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Relógio com tecnologia de ponta facilita a gestão de fazendas

Agrus Data

Repare neste relógio da foto. Sim, é apenas um relógio. Mas nele tem uma enorme quantidade de tecnologia embarcada. Essa foi a solução encontrada pela AgrusData – empresa especializada na implantação de sistemas inteligentes de Internet das Coisas (IoT) para o agronegócio – para facilitar o trabalho de produtores rurais.

Em vez de falar de sensores, Big Data, cloud, código-fonte, hardware e software, assuntos que não interessam diretamente ao homem do campo, pois o tempo que ele tem dedica à produção, a AgrusData colocou todo esse pacote dentro de um dispositivo (o relógio) que é usado para orientar o dia-a-dia do agricultor e de seus funcionários.
O equipamento indica a data mais propícia para começar o plantio de grãos e o dia de iniciar a pulverização com defensivos agrícolas. Para saber a data correta, o ponteiro precisa estar no “verde”; quando está no “vermelho”, é hora de parar o plantio, por exemplo.

O relógio é a ponta final de uma cadeia estrutural de tecnologia digital e de Internet das Coisas. Os dados coletados por sensores instalados no solo são transferidos instantaneamente para um banco de dados em nuvem, onde serão processados e transformados por um software em recomendações específicas e precisas, que são encaminhadas em tempo real para o gestor da fazenda. “Vemos o relógio como um grande aliado dos operadores de tratores e de plantadeiras”, afirma Herlon Oliveira, CEO da AgrusData.

Uma única tela apresenta de modo claro as informações mais relevantes sobre clima, solo, plantas, capacidade de armazenagem para a melhor tomada de decisão. Herlon acrescenta: “O agricultor saberá o quanto de insumo tem que aplicar, em qual talhão e horário; ou ainda se é o momento de acelerar ou parar a colheita; ligar ou interromper um sistema de irrigação; bem como se o silo está cheio e é preciso reorganizar o fluxo de caminhões para retirada da safra”.
A AgrusData também aposta no monitoramento digital de silos verticais e silos bag de grãos – sensores medem o volume, a temperatura e a presença gases que se acumulam nessas estruturas.

Herlon ressalta que esta é a oportunidade para a humanidade aproveitar o que há de melhor em tecnologia para alimentar todo o planeta. “O homem deixou de caçar e começou a plantar em pequena escala há 3.500 anos. Mas só temos informações agrícolas dos últimos 100 anos. Não vamos perder mais nada daqui para frente e usar esses dados em favor do campo”, observa o CEO da AgrusData.

Operação digital
Segundo Herlon, a transformação de uma fazenda offline em uma operação moderna e digital é um avanço viável para propriedades dos mais variados portes e segmentos. Para uma fazenda considerada de grande porte – superior a 10 mil hectares – o retorno de investimento ocorre em até 12 meses. Por sua vez, para propriedades de médio e pequeno porte, o ROI acontece entre 18 a 24, e 36 meses, respectivamente.

Conectividade
No tocante ao gargalo de telecomunicações no campo, Herlon revela que tecnologias de Wi-Fi de longo alcance, chamadas de LPWAN, já estão disponíveis aos agricultores brasileiros, resolvendo, e bem, problemas de conectividade. A partir da eficiência operacional, a fazenda digital vale mais justamente por proporcionar controle e organização total das etapas de produção e do ambiente de uma maneira geral. “A digitalização da propriedade contribui para adequação fundiária e ambiental do imóvel, bem como facilita a gestão da atividade, o que na prática se configura na valorização do negócio. É uma espécie de certificação.” Cálculos da AgrusData indicam que com a digitalização, o ganho de patrimônio pode chegar a 3% após 36 meses.

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