Retrospectiva 2020: Phygitall apresenta soluções inteligentes para combater a COVID-19 com IoT

O novo Coronavírus impôs uma dura realidade ao nosso modo de vida. Com o retorno das atividades, a implementação de cuidados para evitar a propagação da doença entre a força de trabalho tornou-se muito importante . A melhor forma para mitigar a transmissão deste e de outros vírus que possam comprometer o trabalho das organizações se passa pelo monitoramento de ativos e funcionários.

No webinar “Como podemos combater a COVID-19 com tecnologias IoT?” os fundadores da Phygitall Lucio Netto e Gustavo Nascimento apresentam soluções desenvolvidas pela startup carioca na área de rastreamento de ativos e trabalhadores no segmento industrial e corporativo.  A Phygitall foi eleita a startup número 1 pelo movimento 100 Open Startups 2018, na categoria Top 5 IoT e eleita uma das 5 startups mais promissoras no ecossistema, entre mais de 20 países na América Latina pelo Innovation Awards Latam.

Entre os seus principais clientes estão a Embraer, Ambev, Gerdau e Marinha do Brasil. Com esta última, a startup desenvolveu um projeto para monitoramento e rastreamento de embarcações de pequeno e médio porte na Baía de Guanabara utilizando a tecnologia LoRaWAN. Em um dos testes os dados de localização foram enviados por um helicóptero a 48 km de distância do gateway LoRa, possivelmente uma das maiores distâncias já alcançadas no país.

No webinar, os sócios da Phygitall apresentam soluções inteligentes para o rastreamento e monitoramento dos trabalhadores. A eficiência das soluções não está apenas no controle de infecções virais dentro das organizações, mas principalmente no controle de acesso de ambientes críticos e no monitoramento da saúde dos funcionários.

Para o setor industrial, onde muitas vezes não é permitido o uso de adornos, a startup desenvolveu um crachá inteligente que monitora em tempo real a movimentação do trabalhador. O dispositivo identifica comportamentos inseguros e acesso em áreas não permitidas para aquele trabalhador. Além disso, ele pode identificar quedas, acionando automaticamente as equipes de supervisão em casos de acidente.

Os sócios também apresentaram outro dispositivo, ainda mais completo, para ser usado em ambientes corporativos e na área da saúde. A pulseira inteligente da Phygitall possui todas as funcionalidades encontradas no dispositivo anterior, mas também pode coletar dados como frequência cardíaca, oxigenação do sangue, temperatura corporal e desvio de padrões.

Os dados captados pela pulseira inteligente possuem um grande valor para as empresas que tem como interesse garantir um ambiente mais saudável para sua força de trabalho e para o monitoramento de pacientes que necessitam de cuidados especiais mesmo quando estão fora dos hospitais. Caso você não tenha consigo participar da transmissão ao vivo, você pode assistir à gravação clicando aqui.

Solução com sensores IoT para evitar lotações no varejo

A nova realidade imposta pelo novo coronavírus trouxe inúmeros desafios para o varejo físico, que hoje precisa oferecer aos funcionários e clientes um ambiente seguro contra a disseminação da COVID-19. Nos locais onde a abertura das lojas foi permitida, o varejista precisa seguir uma série de normas de higiene para manter o ambiente livre do vírus. Nestes locais onde a aglomeração sempre foi algo tão comum, hoje é exigido o controle do fluxo de clientes.

Para aplicar a regra, as lojas utilizam a equipe de trabalho no controle de entrada e saída de clientes, sobrecarregando os profissionais e desviando-os de sua função. Esse controle é ainda mais importante nos grandes varejos, com capacidade para receber dezenas ou centenas de clientes. Somando os funcionários necessários para atender a demanda diária, o relaxamento no controle torna o ambiente mais propício para disseminação do vírus.

Para as micro e pequenas empresas o retorno às atividades é essencial para sobrevivência do negócio, e assim, também deve ser a preocupação com a saúde das pessoas. Enquanto estudos mais determinantes ainda são conduzidos por empresas e profissionais de saúde sobre a cura e o combate ao COVID-19, o fator “controle de higiene” é determinante para os consumidores se sentirem mais seguros na hora de escolher onde fazer as compras.

Como a IoT pode ajudar o varejo

Além das medidas de desinfecção do estabelecimento e disponibilidade de produtos para a higienização das mãos, o varejo pode utilizar a tecnologia como aliada. Para dar mais segurança e transparência no controle de acesso de clientes, sensores instalados na entrada da loja fazem a contagem daqueles que permanecem dentro dos estabelecimentos. A tecnologia torna o processo mais rápido e preciso, controlando ao mesmo tempo todos os acessos. Clientes podem acompanhar o fluxo através de painéis eletrônicos e a equipe de segurança recebe as informações em tempo real através de dispositivos móveis como tabletes e smartphones.

Com um sistema de controle e informação integrado e autônomo o varejista ganha mais poder para as tomadas de decisões que tenham impacto na rotina diária. Os dados colhidos pelos sensores geram informações como: os dias e horários com maior número de visitas, o momento ideal para reforçar o atendimento ou o trabalho no estoque.

Sistemas diferentes que oferecem este tipo de solução estão sendo desenvolvidos ou já se encontram no mercado. Esta medida de segurança para o bom funcionamento do setor varejista – que no Brasil é composto por mais de quatro milhões de negócios – oferece aos consumidores maior segurança e evita grandes aglomerações, principalmente em shoppings.

Os dados também devem ajudar os governos que podem avaliar o comportamento das pessoas durante a pandemia e assim elaborar medidas de segurança que possam contribuir para o funcionamento do comércio.

E você, desenvolve ou conhece soluções de IoT que possa auxiliar o varejo a retomar as suas operações com segurança? Deixe o seu comentário abaixo!

Referências: Enterprise IoT insights, Folha de S. Paulo

Pandemia cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções em IoT sustentáveis

A pandemia do novo coronavírus, responsável pela transmissão da COVID-19 tem causado incertezas em todo o mundo. As principais economias do mundo ainda tentam retomar as atividades comerciais após um longo período de paralisação em todos os serviços “não essenciais”. O impacto na economia mundial ainda não está definido e muitas empresas amargam com a queda na receita. Ainda que muito devastadora, a pandemia abriu um leque de oportunidades para empreendedores, especialmente para as inovações com foco na sustentabilidade.

Para o retorno seguro das atividades de trabalho diversas empresas especializadas no desenvolvimento de soluções com base na internet das coisas (IoT), estão apresentando sensores para o monitoramento das atividades humanas no pós-covid-19, o que foi estabelecido como o “novo normal”. Câmeras de segurança estão sendo usadas para o monitoramento da temperatura corporal, e pulseiras inteligentes com sensores que geram alerta de proximidade devem garantir o retorno seguro dos trabalhadores às fábricas e escritórios.

Os sensores serão essenciais em nossa nova vida, garantindo também que atividades sociais possam ser realizadas sem grandes aglomerações, ao menos até que se tenha uma vacina contra o novo coronavírus. A solução através de um sistema integrado capaz de oferecer um diagnostico preditivo torna a resposta mais rápida, evita o fechamento temporário de empresas e preserva a força de trabalho. Ou seja, profissionais poderão realizar seus trabalhos com eficiência enquanto os órgãos de saúde enfrentam a Covid-19 ou outro surto viral que possa surgir no futuro.

Sim, a possibilidade de outro surto viral está no radar das autoridades médicas em todo mundo. A suspeita não leva em consideração teorias conspiratórias, mas no fato de nossa sociedade produzir ambientes favoráveis para a evolução destes vírus, como ocorreu com: ebola em 2013, gripe suína em 2009, gripe espanhola 1918 e tantas outras pandemias que assolaram a sociedade.

Se a questão é quando? Devemos estar preparados para que a sociedade não seja tão impactada como está ocorrendo neste momento. A IoT aplicada com o uso de inteligência artificial poderá muito em breve fazer diagnósticos prévios, de maneira rápida sem a necessidade de aguardar horas por um exame. Para prevenir que aqueles que estão infectados ou sobe suspeita de terem contraído vírus, o uso de sensores no monitoramento da quarentena dos sintomáticos, garantirá que a doença não se espalhe.

Inúmeros desafios se colocarão à frente de nossa sociedade. Esperamos que os próximos sejam menos nocivos para a vida e nos permita evoluir cada vez mais, tecnologicamente e socialmente.

Mostraremos algumas dessas soluções nos próximos posts, fique ligado!

Referência: IoT Enterprise Insights

Internet das Coisas, Coronavírus e Economia – Impactos e Transformação Social

Ainda é cedo demais para avaliar o tamanho do impacto do COVID-19 na economia global. Especialistas indicam que não haverá uma recuperação rápida e que o crescimento global previsto para este ano de 1,5% parece ser otimista demais. Isso porque o choque econômico provocado pela pandemia já é maior que a crise financeira de 2008.

Para enfrentar esta crise recorremos à tecnologia, e aqui não falo do emprego na área farmacêutica, mas do uso da tecnologia para manter as atividades trabalhistas em home office, para o emprego dos mais diversos tipos de delivery e para manter as relações sociais ativas, ainda que a uma distância segura através dos aplicativos de vídeo conferência.

Mais do que nunca os avanços digitais se mostraram importantes para a nossa sociedade e há aqueles que souberam tirar o melhor proveito disso, da maneira mais honesta diante uma crise. Muitos profissionais recorreram à internet para oferecer consultoria online e assim continuar gerando renda. Neste campo, reina a criatividade e a capacidade para se reinventar. Recentemente, uma diarista mostrou esse valor com o trabalho de assessoria pela internet.

Escolas de ensino formal ou de qualificação profissional que já faziam investimento em aulas online certamente tiveram mais facilidades para contornar essa crise e sairão mais fortalecidas após o fim do confinamento. E como ficarão as relações de trabalho após essa crise? Muitos profissionais conseguiram elevar sua produtividade com home office, e as empresas enxergaram a possibilidade de cortar custos.

A tecnologia terá um grande papel nas mudanças que estão por vir e a internet das coisas (IoT) deve ser fundamental para esse futuro que bate a nossa porta.  Antes dos primeiros impactos da COVID-19 na economia global, um relatório do McKinsey Global Institute indicava que a IoT teria um impacto potencial de US$ 3,9 trilhões a US$ 11,1 trilhões por ano até 2025.

Os países desenvolvidos serão os maiores beneficiados desde montante, devido a adoção mais pujante do ecossistema, no entanto, as relações comerciais contribuirão para que as economias em desenvolvimento possam se beneficiar de maneira agregada. Portanto, o nível de adoção da IoT determinará o retorno financeiro para cada economia.

Na América Latina, a adoção do ecossistema cresce ainda de maneira tímida, mas consistente. Um estudo sobre a maturidade do mercado em relação as soluções de internet das coisas feito pela Logicalis,  em 2019,  mostra que o nível de adoção na região é de 35%, um crescimento 3 pontos percentuais em relação a 2018.  Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estimou que até 2025 aplicativos e soluções de IoT movimentarão US$ 132 bilhões na economia brasileira.

Com os impactos do coronavírus ainda indefinidos é prematuro afirmar a capacidade de transformação da IoT na economia e na vida social. Ainda assim, é possível afirmar que o ecossistema terá grande importância na transformação da nossa sociedade.

Referência: IoT for All, McKinsey Digital, BBC Brasil, Folha de São Paulo