Como o blockchain e a IoT podem aumentar a produtividade do estoque  

A tecnologia blockchain surgiu a cerca de 10 anos, atendendo o mercado financeiro digital, mas só recentemente atraiu a atenção do ambiente corporativo.

Apesar do grande potencial, o blockchain não é uma tecnologia independente, mas a sua convergência com sistemas modernos utilizados na Indústria 4.0 como o big data, Inteligência Artificial (AI), e Internet das Coisas (IoT) irá transformar a indústria de manufaturas e a logísticas de produtos e transporte.

Entre tantos benefícios, a ferramenta tem muito a contribuir na segurança e precisão das informações, e assim, garantindo a credibilidade das organizações, principalmente em um ambiente onde a segurança dos dados é cada vez mais preocupante.

Quando utilizado com outras tecnologias, o blockchain oferece às empresas uma oportunidade para repensar suas práticas internas e externas, melhorando a eficiência e a produtividade do negócio. Como exemplo, podemos citar o Walmart e seu sistema de blockchain para controle da qualidade dos produtos.

Anunciado em 2018, a plataforma desenvolvida pela empresa tem por finalidade checar a qualidade dos produtos que chegam às gôndolas dos supermercados da rede nos EUA.

Num primeiro momento, apenas fornecedores diretos de verduras e legumes precisam utilizar o sistema, fornecendo informações de localização e estado dos alimentos. Além disso, a plataforma irá informar dados de temperatura, origem e localização em tempo real.

A informações da rede é que, através do blockchain, os dados dos produtos estarão disponíveis em apenas 2,2 segundos. Se fosse realizado da maneira tradicional, o levantamento levaria semana para ser concluído devido toda papelada envolvida no processo.

Com os alimentos sendo monitorados desde a colheita no campo até as prateleiras dos supermercados, a rede e seus fornecedores podem, entre outras vantagens, prevenir o abastecimento de alimentos estragados ou infectados.

Estudos do Walmart apontam que a adoção do sistema poderá gerar uma redução de até 20% dos custos na cadeia. Os fornecedores indiretos, como empresas de logística, também terão que se adaptar ao sistema, mas apenas em setembro deste ano.

Para criar a rede blockchain, o Walmart formou uma parceria com a IBM, que realizou o controle do estoque de mangas, comidas de bebê, frango e outros alimentos. Após 18 meses a pesquisa mostrou que a plataforma foi mais eficaz no controle do estoque do que o sistema federal.

Ainda que os projetos com a tecnologia blockchain estejam sendo operados em pequena escala, espera-se grandes transformações na indústria através de sua combinação com outras tecnologias, principalmente aquelas que utilizam IoT e AI, aumentando a proteção e a segurança da rede.

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Referências: IstoÉ, Sonda

Blockchain para além dos bitcoins nas instituições financeiras

Inicialmente desenvolvida para assegurar as transações com bitcoins, a blockchain tem conquistado a confiança de setores financeiros e industriais ao longo dos anos. Isso, é claro, se deve pelas garantias oferecidas pela tecnologia que também podem ser aplicadas em contratos inteligentes e em uma variedade de banco de dados.

No início de 2018, uma carga de soja dos Estados Unidos enviada à China tornou-se o primeiro carregamento agrícola totalmente realizado via mecanismo blockchain. O contrato de venda, a carta de crédito e os certificados foram digitalizados através do sistema, o que possibilitou também redução no tempo de processamento de documentos e dados em cinco vezes.

A tecnologia blockchain já foi usada com sucesso para a realização de negócios em outros mercados, como o de petróleo. A transação envolveu a participação dos usuários na plataforma baseada em blockchain com bancos emitindo e confirmando a carta de crédito.

As grandes instituições bancárias também simpatizaram com a tecnologia e passaram a desenvolver projetos para implementar uma blockchain em seus processos. Mostrando estar atento às possíveis dificuldades que podem levar ao colapso o sistema de transferências interbancárias, o Banco Central do Brasil publicou um estudo que mostra como substituir a plataforma corrente por uma blockchain.

Muito em breve as transferências bancárias internacionais poderão ser realizadas em apenas um minuto. É o que promete a plataforma digital para bancos lançada pela IBM. Com a Blockchain World Wire é possível realizar transações de moedas oficiais em versões digitais que, ao chegar no destino, voltam a ser um ativo real. Com a plataforma também é possível fazer a conversão desejada da moeda.

As transações internacionais utilizam o protocolo Stellar, que envia valores de ponto a ponto. Desse modo, a tecnologia permite reduzir o número de intermediários em transferências do gênero, o que culmina também em menor tempo de efetivação – o processo que poderia levar até 48 horas é concluído em menos de um minuto.

Apesar de ainda estar em fase de testes, a rede de pagamentos já conta com 44 instituições financeiras, 47 moedas diferentes e oferece pagamentos em 72 países. O Bradesco é a única instituição no Brasil que aderiu à tecnologia. Para ser efetivada, a World Wire ainda depende de aprovações regulatórias.

O diretor de tecnologia para blockchain na IBM Brasil Carlos Henrique Duarte, contou que a ideia é criar representações digitais fiéis para as moedas do mundo real. “Isso representa também a tangibilização de algo que hoje vemos conceitualmente: a blockchain. A mensagem que passamos com o World Wire é que ele é real e fará parte das vidas das pessoas cada vez mais”, afirmou em entrevista à Exame.

O caminho para a adoção da blockchain pelos bancos prevê inúmeras possibilidades, e a maneira como são realizadas outras transações como o DOC e o TED também podem ser alteradas.

Segundo uma reportagem da Reuters, a Febraban, entidade que representa as instituições bancárias, estuda o uso da tecnologia há pelo menos quatro anos, no entanto, a falta de consenso quanto a plataforma a ser adotado está impedindo a ampla implementação no brasil.

O banco Santander já tem um sistema de pagamentos entre países baseado na blockchain, chamado One Pay FX, para enviar libras do Brasil ao Reino Unido. Com um resultado inédito através da blockchain, o Itaú captou 100 milhões de dólares em operação no ano passado.

A Exame também destacou o potencial da blockchain, com previsões das consultorias Gartner, IDC e McKiensey. O valor da inovação da tecnologia nos negócios é de 176 bilhões de dólares globalmente em 2025 e vai passar de 3,1 trilhões em 2030. Os gastos em soluções de blockchain chegarão a 11,7 bilhões de dólares em 2022, crescendo 73,2% ao ano até lá. A previsão de gastos em 2018 é de 1,5 bilhão, o que é o dobro de 2017.

Para a consultoria McKinsey, a blockchain chamou a atenção de governos e da indústria com o pico de valorização da criptomoeda Bitcoin, em 2017, quando o valor de mercado dessa tecnologia saltou de 20 milhões de dólares para 200 milhões de dólares. Um levantamento do Fórum Econômico Mundial estima que 10% do produto interno bruto global estará em blockchain até 2027.

Ainda assim, a McKinsey avalia que a tecnologia ainda está em estágio imaturo e ainda não há uma receita clara de sucesso. “A experimentação não estruturada de soluções blockchain sem avaliação estratégica do valor em questão ou a viabilidade de capturá-lo significa que muitas empresas não terão retorno sobre seus investimentos”, de acordo com a consultoria.

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Referências: Reuters, Exame

Olhando para trás e para frente: como as tendências tecnológicas de 2018 serão implementadas em 2019

Por Anna Kucirkova

Nos últimos anos, as tendências tecnológicas foram cada vez mais rápidas e nos levaram ainda mais longe no futuro da ficção científica do que nossos ancestrais jamais poderiam ter previsto. De dispositivos habilitados em casas inteligentes, que controlam os termostatos e refrigeradores de todo o país, para criptografar moedas democráticas e seguras, que fornecem reservas de valor garantidas, as tendências recentes trouxeram muitas tecnologias de sonho.

Muitos avanços têm sido mais sutis, mas igualmente promissores e transformadores, desde análises inteligentes em aplicativos existentes de consumo e profissionais, até melhorias graduais mais completas da inteligência artificial, que impulsionam tudo, desde carros autônomos até a previsão de textos em seu smartphone.

À medida que estudamos as tendências tecnológicas do ano passado, analisamos melhor o que será a tendência em 2019 e mais adiante, o que dá à sua empresa uma vantagem sobre quais ferramentas e tecnologias logo estarão disponíveis para melhorar seus processos e sua produtividade.

O que parecia ficção há alguns anos, agora é possível obter com um Apple Watch comum. Imagine o que os próximos anos trarão.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial tem sido o santo graal do aprimoramento tecnológico. Longe de ser objeto de filmes de ficção científica de décadas passadas, a inteligência artificial (ou AI) é um termo genérico para aprendizado das máquinas e outras soluções computadorizadas para problemas aparentemente complexos, que podem ser processados através de um sistema de tarefas computacionais, que resultam em “aprender” ou intuir soluções para os problemas.

Embora o aprendizado dinâmico em larga escala, como o que temos visto nos filmes que prometem soberanos robôs, ainda esteja muito distante, a AI Limitada (Narrow AI) foi uma das maiores tendências de 2018 e promete continuar no novo ano. A IA limitada consiste de soluções de aprendizado das máquinas altamente especializadas, que visam uma tarefa específica, como dirigir um veículo ou entender linguagem escrita ou auditiva.

De publicidade inteligente a pesquisas de fotos, e a carros de condução autônoma ou assistida, a IA está melhorando continuamente à medida que a tecnologia por trás dela vai sendo aprimorada.

As empresas devem se concentrar nos resultados possibilitados pelos aplicativos que atualmente utilizam a IA nas ofertas. Estes aplicativos incluem os anúncios direcionados em sites de mídia social, como Facebook e Instagram, e muitos programas de análise, além de softwares preditivos de design e logística.

Aplicações e Análises Inteligentes

Como demonstrou a primeira onda de aplicativos aumentados por IA, aplicações e análises inteligentes são uma das tendências tecnológicas mais diretas e promissoras dos últimos anos. A IA é executada num segundo plano de muitos aplicativos preexistentes, e já está melhorando invisivelmente a experiência do usuário, ou está em testes beta, à medida que os desenvolvedores de aplicativos procuram melhorar a experiência do usuário e o potencial de negócios desses produtos por meio da IA.

Análises avançadas, atendimento automatizado ao cliente e processos inteligentes estão no horizonte, à medida que aplicativos inteligentes continuam melhorando os serviços que os computadores podem oferecer. Os aplicativos inteligentes reduzem a quantidade de inputs e de aplicativos especializados exigidos pelas pessoas e pelos sistemas que elas estão usando, o que continuará a transformar o local de trabalho e as descrições de cargos em todos os setores de atividades.

Suporte virtual ao cliente, serviços inteligentes de tradução e funcionalidade expandida de aplicativos prometem reduzir a carga dos funcionários, pois os aplicativos fornecem serviços que muitas vezes costumavam exigir uma equipe de funcionários dedicados. No entanto, a intenção das aplicações inteligentes não é substituir as pessoas, mas sim aumentar sua atividade e tornar a experiência do usuário e a experiência voltada para o cliente melhor do que nunca.

Com a IA, a mesma força de trabalho pode ser radicalmente mais produtiva e os clientes podem receber atendimento mais completo e imediato do que antes. Da mesma forma, a análise aumentada usa o aprendizado das máquinas para coleta e preparação de dados, além de extrapolação e descoberta de insights, o que beneficia os usuários de negócios, as equipes de operações e os cientistas de dados.

Coisas Inteligentes

Essa tendência começou com a difusão generalizada da “Internet das Coisas” (Internet of Things, ou IoT), que incorporava sensores e conectividade Bluetooth ou wi-fi em dispositivos anteriormente estáticos, de termostatos a máquinas de lavar, de sensores industriais à monitoria de equipamentos.

Ao disponibilizar esses dispositivos online, os desenvolvedores aproveitaram o poder da nuvem e a ampla conectividade para tornar vários dispositivos mais seguros, mais eficientes e fáceis de usar. A próxima onda de Coisas Inteligentes promete combinar a primeira onda da conectividade da Internet das Coisas com os avanços da IA, o que tornará as coisas conectadas mais inteligentes. Por exemplo, a inteligência artificial em uma câmera que já se conecta a um smartphone irá alimentar modos de disparo automatizados incrivelmente poderosos, que ultrapassam de longe as configurações “auto” antiquadas das primeiras câmeras digitais.

Ferramentas autônomas, como aspiradores e equipamentos agrícolas, também passarão do uso de sensores e geofences (uma geofence pode ser gerada dinamicamente − como em um raio ao redor de um ponto, ou uma geofence pode ser um conjunto predefinido de limites simples) para “visualização” e processamento de quantidades impressionantes de dados usando conectividade em nuvem, inteligência artificial integrada e análise avançada para tomar decisões, que poderão em breve ultrapassar até mesmo um operador humano dos mais experientes.

Um dos avanços futuros mais interessantes é a natureza colaborativa de coisas inteligentes e conectadas. Diferentes equipamentos agrícolas de diferentes fases de preparação, plantio e colheita podem trabalhar juntos, ou uma equipe de dispositivos de colheita especializados pode ser capaz de tomar decisões inteligentes sobre em quais fileiras trabalhar.

A promessa dessa tecnologia é ainda mais impressionante em áreas como equipamentos militares, processos industriais e operações de busca e salvamento, onde os riscos para os seres humanos são altos, mas o nível de colaboração e tomada de decisões geralmente exclui os dispositivos computadorizados.

Da Nuvem ao Edge

A Edge Computing é um avanço da Cloud Computing (computação em nuvem), que aproxima a coleta, o processamento e a entrega de conteúdo das fontes de informação.

Maior funcionalidade incorporada à Edge é um avanço promissor que favorece as nuvens locais, que podem ser integradas a projetos de infraestrutura com um grande número de coisas inteligentes.

Mesma localização e redes específicas para a Edge tornar-se-ão mais comuns à medida que mais coisas fiquem disponíveis online e inteligentes, e os novos projetos de redes refletirão o aumento do número de coisas inteligentes nos próximos anos.

Blockchain

Blockchain foi um dos maiores chavões nos últimos anos, graças ao seu uso no mundo das criptomoedas. Blockchain é um ledger token democratizado, distribuído e descentralizado, que remove o atrito ou a propriedade de bits de informação (daí o nome “Bitcoin”, ou criptomoeda). Blockchain permite que partes não verificadas troquem informações altamente seguras através de redes padrão e promete mudar indústrias e transações privadas.

Embora a blockchain tenha aparecido principalmente nas notícias por suas implicações financeiras, ela também é promissora e útil em modelos de segurança e distribuição de conteúdo, que teriam aplicações favoráveis no governo, saúde, compartilhamento de conteúdo, logística da cadeia de fornecimento e outras situações de transferência de dados.

A maior crítica da blockchain é que o protocolo é relativamente novo e não testado – mas, os bilhões de dólares em criptomoedas demonstraram que a tecnologia está pronta para ser o centro das atenções, mesmo que não esteja pronta para o investimento especulativo desenfreado.

As empresas podem ainda não estar prontas para utilizar a blockchain em seus processos diários, mas a tecnologia está sendo ativamente desenvolvida e testada e promete transformar a distribuição de dados e a segurança em todos os setores de atividade.

Biofeedback e Biohacking*

*É a atividade de explorar experimentalmente material genético, sem relação com padrões éticos aceitos, ou para objetivos criminais.

Os kits de genômica DIY (faça você mesmo) tornaram-se radicalmente mais acessíveis à medida que empresas como a Helix continuam a estudar genomas e utilizar a tecnologia da informação para mapear rapidamente conjuntos de informações, que costumavam exigir dezenas de cientistas trabalhando 24 horas por dia durante semanas a fio.

A genômica inteligente foi uma grande tendência em 2018, desde projetos simples de ancestralidade até a identificação de riscos à saúde por meio de testes caseiros simples, que há apenas alguns anos exigiriam testes médicos intensivos que custavam milhares de dólares.

Os sensores incorporados aos smartwatches de consumo e a dispositivos de fitness fornecem mais feedback do que os equipamentos hospitalares de alguns anos atrás. Embora o biohacking seja um tópico nebuloso e potencialmente controverso, o biofeedback e os avanços médicos disponíveis fornecerão, graças a melhorias recentes na tecnologia de sensores e análise de dados, grandes avanços para a saúde humana e para os cuidados com a saúde nos próximos anos.

O futuro é agora

Não importa em que ramo de atividades você trabalhe, ou quais tecnologias sua empresa ou vida pessoal atualmente envolvam, o futuro é promissor. Agora, os carros autônomos estão mais próximos da realidade do que nunca, e a análise inteligente significa que nossos e-mails podem praticamente se autodefinir. À medida que olhamos para 2019 (e além), uma coisa é clara − se você administrar uma grande empresa intensiva em operações, ou apenas precisar de uma pequena ajuda para responder a e-mails de atendimento ao cliente, o futuro é muito brilhante.


Sobre a autora: Anna Kucirkova trabalha como redatora há mais de 4 anos. Ela fala 3 idiomas, adora viajar e tem uma paixão por crianças e por escrever. Embora ela tenha estado em muitos lugares da Europa e do Sudeste Asiático, ela ainda quer explorar o resto do mundo.

Fonte: IQS Directory

Copyright: Artigo traduzido e republicado com autorização da autora.

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