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Cidades inteligentes com soluções baseadas em IoT

Com o crescimento populacional, a conectividade está se tornando uma tecnologia primordial para administração das grandes cidades. Nesse cenário, a internet das coisas (IoT) é aposta para tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

Segundo José Alvarez, vice-presidente de desenvolvimento de negócios estratégicos da Laird, a expectativa é que, até 2030, existam 41 megacidades no mundo, com cerca de 2,5 bilhões de habitantes.

“Precisamos de cidades, automóveis e dispositivos inteligentes para vivermos esse novo momento de urbanização que o mundo está passando”, disse, em entrevista exclusiva ao Futurecom All Year. “E os negócios também precisam aumentar a produtividade e melhorar a eficiência e a segurança do que fazem. É aí que entra a internet das coisas.”

Diante dos dados apresentados e levando em considerando a cidade em que vivemos, logo é possível imaginar as milhares de pessoas que estarão disputando espaço no transporte público, no sistema de saúde, em restaurantes e áreas de lazer, no trânsito.

Haverá mais indivíduos se esbarrando em calçadas, seguindo seus próprios caminhos e objetivos. A demanda por recursos também avança: o consumo de energia vai subir 36% até 2035, em um ambiente no qual a emissão de gases do efeito estufa aumentou 7 vezes no último século.

Sem otimização dos recursos, organização e redução de desperdícios, fica muito difícil não projetar um futuro imerso no caos. Por esta razão, agregar tecnologia aos serviços públicos, sob o conceito de cidade inteligente (smart city) e IoT, não é uma mera evolução, mais sim, questão de sobrevivência para toda a sociedade.

O conceito de cidade inteligente não se trata apenas da oferta de conexão de alta capacidade em Wi-Fi em ambientes públicos. O objetivo é repensar o funcionamento da cidade, de forma integrada e com auxílio da tecnologia, para que haja o mínimo desperdício de tempo, recursos e que permita uma conectividade de forma fácil, segura e rápida de qualquer lugar do planeta. Trata-se de otimizar a capacidade gerencial e a qualidade de vida dos cidadãos, com auxílio da digitalização.

Características tecnológicas das cidades inteligentes

Conectividade: para as cidades físicas, é essencial a construção de estradas e avenidas como primeiro passo, para que as mesmas cresçam e prosperem. O mesmo vale para a digitalização das cidades quando se trata de conectividade.

Palavras como banda larga, fibra óptica e Wi-Fi resumem a garantia de conexão à internet. O primeiro passo de  uma cidade inteligente. Graças à evolução das tecnologias, já somos capazes de garantir conectividade através de redes híbridas, utilizando o que há de melhor em conexões por satélite, redes MPLS e a própria internet (banda larga ou até mesmo 3G/4G).

Com isso, os diferentes equipamentos de IoT se tornam inteligentes e geram dados e comunicação machine to machine (M2M) que otimizam processos e garantem informação em tempo real a todos os envolvidos: dos cidadãos aos gestores;

Segurança da informação: com cada vez mais dependência dos recursos digitais, os processos da cidade ficarão mais expostos ao cibercrime, deixando governos mais vulneráveis a todo o tipo de ameaça.

Para garantir a segurança do sistema e dos cidadãos, é necessário um forte aparato tecnológico, que trabalhe na detecção proativa, na prevenção, remediação e reeducação cognitiva da própria rede para prevenir invasões, alterações nas dinâmicas dos serviços públicos e roubo de informações;

Visibilidade: os gestores precisam saber o que está acontecendo em todo o ambiente da smart city. Isso é possível como tecnologias de monitoração, análise de tráfego e otimização de consumação de banda.

Com uma visão generalizada sobre o funcionamento e demanda dos serviços, é possível identificar pontos de melhorias e otimização de processos, assim como entender para que e como está sendo utilizada a rede.

Acesso à nuvem: todos estamos ligados à nuvem de alguma forma, pessoas, empresas e “coisas”. Portanto, é importante que as cidades inteligentes estejam prontas para essa conexão aos diversos provedores de serviço em cloud de forma rápida, segura e transparente para seus cidadãos.

Canadá e Dinamarca lançam rede nacional de IoT

O Canadá e a Dinamarca estão próximos de se tornarem os primeiros países com uma rede nacional de internet das coisas cobrindo todas as extensões de seus territórios. Com a implementação da rede será possível conectar milhões de dispositivos individuais que mudaram para sempre a maneira como as empresas e as cidades operam.

Na América do Norte, a empresa responsável pela implementação do sistema está aproveitando a tecnologia de rede de área ampla de baixa potência (LPWAN), com capacidade para milhões de sensores de IoT, beneficiando um ecossistema atual de mais de 693 diferentes sensores ativados por IoT para fornecer soluções de conectividade costa a costa em todo o país.

A combinação da rede nacional e centenas de dispositivos proporcionará às empresas canadenses uma conectividade simples e econômica para ajudar a impulsionar a eficiência em praticamente qualquer área de seus negócios.

O serviço já foi lançado em oito das dez províncias canadenses, e estará disponível em todo território até o final de julho. Agilidade na instalação é possível devido a capacidade da equipe envolvida em criar cobertura de rede em quase todas as áreas dentro de 90 dias.

Quando estiver finalizada, a rede atenderá mais de 14 milhões de canadenses de costa a costa em cidades, aeroportos e universidades em todo país. Cada estação base da rede cobre vários quilômetros quadrados sendo capaz de receber até 10 milhões de mensagens por dia.

Para superar os desafios que estão atrasando a proliferação da IoT no Canadá, a empresa responsável optou por um sistema de baixo custo, usando dispositivos que exigem energia mínima e tecnologia de comunicação simples para fornecer conectividade a qualquer dispositivo ou objeto.

Na Dinamarca  a rede que em breve irá cobrir todo o país deve permitir que as aplicações em IoT abranjam uma variedade de setores, incluindo a medição inteligente, agricultura inteligente, construção inteligente e aplicações de cidade inteligente.

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Referências: IoT News, WND Group, Futurecom, E-commerce News

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