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Desafios incluem custo, confiança na tecnologia e conectividade

Na grande São Paulo, a Comgás, distribuidora de gás natural encanado que atua em 94 municípios paulistas, acaba de implementar um projeto piloto de internet das coisas (IoT) em veículos que rodam pelo aplicativo Uber. Originado no Plugue, hub de inovação aberta da Comgás, o projeto foi criado para medir o nível de gás metano na atmosfera. Cristiano Barbieri, diretor de tecnologia, inovação e cliente da Comgás, diz que o projeto é inovador na busca por mais eficiência na identificação de vazamentos na área de cobertura da concessionária. Porém, ele ressalta que essa inovação não depende da tecnologia 5G.

Nos últimos três anos, a Comgás escalou o uso de sensores em pontos de gestão e distribuição de gás na sua rede, com cerca de 20 mil km. A concessionária também avançou na sensorização de medidores analógicos nas residências dos clientes. Segundo Barbieri, já são aproximadamente 80 mil sensores instalados. Para o cliente da Comgás, o benefício do IoT se traduz em aumento de segurança e a eficiência energética. “Usamos tanto 2G, 3G ou 4G, ou a rede LoRa. Em 2023, pretendemos instalar mais 200 mil sensores. Nosso objetivo é cobrir toda a rede em dez anos”, conta Barbieri.

Para o diretor da Comgás, o uso da tecnologia 5G vai trazer ganhos na escala de transmissão de dados e possibilitar o tráfego de imagem, mas ainda não é uma realidade no país. “São inúmeros desafios de custo, confiança na tecnologia e conectividade. No caso do 5G, será necessária muito experimentação para atingir custos competitivos e escala”, afirma Barbieri.
O padrão 5G, segundo Rivaldo Ferreira, vice-presidente corporativo de utilities da Sonda, proporcionará mais segurança e confiabilidade com um tempo de resposta a incidentes mais rápido numa estrutura técnica. “O 5G permitirá ampliar de forma significativa o sensoriamento em larga escala”, diz.

A pesquisa “Panorama de IoT em Utilities”, publicada pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) em junho, mostrou que a pressão dos custos e a incertezas sobre os retornos dos investimentos estão entre os maiores desafios dos projetos de IoT. Só perdem para a dificuldade de integração de sistemas e no gerenciamento de soluções de vários fornecedores. A pesquisa contou com a participação de 55 profissionais de empresas brasileiras de saneamento, distribuidoras de energia elétrica e de gás encanado.

Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), diz que o investimento em IoT vale a pena desde que esteja em linha com as necessidades do negócio e contribua para aumentar a competitividade e melhore as entregas para o cliente. “Diante de problemas de infraestrutura e conectividade, as soluções de IoT precisam de orquestradores. Temos mais de 10 mil provedores de serviços de internet (ISPs), que terão um papel fundamental quando tivermos a conectividade de 5G, sobretudo em municípios menores”, ressalta.

Na iluminação pública, os projetos de IoT conjugados à chegada do 5G podem fomentar novos modelos de receita para as prefeituras. Pedro Vicente Iacovino, diretor-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Iluminação Pública (Abcip), defende o multiuso da infraestrutura de iluminação pública. A Abcip tem 400 projetos em andamento no país, que atendem cerca de 40 milhões de pessoas, com investimentos de R$ 23 bilhões. “O poste pode ser a base para monitoramento de transporte público, coleta de resíduos, sistemas de drenagem, segurança pública. Na pauta econômica, precisamos melhorar o uso dos ativos públicos”, afirma Iacovino.

O projeto de iluminação pública do município do Rio de Janeiro, em curso desde abril de 2020 por licitação vencida pela Smart RJ Concessionária de Iluminação Pública SPE, prevê a implantação de um sistema de telegestão em, no mínimo, 70% da rede municipal de iluminação pública (aproximadamente 315 mil pontos de luz). Luca Siqueira, engenheiro especialista em projetos de telemetria, observa que esse edital inclui receitas alternativas e complementares decorrentes da exploração comercial de outros serviços não relacionados à iluminação pública. Na prática, isso significa que os postes podem ser usados para antenas de 5G.

“O IoT massivo, que tem baixa transmissão de dados e usado pelas concessionárias, não precisa de uma rede 5G para funcionar bem. Mas o 5G trará melhorias, será complementar”, diz Siqueira.

 

FONTE: Suzana Liskauskas —  Valor Econômico

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