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Cobertura do IoT Networking Happy Hour de Novembro – Parte 1

Dispositivos e Conectividades são desafios a serem superados para o avanço da IoT

O segundo IoT Networking Happy Hour reuniu diversos profissionais que trabalham ou buscam soluções com base na Internet das Coisas (IoT) para um bate papo informal com degustação de chopp, pizza e muita troca de ideias sobre as oportunidades com o ecossistema.

Realizado no espaço da IoT OpenLabs, o evento apresentou o inédito estudo “IoT na América Latina e Caribe 2019” realizado pelo Inter-American Development Bank e que contou com importante contribuição da ABINC, e em breve estará disponibilizado em nosso site. Este relatório fornece uma visão geral do estado atual e do potencial futuro da IoT nas duas regiões.

Nessa oportunidade de networking conhecemos alguns modelos de negócio que buscam na IoT soluções para problemas enfrentados no campo, nos centros urbanos e dentro da indústria. Nesse artigo, apresentaremos três empreendedores com soluções diferentes e desafios semelhantes.

O primeiro deles é o italiano Fabrizio Gambarini, da Agridecision, uma startup focada na análise de dados sobre o uso de agrotóxicos na agricultura, especialmente na análise de dados sobre os vinhos produzido no Brasil. Através dos relatórios é possível racionalizar e otimizar o uso de agro defensivos na plantação.

Focado em seu negócio, Gambarini conta que passou muito tempo isolado, trabalhando com uma tecnologia que ainda não estava presente no país. Ele lembra que no início de seu trabalho não havia muitas informações disponíveis como hoje, e que só através do networking adquiriu o conhecimento necessário para desenvolver sua pesquisa.

“O agronegócio tem um problema enorme que é a (dificuldade) de conectividade. Eu já vi muitas empresas entregando algumas coisinhas nos últimos anos, mas o processo é muito lento. Hoje eu estou com muitos projetos parados por falta de equipamentos. Eu acredito que são as grandes empresas que vão entrar com a tecnologia e depois as pequenas vão escalar, a depender do que acontece no mercado”, comentou Gambarini.

A disponibilidade e escalonidade de dispositivos também são os desafios enfrentados pela IT2B Tecnologias e Serviços, integradora de soluções para cidades inteligentes. Odair Souza, Head de Digital Transformation, conta que a empresa está trabalhando o software, mas ainda esbarra na dificuldade de dispositivos e conectividade.

Entre os projetos desenvolvidos pela IT2B, Souza destaca as soluções para estacionamentos de zona azul rápida. A tecnologia já aplicada por algumas prefeituras exibe a disponibilidades e a localização da vagas de estacionamento administradas pelo município.

O smart place é outra solução oferecida pela empresa, com ela é possível tornar os escritórios inteligentes, como por exemplo, ter a disponibilidades de dados sobre as lixeiras que emitem mensagens quando cheias para que o lixo seja recolhido. Souza também destacou o projeto para o monitoramento de águas pluviais em locais onde eventualmente há risco de enchentes.

Quem também esteve presente e aproveitou a troca de ideias foi o fundador e CEO da Tractian, Igor Marinelli, que oferece soluções focadas na indústria para gestão de processos de ativos. A tecnologia é 100% brasileira, mas teve início com um pesquisa realizada por Marinelli na Universidade da Califórnia.

“Fiz uma pesquisa na parte de ciências de dados e blockchain, e comecei a me questionar porque não trazer essa tecnologia do Vale do Silício para as indústrias do Brasil. Hoje nós temos um SAS focado em indústria para gestão de processos de ativos”, comentou.

No início do projeto a empresa foi contemplada em um processo de aceleração realizado pela Microsoft e hoje possui clientes na fabricação de celulose e alimentação e busca clientes anjos em segmentos diferentes, tendo projeto na área da saúde para predição de doença crônica.

Marinelli finaliza dizendo que o IoT Networking Happy Hour é um ótima oportunidade para conhecer novos projetos e soluções com IoT, principalmente na parte de hardware, o que contribui muito na hora de implementar um projeto.

“Eu gosto muito de me conectar com os novos hardwares. Estou muito focado em software, mas se eu não tiver um bom entendimento do dispositivo, não saber qual indicar para o meu cliente, o que implementar e como fazer o sensoriamento melhor em uma planta industrial eu não vou alcançar os melhores resultados”, finalizou.

Fique ligado na segunda parte desse artigo e não deixe de participar do nosso próximo encontro com data marcada para 11/12/2019 às 19h00 no IoT OpenLabs (as inscrições serão abertas em breve).

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