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Cidades inteligentes crescem pelo mundo com demanda para tecnologias que ajudem as pessoas

As cidades inteligentes multiplicam-se pelo mundo principalmente na Europa, América do Norte e Ásia, e hoje estão presentes em mais de 80 países em todo o globo. Recentemente, o Centro de Globalização e Estratégia do Instituto de Estudos Superiores da IESE, analisou 174 cidades inteligentes, ranqueando-as em categorias diferentes.

Foram considerados índices fundamentais para uma vida verdadeiramente sustentável na cidade: capital humano (cultivo, desenvolvimento e atração de talentos), coesão social (consenso entre os diferentes grupos sociais de uma cidade), economia, meio ambiente, governança, planejamento urbano, alcance internacional, tecnologia e mobilidade e transporte (facilidade de movimento e acesso a serviços públicos).

O ranking consolidou a ideia de que uma cidade inteligente deve utilizar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente os mais necessitados, utilizando o melhor das inovações para alcançar mais pessoas e gerar impactos menores ao meio ambiente.

Aliado ao planejamento urbano, o desenvolvimento tecnológico é essencial para o desenvolvimento de cidades inteligentes sustentáveis. De acordo com um relatório da IDC, os gastos globais com iniciativas de cidades inteligentes devem crescer para US$ 158 bilhões até 2022, à medida que as cidades continuam investindo em hardware, software, serviços e conectividade que permitem recursos de Internet das Coisas (IoT).

Segundo a IoT Analytics – empresa líder em pesquisa e informações de mercado para IoT – a Europa lidera a lista de projetos de cidades inteligentes, capturando quase 50% da base global de projetos. Por muitos anos, as iniciativas de cidades inteligentes têm sido uma prioridade para os líderes e empresas. Resultando na criação da Iniciativa Europeia de Cidades Inteligentes, em 2011, para apoiar projetos com foco especial na redução do consumo de energia na Europa.

De olho no crescimento das cidades inteligentes, o EUA investiu cerca de US$ 22 bilhões no mercado de tecnologias para as smart cities, em 2018.  Logo atrás, a China realizou investimentos que chegaram a quase US$ 21 bilhões. Os dois países compartilharão uma trajetória de crescimento semelhante com taxas de crescimento anual composto de cinco anos (CAGRs) de 19,0% e 19,3%, respectivamente. As regiões que verão o crescimento mais rápido dos investimentos são América Latina (28,7% CAGR) e Canadá (22,5% CAGR).

Projetos no Brasil

Mesmo sem um grande projeto, o Brasil possui boas iniciativas que se destacam no campo da mobilidade urbana, principalmente na região sudeste, com as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecendo nos principais rankings de cidades inteligentes. As cidades de Curitiba e Brasília também figuram nas listas.

Outra iniciativa de destaque é o conjunto habitacional Laguna EcoPark, no Ceará, primeira cidade inteligente do mundo voltada para a habitação social. Com base em quatro pilares: arquitetura, meio ambiente, tecnologia e inclusão social.

A cidade vai contar com coleta de lixo inteligente, wi-fi liberado em todas as áreas institucionais e piso intertravado (que deixa a água da chuva correr para o solo). A cidade também terá sistemas de reaproveitamento da água, irrigação automatizada de acordo com o clima, fiação elétrica subterrânea e locais que produzem energia cinética — gerada por movimentos do corpo. Em relação ao transporte, serão implantados sistemas de bike sharing e compartilhamento de carros.

A cidade de Campinas é outra que receberá investimentos de Internet das Coisas aplicada ao ambiente urbano. O projeto-piloto será financiado em parte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terá como foco soluções de IoT em segurança e iluminação pública. A expectativa é que as tecnologias testadas gerem impactos positivos – como aumento da segurança, redução de gastos com energia e ampliação na oferta de serviços prestados – e possam ser adotadas por outras cidades com características semelhantes.

Selecionada na chamada lançada em 2018, a iniciativa será conduzida pela Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e realizada em parceria com a Prefeitura de Campinas. Com investimento total de R$ 9,89 milhões – sendo R$ 2,98 milhões aportados pelo BNDES em recursos não-reembolsáveis – o projeto contempla os testes de uso e iniciativas de divulgação e fomento à cadeia de soluções de IoT, como a criação de um centro de demonstrações, publicação de resultados e realização de encontros entre startups e potenciais interessados nos serviços.

Planejamento é necessário

A tecnologia tem o poder de tornar nossas vidas muito mais simples, no entanto, a implementação dessa tecnologia deve ser feita de maneira cuidadosamente planejada e altamente segura. Ao invés de focar apenas na tecnologia por si só, é necessário buscar a solução de problemas através da tecnologia.

Segundo o instituto Gartner, para atender às necessidades dos cidadãos e para o desenvolvimento de novas cidades inteligentes, tecnologias como chatbots (robôs de atendimento) e de machine learning (aprendizado de máquina) são essenciais para entender as necessidades dos cidadãos e até mesmo engajá-los nesse processo. Com a análise dos dados de big data coletados é possível criar algoritmos que aprimoram a interação dos moradores com as cidades inteligentes.

Uma cidade verdadeiramente inteligente é capaz de melhorar a qualidade de vida de todos, mas esse resultado só será alcançado com a união entre tecnologia, governança e comunidade.

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Com informações: Forbes e BNDES
Foto: Fernanda Sunega/Divulgação Prefeitura de Campinas

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