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O que se pode esperar após aprovação da Lei da IoT

16/07/2021 às 10:30 • 1 min de leitura

Muito aguardada pelo setor de internet das coisas (IoT), a Lei nº 14.108 ou Lei da IoT passou a valer a partir do dia primeiro de janeiro deste ano. O dispositivo de lei atende a demanda da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) e de outras entidades que se manifestaram pelo incentivo a exploração comercial do ecossistema de comunicação.

Com a lei, as taxas de fiscalização de instalação e as taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina foram zerados pelos próximos cinco anos. Isso significa que haverá mais viabilidade de projetos e novas oportunidades de mercado dentro das verticais de agricultura, cidades inteligentes, manufatura, saúde, varejo e veículos autônomos.

“Com a medida, a expectativa é de que o Brasil seja uma das grandes potências globais no mercado de Internet das Coisas. Outro aspecto positivo é que a desoneração incentive o desenvolvimento de dispositivos com a tecnologia 5G”, destacou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, em comunicado oficial.

O fato é que a IoT já está em todo dos lugares e faz parte do dia a dia das pessoas. Porém, a nova lei deve contribuir para acelerar projetos como:

Na agricultura: sensores instalados nas plantas, nos animais, no solo, nos veículos coletam e processam dados para que o produtor possa identificar, por exemplo, onde é necessário a aplicação de adubo e quanto cada área necessita. Ele também pode receber em tempo real a localização do rebanho e dados sobre a saúde dos animais.

Nas cidades inteligentes: gestores públicos utilizam a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas organizando e otimizando de forma digital a mobilidade urbana, o uso de energia, o acesso aos serviços públicos etc.

Na manufatura: a modernização das fábricas com a automatização das operações e análises em tempo real do que acontece no chão de fábrica, esse conceito também é conhecido como Indústria 4.0.

Na saúde: a integração de sistemas digitais através da IoT contribui para o monitoramento ágil de pacientes, permitindo maior assertividade no tratamento. Alguns pacientes podem até mesmo continuar o tratamento no conforto do lar, sem a necessidade de ocupação de leitos em hospitais. A telemedicina e a vídeo cirurgia também se beneficiam com os investimento em IoT.

No varejo: a internet das coisas está ajudando o setor a aprimorar o relacionamento com o cliente e a experiência de compra. O monitoramento do comportamento do consumidor tem possibilitado, por exemplo, a customização de serviços e entregas mais rápidas.

Veículos autônomos: a tecnologia já é explorada fora do país e agora pode estar mais próximas de se tornar realidade no Brasil. Os veículos autônomos necessitam de uma conexão robustas e estável para operar de forma segura e dividir as pistas com outros veículos e pedestres. A tecnologia não se refere apenas aos veículos de passeio, mas também aos autônomos que podem ser utilizados pelo varejo para fazer a entrega de mercadorias.

ABINC está preparada para o novo mercado com a Lei de incentivo a IoT

O presidente da ABINC, Paulo José Spaccaquerche, acredita que com a Lei da IoT as empresas brasileiras poderão se tornar mais competitivas e poderão mirar também o mercado externo. O impulsionamento do ecossistema torna a tecnologia mais barata e incentiva investimentos na área. Isso significa mais escalonamento de aplicações IoT, e mais informações cruciais sobre o negócio nas mãos de líderes e gestores.

“Na ABINC, estamos extremante satisfeitos! Participamos com outras entidades nas manifestações e ajuda ao projeto do deputado Vitor Lippi (PSDB/SP). Com a lei, teremos condições de competir inclusive fora do Brasil. Temos a oportunidade de geração de empregos e isso é uma maravilha na situação em que estamos vivendo. Quem sabe para o próximo ano a gente não tenha um impulsionamento grande de novos empregos”, comentou o presidente Paulo José Spaccaquerche.

O presidente também afirma que a ABINC está atenta e preparada para este novo momento da IoT no Brasil. Em 2022 a associação terá uma plataforma de educação para contribuir com a formação de novos profissionais de IoT qualificados para as demandas da economia 4.0.

“Com essa plataforma de educação a gente se sente satisfeito por contribuir para o crescimento do país, porque, afinal de contas, está é uma das missões da ABINC. Ajudar o ecossistema de IoT a crescer no Brasil e gerar novos empregos, gerar novos projetos e assim por diante”, finalizou Spaccaquerche.

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