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IA cada vez mais discretamente presente nas casas inteligentes

Por Marcus Vinicius Rocha
casas inteligentes

A pouco mais de uma década imaginava-se a casa do futuro onde robôs inteligentes organizariam a rotina doméstica e quase tudo pudesse ser acionado por comandos de voz, como abertura de janelas, troca de canais na televisão, acionamento das luzes etc. Esse mundo repleto de robôs antropomórficos e luzes neon foi e ainda é retratado nas telas como o ápice do desenvolvimento tecnológico da humanidade, mas devo dizer que toda essa tecnologia há muito está presente em nossos lares, de forma muito melhor do que a imaginamos.

A casa inteligente de 2020 possui tudo aquilo que já foi imaginado e visto nas obras de ficção cientifica, mas toda essa tecnologia não salta aos nossos olhos e muito menos exige ser vista, já que a discrição dos dispositivos inteligentes é essencial para que eles sejam bem recebidos pelo público consumidor. Dispositivos de limpeza são pequenos, quase do tamanho de pequenos pets, e os assistentes virtuais se camuflam como dispositivos de som.

No cerne destes dispositivos estão duas tecnologias, a capacidade de comunicação sem fio e a inteligência artificial (IA) que, somada ao aprendizado de máquina, é extremamente importante para que os dispositivos possam aprender a executar tarefas humanas de maneira autônoma. E se tratando de casas inteligentes, a IA talvez seja a cereja do bolo para dar mais comodidade aqueles que vivem nestes ambientes.

Em uma casa moderna quase tudo está conectado, e tudo que está conectado pode ser controlado através de um smartphone. Mas com uma assistente virtual, tudo passa a controlado através de um simples comando de voz, basta acionar sua assistente (Ok Google, e aí Siri ou Alexa). As assistentes virtuais vão ainda mais além, podendo também ajudar a organizar a sua vida com lembretes de reuniões, pedidos de veículos de transporte ou de comida, através de Apps já conhecidos por todos.

Esse mercado ainda em grande expansão tem muito a oferecer aos consumidores, principalmente os milênios – aqueles nascidos entre 1985 e 2000 – mais empolgados pelas novas tecnologias. A inteligência artificial já está presente em geladeiras capazes de identificar os produtos acomodados para regular automaticamente a temperatura e ar-condicionado que armazena os dados de uso para operar automaticamente de acordo com as preferências do usuário.  

Dados da Forbes indicam que o mercado de dispositivos domésticos inteligentes deve atingir US$ 174 bilhões em 2025. O mercado imobiliário também está atento à demanda e alguns lançamentos já vêm preparados para facilitar a automação industrial do imóvel. Inclusive há construções com indicação do melhor ponto para instalar o roteador Wi-Fi.

É possível que muito em breve a comunicação entre pessoas e a IA passe a ser cada vez mais natural, como em uma conversa entre duas pessoas, não sendo mais necessário um comando de voz para a ativação do dispositivo. Este tipo de aplicação já é utilizada em chat boots, e deve passar por mais alguns upgrades até chegar às casas inteligentes.

Referências: Canaltech, Casa e Jardim

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