Hospitais utilizam IA para mitigar a transmissão do novo Coronavírus entre os profissionais de saúde

Profissionais de saúde estão trabalhando exaustivamente em todo o mundo para salvar a vida daqueles que foram contaminados pelo novo coronavírus. Verdadeiros heróis neste esforço de guerra, os profissionais da saúde relatam um cenário angustiante para salvar a vida dos enfermos. Há muito estresse no ambiente hospitalar, e a saúde mental destes trabalhadores passou a ficar comprometida.

E o que é ainda pior, aqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia também se tornaram uma das principais vítimas da doença, sendo milhares de profissionais contaminados pela Covid-19. Especialistas em contaminação viral acreditam que, mesmo utilizando EPIs especiais – isso quando disponível – os trabalhadores da saúde estão expostos a uma grande quantidade de vírus, tornando a capacidade de transmissão maior, assim como a gravidade da doença.

Estudos preliminares realizados em países diferentes indicam que o coronavírus contamina entre 4% e 12% da força de trabalho da saúde. No entanto, os números podem variar muito em cada país. Segundo a BBC Brasil, no Reino Unido há hospitais com mais de 50% da equipe de algumas áreas doente. Sem controle, os hospitais podem se tornar centros de disseminação da Covid-19.

Diante mais esse desafio, autoridades do setor e empresas de tecnologia somaram esforços para mitigar a transmissão da doença em hospitais e unidades de saúde. Sistemas inteligentes conectados a uma rede de compartilhamento de dados e suporte com inteligência artificial (IA) estão tornando a nova rotina dos profissionais de saúde menos exaustiva, desde a triagem dos pacientes a avaliação dos casos prioritários em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A avaliação precisa de risco é fundamental na hora de determinar os sintomas daqueles que buscam atendimento médico. Para aliviar a demanda por atendimento a Microsoft, em parceria com uma das maiores redes hospitalar dos EUA, criou uma ferramenta de triagem por chatbot capaz de diferenciar rapidamente aqueles que estão com sintomas da Covid-19 e aqueles que estão com sintomas de doenças menos graves. Apenas na primeira semana a ferramenta atendeu mais de 40 mil pacientes.

Na Florida (EUA), um hospital esta utilizando câmeras capazes de fazer varredura termina facial, detectar suor e descoloração daqueles que passam pela entrada, para isolar os pacientes com sintomas do coronavírus. O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está utilizando IA para agilizar o diagnostico de coronavírus. O algoritmo foi desenvolvido em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP).

Outras iniciativas foram tomadas, como o uso de um intérprete de tomografia computadorizada orientado por IA que identifica o Covid-19 quando os radiologistas não estão disponíveis. E robôs inteligentes para entregar remédios e alimentos aos pacientes. Estas medidas adotadas por hospitais na China, como forma de aliviar a exposição dos profissionais ao coronavírus. 

A Inteligência Artificial está colaborando para preservar a vida dos profissionais de saúde e salvar a vida daqueles que mais necessitam dos cuidados médicos. Ainda que a tecnologia possa auxiliar as tomadas de decisões, ela não exclui o atendimento humano nas redes hospitalares.

Referências: The Wall Street Journal, Tribuna de Minas , Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade

Aplicações de IoT no segmento hospitalar devem ter foco na melhoria de processos

Nos próximos anos, a Internet da Coisas (IoT) vai gerar grandes oportunidades para desenvolvedores de sistemas com aplicação para o segmento hospitalar e planos de saúde, com foco na melhoria de processos. É o que acredita Rita Ragazzi, ex-líder de pesquisa e consultoria em saúde pela Frost & Sullivan na América Latina (agora Senior Manager na KPMG Brasil).

A aplicação de IoT deve melhorar por exemplo na: localização de equipamentos, localização de pacientes, melhoria de processos automatizados. E também na verificação e checagem da qualidade: lavagem de mão dos profissionais de saúde, esterilização dos equipamentos, contagem de equipamentos e instrumentos na sala de cirúrgica antes e após um procedimento, inventário de estoque e controle de medicamentos.

No entanto, uma das grandes barreiras enfrentadas para a aplicação de sistemas com base em IoT é a segurança dos dados. Por esta razão a abordagem inicial deve se concentrar na melhoria dos processos clínicos.

“A questão da segurança eu acho que é uma das grandes barreiras para as aplicações no setor clínico, por isso o B2C tem uma adoção maior quando a gente fala de sensores de monitoramento dos pacientes por que eles têm uma aplicação menos crítica em caso de uma quebra dos protocolos de segurança dos dados”, comentou a executiva.

Dentro dos hospitais a introdução desses sistemas deve partir da área de tecnologia da informação (TI), mas para Ragazzi, a área de enfermagem deve ser uma grande aliada na adoção da IoT por entender o hospital de ponta a ponta, principalmente a parte operacional.

Entre os impactos positivos devido à adoção de IoT na melhoria dos processos certamente está a acreditação do hospital. A digitalização e automatização de processos contribuem para diminuir os erros e elevar o patamar de excelência, garantindo também um ROI satisfatório.

“O quanto se investe hoje em dia para que um hospital tenha acreditação, que nada mais é que a padronização e processos de indicadores de qualidade? Na hora que você padroniza isso, digitaliza isso, certamente você tem um ganho e você tem uma manutenção mais fácil desses indicadores”, explicou Rita Ragazzi.

Atualmente hospitais de ponta no sul e sudeste trabalham no desenvolvimento de soluções com base em IoT, inclusive o Albert Einstein possui uma incubadora de inovações dentro do hospital. Para muitos CIOs, os custos para integração é uma das barreiras que impede o investimento, mas a executiva acredita que a democratização da tecnologia na área de processos não deve demorar a acontecer.

“A questão maior é custo e integração. Mas eu acho que isso não é uma grande barreira. Na hora que o custo se tornar fácil e a informação for mais fluída para esses gestores, a adoção será rápida”, comentou a executiva.

Ainda segundo Rita Ragazzi, a diversidade de empresas no ABINC Summit foi muito positiva, graças à participação tanto de desenvolvedores quanto de empresas grandes de diferentes portes.

“A IoT é uma questão de interligação, é cadeia, então é colocar as pequenas e grandes empresas juntas, é conectar todas essas ferramentas, todas essas tecnologia”, comentou.

Sobre a importância do congresso de IoT Rita continuou:

“Eu acho que é entender as aplicações, entender as restrições, é distribuir informações sobre riscos, investimento e regulamentação. É essencial para o mercado crescer. Eu vejo gaps tanto de informação entre grandes e pequenas empresas como também de estimulo. Quais são as grandes oportunidades? Será que vale a pena investir nisso, será que não vale a pena? O quê eu faço hoje tem aplicação dentro de IoT? Tem oportunidade para mim dentro de outras áreas? Então eu acho que isso é muito relevante”, finalizou.

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