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Hospitais utilizam IA para mitigar a transmissão do novo Coronavírus entre os profissionais de saúde

Por Marcus Vinicius Rocha
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Profissionais de saúde estão trabalhando exaustivamente em todo o mundo para salvar a vida daqueles que foram contaminados pelo novo coronavírus. Verdadeiros heróis neste esforço de guerra, os profissionais da saúde relatam um cenário angustiante para salvar a vida dos enfermos. Há muito estresse no ambiente hospitalar, e a saúde mental destes trabalhadores passou a ficar comprometida.

E o que é ainda pior, aqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia também se tornaram uma das principais vítimas da doença, sendo milhares de profissionais contaminados pela Covid-19. Especialistas em contaminação viral acreditam que, mesmo utilizando EPIs especiais – isso quando disponível – os trabalhadores da saúde estão expostos a uma grande quantidade de vírus, tornando a capacidade de transmissão maior, assim como a gravidade da doença.

Estudos preliminares realizados em países diferentes indicam que o coronavírus contamina entre 4% e 12% da força de trabalho da saúde. No entanto, os números podem variar muito em cada país. Segundo a BBC Brasil, no Reino Unido há hospitais com mais de 50% da equipe de algumas áreas doente. Sem controle, os hospitais podem se tornar centros de disseminação da Covid-19.

Diante mais esse desafio, autoridades do setor e empresas de tecnologia somaram esforços para mitigar a transmissão da doença em hospitais e unidades de saúde. Sistemas inteligentes conectados a uma rede de compartilhamento de dados e suporte com inteligência artificial (IA) estão tornando a nova rotina dos profissionais de saúde menos exaustiva, desde a triagem dos pacientes a avaliação dos casos prioritários em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A avaliação precisa de risco é fundamental na hora de determinar os sintomas daqueles que buscam atendimento médico. Para aliviar a demanda por atendimento a Microsoft, em parceria com uma das maiores redes hospitalar dos EUA, criou uma ferramenta de triagem por chatbot capaz de diferenciar rapidamente aqueles que estão com sintomas da Covid-19 e aqueles que estão com sintomas de doenças menos graves. Apenas na primeira semana a ferramenta atendeu mais de 40 mil pacientes.

Na Florida (EUA), um hospital esta utilizando câmeras capazes de fazer varredura termina facial, detectar suor e descoloração daqueles que passam pela entrada, para isolar os pacientes com sintomas do coronavírus. O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está utilizando IA para agilizar o diagnostico de coronavírus. O algoritmo foi desenvolvido em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP).

Outras iniciativas foram tomadas, como o uso de um intérprete de tomografia computadorizada orientado por IA que identifica o Covid-19 quando os radiologistas não estão disponíveis. E robôs inteligentes para entregar remédios e alimentos aos pacientes. Estas medidas adotadas por hospitais na China, como forma de aliviar a exposição dos profissionais ao coronavírus. 

A Inteligência Artificial está colaborando para preservar a vida dos profissionais de saúde e salvar a vida daqueles que mais necessitam dos cuidados médicos. Ainda que a tecnologia possa auxiliar as tomadas de decisões, ela não exclui o atendimento humano nas redes hospitalares.

Referências: The Wall Street Journal, Tribuna de Minas , Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade

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