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Os desafios para expansão de etiquetas inteligentes na revolução industrial

A aplicação da Internet das Coisas (IOT) na indústria e o uso de nuvens digitais crescem a cada ano, impulsionando com isso o aperfeiçoamento de softwares sem fio como o Bluetooth, Wi-Fi, Ultra-Wide Band entre outros. Com este desenvolvimento crescente as etiquetas RFID terão grande valor na Industria 4.0.

Nesta nova configuração do setor, cresce a necessidade pela eficiência de recursos e custo, o que tem levado fabricantes a adotar as soluções RFID para auxiliar no rastreamento e monitoramento em tempo real de seus ativos, volume de dados das operações e de funcionários.

Para melhorar o gerenciamento e a análise dos grandes volumes de dados RFID resultantes da interconectividade de dispositivos, fabricantes de etiquetas inteligentes estão desenvolvendo tags de alta memória que podem conter mais informações, plataformas de software com camada de business intelligence, e soluções baseadas em nuvem.

Sistemas de RFID passivo passaram por implementações de alto volume e devem continuar a crescer, especialmente no segmento de frequências ultra-altas, enquanto o RFID ativo, embora possua um mercado menor, tem potencial para aplicações de sistema de localização em tempo real (RTLS).

Transformações na indústria a longo prazo

Embora as tecnologias sem fio tenham conquistado parte do mercado industrial nos últimos anos, seu desenvolvimento e aplicação enfrenta inúmeros desafios para expansão no setor.  É o que aponta estudos realizados pela ABI Research, empresa de consultoria de previsão de mercado que fornece orientação estratégica sobre tecnologias transformadoras mais atraentes.

Com o uso de tecnologias sem fio, as empresas esperam aumentar sua produtividade e maximizar o retorno dos investimentos, no entanto, ainda estudam a melhor maneira para aplicar os sistemas conectados e quais plataformas utilizar.

Muitos projetos estão sendo desenvolvidos, mas ainda se encontram em fase de testes ou limitados a utilização em pequena escala, o que pode dificultar a reprodução em uma fábrica inteira e em ambientes maiores.

As soluções de sistemas sem fio com base na IoT podem ter grande valor para a indústria, mas as grandes transformações a partir da tecnologia podem ocorrer a longo prazo. O que não tem atraido muitos usuários finais. Segundo a ABI, muitos gestores estão mais preocupados em atender às necessidades dos setores operacionais da maneira mais econômica possível.

As crescentes demandas por automação e digitalização na indústria estão criando oportunidades de crescimento consideráveis ​​para fabricantes de sistema sem fio, mas estes precisam estar atentos as necessidades que estão motivando seus clientes.

Por esta razão é preciso oferecer soluções que possam facilmente ser integradas à infraestrutura de produção existente, permitindo a conectividade com a IoT e  fornecer soluções RTLS precisas a preços competitivos.

Dispositivos com taxa de leitura mais rápida e capacidade para ler grandes volumes de tags de uma só vez,  bem como antenas altamente sensíveis e maior mobilidade devem atrair a indústria. Por fim, fabricantes de tecnologia RFID devem avaliar os requisitos dos clientes e reestruturar seus modelos de negócios.

Etiquetas inteligentes no varejo brasileiro

Etiquetas inteligentes com base em IoT podem ser aplicadas  no varejo nacional muito em breve. Após visitar uma das maiores feiras de varejo do mundo, o empresário Flavio Pereira da Silva, tem planos de investir em etiquetas RFID para auxiliar no controle do estoque de sua loja.

Sócio de uma empresa de aparelhos de ar-condicionado e peças para manutenção, Flavio trabalha com insumos de alto valor e precisa manter seu estoque o mais enxuto possível para não ter prejuízo com sobras. Assim, as etiquetas de RFID podem ajudá-lo no controle.

Para realizar o balanço do estoque o empresário precisa fechar a loja. Com a utilização das etiquetas eletrônicas seria possível realizar a contagem em menos de meia hora.

Além de aumentar a produtividade, a tecnologia tem potencial para melhorar a experiência do cliente, reduzindo tempo para fechar a compra de grandes volumes, que hoje pode chegar a uma hora.

“E eu só tenho um funcionário para atender na loja. Se eu tivesse todos os produtos etiquetados, o tempo para fechar a venda cairia, pelo menos, pela metade”. O cliente teria uma experiência de venda mais rápida, e eu ficaria livre para atender outra pessoa.” Afirmou Flavio em entrevista a Folha de São Paulo.

Para implantar o sistema na loja, com etiquetas e software que integram todo um sistema de comunicação, o empresário afirma que terá um custo de cerca de R$ 19 mil. Mas antes de realizar o investimento Flavio espera aumentar seu volume de vendas.

Segundo o executivo de varejo e consumo, Gustavo Pipa, o custo dessa tecnologia tem diminuído e, embora ainda seja alto, o retorno do investimento costuma ser rápido. “É em torno de seis meses, o que é pouco tempo no mercado de varejo de bens de consumo”, comentou em entrevista à Folha.

Muitas empresas brasileiras deixam de usar informações que seriam úteis ou não as utilizam da melhor forma. “Por isso, vemos uma experiência do consumidor final muito fraca no mercado brasileiro”, opina Gustavo.

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Referências: Frost & Sullivan, Logistics Management, Folha de São Paulo

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