Retrospectiva 2020: Comitê de Cidades Inteligentes

A Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) trabalha para promover interesses e negócios com IoT através de diversos comitês de trabalho. Atualmente existem nove comitês ativos na instituição, são eles: agronegócio, auto & mobilidade urbana, dados & IA, jurídico, manufatura, redes, segurança, saúde e também o de cidades inteligentes, lançado em junho deste ano.

Na oportunidade, os especialistas no tema debateram o papel da tecnologia para a transformação de uma cidade inteligente. Com mediação do presidente da ABINC, Paulo José Spaccaquerche, o webinar contou com a presença do Presidente do Conselho de Cidades Inteligentes da ABINC, Aleksandro Montanha.

Também participaram: o Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital na Secretaria de Empreendedorismo e Inovação, José Gustavo Sampaio Gontijo; o Gerente Técnico e especialista em IoT da Intel Brasil, Fabiano Sabatini; o autor de cinco livros relacionados ao tema de tecnologia e inovação, André Telles e o Manager do Smart City Expo Curitiba, Beto Marcelino.

Para os especialistas nenhuma cidade se torna inteligente de maneira imediata ou mesmo com a adoção de uma tecnologia disruptiva. É preciso um olhar profundo para a cidade, entender onde a tecnologia pode melhorar o dia a dia dos cidadãos que vivem e trabalham nela. Esse é o ponto mais sensível para os gestores, já que a tecnologia por si só não é capaz de transformar uma cidade em uma Smart City.

É preciso gerenciar com expertise cada sensor instalado na cidade para que os benefícios de sua adoção possam ser sentidos pelas pessoas, mesmo quando elas não saibam que estão utilizando a tecnologia. Um exemplo disso são câmeras de monitoramento, que podem enviar alertas para as autoridades de segurança, caso o sistema utilizando inteligência artificial detecte uma eventualidade suspeita.

No Paraná, algumas aplicações contribuíram para minimizar o impacto do distanciamento social provocado pela pandemia do coronavírus. O aplicativo Paraná Serviços está conectando clientes e prestadores de serviço como eletricistas, bombeiros hidráulicos e muitos outros. O App já recebeu mais de 30 mil downloads. Neste momento onde a solidariedade é ainda mais importante, doadores e entidade beneficentes também estão se conectando diretamente através de um aplicativo para smartphone.

Através do App Paraná Solidário as pessoas podem direcionar doações como roupas e alimentos às instituições que mais precisam. Dessa forma, os municípios não precisam se preocupar com o armazenamento e a logística dos materiais. Esses são apenas alguns exemplos de como a tecnologia pode contribuir para melhorar a vida de todos e assim tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

Os retornos sobre o investimento em IoT não são apenas financeiros, mas também sociais. Porém, para que a tecnologia possa ter impactos mais profundos em nossa sociedade também precisamos de um grande programa de qualificação que englobe a todos os cidadãos. É claro que isso requer um grande investimento para o país, mas quando as pessoas compreenderem melhor as novas tecnologias e suas aplicações melhor será o seu aproveitamento.

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Retrospectiva 2020: Logicalis apresenta dados de sua pesquisa sobre adoção de IoT na América Latina

Em webinar apresentado em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC, a Logicalis apresentou a 4ª edição de sua pesquisa sobre o mercado de internet das coisas (IoT) na América Latina. Além da evolução na adoção do ecossistema, a pesquisa apresentada pelo Diretor de Consulting Services Yassuki Takano e pelo diretor de IoT Alex Paulino aponta os principais desafios encontrados pelas empresas que tentam adotar soluções de IoT para melhorar o seu negócio.

A pesquisa ouviu 256 líderes no México, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil que representou 57% do total de entrevistados. Os dados consolidam a percepção geral sobre o mercado quanto ao crescimento da importância da internet das coisas para as organizações. Se em 2016, quando foi realizado a primeira pesquisa, 7% dos entrevistados consideravam a IoT importante nos negócios, em 2019 o número sobe para 20%. Quando é levado em consideração o médio prazo, 22% consideravam a IoT importante no primeiro ano e agora são 37%.

Segundo Takano, as mudanças de opinião em relação ao ecossistema representam também maior maturidade quanto ao seu potencial. Se antes havia a crença que a IoT poderia salvar o negócio, hoje ela é vista como uma ferramenta dentro da estratégia da empresa para buscar mais eficiência e novos modelos de negócio. Ou seja, a IoT não pode fazer nada sozinha. Para usufruir dos benefícios do ecossistema é preciso ter clareza sobre a própria organização, para identificar onde as novas tecnologias são essenciais para o seu negócio.

No Brasil o setor de TI tem recebido maior atenção dentro das empresas, com 60% dos investimentos em tecnologias habilitadas para IoT. Em seguida vem a área multidisciplinar com 26%. Na avaliação do nível de adoção, 35% das empresas no país estão utilizando o ecossistema. Esse campo leva em consideração iniciativas em produção, projeto piloto e prova de conceito.

As expectativas quanto aos benefícios são variadas, porém a eficiência operacional ficou no topo da lista com 19%. Mas se por um lado as possibilidades são grandes, por outro os desafios também se tornam grandes inibidores. Para 38% dos entrevistados a viabilidade financeira ou os custos impedem a adoção da tecnologia. Na lista também soma-se em porcentagem menores as dificuldades para encontrar parceiros qualificados, de conectividade e outros. No entanto, o segundo maior inibidor é a cultura organizacional das empresas com 28%.

No webinar os diretores da Logicalis apresentam os principais dados colhidos sobre o mercado nacional de IoT e cases de projetos realizados em grandes empresas no Brasil e no exterior. A Logicalis possui presença global com soluções e serviços de tecnologia. Está presente em quase toda América Latina, onde conta com uma equipe de mais de 3 mil profissionais.

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