IoT celular: adoção deve crescer em todo mundo

As redes de telefones celulares conectam nossos smartphones a milhares de outras pessoas em qualquer lugar do mundo graças a aplicativos como Instagram, Facebook, Gmail entre outros, além da ligação de voz, já não convencional entre os mais jovens. Muito comum em nosso dia a dia, através das redes celulares também podemos nos conectar a milhares de objetos em toda cidade para ter informações sobre o horário do ônibus, onde há vagas de estacionamento disponíveis, aluguel de bicicletas, etc.

A conectividade celular foi desenvolvida com foco no alcance e largura de banda a custo do consumo de energia, ou seja, o dispositivo pode enviar muitos dados a longa distância, mas a bateria descarrega rapidamente. Isso tornou o modelo de rede inadequado para a aplicação da IoT, justamente por exigir sensores e dispositivos remotos com bateria capaz de durar meses ou anos.  

No entanto, o aprimoramento na conectividade celular está permitindo uma nova onda de inovação da IoT, com dispositivos conectados a redes móveis. A IoT celular é uma maneira de conectar coisas físicas como sensores, à Internet, colocando-as nas mesmas redes móveis que os smartphones. Sua simplicidade de infraestrutura combinada com a adoção do 5G, posiciona a IoT celular como um forte participante no espaço de conectividade.

Um estudo realizado pela Ericsson aponta que o número de dispositivos conectados a mais de 20 redes IoT celulares já implantadas deve expandir a uma taxa anual de 19% até 2023. Ou seja, do total estimado de mais de 20 bilhões de dispositivos IoT conectados até 2023, a Ericsson espera que mais de 3,5 bilhões sejam celulares, especialmente na China e no nordeste da Ásia.

No exterior as operadoras estão avançando com novas tecnologias celulares, como NB-IoT e LTE-M, voltadas especificamente para a Internet das Coisas. Embora seja necessário estar próximo de torres celulares, essas tecnologias fornecerão conectividade de baixo custo, baixa largura de banda e baixa energia, que permitirão uma infinidade de novos casos de uso de IoT.

O 5G aliado a IoT celular também promete uma grande revolução, com uma alta largura de banda e ultra velocidade. Isso transformará a tecnologia em um facilitador crítico para muitas aplicações do futuro, como por exemplo: veículos autônomos, realidade aumentada e virtual, etc.

Embora possa levar alguns anos para que ocorra uma adoção generalizada do 5G, a tecnologia terá efeitos transformadores, como o caso citado pelo vice-presidente de operações e projetos da Leverege, Calum McClelland.

“Talvez um dos efeitos mais transformadores do 5G seja que ele pode servir como um substituto para o cabo físico. Em vez da construção intensiva de tempo e recursos da infraestrutura de cabos, cidades e empresas podem usar o 5G para atender a suas necessidades. Isso também abre novos aplicativos para o uso da nuvem, que pode ter sido anteriormente limitada pela quantidade de dados que precisavam ser enviados, dependendo do processamento local”, comentou.

Referência: IoT For All

Das redes sociais às coisas conectadas, tudo no seu smartphone

Talvez, há cerca de 20 anos, quando foram desenvolvidos os primeiros modelos de smartphone, nem seus idealizadores imaginaram que os aparelhos se tornariam tão populares e presentes no dia a dia das pessoas, disponibilizando funções muito além da simples interação com outro indivíduo.

Em poucos anos os aparelhos se tornaram febre e hoje estão nas mãos de bilhões de usuários em todo mundo – entre estes alguns que nunca viram um celular com teclado analógico e não sabem o que é uma vida completamente off-line.

Aqueles com um pouco mais de idade – como eu, que com apenas 32 anos passei pela TV em preto e branco, internet discada, e compartilhava o “orelhão” da rua com os demais vizinhos que também não tinham telefone fixo em casa – acreditam lidar bem com uma vida fora das redes sociais, mas isto significa que estamos desconectados?

É claro que para uma grande parte da população a resposta para esta pergunta seria negativa. Isso porque mesmo não estando presos a uma vida virtual, aproveitamos em nosso dia a dia a capacidade de conectividade entre os mais diversos tipos de aparelhos.

Aí mesmo na sua casa há aparelhos com conectividade bluethooth e Wi-Fi. Por muitos anos bater palma para acender ou apagar uma lâmpada era o mais inovador em termo de interação com este objeto. Hoje, através do celular é tão possível acionar uma lâmpada dentro de casa quanto alterar a cor da sua luz.

A Internet das Coisas (IoT) tem transformado as vidas nas cidades dentre as coisas mais simples em nosso dia a dia às mais complexas no segmento industrial. Por esta razão o número de “coisas” conectadas cresce em larga escala, podendo chegar a 20 bilhões até o próximo ano.

Com mais objetos ganhando conectividade, novos modelos de negócio estão surgindo e o que já foi ficção científica pode, em breve, estar a um toque na tela do celular. Nas últimas semanas as duas gigantes da internet Facebook e Google anunciaram novidades para o comércio de produtos em suas redes sociais.

Durante um evento para apresentar as novidades dos produtos ligados ao Facebook, Mark Zuckerberg anunciou que o WhatsApp permitirá que o lojista suba seu catálogo de produtos e serviços diretamente no aplicativo, utilizando o WhatsApp Business.

“Em um ano, milhões de pequenos negócios usam o WhatsApp Business para se comunicar com os seus clientes. Agora, estamos lançando uma nova ferramenta, Catálogo de Produtos. Você conseguirá ver facilmente o que está disponível de cada empresa”, afirmou o fundador do Facebook.

“Isso será especialmente importante para todos os negócios que não têm presença na internet  – site próprio, por exemplo –  e que estão aumentando o uso de plataformas de uso privado para interagir com seus clientes”, concluiu.

Lançado em janeiro de 2018, o WhatsApp Business, é um aplicativo de mensagens para pequenas e médias empresas. Nele é possível inserir dados do comércio como hora de funcionamento, link para site, endereço e possibilidade de cadastro em uma linha de telefone fixo. Também há muitas outras funcionalidades que contribuem para o negócio como métricas e respostas rápidas.

Na semana passada, a maior rede de buscas anunciou uma ferramenta que talvez seja a que mais irá impactar a relação entre consumidores e varejistas nos próximos anos. Com a nova tecnologia de realidade aumentada, os consumidores poderão testar os produtos pelo próprio celular após uma pesquisa no Google.

“Com a realidade aumentada, a câmera nas nossas mãos tem se transformado em uma ferramenta visual poderosa para ajudar a entender o mundo ao nosso redor”, afirmou Aparna Chennapragada, vice-presidente do Google.

A ferramenta funciona da seguinte forma: o internauta que procura um calçado e encontra no Google um modelo que o agrada sendo vendido em um e-commerce, pode experimentar o produto antes de efetuar a compra, colocando-o ao lado de suas roupas para ver se combina. Como apresentado no vídeo abaixo:

Um modelo 3D bem feito para a tecnologia pode contribuir para reduzir as trocas e devoluções no e-commerce, já que o sistema permite que o consumidor possa testar o produto antes de finalizar a compra.

A integração 3D do Google não fica restrita apenas para as buscas na internet. A empresa também apresentou o Google Lens, plataforma que usa realidade aumentada no celular para o varejo.

No exemplo apresentado por Chennapragada, o aplicativo identifica automaticamente quais pratos de um menu de restaurante são os mais populares ao apontar a câmera para o cardápio. Ao clicar em qualquer um deles, é possível ver os pratos em detalhes – com fotos – antes de pedir. Isso tudo na tela do smartphone.

De acordo com a vice-presidente do Google, ainda estão sendo feitas parcerias com lojistas para promover experiências como essas.

Enquanto muitos aguardam o aparelho que irá substituir os smartphones, estes ganham cada vez mais interações com o nosso dia a dia, contribuindo para o trabalho e durante o lazer. Mais do que um dispositivo de comunicação entre pessoas, os aparelhos estão ampliando sua capacidade, permitindo que possamos também trocar informações com as “coisas” conectadas.

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Referências: E-commerce Brasil