Conquistas e avanços da IoT para 2020

Iniciamos em 2020 uma nova década de desenvolvimento e oportunidades para o ecossistema da Internet das Coisas (IoT). Ao longo do último ano elencamos as principais tendências para o setor, relatamos diversas experiências de quem trabalha no desenvolvimento e aplicabilidade das soluções baseadas em IoT, e promovemos encontros com especialistas, como no 1° ABINC Summit.

Em todo mundo notamos diversos avanços legislativos que beneficiaram a exploração do ecossistema, o que contribui para elevar as expectativas de especialistas quanto ao maior número de dispositivos no mercado, que se tornarão mais intuitivos e convenientes para o uso. Para os consumidores, os avanços também significam melhorias na qualidade de vida.

Com um futuro promissor é preciso estar atento às oportunidades de negócios. A expansão das redes está permitindo a entrada de um número maior de dispositivos e em paralelo, os custos para a implementação de soluções habilitadas para IoT estão diminuindo. No entanto, a implementação bem-sucedida de IoT se resume ao processamento inteligente de dados.

Serão bem-sucedidas as organizações que entenderem exatamente quais resultados querem alcançar através das iniciativas de IoT, quais são as melhores pessoas para atingir esse objetivo e a importância de permitir a conectividade do dispositivo para identificar e agir com os dados corretos.

Com mais dispositivos conectados um grande volume de informações passou a ser transferido através de muitas redes, e quanto maior o número de dados maior é o risco e a segurança. É importante que o aumento de dispositivos conectados ao ecossistema de IoT seja acompanhado por uma segurança robusta capaz de prevenir ataques maliciosos e o roubo de informações sigilosas.

Os Governos também devem ter um papel fundamental para o aumento da segurança nos dispositivos conectados, através de ações regulatórias como a nova lei de privacidade de informações da Califórnia, que entrou em vigor no primeiro dia do ano. A nova lei exige que todos os dispositivos IoT vendidos no estado sejam incorporados com “medidas razoáveis ​​de segurança cibernética”.

A segurança nos dispositivos habilitados para IoT tende a ganhar mais força nos próximos anos. Essa mudança deve ocorrer ainda em 2020 com o desenvolvimento de dispositivos com segurança aprimorada. As técnicas de machine learning, AI e big data ajudarão a identificar e reduzir riscos, tornando mais segura a proteção dos dados.

Outra importante tendência de aplicações através do ecossistema é a manutenção preditiva, que poderá entre outras coisas, identificar o momento ideal para a realização de manutenção nos elevadores, alertar sobre vazamentos nas residências etc. Através das habilidades preditivas da IoT as empresas podem oferecer serviços de atendimento domiciliar contratualmente e assim, tomar as medidas apropriadas para evitar danos sempre que um problema é percebido.

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2020 chegou e é com empolgação que a ABINC e o IoT OpenLabs convidam você para o nosso primeiro happy hour da década, com muito chopp, amigos e, é claro, um bate-papo sobre Internet das Coisas.

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  • Quando: 22 de janeiro de 2020
  • Hora: 19h00 às 22h00
  • Onde: IoT OpenLabs | Haddock Lobo, 595 – 8° andar, São Paulo
  • Valor associado ABINC: R$ 25,00 (cupom enviado por e-mail, caso não tenha recebido o seu, solicite para [email protected])
  • Valor não associado ABINC: R$ 50,00

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Referências: Insights da IoT corporativa, IoT For All

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Olhando para trás e para frente: como as tendências tecnológicas de 2018 serão implementadas em 2019

Por Anna Kucirkova

Nos últimos anos, as tendências tecnológicas foram cada vez mais rápidas e nos levaram ainda mais longe no futuro da ficção científica do que nossos ancestrais jamais poderiam ter previsto. De dispositivos habilitados em casas inteligentes, que controlam os termostatos e refrigeradores de todo o país, para criptografar moedas democráticas e seguras, que fornecem reservas de valor garantidas, as tendências recentes trouxeram muitas tecnologias de sonho.

Muitos avanços têm sido mais sutis, mas igualmente promissores e transformadores, desde análises inteligentes em aplicativos existentes de consumo e profissionais, até melhorias graduais mais completas da inteligência artificial, que impulsionam tudo, desde carros autônomos até a previsão de textos em seu smartphone.

À medida que estudamos as tendências tecnológicas do ano passado, analisamos melhor o que será a tendência em 2019 e mais adiante, o que dá à sua empresa uma vantagem sobre quais ferramentas e tecnologias logo estarão disponíveis para melhorar seus processos e sua produtividade.

O que parecia ficção há alguns anos, agora é possível obter com um Apple Watch comum. Imagine o que os próximos anos trarão.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial tem sido o santo graal do aprimoramento tecnológico. Longe de ser objeto de filmes de ficção científica de décadas passadas, a inteligência artificial (ou AI) é um termo genérico para aprendizado das máquinas e outras soluções computadorizadas para problemas aparentemente complexos, que podem ser processados através de um sistema de tarefas computacionais, que resultam em “aprender” ou intuir soluções para os problemas.

Embora o aprendizado dinâmico em larga escala, como o que temos visto nos filmes que prometem soberanos robôs, ainda esteja muito distante, a AI Limitada (Narrow AI) foi uma das maiores tendências de 2018 e promete continuar no novo ano. A IA limitada consiste de soluções de aprendizado das máquinas altamente especializadas, que visam uma tarefa específica, como dirigir um veículo ou entender linguagem escrita ou auditiva.

De publicidade inteligente a pesquisas de fotos, e a carros de condução autônoma ou assistida, a IA está melhorando continuamente à medida que a tecnologia por trás dela vai sendo aprimorada.

As empresas devem se concentrar nos resultados possibilitados pelos aplicativos que atualmente utilizam a IA nas ofertas. Estes aplicativos incluem os anúncios direcionados em sites de mídia social, como Facebook e Instagram, e muitos programas de análise, além de softwares preditivos de design e logística.

Aplicações e Análises Inteligentes

Como demonstrou a primeira onda de aplicativos aumentados por IA, aplicações e análises inteligentes são uma das tendências tecnológicas mais diretas e promissoras dos últimos anos. A IA é executada num segundo plano de muitos aplicativos preexistentes, e já está melhorando invisivelmente a experiência do usuário, ou está em testes beta, à medida que os desenvolvedores de aplicativos procuram melhorar a experiência do usuário e o potencial de negócios desses produtos por meio da IA.

Análises avançadas, atendimento automatizado ao cliente e processos inteligentes estão no horizonte, à medida que aplicativos inteligentes continuam melhorando os serviços que os computadores podem oferecer. Os aplicativos inteligentes reduzem a quantidade de inputs e de aplicativos especializados exigidos pelas pessoas e pelos sistemas que elas estão usando, o que continuará a transformar o local de trabalho e as descrições de cargos em todos os setores de atividades.

Suporte virtual ao cliente, serviços inteligentes de tradução e funcionalidade expandida de aplicativos prometem reduzir a carga dos funcionários, pois os aplicativos fornecem serviços que muitas vezes costumavam exigir uma equipe de funcionários dedicados. No entanto, a intenção das aplicações inteligentes não é substituir as pessoas, mas sim aumentar sua atividade e tornar a experiência do usuário e a experiência voltada para o cliente melhor do que nunca.

Com a IA, a mesma força de trabalho pode ser radicalmente mais produtiva e os clientes podem receber atendimento mais completo e imediato do que antes. Da mesma forma, a análise aumentada usa o aprendizado das máquinas para coleta e preparação de dados, além de extrapolação e descoberta de insights, o que beneficia os usuários de negócios, as equipes de operações e os cientistas de dados.

Coisas Inteligentes

Essa tendência começou com a difusão generalizada da “Internet das Coisas” (Internet of Things, ou IoT), que incorporava sensores e conectividade Bluetooth ou wi-fi em dispositivos anteriormente estáticos, de termostatos a máquinas de lavar, de sensores industriais à monitoria de equipamentos.

Ao disponibilizar esses dispositivos online, os desenvolvedores aproveitaram o poder da nuvem e a ampla conectividade para tornar vários dispositivos mais seguros, mais eficientes e fáceis de usar. A próxima onda de Coisas Inteligentes promete combinar a primeira onda da conectividade da Internet das Coisas com os avanços da IA, o que tornará as coisas conectadas mais inteligentes. Por exemplo, a inteligência artificial em uma câmera que já se conecta a um smartphone irá alimentar modos de disparo automatizados incrivelmente poderosos, que ultrapassam de longe as configurações “auto” antiquadas das primeiras câmeras digitais.

Ferramentas autônomas, como aspiradores e equipamentos agrícolas, também passarão do uso de sensores e geofences (uma geofence pode ser gerada dinamicamente − como em um raio ao redor de um ponto, ou uma geofence pode ser um conjunto predefinido de limites simples) para “visualização” e processamento de quantidades impressionantes de dados usando conectividade em nuvem, inteligência artificial integrada e análise avançada para tomar decisões, que poderão em breve ultrapassar até mesmo um operador humano dos mais experientes.

Um dos avanços futuros mais interessantes é a natureza colaborativa de coisas inteligentes e conectadas. Diferentes equipamentos agrícolas de diferentes fases de preparação, plantio e colheita podem trabalhar juntos, ou uma equipe de dispositivos de colheita especializados pode ser capaz de tomar decisões inteligentes sobre em quais fileiras trabalhar.

A promessa dessa tecnologia é ainda mais impressionante em áreas como equipamentos militares, processos industriais e operações de busca e salvamento, onde os riscos para os seres humanos são altos, mas o nível de colaboração e tomada de decisões geralmente exclui os dispositivos computadorizados.

Da Nuvem ao Edge

A Edge Computing é um avanço da Cloud Computing (computação em nuvem), que aproxima a coleta, o processamento e a entrega de conteúdo das fontes de informação.

Maior funcionalidade incorporada à Edge é um avanço promissor que favorece as nuvens locais, que podem ser integradas a projetos de infraestrutura com um grande número de coisas inteligentes.

Mesma localização e redes específicas para a Edge tornar-se-ão mais comuns à medida que mais coisas fiquem disponíveis online e inteligentes, e os novos projetos de redes refletirão o aumento do número de coisas inteligentes nos próximos anos.

Blockchain

Blockchain foi um dos maiores chavões nos últimos anos, graças ao seu uso no mundo das criptomoedas. Blockchain é um ledger token democratizado, distribuído e descentralizado, que remove o atrito ou a propriedade de bits de informação (daí o nome “Bitcoin”, ou criptomoeda). Blockchain permite que partes não verificadas troquem informações altamente seguras através de redes padrão e promete mudar indústrias e transações privadas.

Embora a blockchain tenha aparecido principalmente nas notícias por suas implicações financeiras, ela também é promissora e útil em modelos de segurança e distribuição de conteúdo, que teriam aplicações favoráveis no governo, saúde, compartilhamento de conteúdo, logística da cadeia de fornecimento e outras situações de transferência de dados.

A maior crítica da blockchain é que o protocolo é relativamente novo e não testado – mas, os bilhões de dólares em criptomoedas demonstraram que a tecnologia está pronta para ser o centro das atenções, mesmo que não esteja pronta para o investimento especulativo desenfreado.

As empresas podem ainda não estar prontas para utilizar a blockchain em seus processos diários, mas a tecnologia está sendo ativamente desenvolvida e testada e promete transformar a distribuição de dados e a segurança em todos os setores de atividade.

Biofeedback e Biohacking*

*É a atividade de explorar experimentalmente material genético, sem relação com padrões éticos aceitos, ou para objetivos criminais.

Os kits de genômica DIY (faça você mesmo) tornaram-se radicalmente mais acessíveis à medida que empresas como a Helix continuam a estudar genomas e utilizar a tecnologia da informação para mapear rapidamente conjuntos de informações, que costumavam exigir dezenas de cientistas trabalhando 24 horas por dia durante semanas a fio.

A genômica inteligente foi uma grande tendência em 2018, desde projetos simples de ancestralidade até a identificação de riscos à saúde por meio de testes caseiros simples, que há apenas alguns anos exigiriam testes médicos intensivos que custavam milhares de dólares.

Os sensores incorporados aos smartwatches de consumo e a dispositivos de fitness fornecem mais feedback do que os equipamentos hospitalares de alguns anos atrás. Embora o biohacking seja um tópico nebuloso e potencialmente controverso, o biofeedback e os avanços médicos disponíveis fornecerão, graças a melhorias recentes na tecnologia de sensores e análise de dados, grandes avanços para a saúde humana e para os cuidados com a saúde nos próximos anos.

O futuro é agora

Não importa em que ramo de atividades você trabalhe, ou quais tecnologias sua empresa ou vida pessoal atualmente envolvam, o futuro é promissor. Agora, os carros autônomos estão mais próximos da realidade do que nunca, e a análise inteligente significa que nossos e-mails podem praticamente se autodefinir. À medida que olhamos para 2019 (e além), uma coisa é clara − se você administrar uma grande empresa intensiva em operações, ou apenas precisar de uma pequena ajuda para responder a e-mails de atendimento ao cliente, o futuro é muito brilhante.


Sobre a autora: Anna Kucirkova trabalha como redatora há mais de 4 anos. Ela fala 3 idiomas, adora viajar e tem uma paixão por crianças e por escrever. Embora ela tenha estado em muitos lugares da Europa e do Sudeste Asiático, ela ainda quer explorar o resto do mundo.

Fonte: IQS Directory

Copyright: Artigo traduzido e republicado com autorização da autora.

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6 maneiras como a IoT está transformando o varejo

Estas seis tendências abrangem tudo, desde o que você compra até o modo como é vendido, e até mesmo como as lojas funcionam − e essas são apenas as que podemos ver agora.

Este artigo de Frederic Paul foi publicado no site Network World em 28 de novembro de 2018.

Na esteira da Black Friday e da Cyber Monday, esse parece ser o momento perfeito para analisar algumas das muitas maneiras como a Internet das Coisas (IoT) está transformando o mundo do varejo. A IoT já está em uso em lojas ao redor do mundo e, de acordo com estimativas da Grand View Research, o varejo de IoT poderia ser um mercado de US $ 94 bilhões até 2025. Aqui estão meia dúzia de maneiras que poderão acontecer:

  1. Caixas são torradas. A partir da expansão da Amazon Go e de lojas semelhantes, como Zippin − que renunciam a linhas de pagamento em favor de aplicativos − para startups que buscam substituir caixas por câmeras em todos os tipos de lojas, os dias do caixa tradicional atrás de uma caixa registradora estão próximos do fim. O que há por trás dessa mudança? Bem, os caixas custam dinheiro, poucos compradores realmente gostam de lidar com eles, e filas longas e lentas diminuem esse número para algo próximo de zero. No mínimo, espere que terminais móveis de ponto de venda (PDV) proliferem no lugar de caixas estacionárias.
  2. A gestão do varejo fica mais fácil. Claro, as compras online estão dando cada vez mais importância às compras físicas, mas a IoT também ajuda as lojas tradicionais a modernizar suas operações, gerenciando melhor estoques com tecnologias como “prateleiras inteligentes”, reduzindo o encolhimento e simplificando a cadeia de suprimentos.
  3. O comércio através do ambiente mistura a tecnologia IoT com lojas de varejo tradicionais para atrair consumidores mais jovens. A GlobalData prevê que o que é chamado de “Comércio Através do Ambiente” − combinando sensores e tecnologia de IA com o espaço físico associado a lojas de varejo − será o destino preferido para a Geração Z.
  4. Faróis iluminam o caminho para as vendas. Esses pequenos dispositivos Bluetooth podem enviar cupons de desconto, convites para eventos especiais e outras mensagens para smartphones próximos com os aplicativos certos instalados. Eles estão em uso há algum tempo, mas ainda têm um longo caminho a percorrer antes de alcançar seu potencial. Isso poderia ser um problema − ou uma oportunidade.
  5. No varejo dos carros, a IoT começa a rodar em carros autônomos. O próximo evento AutoMobility LA está explorando o papel do varejo em veículos autônomos. O conceito envolve uma plataforma de comércio de veículos, onde os consumidores podem comprar diretamente de seus veículos através de “uma experiência segura e conveniente de carro conectado, sem distração do motorista”, de acordo com um e-mail de um representante. Ideias incluem uma “carteira digital” para o veículo − um porta-luvas digital? − para que você não precise inserir suas credenciais para cada compra. Para Frederic, uma vez que os carros se tornem autônomos, as pessoas vão fazer tudo.
  6. Os dispositivos de IoT do consumidor estão melhorando. O autor escreve frequentemente sobre quantos dispositivos de IoT orientados para o consumidor são tão tolos, mal feitos e inseguros, que ameaçam diminuir o entusiasmo geral pela IoT. Bem, essa tendência continua rolando alegremente, mas nem todas as más notícias estão por aí. A lista anual de dispositivos conectados da Mozilla Foundation destaca itens que variam de invasões assustadoras de privacidade a outros totalmente impressionantes. É claro que cabe ao comprador determinar se dispositivos inteligentes, mas claramente excêntricos, como apanhadores de percevejos e sensores de fraldas, ajudam ou prejudicam nossa causa. Para obter uma lista de presentes recomendados da IoT, confira as opções da Stacy on IoT.

As seis tendências listadas aqui abrangem uma ampla variedade, desde o que você compra até a forma como é vendido, e até mesmo como as lojas funcionam, mas elas são apenas a ponta do iceberg − as tendências de varejo que podemos ver agora. Nos próximos meses e anos, procure a IoT para impulsionar mudanças ainda mais dramáticas no cenário do varejo, movendo as coisas em direções que ainda não conseguimos imaginar. E não diga que você não foi avisado.

Previsões para o Mercado de IOT

De acordo com a Global Data, o mercado global da tecnologia da Internet das Coisas (IoT), que consiste de software, serviços, conectividade e dispositivos, alcançará US$ 130 bilhões em 2018, e deverá atingir US$ 318 bilhões até 2023, a uma taxa composta de crescimento anual de 20%.

As soluções para governo, serviços públicos e manufatura dominam o mercado, com um total de 58% da oportunidade em 2018 e uma redução para 55% do mercado em 2023, enquanto outras como viagens e lazer crescerão. Energia e transporte são outras grandes verticais, com uma combinação de 15% do mercado em 2018 e 2023.

Embora os dispositivos e a conectividade de IoT recebam bastante destaque de fornecedores e operadoras, o software e os serviços constituem a maior oportunidade. Esta categoria inclui engenharia, instalação, manutenção e gerenciamento de projetos, bem como plataformas de IoT, serviços de desenvolvimento de aplicativos e software.

Isto também inclui computação em nuvem, aprendizado de máquinas e serviços de segurança associados a implantações de IoT. Embora o software e os serviços ainda indiquem claramente liderança de receita até o final do período, a taxa de crescimento de 2018 a 2023 deverá ser ligeiramente maior para conectividade e dispositivos, já que novos serviços LPWAN (Low Power Wide-Area Network) e 5G, e o aumento de edge computing, respectivamente, impulsionarão maior crescimento de receita.

No lado da corporativo, as empresas estão apenas começando a usar a IoT para obter mais do que controle de custos ou aprimoramentos de produtividade e operações. As implantações estão ficando maiores e mais linhas de negócios dentro de uma determinada empresa estão vendo oportunidades. Recursos aprimorados por novas tecnologias, como realidade aumentada e virtual, e aprendizado de máquinas/inteligência artificial (IA) vão mudar a maneira como as empresas usam a IoT, com o objetivo final de permitir que elas melhorem não apenas seus produtos e processos atuais, mas também gerem novos fluxos de receita através do desenvolvimento de novos produtos e serviços.

À medida que 2018 chega ao fim, Cyrus Mewawalla, Chefe de Pesquisa Temática da GlobalData, faz suas previsões sobre cinco grandes temas de tecnologia associados à Internet das Coisas em 2019:

1) As casas automatizadas

À medida que mais eletrodomésticos se conectarem, o poder competitivo mudará dos fabricantes de dispositivos para as plataformas de software da IoT em nuvem, que controlam esses dispositivos.

O desenvolvimento das casas inteligentes ocorrerá gradualmente nos próximos anos. Com a tecnologia de voz começando a usurpar a tecnologia touchscreen, os alto-falantes inteligentes serão mais importantes do que os smartphones para funções de automação residencial.

À medida que mais eletrodomésticos se conectarem, o poder competitivo passará dos fabricantes de dispositivos para as plataformas de software em nuvem da IoT, que controlam esses dispositivos. A Sonos sairá da posição de líder em inovação em 2015, com o seu próprio ecossistema de última geração, para fabricar hardware de alto-falantes como commodities em 2020, no espaço de apenas 5 anos.

2) Veículos autônomos

Nos próximos anos, a fotônica de silício tornará os sensores 3D significativamente mais baratos, menores e mais precisos, liderados pela Velodyne; no entanto, a Continental, a Bosch e a Valeo a estão alcançando.

Carros totalmente autônomos exigirão girar os sensores 3D LiDAR no teto, o que permitirá ter uma visão de 360 graus. Nos próximos anos, a fotônica de silício tornará os sensores 3D significativamente mais baratos, menores e mais precisos, liderados pela Velodyne; no entanto, Continental, Bosch e Valeo estarão se aproximando.

Em 2019, a concorrência aumentará entre montadoras e empresas de tecnologia. Os dados dos sensores serão o chip de barganha: enquanto o Google Waymo, o Uber, o Baidu, o NuTonomy (Aptiv) e outros têm capacidade militar, serão as montadoras como a BMW, Audi e GM que possuirão a maior parte dos dados de sensores de suas frotas instaladas.

3) Internet das Coisas industrial

Blockchain vai além do setor financeiro para o setor industrial, em meio ao crescente clamor sobre segurança cibernética, com a IBM e a Accenture na vanguarda.

Com a escassez de engenheiros de software de primeira classe, 2019 provavelmente verá uma enxurrada de aquisições/contratações no espaço da IA, em parte devido às crescentes demandas do projeto Industrial 4.0 da Alemanha, e de coisas fabricadas na China em 2025.

4) Comércio Ambiental

Os varejistas usarão mais câmeras para rastrear compradores e uma série de algoritmos de computador para analisar e prever seu comportamento e tornar sua experiência de compra mais eficiente.

Os varejistas usarão mais câmeras para rastrear os compradores e uma série de algoritmos de computador para analisar cada gesto deles, a fim de prever seu comportamento e tornar sua experiência de compra mais eficiente.

A China é pioneira no desenvolvimento de lojas automatizadas, não tripuladas, com até 500 itens de supermercado baseados em smartphones, digitalização e pagamento automático. Serão as casas intermediárias inteligentes e conectadas, entre lojas de conveniência e quiosques. Elas serão unidades móveis autônomas, capazes de atender áreas rurais e arredores das grandes cidades, especialmente quando as infraestruturas das cidades se tornarem mais inteligentes, de acordo com o projeto de cidades inteligentes da Alibaba, baseado em Hangzhou.

5) Internet das Coisas na medicina

Na sequência da série de ataques cibernéticos de 2018 contra hospitais, alguns provedores de TI, como a IBM, vão tentar reconstruir os sistemas ERP (Enterprize Resource Planning) a partir do zero usando a tecnologia blockchain.

Os grandes nomes dos sistemas de registro eletrônico de pacientes (REP) − Cerner e McKesson − passarão grande parte de 2019 atualizando seus sistemas de TI de assistência à saúde para lidar com dados mais complexos na nuvem.

Até 2019, a Verb, uma joint venture entre a Google e a Johnson & Johnson de 2014, lançará uma plataforma cirúrgica 4.0 que integra IA, visualização e instrumentação avançada.

Em 2020, a Microsoft se tornará um participante da MedTech, pois seus óculos de realidade mista HoloLens serão adotados em treinamento médico e possivelmente em cirurgias.

Da mesma forma, a Apple fará dos serviços de saúde uma prioridade em 2019 com uma variedade de aplicativos de bem-estar e uma reinicialização do Healthkit, a estrutura iOS da Apple para compartilhamento de dados de saúde e fitness em aplicativos.

ABINC Summit

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A Gartner identificou as 10 principais tecnologias e tendências de IoT

A Gartner, Inc. destacou as principais tendências tecnológicas estratégicas, da Internet das Coisas (IoT)*, que impulsionarão a inovação nos negócios digitais de 2018 a 2023.

“A IoT continuará a oferecer novas oportunidades de inovação nos negócios digitais para a próxima década, muitas das quais serão possibilitadas por tecnologias novas ou aprimoradas”, disse Nick Jones, Vice-Presidente de Pesquisas da Gartner. “Os CIOs que dominarem as tendências inovadoras da IoT terão a oportunidade de liderar a inovação digital em suas empresas”.

Além disso, os CIOs devem garantir que tenham as habilidades e os parceiros necessários para apoiar as principais tendências e tecnologias emergentes da IoT, já que, até 2023, o CIO médio será responsável por mais de três vezes o número de estágios finais de um período ou processo deste ano.

Analistas discutiram, durante o Gartner Symposium / ITxpo, como os CIOs poderão liderar suas empresas para descobrir oportunidades de IoT e tornar os projetos de IoT um sucesso.

A Gartner selecionou as 10 tecnologias e tendências de IoT mais estratégicas, que permitirão novos fluxos de receita e modelos de negócios, bem como novas experiências e relacionamentos:

Tendência no 1: Inteligência Artificial (IA)

A Gartner prevê que 14,2 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em 2019, e que o total chegará a 25 bilhões até 2021, produzindo um imenso volume de dados. “Os dados são o combustível que alimenta a IoT e a capacidade da organização de derivar significado a partir dela definirá seu sucesso no longo prazo”, disse Jones. “A IA será aplicada a uma ampla gama de informações da IoT, incluindo vídeo, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores”.

O cenário tecnológico da IA é complexo e continuará assim até 2023, com muitos fornecedores de TI investindo pesadamente em IA, surgindo variantes de coexistência de IA e novos serviços e licenças baseadas em IA. Apesar dessa complexidade, será possível obter bons resultados com IA em uma ampla gama de situações de IoT. Como resultado, os CIOs deverão construir uma organização com as ferramentas e habilidades para explorar a IA em sua estratégia de IoT.

Tendência no 2: IoT social, legal e ética

À medida que a IoT amadurecer e se tornar mais amplamente implantada, uma ampla gama de questões sociais, legais e éticas crescerá em importância. Estas questões incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, tendência algorítmica, privacidade e conformidade com regulamentos, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

“A implantação bem sucedida de uma solução de IoT exige que ela não seja apenas tecnicamente eficaz, mas também socialmente aceitável”, disse Jones. “Os CIOs deverão, portanto, educar a si mesmos e seus funcionários nessa área e considerar formar grupos, como conselhos de ética, para revisar a estratégia corporativa. Os CIOs também deverão considerar ter algoritmos-chave e sistemas de inteligência artificial revisados por consultorias externas para identificar potenciais vieses ”.

Tendência no 3: Infonomics (valorização e tratamento da informação como um ativo) e transmissão de dados

A pesquisa da Gartner do ano passado sobre projetos de IoT mostrou que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços. A teoria da infonomics leva essa monetização de dados ainda mais adiante, vendo-a como um ativo comercial estratégico a ser registrado nas contas da empresa. Até 2023, a compra e venda de dados da IoT tornar-se-ão parte essencial de muitos sistemas de IoT. Os CIOs deverão educar suas organizações sobre os riscos e as oportunidades relacionadas à intermediação de dados, a fim de definir as políticas de TI necessárias nessa área e aconselhar outras partes da organização.

Tendência no 4: A mudança da inteligência de ponta para a malha inteligente

A mudança de arquiteturas centralizadas e de nuvem para arquiteturas de ponta está em andamento no espaço da IoT. No entanto, esse não é o ponto final, pois o conjunto de camadas associadas à arquitetura de ponta evoluirá para uma arquitetura mais desestruturada, composta por uma ampla variedade de “coisas” e serviços conectados em uma malha dinâmica. Essas arquiteturas de malha permitirão sistemas de IoT mais flexíveis, inteligentes e responsivos, embora muitas vezes à custa de complexidades adicionais. Os CIOs deverão se preparar para o impacto das arquiteturas de malha na infraestrutura, nas habilidades e no fornecimento de TI.

Tendência no 5: A governança da IoT

À medida que a IoT continuar a se expandir, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles. Os CIOs deverão assumir o papel de educar suas organizações em questões de governança e, em alguns casos, investir em pessoal e tecnologias para lidar com a governança.

Tendência no 6: Inovação dos sensores

O mercado de sensores evoluirá continuamente até 2023. Novos sensores permitirão que uma gama mais ampla de situações e eventos sejam detectados, os sensores atuais cairão de preço para se tornar mais acessíveis ou serão embalados de novas maneiras para suportar novos aplicativos e novos algoritmos surgirão para deduzir mais informações das tecnologias de sensores atuais. Os CIOs deverão garantir que suas equipes estejam monitorando as inovações dos sensores para identificar as que possam ajudar novas oportunidades e inovações empresariais.

Tendência no 7: Hardware confiável e sistema operacional

As pesquisas da Gartner mostram invariavelmente que a segurança é a área mais significativa de preocupação técnica para as organizações que implantarem sistemas IoT. Isso é porque as organizações geralmente não têm controle sobre a origem e a natureza do software e do hardware que estão sendo utilizados nas iniciativas de IoT. “No entanto, até 2023, esperamos ver a implantação de combinações de hardware e software que, juntas, criarão sistemas IoT mais confiáveis e seguros”, disse Jones. “Nós aconselhamos os CIOs a colaborar com os principais executivos de segurança de informações, para garantir que a equipe certa esteja envolvida na revisão de quaisquer decisões que envolvam a compra de dispositivos IoT e sistemas operacionais a eles incorporados”.

Tendência no 8: Novas experiências dos usuários de IoT

experiência dos usuários (UX) de IoT abrangem uma ampla gama de tecnologias e técnicas de design. Elas serão impulsionadas por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto e experiências socialmente conscientes. Com um número crescente de interações que ocorrem com coisas que não têm telas e teclados, os designers de UX das organizações serão obrigados a usar novas tecnologias e adotar novas perspectivas, se quiserem criar uma UX superior que reduza o atrito, bloqueie os usuários e incentive o uso e a retenção.

Tendência no 9: A inovação dos chips de silício

“Atualmente, a maioria dos dispositivos dos terminais da IoT usa chips de processadores convencionais, com arquiteturas ARM de baixa potência, que são particularmente populares. No entanto, os conjuntos de instruções tradicionais e as arquiteturas de memória não são adequados para todas as tarefas que os terminais precisam executar ”, disse Jones. “Por exemplo, o desempenho de redes neurais profundas (DNNs, do inglês “deep neural networks”) é frequentemente limitado pela largura da banda da memória, em vez do poder de processamento”.

Até 2023, espera-se que novos chips de finalidade especial reduzam o consumo de energia necessária para executar uma DNN, permitindo novas arquiteturas de ponta e funções DNN incorporadas a terminais de IoT de baixa potência. Isso suportará novos recursos, como análise de dados integrada a sensores e reconhecimento de fala, incluídos em dispositivos de baixo custo movidos a bateria. Os CIOs são aconselhados a tomar nota dessa tendência, já que os chips de silício que permitem funções como IA incorporada, por sua vez, permitirão que as organizações criem produtos e serviços altamente inovadores.

Tendência no 10: Novas tecnologias de rede sem fio para IoT

As redes de IoT envolvem equilibrar um conjunto de requisitos concorrentes, como custo de terminais, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e alcance. Nenhuma tecnologia de rede otimiza tudo isso e as novas tecnologias de rede da IoT fornecerão mais opções e flexibilidade aos CIOs. Em particular, eles deverão explorar 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita terrestre e redes de retrodispersão.

* Nota: A Gartner define uma tendência estratégica de tecnologia como uma que tem potencial disruptivo substancial, que está começando a sair de um estado emergente para um impacto e uso mais amplos; ou como uma tendência que está crescendo rapidamente com um alto grau de volatilidade, e que atingirá um ponto de inflexão nos próximos cinco anos.

ABINC Summit

Sobre o Gartner Symposium/ITxpo

O Gartner Symposium/ITxpo é o encontro mais importante do mundo entre CIOs e outros executivos seniores de TI. Os executivos de TI confiam nesses eventos para obter informações sobre como suas organizações poderão usar a TI para superar desafios empresariais e melhorar a eficiência operacional. Siga as notícias e atualizações dos eventos no Twitter usando #GartnerSYM.

Sobre a Gartner

A Gartner, Inc. (NYSE: IT), é a principal empresa de pesquisa e consultoria do mundo e membro da S&P 500. Equipam líderes de negócios com insights, conselhos e ferramentas indispensáveis para alcançar hoje suas prioridades críticas de missão e construir as organizações de sucesso de amanhã.

Sua combinação incomparável de pesquisas conduzidas por especialistas de origem profissional e orientada por dados orienta os clientes para tomar as decisões corretas sobre os assuntos mais importantes. Oferecem consultoria confiável e recursos objetivos para mais de 15.000 organizações em mais de 100 países – em todas as principais funções, em todos os setores e tamanhos de empresas.

Fonte: Gartner.com