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Presidente da SMART Modular Technologies fala sobre oportunidades com IoT, expansão de negócios e enfrentamento à Covid-19 – Parte 2

16/07/2021 às 10:30 • 1 min de leitura

Na primeira parte deste artigo apresentamos nosso novo patrocinador Full Service IoT, a SMART Modular Technologies, empresa que atua no mercado de componentes semicondutores de memória, de módulos de memória, de dispositivos de armazenamento de dados em estado sólido (Solid State Drives – SSD’s) e de módulos de comunicação sem fio para a Internet das Coisas. Também iniciamos a entrevista com o diretor presidente da SMART do Brasil, Rogério Nunes, que falou sobre as visões estratégicas para 2021. Neste artigo apresentamos a segunda parte desta entrevista.

ABINC: COMO É O PROCESSO DE INOVAÇÃO DA SMART? HÁ UM DIALOGO COM O MERCADO PARA COMPREENDER SUAS DORES E DEMANDAS?

Rogério Nunes: Nós temos uma complexa estrutura em desenvolvimento na SMART. Temos uma área de desenvolvimento de novos negócios onde colocamos uma parte dos nossos engenheiros de pesquisa e desenvolvimento para que identifiquem as necessidades não só comerciais mas as  técnicas gerando  as  especificações do produto.

Esse sistema tem dentro da fábrica, engenheiros que ficam em laboratórios fazendo o desenvolvimento do produto e laboratórios de prototipagem como nós temos, por exemplo, dentro do instituto Eldorado, que eu costumo chamar de uma quarta operação da SMART. Nós fizemos um investimento lá importantíssimo. Essa iniciativa foi a primeira no Brasil, e isso já foi noticiado

Nessa unidade nós conseguimos fazer não só desenvolvimento de prancheta, mas também o design através da utilização do sistema de desenvolvimento, e conseguimos fazer também a prototipagem, avaliação e teste.

ABINC: QUAIS  MERCADOS DEVEM SER ATENDIDOS PELA NOVA FÁBRICA EM MANAUS?

Rogério Nunes: A SMART em 2009 exportava 15% dos seus produtos, a partir daí tivemos um crescimento muito grande no Brasil e passamos a encontrar dentro do mercado nacional um resultado melhor. Hoje atuamos com aproximadamente 98,5%, de fornecimento local. Porém, IoT é um dos produtos que eu entendo que teremos uma grande oportunidade de exportação. Os produtos que nós fabricamos hoje, uma memória para smartphone, por exemplo, eu não consigo vender na Colômbia, nem Argentina ou Paraguai, porque eu só consigo exporta-lo para fábricas de celulares. Nós não temos fábricas de celulares nos EUA, nem na América Latina, exceto Brasil, nós não temos fábricas de celulares em muitos países.  Então, nesse cenário, a alternativa que tínhamos era o Brasil ou exportar para a China e acho que qualquer um vai concordar que exportar para a China com competitividade não é algo possível nesse momento, nem nos últimos anos.

Eu entendo que com IoT será diferente. Como nós teremos modelos que serão aplicados a específicas regiões, e haverá processos de instalação, processos dedicados a cada país, nós teremos uma oportunidade enorme de aí sim atuar no Uruguai, no Paraguai, na Colômbia, no Peru, no México ou em qualquer país com o produto desenvolvido aqui. A nossa fábrica de Manaus estará bem posicionada, porque teremos reduzido  imposto na importação de aquisições voltadas para exportação.

ABINC: QUANTO AINDA DEVE SER INVESTIDO NO PAÍS E QUAIS OS IMPACTOS DIRETOS E INDIRETOS PARA ECONOMIA E NOS POSTOS DE TRABALHO?

Rogério Nunes: Em meados de 2018 nós fizemos um anúncio de investimentos de 700 milhões de reais até 2022. Nós ainda não finalizamos esse investimento, essa iniciativa em Manaus está dentro desse contexto, as iniciativas de IoT também estão. Como eu mencionei, nós teremos ainda 9 produtos sendo lançados esse ano, então os investimentos são bastante expressivos.

Quanto aos posto de trabalho, ainda que a SMART tenha processo avançados de manufatura, automatizados e robotizados nos empregamos hoje cerca de 700 funcionários, A SMART tem processos de manufatura muito próximos, se não absolutamente inseridos dentro da indústria 4.0, incluindo a nossa fábrica de módulos. Não somente na nossa fábrica de encapsulamento, nós hoje utilizamos robôs para fazer os testes dos nossos módulos. Com os módulos de IoT não é diferente. Mesmo assim, haverá uma contratação em Manaus importante, uma vez que se trata de um processo de expansão, então sem dúvida nós teremos lá um processo de contratação, com aumento da ordem de 20% do número de funcionários, mas não posso ir além do que eu já estou dizendo, em termos de números.

ABINC: A SMART POSSUI SOLUÇÕES PARA O ENFRENTAMENTO DA COVID-19?

Rogério Nunes: Nós temos um robusto plano no controle da Covid-19. Nós ansiamos pelo processo de vacinação e já anunciamos aos nossos funcionários de que havendo possibilidade de a iniciativa privada adquirir as vacinas nós faremos de forma antecipada a vacinação dos nossos funcionários e seus familiares.

Temos um processo de controle absolutamente robusto, nós usamos o modelo home office para cerca de 27% da nossa população. Nós somos uma fábrica e como tal nós precisamos ter pessoas atuando no processo de manufatura e procuramos proteger aquelas pessoas que diariamente vão à indústria, reduzindo o contato que ela possa ter com as pessoas que não precisam estar na fábrica.

Temos transporte próprio para funcionários e restaurantes então nós conseguimos administrar e temos todo o controle de distanciamento social, sanitização, uso de máscara, monitoramento de temperatura, nós estamos com um médico residente. Fazemos isolamento preventivo de funcionários, independente do resultado do teste, e entrevistamos diariamente os trabalhadores. Ao saber de um contato eventual com alguém contaminado procuramos isolar aquelas pessoas.

Desde janeiro do ano passado, ainda antes do início oficial da pandemia, nós já vínhamos fazendo o controle de visitas, proibição de viagens e esse controle interno. Fizemos mudança no layout na empresa, fizemos um investimento importante para que nos adaptássemos a essa condição. Nós fomos auditados e vistoriados por clientes, parceiros e agentes de sanitização e tivemos muitos elogios e certificação inclusive sob os nossos processos.

Participamos do movimento de “não ao desemprego”, não fizemos demissões e nem fizemos redução de jornada de trabalho ou redução de salário em nenhum momento da pandemia. Nós procuramos valorizar o funcionário, demos férias, fizemos uma equalização de férias ao longo da equipe para que tivesse equidade de todos os nossos colaboradores para que ninguém se prejudicasse.

Tenho orgulho e sorte de dizer que na SMART nós não tivemos absolutamente nenhum caso grave, nós praticamente não tivemos nenhum caso de internação, temos uma população jovem, acho que isso ajuda, o único que não é jovem lá sou eu, mas isso tem nos ajudado.

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