectados

Se as tecnologias 3G e 4G permitiram a transformação digital, especialmente no período de uma pandemia, em que as telecomunicações foram absolutamente necessárias para a continuidade das relações interpessoais e atividades laborais, a adoção e a expansão do 5G no Brasil vão inserir empresas e pessoas numa era definitivamente conectada.

 

Hoje, segundo a Anatel, 12 capitais brasileiras estão totalmente aptas a oferecer a Internet 5G à população, tanto sob a perspectiva tecnológica quanto jurídica. De acordo com informações da autarquia federal, divulgadas em outubro deste ano, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal, Palmas, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Aracaju e Boa Vista já atualizaram suas legislações locais para promover a nova Internet.

 

Especialmente na última década, a conectividade viabilizou o desenvolvimento de aplicações que se tornaram fundamentais no nosso dia a dia, como o Waze e o Uber, revolucionando paradigmas de mobilidade. Com menor latência e tempo de resposta reduzido a poucas unidades de milissegundo, a tecnologia 5G não só veio para otimizar operações que já acontecem no ambiente digital, a exemplo dos aplicativos que mencionamos acima, como para ampliar oportunidades de novos negócios.

 

Na prática, a frequência das ondas de 5G é mais alta enquanto o alcance é menor. Desta forma, a tecnologia 5G encurta distâncias no tráfego de dados, utilizando um número maior de células ou pontos de conexão. Ao contrário das gerações anteriores de conectividade (2G, 3G e 4G), as quais os dados são transportados por longas distâncias até os grandes centros de processamento, o 5G opera em uma infraestrutura descentralizada, com datacenters mais próximos dos dispositivos usuários, ou seja, a informação trafega pela borda da rede, conceito que conhecemos como edge computing.

 

Infraestrutura óptica mais robusta e capilar

Inúmeros setores serão beneficiados com aplicações baseadas em 5G, entre eles o segmento de dispositivos conectados (IoT), que favorecerá atividades na indústria, agronegócio, saúde, casas e cidades inteligentes e muito mais, com apoio de câmeras, sensores, eletrodomésticos e diversos outros equipamentos interligados, gerando e recebendo dados processados na borda com a ajuda de recursos que incluem Inteligência artificial e aprendizado de máquina.

 

Para se ter uma ideia desse potencial, a pesquisa “ISG Provider Lens Internet das coisas (IoT)”, desenvolvida recentemente pela TGT Consult, em parceria com a ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas, aponta que há mais de 27 bilhões de dispositivos conectados no mundo conversando entre si. Já a FGV – Fundação Getúlio Vargas, avalia que o crescimento anual de cerca de 40% no setor de IoT vai levar esse mercado a uma movimentação de 11 trilhões de dólares até 2025. E precisamos estar preparados para usufruir de toda essa tecnologia.

 

O setor de carros autônomos, por exemplo, é um segmento em ascensão que deve abrir espaço para desenvolvimento de aplicativos que vão de gestão de combustível a mapas dinâmicos e alertas de trânsito, tudo em tempo real. Essas aplicações dependerão de conexões estáveis. Pois, imagine o perigo que seria um automóvel sem condutor trafegando em uma rua movimentada não receber a tempo informações sobre a abertura ou fechamento de faróis, anomalias no percurso ou interdição na pista? Qual seria a chance de ocorrer um acidente, como batida ou atropelamento?

 

Redes neutras são o caminho para o 5G

Fazer o 5G chegar ao maior número possível de usuários, especialmente num País de dimensões continentais como o Brasil, desafia provedores de internet a entregarem conectividade com alta capacidade de transmissão e estabilidade para suportar elevada carga de dispositivos conectados, em infraestruturas de fibra óptica robustas com capilaridade suficiente para integração a uma grande quantidade de estações de troca e processamento de dados.

 

Um dos gargalos na construção de infraestruturas ópticas de Internet ultrarrápida – estima-se que as operadoras precisarão de 5 a 10 vezes mais torres de conexão para oferta do 5G – é o alto valor de investimento necessário que inclui de engenharia de instalação à manutenção das redes. É por isso que as redes neutras vêm se consolidando como alternativa no Brasil, a exemplo do que já acontece de forma comum em diversos países pelo globo, sobretudo na Europa.

 

A rede neutra é um modelo de negócio baseado no compartilhamento de uma mesma infraestrutura por diferentes operadoras e provedores de serviços de telecomunicações, viabilizando negócios com maior custo x benefício para todo o ecossistema. Nesse modelo, o “dono” da estrutura concede a utilização da rede em forma de assinatura, propiciando uma oferta de serviços mais competitiva aos usuários finais e acelerando a inclusão digital.

 

Além de economicamente mais viável na expansão do 5G, a utilização de redes neutras atende a quesitos de sustentabilidade, hoje previstas nas métricas de ESG – Environmental, Social and Governance, ao reduzir a sobreposição de infraestruturas de rede, otimizando investimentos e preservando o meio ambiente com a racionalização do uso do espaço.

 

Fonte: https://www.infranewstelecom.com.br/o-5g-as-redes-neutras-e-o-avanco-dos-negocios-conectados/

Parcerias tentam acelerar formação de novos técnicos

Projetos entre empresas e centros de pesquisa focam na abordagem interdisciplinar e aplicação prática

 

A transformação digital das organizações deve gerar 800 mil novos postos de trabalho no Brasil até 2025, produzindo um déficit de 500 mil vagas, segundo estima a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom). Esse cenário abre boas oportunidades para quem tem qualificação em internet das coisas (IoT). Várias instituições de ensino têm investido em projetos conjuntos com empresas, centros de pesquisa e parceiros internacionais, com foco na abordagem interdisciplinar e na aplicação prática.

 

 

O presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), Paulo Spaccaquerche, avalia que a formação técnica profissionalizante é fundamental para suprir a demanda por talentos na área, por ser mais rápida que a graduação. “Estamos com alguns cursos em nossa plataforma de ensino a distância que abordam os conhecimentos mínimos necessários para acompanhar o tema”, informa. Para ele, outra medida importante é a adoção de políticas que deem base sólida de matemática aos estudantes desde o ensino básico.

 

 

Aplicar soluções de IoT no ambiente urbano tem sido o caminho adotado pela Universidade de Campinas (Unicamp), que em 2016 criou o “Smart Campus”, vinculado à Prefeitura Universitária. “Atendemos uma população equivalente a uma cidade de 50 mil habitantes”, conta o líder técnico do projeto, Rafael Pereira de Sousa. “O objetivo é agregar inteligência aos serviços para auxiliar a comunidade interna e externa.” Um exemplo é o aplicativo que mostra, em tempo real, a posição dos ônibus dentro do campus e fornece informações aos gestores.

 

 

Outro projeto de pesquisa da universidade é o estacionamento inteligente, em que uma câmera analisa as imagens de veículos e envia informações a um totem sobre as vagas disponíveis. “A ideia é que a solução possa apoiar outras aplicações, como de segurança, por exemplo”, diz Juliana Borin, professora do Instituto de Computação. Em parceria com o Senai, a Bosch criou em Campinas a “Digital Talent Academy” (DTA), escola técnica que visa formar 500 talentos para negócios digitais até 2025. O programa gratuito com duração de dois anos envolve a aplicação do aprendizado em situações práticas. Todos os alunos recebem bolsas de estudo e têm aulas de inglês. “Nossa expectativa é que esses jovens talentosos fiquem na empresa”, diz o presidente da Robert Bosch América Latina, Gastón Diaz Perez.

 

 

Também na cidade paulista, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) criou em maio a “IoT Academy”, um laboratório voltado para projetos interdisciplinares. “Colocamos o tema de forma transversal em outros cursos além da área de TIC”, explica a diretora do Centro de Economia e Administração, Camila Brasil. Em 2023 a instituição irá oferecer um curso de graduação em agronomia junto com o Instituto Agronômico de Campinas, para levar a tecnologia ao agronegócio.

 

 

Pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) desenvolveram a Metodologia de Ensino Inovador (MEI-U), que usa uma plataforma digital (“testbed educacional”) para conduzir experimentos de cocriação em IoT. O projeto envolve parcerias no Brasil, Canadá, Dinamarca, França e Portugal. “Já desenvolvemos 200 casos com mais de mil alunos, 36% mulheres, voltados para resolver problemas reais das indústrias”, conta o professor Rui Yoshino. Os projetos contam com alunos autistas e de diferentes etnias. “Incentivamos a diversidade, para que cada um possa oferecer o que tem de melhor”, acrescenta sua colega, professora Joseane Pontes.

 

 

Em São Bernardo do Campo (SP), o Centro Universitário FEI mantém um laboratório para a formação de recursos humanos em IoT, com ênfase em agronegócio, cidades inteligentes e saúde. “Temos abordagem interdisciplinar e recebemos pesquisadores da universidade inteira”, diz seu coordenador, Guilherme Wachs. Os projetos incluem o protótipo de um relógio inteligente que prevê quedas de pacientes e uma lousa com realidade aumentada para treinamento a distância. Desde 2021, o laboratório está integrado ao centro de soluções 5G, criado em parceria com a Vivo e a Ericsson.

 

 

O Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), criado há dois anos em São Paulo, oferece formação em IoT em quatro cursos de graduação: engenharia de computação, engenharia de software, ciência da computação e sistemas de informação. “Nos projetos, as empresas apresentam problemas para os alunos solucionarem”, explica o professor Victor Hayashi. Um deles, em parceria com a Atech, do grupo Embraer, consiste na criação de protótipos para a localização de coisas em ambientes internos.

 

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2022/12/14/parcerias-tentam-acelerar-formacao-de-novos-tecnicos.ghtml

Conexão inteligente

A conexão entre coisas, ou internet das coisas (IoT), é consequência direta da maturidade digital, onde bilhões de dispositivos, em redes públicas ou privadas, geram cada vez mais dados em um ecossistema que inclui a computação em nuvem e a análise e armazenamento dessas informações. A chegada da rede 5G adiciona um ingrediente ao cenário, dando mais rapidez e resiliência às conexões móveis.

 

A consultoria IDC estima o mercado de soluções de IoT em US$ 1,6 bilhão (R$ 8,6 bilhões) em 2022, o que representa um crescimento de quase 18% comparado ao ano anterior, e é esperado um aumento de 15% ano a ano até 2025. “A adoção no país é impulsionada por oportunidades de redução de custos e aumento na eficiência dos serviços, combinando diferentes tipos de rede, computação de borda e sistemas analíticos”, afirma Luciano Saboia, gerente de pesquisa da IDC.

 

IoT vai além dos sensores, alcançando dispositivos conectados e integrados, microprocessadores e softwares já presentes na indústria 4.0. Segundo Sílvio Dantas, diretor de inovação da Capgemini, globalmente é o setor de manufatura que mais utiliza IoT em escala, seguido pelo varejo, telecom, produtos de consumo, utilities e automotivo. Segundo a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), cerca de 81% das empresas projetam que os investimentos em IoT crescerão acima de 10% nos próximos cinco anos. Pesquisa realizada entre outubro e dezembro de 2021, que contou com a participação de 55 profissionais de empresas de serviços ou utilities, aponta que cerca de 70% estavam na etapa de avaliação de projeto piloto ou já na fase de implantação de projetos.

 

A rede de sensores apoia a gestão e monitoramento de ativos, e, combinada com inteligência artificial (IA), entende padrões e dá eficiência às telecomunicações, agronegócio, medicina, logística e processos fabris. “No Brasil esse mercado é liderado por empresas avançadas na automação industrial e manutenção, e que já tinham projetos de conexão entre máquinas”, afirma David de Paulo Pereira, analista da TGT Consult/ISG.

 

A KPMG estima que o Brasil chegará a 20 bilhões de dispositivos conectados até 2025. Uma pesquisa realizada pela consultoria com mais de cem executivos mostra que o aperfeiçoamento na qualidade das conexões e o aumento da velocidade da rede impulsionam a adoção em processos industriais, diz Luiz Sávio, sócio da KPMG. A área de utilites vem se destacando na adoção da telemetria inteligente para aperfeiçoar a captação e análise de dados, melhorar o faturamento e diminuir erros de leitura. Em 2021 a Sabesp concluiu a implantação das primeiras 100 mil ligações de água monitoradas com telemetria inteligente na região metropolitana de São Paulo, acompanhando diariamente o consumo de água de 123 mil clientes, além de um novo projeto, em andamento, para 120 mil pontos.

 

Os medidores calculam o consumo duas vezes ao dia e enviam informações à central, facilitando uma análise mais apurada, evitando emissão de contas por média e protegendo o faturamento. Os sensores são conectados pelas redes Sigfox e Lorawan. “A mudança na medição de água e o acompanhamento da leitura melhorou o relacionamento com o cliente, permitindo a identificação de possíveis vazamentos internos, reduziu fraudes, deu mais assertividade às vistorias e projeção do faturamento”, ressalta Ricardo Batista dos Santos, gerente metropolitano do departamento de medidores da Sabesp. Entre as dificuldades do projeto estão os custos dos equipamentos e as falhas na cobertura, áreas de sombra e intermitência na entrega dos dados que dificultam a transmissão das informações. “Grande parte dos componentes desses aparelhos é importada e precificada em dólar, o que encarece o valor final”, afirma Santos.

 

 

A Neoenergia opera uma rede privada 4G LTE no projeto Energia do Futuro, em Atibaia, no interior de São Paulo, com mais de 78 mil medidores inteligentes e sistema automatizado de recuperação de falhas. As subestações estão conectadas por enlaces de fibra óptica que dão mais confiabilidade à transmissão. Os religadores e sensores se interligam por uma rede própria de rádio digital e a empresa prevê usar o 5G em futuras expansões, afirma Heron Fontana, diretor de processos da Neoenergia. Os medidores inteligentes são conectados por um mix de tecnologias, incluindo o 4G LTE, Cat-M ou NB-IoT. “A prevalência de um desses padrões de rede vai permitir ganhos de escala nos sensores e uma maior abrangência aos projetos”, diz. Para baixar o custo dos sensores a Neoenergia fez uma parceria com a Tecsys para o desenvolvimento de dispositivos para vários tipos de aplicação, como os sensores para redes de média tensão (13,8kV e 34kV) e monitoramento de transformadores de distribuição e da rede de baixa tensão.

 

A CPFL instalou medidores inteligentes em 35 mil clientes do grupo A (indústrias) nas quatro distribuidoras (CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz e RGE) e concluiu um projeto de tele medição dos clientes do grupo B (residenciais e pequenos comércios) em Jaguariúna, na região de Campinas (SP), atendido pela CPFL Santa Cruz para avaliar a viabilidade da massificação nos demais municípios atendidos. “Estimamos que para trocar todo o parque de medição de mais de 10 milhões de clientes é necessário cerca de R$ 5 bilhões em investimentos”, afirma Luís Henrique Ferreira Pinto, vice-presidente de operações reguladas da CPFL.

 

Os telemedidores usam sistema de comunicação mesh, em que os dispositivos mandam as informações para um concentrador, que envia os dados para a base central da CPFL. “Usamos ainda tecnologias como 3G e satélite para situações específicas, conforme a disponibilidade da rede em cada local”, diz Ferreira Pinto. A meta da Comgás até o fim de 2023 é alcançar 200 mil sensores inteligentes na região metropolitana de São Paulo e cobrir toda a rede em dez anos. Desde 2020 instalou sensores em cerca de 20 mil km usando redes 2G, 3G ou 4G LoRa. “Recentemente implantamos um projeto de IoT em veículos que rodam pelo aplicativo Uber em parceria com o hub de inovação Plugue, com a instalação de chips nos carros para medir o nível de gás metano na atmosfera para dar mais eficiência na identificação de vazamentos na área de cobertura da concessionária”, explica Cristiano Barbieri, diretor de tecnologia e inovação da Comgás. Segundo o executivo, o 5G permitirá ganhos na escala de transmissão de dados e no tráfego de imagem, mas será necessária experimentação para atingir custos competitivos.

 

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2022/12/14/conexao-inteligente.ghtml

Projeto da CAS Tecnologia é vencedor em prêmio nacional

A CAS Tecnologia foi anunciada como uma das vencedoras do Prêmio IoT 2022, realizado pela ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas – durante a Futurecom 2022 no último mês de outubro. A premiação visa reconhecer projetos que utilizam soluções IoT – Internet das Coisas – em diversas áreas da sociedade.

 

A empresa utilizou tecnologia IoT via satélite, capaz de monitorar a captação de água para irrigação da bacia hídrica do Rio Formoso, 24 horas por dia. Essa é uma solução inovadora no país e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Tocantins. O projeto de sustentabilidade foi apresentado na premiação e tem como objetivo monitorar a captação de água, tendo contribuído para a recuperação do rio, além de garantir a preservação dos mananciais e o cumprimento das exigências regulatórias por parte dos produtores rurais.

 

“O sistema favorece o equilíbrio do meio ambiente e da disponibilidade de água do rio, tanto entre os produtores rurais, quanto para a população ribeirinha e das cidades próximas à bacia. Nossa missão é apresentar soluções tecnológicas disruptivas, que transformam e incentivam pessoas, e são vitais para a sociedade”, destaca o gerente da CAS Tecnologia, Octavio Brasil.

 

A premiação

O Prêmio ABINC reconhece as melhores iniciativas que estimulem o uso da IoT em diversas áreas da sociedade, com foco em obter ganhos de produtividade, eficiência e redução de custos em seus negócios e operações, além de ajudar as pessoas a promoverem a divulgação de soluções desse ecossistema, bem como desenvolver soluções para o mercado.

 

São quatro categorias: Estudantes, Startups, Empresas Consolidadas e Soluções para governo e infraestrutura. As categorias levam em conta critérios de avaliação que vão da facilidade de aplicação do projeto até grau de inovação. Projetos que aplicam IoT para lidar com os desafios de negócios ou da sociedade em geral, e que já tenham resultados efetivos, foram os mais considerados nesta edição do prêmio.

 

 

Fonte: https://www.segs.com.br/info-ti/362428-projeto-da-cas-tecnologia-e-vencedor-em-premio-nacional

Utilities 4.0: tendências que impulsionam o futuro dos serviços nas empresas

Um levantamento do Itaú BBA revelou que o setor de utilities, que inclui energia, água e gás, é considerado o preferido dos investidores, totalizado 67,4% dos votos obtido em sua pesquisa. Somado a esse indicador, a Eletrobras tem a ação mais indicada por 34,8% dos fundos e institucionais. Já no setor de saneamento, após o novo Marco Legal, sancionado em julho de 2020, foram gerados R$ 72,2 bilhões de investimentos, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

 

O cenário confirma uma perspectiva positiva para esses segmentos no mercado brasileiro. E, diante do otimismo, 81% das utilities querem melhorar os serviços, combater perdas e furtos e reduzir os custos, aponta a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc). Puxado pela onda de investimentos que permitirá essas melhorias no setor, está a Internet das Coisas (IoT), com crescimento de 10% nos próximos cinco anos, revela o estudo. E essa projeção deve se elevar com a chegada do 5G, que impulsionará a sensorização.

 

Entretanto, para ter efetividade em torno desses objetivos, é preciso ir além: estruturar um plano completo de implementação e orquestração de jornadas, que envolva não só IoT, como também cloud computing, análise de dados, inteligência artificial, machine learning e 5G, entre outras tecnologias que venham a possibilitar às concessionárias executarem suas atividades diárias e suportar os processos de tomada de decisão. Ao passo que o segmento de serviços públicos vem sofrendo também uma revolução tecnológica, podemos fazer uma analogia com a quarta revolução industrial e, em referência, chamá-lo de Utilities 4.0.

 

Ocorre que, ainda de acordo com a Abinc, 76% das empresas têm um plano de transformação digital, mas não de uma forma estruturada envolvendo toda a organização. É neste ponto que as tecnologias supracitadas atuam, cada uma atendendo a um processo e, integradas, suportando toda a organização com informações para as tomadas de decisão e maior capacidade de processamento. Como vimos, os benefícios da Utilities 4.0 ultrapassaram os limites de apenas obter uma produção inteligente. Hoje, as tecnologias que envolvem este conceito são determinantes nas áreas de operação, manutenção, gerenciamento e refletem também na forma como seus consumidores são atendidos. Estes, por sua vez, querem ter serviços contínuos, de melhor qualidade e baixo custo.

 

Ainda mais empolgante é que a Utilities 4.0 pode facilitar a interconectividade entre as concessionárias de serviços, e criar, por exemplo, grandes armazenamentos de dados sobre seus ativos e o meio ambiente. Engenheiros e cientistas podem usar ferramentas analíticas de big data e aprendizado de máquina para gerar informações perspicazes sobre o comportamento do ambiente compartilhado e ativos físicos comuns. Essas informações podem ser compartilhadas por comunidades e concessionárias para melhorar de forma mais holística a indústria, o meio ambiente e beneficiar a sociedade. Ao fazer isso, a Utilities 4.0 impulsionará economias de escopo e escala em todo os setores que eram inimagináveis ​​anteriormente.

 

Diante deste cenário, fica claro que o desafio principal passou a ser como aplicar da melhor forma possível essas tecnologias para resolver os problemas e avançar na jornada de evolução digital. Seguindo o conceito de Utilities 4.0, as empresas do setor terão uma vasta possibilidade de alcançar seus objetivos estratégicos por meio da excelência em sua eficiência operacional e da experiência de seus consumidores, possibilitando as organizações a se adaptarem às rápidas mudanças do mercado e apoiar uma grande quebra de paradigma social em direção ao desenvolvimento sustentável.

 

Fonte: https://saneamentobasico.com.br/acervo-tecnico/utilities-4-0-tendencias-que-impulsionam-o-futuro-dos-servicos-nas-empresas/

Desafios para o 5G no Brasil

Especialistas acreditam que País terá papel de protagonista global da nova tecnologia e comentam o que precisa ser feito para isso de fato acontecer.

 

O Brasil caminha para se tornar um dos principais players globais no cenário da nova digitalização. O passo a passo vem sendo dado de maneira exemplar. O País criou um modelo de leilão das frequências de 5G que foi elogiado em todo o mundo. No momento, vem cumprindo à risca o calendário de expansão das redes. E algumas empresas até já estão utilizando a nova tecnologia para gerar receita e inovação.

 

Marcelo Zuffo, professor titular da Poli-USP e diretor da InovaUSP, centro de inovação da universidade, explicou que já vêm sendo desenvolvidos pilotos de larga escala nas áreas de segurança, mobilidade e saúde, baseados em 5G, em parceria com empresas como Embratel, Ericsson e Deloitte.

 

“A universidade terá que pensar junto com a indústria sobre como gerar recursos humanos em proporção maior. Ainda estamos na fase de infraestrutura, e o 5G é um padrão um pouco mais aberto do que o 4G por causa da expansão que traz na conectividade de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). E há problemas de software de borda (que fazem o processamento local de enormes quantidades de dados, assegurando ótimo desempenho aos sistemas)”, aponta. “Não é algo que um cientista da computação faça. É um software que tem que ter nuances de telecomunicações por causa da ultrabaixa latência e novos protocolos.”

 

Para Marcelo da Silva Miguel, diretor executivo de Marketing e Negócios da Embratel, o processo de transformação digital foi acelerado pela pandemia e agora, com o 5G, vai acelerar ainda mais. Os pontos de atenção para que o Brasil ganhe protagonismo no mercado passam por aí. “O primeiro desafio é entender esse processo e mudar o mindset. Nós mesmos firmamos a Embratel como um digital service provider, um enabler, que faz a orquestração e habilitação das soluções”, diz.

 

Ele afirma que a empresa já trabalha há mais de dois anos entendendo as necessidades de uso dos clientes corporativos. “Dependendo do grau de maturidade das organizações, temos níveis de desenvolvimento e soluções já com 5G bem avançados. Porém, temos muito a aprender, e quanto mais rápido nos estruturarmos e trabalharmos de forma colaborativa com academia, empresas, todos os parceiros, vamos chegar mais rápido nas melhores soluções.”

 

Tecnologias emergentes

Na área da Indústria 4.0, o Brasil possui muitas empresas que estão evoluídas em processos de automação. Porém, para Miguel, já surge a necessidade de uso de tecnologias emergentes como machine learning (aprendizado de máquinas) e inteligência artificial, ainda não exploradas e com vasta área de aplicação porque serão habilitadas pelo 5G.

 

O professor Ricardo Janes, da FEI, afirma que o desconhecimento no setor empresarial de tais possibilidades ainda é grande. “Ainda falta essa visão do que é de fato o 5G, que não é só conexão para o celular”, diz. “O empresariado ainda tem que descobrir onde pode implementar em sua indústria, como pode se tornar uma ferramenta para melhorar a competitividade. Ainda existe muita dúvida no mercado. O desafio é mostrar isso desde a microindústria até as multinacionais.”

 

Uma das áreas de atuação da universidade, que mantém um laboratório avançado de pesquisa de aplicações 5G, diz ele, vem sendo a modernização de máquinas antigas, largamente presentes no parque brasileiro, de forma a reduzir custos e aumentar a produtividade. Para Paulo Spaccaquerche, da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), o primeiro desafio passa por entender os diversos “Brasis” para realizar um planejamento mais aderente da expansão das redes e seu uso nos negócios, de acordo com o perfil de cada localidade.

 

“5G não é telefonia. 5G é conectividade, veio para impulsionar uma série de projetos. Toda a parte de novas tecnologias que estão aparecendo, o pessoal precisa absorver e conhecer. E nada disso é importante se você não tiver o entendimento do negócio. Ele deve ser entendido para que você saiba o que usar, como usar e de que forma.”

 

Fonte: https://www.estadao.com.br/economia/desafios-para-o-no-brasil/

Cidades inteligentes dependem de infraestrutura de telecomunicações, diz pesquisadora

A chave para a infraestrutura de cidades inteligentes é a infraestrutura de telecomunicações. A conectividade é o que torna possível o monitoramento de diversas atividades, que geram dados e a consequente criação de políticas públicas mais efetivas e de novos serviços, segundo Ana Carolina Benelli, pesquisadora do ITS Rio. Os dados, quando colocados à disposição da população, também tem o potencial de empoderar o cidadão.

 

Benelli participou do evento promovido pelo Movimento Antene-se na manhã desta quinta-feira, 29. Ela explicou que a expectativa para o 5G nas cidades é que 55% dos dados sejam coletados por dispositivos de Internet das Coisas (IoT). “Esse é um fator importante para apoiar na cocriação de soluções urbanas”, disse. A conectividade permite o monitoramento por meio de medidores inteligentes, iluminação pública e tráfego inteligente, por exemplo. Com as informações, é possível fazer o gerenciamento inteligente de energia, reduzir o desperdício e tornar o investimento público mais eficiente. Se um bairro está com um vazamento de água, por exemplo, a administração pública pode ser mais assertiva ao diagnosticar a origem do problema e em resolvê-lo.

 

Outro fator importante nas cidades inteligentes é que os dados estejam abertos para os cidadãos. “Gera empoderamento do cidadão, que vai poder ter maior participação da vida urbana, ele vai poder ter a possibilidade de crescimento”, comentou a pesquisadora. Ela citou o exemplo de Londres que, em 2018, colocou 80 conjuntos de base de dados à disposição dos cidadãos. Com isso, foram criados aproximadamente 600 aplicativos e 42% dos londrinos utilizaram esses novos serviços. Ou seja, gerou empregos e impulsionou a economia.

 

“A gente tem que passar de um governo que era centrado na informação para orientado a dados, de um governo que tem ‘acesso à informação’ ao ‘aberto como padrão’”, defendeu.

 

A posição de Benelli está de acordo com o que definiu Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc). “Uma cidade inteligente é aquela que entrega tecnologia e usa o que ela tem de melhor para melhorar a vida das pessoas físicas e jurídicas”, disse o executivo. Ele também ressaltou que o conceito de cidade inteligente inclui tanto áreas urbanas quanto rurais.

 

A Abinc é uma nova associada do Movimento Antene-se, que se propõe a ajudar os municípios a adequarem suas leis à Lei Geral de Antenas. As torres e antenas são a principal infraestrutura que garante uma boa conectividade.

 

Também participaram do evento Luciano Stutz, porta-voz do Movimento Antene-se; Sergio Sgobbi, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Brasscom; Caio Cristófalo, Gerente de Investimentos e Competitividade do InvestSP; e Karla França, analista técnica em Planejamento Territorial e Habitação da Confederação Nacional dos Municípios.

 

Fonte: https://dplnews.com/cidades-inteligentes-dependem-de-infraestrutura-de-telecomunicacoes-diz-pesquisadora/