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Os avanços da IoT e dos robôs autônomos dentro dos armazéns

A internet da Coisas (IoT) já é uma realidade em muitos lugares, no entanto, para alguns especialistas, quando se trata da cadeia de suprimentos, o que existe ainda são projetos conceituais baseados na utilização de sensores para compartilhamento de informações, em sistemas tradicionais de controle de rede industrial.

Diferente disso, em um projeto desenvolvido sob uma arquitetura de IoT, sensores ou equipamentos inteligentes enviam dados para uma plataforma de software IoT na nuvem, onde os dados podem ser filtrados, organizados, analisados ​​e aproveitados por vários aplicativos. O desafio de avaliar o estado da IoT nos armazéns é que muitos sistemas geram dados usando sensores e podem compartilhar informações na nuvem, mas esse modelo não pode ser considerado como um sistema de IoT.

No entanto, há uma percepção de que este cenário está sendo modicado com um número crescente de fabricantes adotando sensores conectados a IoT e softwares, geralmente com algoritmos de aprendizado de máquina baseado em nuvens. Com o auxílio dos dispositivos, o sistema é capaz de aprender tudo, desde o tempo necessário para produzir qualquer produto até a distância necessária para chegar ao local ideal para armazenar esse produto no depósito.

O sistema também inclui sensores de temperatura para armazenamento a frio, sensores de vibração para motores e dados de sensores transmitidos para a nuvem, por soluções como telemática de empilhadeiras ou robôs móveis autônomos (AMRs).

Robôs autônomos

Há cerca de 3 anos a Amazon largou na frente ao apresentar a primeira leva de drones automatizados para entrega de produtos. No início deste ano, a FedEx apresentou seu projeto de robô para entrega, o FedEx SameDay Bot. Segundo a empresa, o autônomo seria capaz de entregar todo tipo de produto, até mesmo sob controle de temperatura, cruzando calçadas movimentadas sem risco ao pedestre, ladeiras, escadas e terrenos acidentados.

Mas antes de serem transportadas, as mercadorias precisam ser selecionadas, classificadas e movimentadas nos centros de distribuição. Utilizando sistemas baseados em IoT, veículos guiados automaticamente (AGVs) percorrem o chão da fábrica sem nenhuma interferência humana, guiando-se através de sensores e orientados por um software, conhecido como sistema de gerenciamento de depósito ou WMS.

Assim como o robô da FedEx, esses AGVs possuem um sistema capaz de identificar obstáculos pelo caminho, pessoas ou outros veículos em movimento e assim, diminuindo o risco de acidentes. Atualmente, os AGVs são mais adequados para a realização de tarefas repetitivas, liberando o trabalhador humano para a realização de outras tarefas.

O investimento em AMRs pode ser algo desafiador para muitas empresas, principalmente diante do cenário econômico brasileiro. Atenta às barreiras financeiras enfrentadas pelo setor industrial, uma das líderes no mercado de robôs passou a oferecer o aluguel de autônomos a baixo custo. Pequenas empresas e multinacionais podem aderir ao plano mensal, que promete aos clientes um retorno sobre o investimento quase que imediato.

“O aluguel dos robôs se torna uma despesa operacional, permitindo que nossos clientes rapidamente se familiarizem com os benefícios que os AMRs oferecem, pois automatizam o transporte manual monótono, repetitivo e muitas vezes propenso a lesões”, disse Thomas Visti, CEO da MiR, em entrevistas a Supply Chain 24/7.

O custo mensal da locação depende do tipo de robô e do período de locação, mas um cálculo simples aponta um custo de US$ 4,44 por hora (ou US$ 711 por mês) para o aluguel de um modelo MiR100 para operação de um turno.

Os distribuidores continuarão a ser responsáveis ​​pelo suporte, serviço e manutenção de primeiro nível. Desta forma, pouco mudará para os clientes finais, que agora terão mais uma opção em termos de pagamento para seus robôs, enquanto os benefícios usuais do alcance global e do suporte local continuarão.

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Referências: Forbes, FedExSupply Chain 24/7

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