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Como a IoT pode contribuir na prevenção de doenças virais

Por Marcus Vinicius Rocha

Em todo o mundo milhares de cientistas estudam maneiras para combater o novo coronavírus, que até o final da redação deste texto (24/03) infectou mais de 349 mil pessoas e matou mais de 15 mil em todo o globo. Diferente de outros tipos de coronavírus conhecidos, a COVID-19, como foi classificada, é altamente contagiosa o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar pandemia global.

Lançando mãos a medidas de austeridades a China utilizou a experiência que teve com as SARS em 2012 para enfrentar esta nova doença. Outros países tentam combater a transmissão e salvar as vidas daqueles em estado mais grave enquanto a indústria farmacêutica trabalha na criação de uma vacina.

Em meio a tudo isso uma pergunta pode ser feita: Como a internet das coisas (IoT) pode contribuir para combater os avanços de doenças virais? A resposta é que já existem ações objetivas com o uso de dispositivos conectáveis para o monitoramento de áreas e de pessoas em quarentena.

Drones estão sendo utilizados para monitorar ruas e garantir a quarentena, celulares de infectados estão sendo monitorados para determinar áreas e pessoas que possam ter sido contaminadas. Os GPS estão sendo usados para garantir que infectados não deixem o isolamento, e a inteligência artificial (IA) está sendo usada para prever áreas futuras de surtos.

A utilização de dados agregados dos smartphones para rastrear a propagação de doenças também faz parte de uma pesquisa no tradicional Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT. Nele, os pesquisadores estudam a propagação do vírus da dengue em Cingapura durante 2013 e 2014. O objetivo do estudo é ajudar as autoridades responsáveis a encontrar o paciente zero e também poder identificar todas as pessoas que estiveram em contato com os infectados.

O diretor global de pesquisas para IoT da Frost & Sullivan, Dilip Sarangan, vai muito mais além, defendendo um estado policial com o uso da tecnologia através de uma rede global de vigilância e monitoramento da saúde das pessoas utilizando sensores inteligentes. No entanto, a ideia segundo o próprio Sarangan coloca em xeque direitos democráticos fundamentais dos cidadãos.

“A resposta simples pode ser para empresas, cidades e governos nacionais criarem coletivamente uma enorme rede global de sensores para detectar vírus. No entanto, isso exigiria planejamento e implementação em escala global que taxaria os próprios fundamentos da democracia e obrigaria os governos a colocar as necessidades do planeta à frente das necessidades de seus cidadãos”, comentou.

Para o diretor da Frost & Sullivan é improvável que esta rede global de sensores seja concebida no futuro próximo, ainda assim ele acredita que a China tem a capacidade para implementar essa rede. O país possui um histórico de uso da IoT para vídeo vigilância, e através de reconhecimento facial e localização os sensores de detecção viral poderiam monitorar e rastrear todos os indivíduos infectados.

“Embora isso possa parecer um estado policial para muitos, finalmente, alavancar a IoT e a IA pode ser a maneira mais lógica de impedir que doenças altamente infecciosas se espalhem rapidamente em um mundo cada vez menor graças a rapidez das viagens aéreas, finalizou.

Na sua opinião, é possível usar a tecnologia, em especial a IoT, para ajudar no controle de doenças virais sem reprimir o direito das pessoas e suas liberdades individuais?

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Referências: Frost & Sullivan, Technology Networks, Veja

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