Parque tecnológico de Itaipu utiliza IoT para gerar desenvolvimento sustentável para região

O Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) apresentou no ABINC Summit os resultados dos projetos desenvolvidos nas áreas de tecnologia, educação e turismo. A fundação foi criada para desenvolver tecnologia para aprimorar os resultados da Usina Hidrelétrica de Itaipu e para desenvolver de maneira sustentável toda a região no entorno do complexo industrial.

Entre os projetos desenvolvidos na hidrelétrica se destaca a atualização do sistema de medição de estações climáticas que, reúne dados cruciais para a geração de energia em Itaipu.  O sistema automatizado utiliza uma rede Low Power LoRa que recebe as informações coletadas através de sensores e são transmitidos para dentro da plataforma.

Segundo Rolf Massao Satake Gugisch, coordenador do laboratório de internet das coisas do PTI, mesmo sendo um projeto piloto, o sistema trouxe ganhos para os trabalhos da equipe técnica, principalmente porque para realizar a operação era necessário o deslocamento de muitos veículos por toda a região do lago, entre o território brasileiro e paraguaio.

O sistema automatizado permitiu também que o PTI, que tem como principal cliente a Hidrelétrica de Itaipu, incluísse novos players na sua plataforma, assim, diversificando a sua receita. Por estar em uma região com forte cultura agrícola, a fundação tem penetrado no agronegócio, realizando parceria principalmente com as cooperativas.

Operando como um grande ecossistema de desenvolvimento tecnológico, o PTI possui em suas instalações startups, incubadoras, universidade e centros de pesquisa que desenvolvem projetos para a Itaipu e para terceiros. Por isso, a fundação também busca novos parceiros para atuarem nas instalações do parque e assim fortalecer o polo de desenvolvimento tecnológico e inovação.

O PTI também tem se destacado na área turística. Como gestor da base turística da usina, a fundação foi premiada pela Organização Mundial do Turismo pelo seu modelo de operação. Com foco na ecossustentabilidade, na experiência dos visitantes e no desenvolvimento da região, os recursos obtidos com a atividade sustentam as operações turística e também é destinado ao complexo tecnológico.

“Desde que a gente começou a cuidar do complexo turístico de Itaipu esse dinheiro volta e fomenta toda a região, desde startups até a pesquisa base para vários tipos de coisas”, comentou Gugisch.

O setor turístico é um grande fomentador para a aplicação de tecnologia com base em IoT. O coordenador comentou que a equipe tem implementado software de inteligência artificial com sistema de reconhecimento facial e monitoramento. Tecnologias que oferecem mais segurança para os turistas.

Sobre Rolf Massao Satake Gugisch

Engenheiro Eletricista com experiência na área de desenvolvimento de produtos, controle, automação, sistemas microcontrolados, Internet das Coisas e gerenciamento de projetos. Gerente de projetos no Núcleo de Inteligência Territorial no Parque Tecnológico Itaipu.

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Sistema de IoT eleva produtividade do Laboratório Cristália

As soluções com base na internet das coisas (IoT) tem grande impacto na indústria, e quando bem aplicadas podem elevar a produtividade. No entanto, a tecnologia sozinha não é capaz promover grandes transformações dentro das empresas. Para atingir as melhorias na produtividade e obter retorno sobre o investimento aplicado em IoT é necessário um conjunto de ações estratégicas que englobem todo a força de trabalho.

Umas destas experiências de sucesso foi apresentada no Congresso ABINC Summit com o case da Oransys aplicado no laboratório Cristália.  Com uma parceria de quase dois anos o retorno sobre o investimento é expressivo, aponta o especialista em aumento de produtividade da Oransys, Rogério Araujo dos Anjos.

Diego Leal, Líder de Excelência Industrial do Laboratório Cristália, durante a sua apresentação no ABINC Summit 2019

Para corrigir os problemas na linha de embalagem da farmacêutica Cristália, foram instalados sensores para monitorar em tempo real toda a operação dos maquinários. Desta maneira, caso a linha sofresse uma parada o operador poderia identificar de forma mais rápida a obstrução na linha de embalagens.

Com aplicação de dispositivos IoT esse monitoramento pode ser realizado de qualquer lugar da fábrica  através de um aplicativo que mostra o diagnóstico das operações. Esse sistema permite também que operadores, gerência e diretoria monitorem remotamente o status de cada linha de embalagem, assim, podendo aferir se está dentro da meta ou se não será capaz de concluir a operação dentro do prazo.

Antes da implementação do sistema da Oransys havia muita dificuldade para checar o que estava ocorrendo nas linhas de embalagem, explica Rogério:

“Eles não sabiam o que acontecia na linha. A diretoria não tinha essa visibilidade e nem a gerência. Eles tinham que ligar para o coordenador para saber se a linha estava rodando, se estava parada, se iriam entregar a produção do mês. Hoje o principal benefício deles é saber o que está acontecendo dentro da produção. Como um Waze. Saber que horas eu vou terminar a minha produção, se eu estou em cima da minha meta, se eu estou atrasado em relação a minha meta. Este foi o principal objetivo da Cristália, que era ter visibilidade da produção, e a gente conseguiu com a IoT, através do sistema da Oransys.”

Operador analisa em tempo real dados e informações sobre a linha de produção.

Hoje a Oransys monitora  94 linhas de embalagens do Laboratório Cristália. Com os dados históricos gerados pelo software diversas melhorias foram aplicadas, como retorno sobre os investimentos a empresa alcançou cerca de 1 milhão de reais em economias no último ano e projeta um ROI em torno de 3 milhões para este ano.

Muitas empresas enfrentam dificuldades para identificar os gargalos nas suas operações, os sistemas com base em IoT contribuem para identificar os problemas, mas segundo o executivo ele não é mágico. É preciso maturidade na gestão da empresa para que junto com a equipe especializada realize as ações necessárias.

Rogério Araujo dos Anjos, da Oransys.

No Laboratório Cristália diversos projetos e mini projetos foram desenvolvidos após o software apontar as melhorias a serem realizadas. Essas atitudes garantiram o retorno sobre os investimentos.

“O software vai primeiramente mostrar para você onde estão os problemas. Eventualmente vai te dar algumas dicas do que você pode melhorar, mas cabe sim a diretoria, cabe a gerência, a uma equipe de excelência fazer essas melhorias e traduzir o que o software está dizendo em ganhos reais”, finalizou Rogério.

Rogério Araujo dos Anjos
A mais de 10 anos apoia os clientes nas revisões de processos, aumento de produtividade, ganho de eficiência, validação de sistemas computadorizados e soluções tecnológicas, dentre elas: MES, MOM, WMS, EBR, OEE, APS, LIMS, etc.

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IoT para monitorar a qualidade do serviço de abastecimento de água

Em uma das palestras da ABINC Summit, o público presente pode conhecer mais de perto o projeto da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba – CAGEPA, que utiliza a internet das coisas (IoT) para monitorar a qualidade do serviço de abastecimento de água.

O case apresentado pelo Subgerente de Pesquisa em Tecnologia Aplicada, Altamar Alencar Cardoso, utiliza sensores para monitorar a pressão da água na rede de distribuição. Desta maneira é possível identificar rapidamente anomalias que podem acarretar vazamentos ou aumento da pressão, elevando assim o custo de energia.

Além da falta de água, problemas na rede de abastecimento podem ter consequências graves, podendo abrir crateras em ruas e afetar a estrutura de residências próximas. O monitoramento preciso da rede gera economia para a empresa responsável, assim como eleva a satisfação do cliente, que poderia ficar desabastecido por muito tempo.

O sistema criado pela CAGEPA utiliza dispositivos instalados em pontos estratégicos na rede de abastecimento, conectados a um servidor através de uma nuvem privada. As informações são enviadas para uma central responsável por analisar cada dado gerado.

Altamar revelou que, na nova fase de otimização, a companhia irá investir em inversores que serão aplicados direto na rede de distribuição para manter a pressão das válvulas controladoras. Isso porque, hoje, a empresa não possui atuadores diretos conectados integrados por IoT para manter a qualidade da pressão no sistema de abastecimento.

A apresentação do projeto no ABINC Summit compõe uma estratégia de dar visibilidade ao projeto desenvolvido na CAGEPA, tanto para o público externo quanto ao interno.

“Santo de casa não faz milagre, mas mostrar que a gente tem a solução para um problema real da empresa, que este problema é eminente e trazer para um evento como esse, aumenta a visibilidade dentro da empresa. Também aumenta o  interesse da alta gestão, possibilitando  maior investimento nessa área”, comentou.

Mesmo em um setor tradicional, a companhia de águas paraibana demonstra estar atentar as transformações na indústria,  se apropriando das tecnologias que compõe a 4º revolução industrial para se aproximar mais de seus clientes. Para o subgerente, as transformações no setor irão acontecer mais cedo ou mais tarde, através da própria CAGEPA ou de outra empresa.

“Nós estamos antenados às transformações na indústria, estamos apostando nisso e buscando criar esta cultura, como o Flavio (Maeda) falou: é evangelizar. A ABINC evangeliza de fora para dentro e a gente evangelizar de dentro para fora”, disse Altamar.

Vantagens da Gestão de Pressão

  • Redução do volume perdido em vazamentos;
  • Aumento da vida útil da infraestrutura;
  • Redução da frequência de novos rompimentos;
  • Redução do consumo.

Para Altamar, apresentar o projeto desenvolvido pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba em um evento que reuniu diversos atores no mercado industrial eleva a capacidade de atuação da empresa.

“Eu me senti muito horado, minha palestra foi após a da Volvo, Brastemp, empresas Startups da Califórnia. Trazer a CAGEPA para este contexto aqui, foi uma coisa emocionante e gratificante”, finalizou.

Companhia de Água e Esgotos da Paraíba atende 2,78 milhões de pessoas em todo o estado, sendo a 13ª em número de clientes. A empresa possui 5 mil quilômetros de rede para distribuição de água. São coletados pela rede de esgoto o volume de 45 mil m³ distribuídos em 119 redes para tratamento.

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Segurança nos dispositivos IoT é debatida no ABINC Summit

O painelista Rogério Moreira levou para o primeiro congresso ABINC Summit – Conexão IoT mais informações sobre a segurança dos dados na era da Internet das Coisas (IoT). Moreira é diretor da SMART Modular Technologies, empresa líder global em soluções de memórias especiais que atende à indústria eletrônica há mais de 25 anos.

Em sua apresentação Moreira alertou para a segurança de um sistema de informação automatizado, partindo de objetivos aplicáveis para preservação da confiabilidade, integridade e disponibilidade de recursos do sistema de informação.

Rogério Moreira durante a sua apresentação no Painel de Segurança realizado no ABINC Summit 2019

A preocupação com a segurança deve ser levada a sério já que os riscos de um ataque comprometem passivos da empresa como conteúdo de mensagens e ativos como dados de produtos em desenvolvimento, que podem ser alterados.

Em entrevista realizada após o painel, Rogério Moreira falou um pouco mais sobre a importância da proteção dos dados.

Qual a importância de abordar o tema segurança no primeiro congresso da ABINC? E qual a importância do comitê?

É importante, porque é um assunto que não tem sido tratado com a devida importância, muito em função do desconhecimento das pessoas em função das tecnologias necessárias. Dentro da ABINC, a ideia é que a gente pode facilitar isso, educando sobre o que é necessário, informando dos avanços.

Como eu comentei, trazer esse framework, que é bem orientativo e vai ajudar as pessoas a implementar segurança em seus dispositivos IoT. Esse é o principal objetivo.

Nós temos um bom relacionamento com o pessoal da IoT Security, inclusive estamos discutindo para a ABINC ser um representante deles aqui, e promover cada vez mais esse aspecto de segurança.

Nós temos publicado na ABINC alguns artigos da Internet Society, que também tem focado bastante em segurança. É preciso haver equilíbrio, já que existem produtos com foco B2B e B2C. Eles seguem a mesma cartilha ou existem diferenças nos níveis de segurança?

A ideia é o que está lá no framework. Você tem vários níveis de segurança necessários, tem que avaliar qual é o nível de segurança que você precisa para cada dispositivo. Pode ser que um B2C seja nível zero.  Os dados envolvidos, as informações envolvidas não precisam ter tanta confiabilidade. No B2B eu preciso ter alta confiabilidade, é preciso ter um equipamento mais seguro.

É desta forma que eu vou modular os requisitos de acordo com o nível de segurança, depende da aplicação e depende do mercado em que você vai atuar com ele.

A segurança não tem que se basear apenas no fabricante. Quem utiliza funções IoT como algumas empresas que vimos aqui no ABINC Summit também precisam se preocupar?

Todos têm. Como eu falei você tem que avaliar os riscos. Você que esta fornecendo a solução, quais são os riscos envolvidos? Se sofrer um ataque, o que pode te prejudicar? A sua empresa pode ir à falência! Você tem que avaliar isso. Fazer uma boa classificação das áreas que necessitam de segurança, e aplicar os mecanismos necessários em cada uma delas. Mas o risco tem que ser avaliado por todos.

Como funciona o comitê de segurança dentro da ABINC?

Nós temos feito reuniões semanais via Skype. Geralmente escrevemos artigos. O associados que quiser participar, precisa enviar um e-mail para o Paulo Spacca, vice-presidente da ABINC, que é o sponsor do comitê, ou para o Wilson, que é o líder do comitê. Ele vai dar todas as instruções do que é preciso fazer, é bem simples, não tem muita burocracia. Para mais informações, também podem acessar: https://ABINC.org.br/comite-de-trabalho/

Um recado a comunidade de IoT?

Acho que é importante o pessoal se preocupar mais com o tema. Podemos ver aqui nas apresentações que as pessoas se preocupam muito com a aplicação, com o processo e nunca fala de segurança.  – “Como é a segurança?” – Não tem. Não fala. O que ele está usando, o que está fazendo… Então o pessoal precisa acordar para isso.

Sobre Rogério Moreira

Rogério Moreira é executivo de vendas, voltado para resultados, com mais de 25 anos de experiência em vendas na América Latina dentro da indústria de semicondutores. Possui experiência variada em vendas de contas e gerenciamento de contas globais a clientes de gerenciamento de vendas sênior nos segmentos de consumo, industrial e automotivo. Também realiza palestras focada na área de eletrônica digital.

Daniel Laper, da AT, fala sobre sua participação no ABINC Summit

O primeiro congresso realizado pela ABINC reuniu diversos empresários e especialistas em torno de um debate sobre o cenário atual da internet das coisas (IoT) no Brasil e no mundo. Mesmo com inúmeros desafios, o evento apontou as perspectivas positivas em relação ao setor para os próximos anos.

Tal ideia é compartilhada pelo gerente sênior de desenvolvimento de novos negócios na American Tower, Daniel Laper. Para ele, eventos como este proporcionam a troca de ideias entre as diversas organizações, além de aquecer o mercado, proporcionando assim mais oportunidades para novos negócios.

“Não existe só um elo da cadeia que se beneficia, o movimento dos diversos elos da cadeia beneficiam os outros elos. A gente precisa que esse movimento aconteça e a ABINC está fazendo isso de uma forma admirável. Somos orgulhosamente membros da associação e queremos que isso aconteça de forma cada vez mais alavancada para que as oportunidades de negócio possam ser maiores para todo mundo”, falou Laper.

O executivo comentou que vê um ecossistema muito amplo, com muitos parceiros e players diferentes, com necessidades, entendimentos e educação em níveis muito diversos. A oportunidade e ao mesmo tempo os desafios para os avanços com a IoT dependem da comunicação de maneira estruturada destes parceiros, para que possam entrar em um certo grau de interação para que os negócios se estabeleçam.

“A ABINC já faz esse trabalho de forma estruturada desde o início das nossas atividades, sendo uma parceira da American Tower e da IoT Opem Labs desde o começo. O que a gente vê em um evento como esse é justamente o aquecimento desses players, das moléculas se chocando e começando a gerar movimento”, comentou o executivo.

Em relação à maturidade do mercado nacional e do desenvolvimento da IoT no exterior, Laper afirmar que os avanços da tecnologia no país estão em pé de igualdade com o que está sendo produzido lá fora. Ele reconhece que o volume ainda está abaixo do esperado, no entanto, muitas barreiras já foram superadas, principalmente após a homologação do decreto nacional de internet das coisas, o que assegura os investimentos para ampliação da rede.

“A gente tem uma tendência a ver o nosso copo meio vazio, mas nesse caso, eu acho que a gente está fazendo bonito. O sentimento é totalmente otimista. Os movimentos que precisam ser feitos estão acontecendo. A gente percebe que a homologação do decreto nacional de IoT pelo presidente é um passo superimportante para o Brasil. Acho que muita coisa vai destravar em função disso e reflete na própria repercussão que você vê em um evento desses. A animação com que as pessoas saem, o grau de satisfação do cliente final, até o provedor de componente. Então, isso só chancela que o negócio está no caminho certo”, disse Daniel Laper.

Hoje, a American Tower possui cerca de um terço de torres de comunicação no país, o que facilita as soluções para cobertura de IoT. Apesar disso, o executivo explicou que a sua estratégia de negócios se baseia na demanda, principalmente com a entrada de clientes chave. Até o fim deste ano a empresa espera chegar em mais de noventa cidades no Brasil.

Isso significa o fortalecimento das estratégias para a aplicação da tecnologia, viabilizando oportunidades de negócios em qualquer região. O impacto positivo desta rede atinge também o agronegócio, que apesar disso, possui desafios específicos a serem superados.

Para Laper, o maior desafio em relação ao agronegócio está na complexidade para conseguir fechar de maneira simples para o cliente as diversas aplicações de uso da tecnologia. “Ele não quer só um sensor de solo, de iluminação ou de clima, às vezes ele quer isso tudo em uma interface simples e receber um SMS”, frisou.

Por fim, o executivo da American Tower ressaltou que é preciso aproveitar oportunidades como o seminário para que as empresas possam trabalhar juntas para aprimorar os projetos e ampliar os negócios de IoT no país.

“A gente começou, eu acho que a ABINC também, no mercado que estava pronto para iniciar, “Ready for start”. Então passamos para “ready for pocket” e começamos a ver muita gente pronta para vender. Mas precisamos nos provocar, precisamos trabalhar juntos pra ter um país “ready for scale” e então atingir as grandes escalas e tomar de vez o protagonismo deste negócio perante o restante do mundo”, finalizou.

A American Tower é a proprietária independente e operadora de torres de comunicação líder do mercado. Com um portfólio mundial que inclui mais de 87.000 sites próprios ou gerenciados. Além da locação de espaços em torres, a empresa oferece soluções customizadas para colocações em sistemas internos (in building DAS), sistemas externos (outdoor DAS), rooftops e serviços que aprimoram o a cobertura de redes wireless.

Sediada em Boston, Massachussets, a American Tower possui escritórios nos Estados Unidos, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Alemanha, Gana, Índia, México, Peru, África do Sul e Uganda.

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Smartbeer: a primeira cervejeira inteligente do Brasil

No primeiro dia do ABINC Summit – Conexão IoT, o público presente com certeza desejou dar um upgrade na reunião com os amigos após conhecer a cervejeira smartbeer da Consul. Este é o primeiro modelo inteligente conectado a um aplicativo que controla o estoque e a temperatura através do smartphone, além de enviar notificações quando a cerveja estiver acabando. Desta maneira o usuário pode abastecer o estoque com antecedência, com a opção de realizar a compra através do app.

O case foi apresentado na palestra Smartbeer, o fim da saideira pela CIO da Whirlpool Latin America, Renata Marques. A corporação, líder mundial na fabricação de eletrodomésticos, está presente no país com as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid.

A cervejeira inteligente é o primeiro produto smart da empresa disponível no mercado nacional, no próximo ano a empresa espera iniciar outros 4 projetos, vale salientar que outros produtos já são comercializados no exterior. A escolha da linha Consul foi uma estratégia de marketing, já que a marca,  com uma roupagem mais despojada, dialoga facilmente com o público mais jovem e antenado as novas tecnologias.

Em entrevista para a ABINC, a executiva destacou que a aplicação da Internet das Coisas é um caminho sem volta. O consumidor dita as regras do mercado, e para continuar competitivas as empresas precisam incorporar a IoT em seus produtos.

Para muitos empreendimentos, a criação de um bom case com aplicação da IoT é algo desafiador, muitas vezes os resultados alcançados são insatisfatórios para o sucesso do projeto. Segundo a CIO, para romper estes desafios é necessário pensar para além das fronteiras da própria indústria.

É preciso enxergar os problemas que podem ser solucionados com a aplicação da IoT e não apenas utilizar a tecnologia pela tecnologia. Após identificar e entender qual problema será solucionado, então será possível avançar na aplicação da tecnologia, mas somente se todas as áreas da empresa puderem trabalhar de maneira colaborativa.

“Uma empresa que fornece IoT precisa garantir que todas as áreas da companhia, (o marketing, a engenharia, o TI…) estejam na mesa discutindo soluções. Se não estiveram todas na mesa, dificilmente haverá uma única pessoa dentro da companhia com todas as skills para poder implementar a IoT”, comentou.

“A solução é muito simples, é muito rápido de se implementar, mas envolve uma série de outros fatores depois que ela vai para o campo, e um deles, que acho que é o mais sensível, é o fator de segurança. A gente precisa ter isso no radar antes de implementar a IoT”, finalizou a executiva.

Para Renata Maques, eventos como este realizado pela a ABINC se tornam uma oportunidade para que as companhias possam compartilhar as lições aprendidas durante o desenvolvimento de seus projetos, e desta maneira, contribuir pra que a indústria possa evoluir através da aplicação da IoT.

Sobre Renata Marques

Renata Marques é a CIO da Whirlpool Latin America desde 2013, sendo responsável pelas soluções de Tecnologia da Informação e Transformação de Negócios Digitais na Whirlpool Home Appliances na América Latina.

Foi mentora na Triggers powered by Visionarios, programa inédito de educação e pré-aceleração de negócios sociais. Acompanhando os times de empreendedores sociais e organizações sociais.

Atualmente é mentora do projeto Visionarios que apoia jovens empreendedores e criativos da periferia de São Paulo, fomentando o ecossistema empreendedor e fortalecendo o conceito de empreendedorismo de impacto.

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ABINC Summit encerra com premiação de cases de aplicação da IoT

São Paulo (SP) – O segundo dia do ABINC Summit – Conexão IoT reuniu empresários e especialistas em Internet das Coisas para debater a situação e desafios do setor no Brasil. Para estimular a troca de experiência, empresas com projetos ou soluções que aplicam tecnologias de Internet das Coisas (IoT) para endereçar desafios de negócios foram selecionadas para apresentar os seus projetos de IoT durante o evento. Um comitê curador avaliou as apresentações e premiou dois cases.

Na categoria “Melhoria operacional”, o destaque foi para o projeto Smart Extrusion na Mexichem, apresentado por Adriano Perboni, Diretor de Manufatura na Mexichem Brasil. A multinacional líder mundial em tubulações de plástico tem focado na indústria 4.0 e detalhou a implantação do smart extrusion (produção autônoma) que começou a ser implantado na planta de Sumaré (SP) e vai seguir o modelo na planta de Suape. O processo revisa e qualifica todas as fases do processo industrial. São 55 sensores de controle para avaliar e entender o processo, o que aumenta a produtividade e reduz as peças rejeitadas o que, consequentemente, torna a fábrica mais eficiente.

Prêmio ABINC de Inovação – Carlos Chiaradia da NetSensors pelo case Solução de Bueiros Inteligentes

Já na categoria “Inovação”, o projeto premiado foi a solução Bueiros Inteligentes, apresentado por Carlos Chiaradia, CEO e fundador na Net Sensors do Brasil. O sistema apresentado é composto por um filtro com um sensor volumétrico que informa, em tempo real, quando um bueiro está cheio e envia um aviso para as equipes de limpeza irem pontualmente ao local e limparem o bueiro. Com isso, a ideia é minimizar o impacto das grandes chuvas, impedir que o acúmulo de lixo nos bueiros se encaminhe para os rios e reduzir o custo operacional do processo de limpeza.

O autor de cada case premiado foi contemplado com a inscrição no congresso internacional IoT Solution World Congress 2019, a ser realizado em Barcelona (Espanha), do qual a ABINC é embaixadora nos últimos 4 anos. “Os congressos de IOT até hoje tem tido um caráter muito acadêmico e científico. A Internet das Coisas já é uma realidade no mercado e o objetivo do ABINC Summit é atrair uma audiência interessada, principalmente, em entender como empresas de diversos segmentos já estão aplicando as tecnologias de IoT para obter ganhos em seus processos ou inovando em seus negócios”, destaca Flávio Maeda, Presidente da ABINC.

Comissão Avaliação Prêmio IoT ABINC:

Flavio Maeda – Presidente, ABINC
Paulo Spacca – Vice-Presidente, ABINC
Luis Viola – Diretor de Tecnologia, ABINC
Mauricio Finotti – Líder Comitê de Manufatura, ABINC
Dalton Oliveira – consultor, mentor, palestrante global em transformação digital – Wardston Consulting

ABINC se posicionou sobre a aprovação do Plano Nacional de Internet das Coisas

Entre uma palestra sobre a transformação de negócios de veículos autônomos com Sudha Jamthe, CEO na IoT Disruptions e professora na Stanford University, e apresentação de cases de como utilizar a IoT em benefício da saúde, uma notícia de grande relevância para o setor foi divulgada no Diário Oficial da União: o decreto nº 9.854 que institui o Plano Nacional de Internet das Coisas.

Segundo Flávio Maeda, Presidente da ABINC, a IoT está em um momento propício para uma expansão forte, pois todas as condições para um bom desenvolvimento já foram criadas: “A notícia veio a calhar com o tema de nosso evento pois é de interesse de todo o ecossistema reunido aqui hoje. O estudo para o Plano Nacional de IoT foi muito bem feito e agora todas as ações e políticas públicas que dependiam da assinatura deste decreto serão habilitadas e executadas”, avalia. “Considerando os nossos associados, majoritariamente empresas provedoras de serviços e produtos para a criação de soluções para IoT, ninguém estava esperando o plano ser aprovado para empreender ou fazer negócios, mas a validação do governo traz boas perspectivas para o setor, principalmente nas áreas consideradas prioritárias pelo estudo e que são fortemente dependentes e demandadas pelo governo como saúde e cidades inteligentes”, finaliza.

A ABINC participou desde o início da criação do Plano Nacional de IoT como membro da Câmara de IoT, que foi recriada pelo Decreto.

Sobre a ABINC

A ABINC, Associação Brasileira de Internet das Coisas, foi fundada em dezembro de 2015 como uma organização sem fins lucrativos, por executivos e empreendedores do mercado de TI e Telecom. A ideia nasceu da necessidade de se criar uma entidade que fosse legítima e representativa, de âmbito nacional, e que permitisse a atuação em todas as frentes do setor de Internet das Coisas. A ABINC tem como objetivo incentivar a troca de informações e fomentar a atividade comercial entre associados; promover atividade de pesquisa e desenvolvimento; atuar junto às autoridades governamentais envolvidas no âmbito da Internet das Coisas e representar e fazer as parcerias internacionais com entidades do setor.

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Silas Colombo – [email protected] – (11) 97442-4298

A Internet das Coisas coleta dados para tornar as máquinas cada vez mais inteligentes

São Paulo (SP) – Em um vídeo, um dançarino e um robô conectado a internet performam um número de dança, onde sensores instalados na máquina identificam os movimentos humanos e interagem de forma harmônica. Esta foi a analogia utilizada por Sudha Jamthe, CEO na IoT Disruptions e Professora na Stanford University, para abrir a palestra “Global IoT Disruptions for the Connected World”, apresentada no primeiro dia do Abinc Summit – Conexão IOT, primeiro congresso realizado pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) para fomentar o avanço da aplicação da tecnologia na economia brasileira.

Segundo Sudha, a Internet das Coisas (IOT) torna as coisas comuns ao nosso redor mais inteligentes: “O grande volume de dados coletados podem ser processados para definir a inteligência humana, o que nos faz questionar o que é artificial sobre a I.A.”, destaca.

O aprendizado da máquina aplicado às coisas inteligentes modificam a interface homem-máquina, logo, se a inteligência humana puder ser replicada e a experiência humana puder ser profundamente aprendida por meio dos dados coletados, a barreira entre o homem e a máquina começará a desmoronar: “Os dispositivos de IoT estão sentindo nossos ambientes com computação gestual, sentindo nossas emoções com computação afetiva e personalizando nossas experiências com computação de reconhecimento, com isso, estamos ajudando as máquinas a desenvolverem autoconsciência com personalidade e opiniões, para se tornarem nossas amigas, parceiras e até mesmo parte de nossas famílias”.

Com todas essas possibilidades, os dados gerados pelos dispositivos conectados à internet fortalece a construção de uma inteligência artificial cada vez mais assertiva e personalizada. Com isso é possível gerar inúmeras aplicações, como a tomada de decisões, em tempo real, sobre o andamento de um ciclo produtivo na indústria, por exemplo, ou a realizar uma previsão de demanda e até mesmo em negócios B2B.

“A mobilidade da informação é o grande trunfo da IOT. Ela leva a uma inteligência cada vez maior na administração de cidades, nos transportes, formas de pagamentos e diversas outras aplicações feitas para tornar o dia a dia mais prático, ágil e eficiente. Toda informação coletada é de grande valia para ajudar as empresas a entenderem as necessidades de seus consumidores para, a partir daí, inovarem na elaboração de seus produtos e serviços”, conclui.

Sobre Sudha Jamthe

Sudha Jamthe é a CEO da IoTDisruptions.com e uma empreendedora globalmente reconhecida, uma líder de negócios com vinte anos de experiência em transformação digital de organizações, moldando novos ecossistemas tecnológicos e orientando líderes do eBay, PayPal, Harcourt e GTE.

Ela é autora de três livros sobre IoT, ‘IoT Disruptions’, ‘IoT Disruptions 2020’ e ‘The Internet of Things Business Primer’ e o recente livro ‘2030 The Driverless World’ sobre a junção de carros autônomos e a IoT Cognitiva. Ela leciona o primeiro curso de IoT Business na Stanford Continuing Education School, é produtora do “The IoT Show” no YouTube, uma defensora dos programas STEM e ‘Girls Who Code’, e organiza programas de mentoria para crianças em Devcamps e Hackathons.

Ela tem sido uma mentora de investimentos de risco do MIT e como uma respeitada futurista de tecnologia, ela contribui ativamente para os sites TechCrunch, Mashable, GigaOm, VentureBeat e colunista no HuffingtonPost. Ela atua como presidente do conselho estratégico da Escola de Tecnologia de Barcelona. Ela tem um MBA da Universidade de Boston.

Sobre a ABINC

A ABINC, Associação Brasileira de Internet das Coisas (http://www.abinc.org.br), foi fundada em dezembro de 2015 como uma organização sem fins lucrativos, por executivos e empreendedores do mercado de TI e Telecom. A ideia nasceu da necessidade de se criar uma entidade que fosse legítima e representativa, de âmbito nacional, e que permitisse a atuação em todas as frentes do setor de Internet das Coisas. A ABINC tem como objetivo incentivar a troca de informações e fomentar a atividade comercial entre associados; promover atividade de pesquisa e desenvolvimento; atuar junto às autoridades governamentais envolvidas no âmbito da Internet das Coisas e representar e fazer as parcerias internacionais com entidades do setor.

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