Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil: IA embarcada e eletrificação dos veículos

A Associação Brasileira de Internet das Coisas, ABINC, realizou em fevereiro o primeiro webinar de 2021, sobre o tema Conectividade, Eletrificação e Veículos Autônomos – Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil.

No webinar o público pôde ouvir as empresas que lideram os avanços tecnológicos no segmento de mobilidade e de veículos autônomos, no Brasil e no exterior. Com a moderação do vice-presidente da ABINC, Flávio Maeda, as palestras foram realizadas por: Alexandre Vargha (Grupo Volvo), Dalton Oliveira (Wardston Consulting), Rogério Pires (Volth Turbo), Alexandre Uchimura (Bosch), Erico Fernandes (Mercedes-Benz) e André Nunes (Zane Eco).

O primeiro case foi apresentado pela Mercedes-Benz. O caminhão Actros, já disponível no mercado, é um veículo conectado com inteligência artificial (IA) embarcada. A tecnologia é empregada, por exemplo, no sistema de break assist. Combinada com uma câmera de alta definição e um radar, o sistema pode frear o veículo sem a interferência do motorista para evitar uma colisão.

A inteligência artificial também é utilizada para o processamento de imagens nas câmeras que substituem os retrovisores convencionais, permitindo que o motorista tenha uma boa visão da parte de trás do caminhão, que pode passar dos 20 metros. O sistema corrige até mesmo a diferença de luminosidade em situações de baixa ou alta iluminação.

A aplicação da IA no caminhão da Mercedes-Benz é uma pequena prova do que poderemos ter com os veículos autônomos. No entanto, o debate sobre o tema sempre resvala em questões como a conectividade, e nesse ponto, os desafios para o Brasil em relação ao 5G é, para alguns, um entrave para o desenvolvimento de aplicações mais modernas como os veículos autônomos.

Para André Nunes e Erico Fernandes a conectividade é sim um desafio, mas existem outros fatores que precisam ser aperfeiçoados antes da entrada da tecnologia. Além disso, cada negócio possui uma necessidade diferente de conectividade para a aplicação da solução. Nem toda aplicação necessita do 5G e no país há diferentes redes estáveis e seguras para o uso de soluções IoT.

“5G é uma questão importante, mas a infraestrutura de antenas também é uma coisa importante, assim como a infraestrutura de segurança. Não adianta, por exemplo, ter 5G e as IoTHUBs disponíveis no Brasil utilizarem oIPv4, como acontece hoje. Existem protocolos de internet 6 muito mais seguros. Existe solução para tudo, eu só acho que falta ainda uma organização, uma visão holística e sistêmica da questão de conectividade e com a participação de todos os players para que isso seja robusto” destacou Erico Fernandes da Mercedes-Benz.

Já na opinião de André Nunes da Zane Eco:

“o 5G vai trazer latência, vai trazer um monte de outras possibilidades, mas ele é uma tecnologia do futuro. Presente hoje no Brasil a gente tem o 3G, que está bem estável e é muito usado. E a depender da aplicação você utiliza o 4G, principalmente em grandes capitais. A própria rede LoRa tem crescido bastante. A gente tem uma corrida mundial sobre o lançamento de satélites para internet e banda larga. Então a conectividade é um desafio, mas nesse contexto, de acordo com a sua necessidade de negócio”.

Eletrificação

A venda de veículos elétricos cresce nos países mais desenvolvidos do mundo e deve saltar dos 2,1 milhões(em 2019) para mais de 60 milhões até 2040. O crescimento vem sendo impulsionado principalmente por mudanças na legislação que tem atuado com mais rigor contra as altas taxas de gases poluentes, e a eletrificação dos veículos é um dos caminhos para a sustentabilidade.

Mas para que a mudança tenha um impacto real no meio ambiente e, consequentemente nas vidas das pessoas, é preciso uma transformação em toda infraestrutura de carregamento e geração de energia. Outra questão quanto ao carregamento dos veículos elétricos diz respeito à capacidade de abastecimento. Existem projetos onde geradores a diesel são usados como backup caso não se tenha energia elétrica suficiente para abastecer a frota.

O caminho para a confiabilidade nos veículos elétricos, segundo Rogério Pires, da Voith Turbo, está na evolução do sistema híbrido. Combinando combustíveis alternativos como, por exemplo, o etanol e o biometano ao sistema mildhybrids, já utilizado nos veículos mais modernos. A alternativa vai de encontro a projetos de mobilidade sustentável com foco no sistema, combinando soluções sem perder o foco na confiabilidade.

“A gente pode partir para caminhos de eletrificação, pode partir para combustíveis alternativos. Nós podemos mixar os dois.Nos casos de veículos híbridos nós já temos o MildHybrids. O etanol é o grande exemplo de solução que a nossa engenharia local trouxe e hoje na parte de veículos de passageiros a combinação do etanol com o MildHybrids é o que existe de mais ecologicamente correto no momento”, Rogério Pires, Voith Turbo.

Na parte dois desse artigo resumido do webinar falaremos sobre as baterias e a importância dos dados no contexto dos veículos autônomos.

Este webinar foi organizado e curado pelo Comitê de Auto & Mobilidade Urbana da ABINC, que tem como missão atuar como um agente ativo e de transformação abrangendo temas de tecnologia automotiva e de mobilidade conectada atuando nos segmentos:

  • Arquitetura e Desenvolvimento de Soluções de Sistemas Inteligentes e Integrados ao Ecossistema Automotivo;
  • Segurança e Privacidade de Dados;
  • Pesquisa e Inovação;
  • Mercado e Regulamentação;
  • Educação e Formação Continuada.

Saiba mais sobre o Comitê, aqui.

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Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil: baterias e orientação por dados com atuadores dinâmicos IOT

No artigo anterior destacamos a primeira parte do que foi apresentado no webinar Conectividade, Eletrificação e Veículos Autônomos – Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil, que traz informações sobre inteligência artificial (IA) embarcada e eletrificação dos veículos. Nesta segunda parte, Alexandre Vargha (Grupo Volvo), Dalton Oliveira (Wardston Consulting), Alexandre Uchimura (Bosch) e André Nunes (Zane Eco) apresentam informações sobre as baterias e orientação por dados.

Recentemente, o Grupo Volvo anunciou o lançamento de uma nova área de negócios, a Volvo Energy, criada para acelerar a eletrificação e fortalecer o fluxo de baterias ao longo do ciclo de vida, bem como a oferta para infraestrutura de carregamento. O objetivo geral do novo grupo é reduzir o impacto ambiental de veículos comerciais elétricos, híbridos elétricos e máquinas, dando às baterias usadas uma segunda vida em diferentes aplicações.

A bateria é um dos componentes centrais de um carro elétrico e, por isso, o seu gerenciamento e o monitoramento é algo extremamente complexo. A bateria utilizada nos veículos é muito sensível às condições de temperatura, então é preciso ter uma cadeia lógica estruturada para poder oferecer o suporte necessário para a sua manutenção de forma eficiente.

“Quando se usa essa tecnologia é preciso ter uma infraestrutura muito bem elaborada, do ponto de vista da montadora, além dos requisitos dos sistemas de carregamento que também está incorporado. Através da inteligência conectada, a Volvo está utilizando o seu ecossistema de dados para melhorar a questão da eficiência energética em veículos a combustão e de propulsão híbrida e elétrica. Com a inteligência conectada aplicada, obtemos resultados de melhoria de 3% a 12% na eficiência operacional. É um resultado espetacular para os clientes. Isso tem impacto no TCO – Total Cost Ownership – da melhor forma possível provendo economia e melhor performance operacional aos clientes”, destaca Alexandre Vargha, do Grupo Volvo e Líder do Comitê de Auto & Mobilidade da ABINC.

A utilização de dados para o beneficiamento das aplicações é outro ponto importante quando se fala de veículos autônomos ou elétricos. Para André Nunes, da Zane Eco, é preciso olhar os dados de forma prioritária, para que o condutor possa ter informações sobre as condições da pista e como isso deve afetar o consumo de energia, além do tempo de carregamento das baterias. Essas informações são cruciais para otimização do tempo, principalmente quando é necessário abastecer uma frota de veículos.

Esse conjunto de informações aliado à tecnologia é um fator importante para melhorar a experiência do usuário. Para atingir esses objetivos também é preciso superar desafios como o tempo de carregamento das baterias. Algo que será superado através do maior gerenciamento das informações.

Segundo André Nunes, da Zane Eco,

“não é só a eletrificação que é a grande transformação. Os veículos vão ter o conceito de orientação por dados, porque em qualquer definição, como a rota, é preciso calcular antes a capacidade da bateria e a influência do tráfego projetado. Por exemplo, pode ter ocorrido um acidente na via, como isso influencia o consumo?”

“A transformação digital não é apenas sobre tecnologia, é também sobre processos e experiência do usuário. Como engenheiro eu costumo falar que para fazer uma transformação digital precisamos unir tecnologia, ciência e engenharia para trazer valor para o negócio e melhorar a experiência do usuário”, Dalton Oliveira, Wardston Consulting e vice-líder do comitê de Auto & Mobilidade Urbana da ABINC.

Os veículos autônomos estão cada vez mais próximos da realidade brasileira, mesmo que tenhamos inúmeras queixas quanto à qualidade das vias. Alexandre Uchimura, da Bosch, defende que os carros autônomos veem para trazer segurança e conforto, e que a questão da disrupção dependerá da massificação.

Hoje os veículos são pensados com inovações cada vez maiores.Um dos próximos passos dessa tecnologia serão os automóveis autônomos que podem se guiar através de sensores instalados em um edifício até uma vaga disponível, sem a necessidade de um motorista ou manobrista.

As pessoas falam: Como o carro vai andar sozinho no Brasil? Não tem nem faixa direito, vai matar pessoas. Temos que desmitificar isso, porque na verdade os carros autônomos veem para trazer segurança e conforto. Os níveis de autonomia dependerão da aplicação e do local. Vai coexistir com o drive assistent e começará por uma automação parcial, alta e depois completa. Nós já estamos trabalhando até mesmo em outras soluções, como estacionar automaticamente um veículo”, Alexandre Uchimura, da Bosch.

O futuro dos veículos elétricos e autônomos é algo próximo e tangível. Pesquisas indicam que a sua produção deve movimentar globalmente US$ 60 bilhões. Ao mesmo tempo em que estão colhendo, processando e enviando dados os veículos autônomos podem beneficiar as cidades inteligentes, disponibilizando informações para que órgãos responsáveis possam fazer melhorias nas vias.

O webinar Conectividade, Eletrificação e Veículos Autônomos – Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil abre espaço para que as empresas que lideram essas tecnologias apresentem cases e apontem informações pertinentes sobre esse mercado. Além disso, é também uma oportunidade para que novas empresas possam participar dos comitês de trabalho da ABINC e se aprofundar no que há de mais novo em cada vertical.

“O nosso principal objetivo com esse webinar foi abrir os olhos de todos os participantes do evento. Para quem acha que isso é futuro, que vai demorar muito para acontecer ou às vezes não enxerga a abrangência e as oportunidades que existem por de trás de tudo isso que a gente falou aqui. Essa é uma missão da ABINC. E a melhor forma de entender tudo isso é trazer as empresas para participar dos comitês”, Flávio Maeda vice-presidente da ABINC.

O Comitê de trabalho Auto & Mobilidade Urbana tem como missão atuar como um agente ativo e de transformação, abrangendo temas de tecnologia automotiva e de mobilidade conectada atuando nos segmentos:

  • Arquitetura e Desenvolvimento de Soluções de Sistemas Inteligentes e Integrados ao Ecossistema Automotivo;
  • Segurança e Privacidade de Dados;
  • Pesquisa e Inovação;
  • Mercado e Regulamentação;
  • Educação e Formação Continuada.

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Veículos autônomos estarão nas ruas nos próximos anos

Já faz muito tempo que aguardamos a chegada dos veículos autônomos, e graças à evolução tecnológica e a ampliação da internet das coisas, muito em breve será possível aposentar o motorista atrás do volante ou pelo menos diminuir a necessidade de um dentro dos automóveis.

É verdade que ainda vivemos na era dos conceitos e protótipos apresentados por montadoras e empresas da indústria logística e de transporte, mas para especialistas do setor, os autônomos ganharão as ruas nos próximos 10 anos.

A perspectiva deste futuro tem incentivado estudos sobre o impacto dos veículos autônomos na sociedade – como um realizado pela Strategy & PwC indicando que até 2030, o setor logístico se transformará em um ecossistema de veículos autônomos dirigidos por uma cadeia de suprimentos digitalizada, combinando caminhões autônomos e centros de distribuição com robôs.

Segundo a pesquisa, realizado no mercado europeu, os custos logísticos de transporte por caminhão cairão em 47%, em grande parte pela redução da mão de obra. Já os prazos de entrega cairão 40%, principalmente pelo fato dos caminhões autônomos poderem viajar sem a necessidade de interrupções para descanso.

Volvo Vera, veículo totalmente autônomo e elétrico. Em breve realizará o transporte de cargas de um centro de logística para um terminal no porto de Gotemburgo, na Suécia.

Para lagar na frente diante as transformações no mercado automotor impulsionado pela internet das coisas, as empresas estão lançando mão de grandes investimentos. A Daimler Trucks criou uma organização interna para desenvolver caminhões autônomos dentro da próxima década, com um aporte inicial de 556 milhões de euros.

O grupo irá se concentrar na pesquisa e desenvolvimento, abrangendo o software e o hardware necessários para que os caminhões operem de forma autônoma, juntamente com a infraestrutura e o sistema de rede necessária para que esses veículos naveguem pelas estradas.

A rede de pizzarias Domino’s também resolveu apostar no mercado de entrega por autônomos através de uma parceria com a Nuro. A rede pretende lançar ainda neste ano o veículo de entrega de pizzas não tripulado na cidade de Houston, nos Estados Unidos.

Os clientes selecionados que fizerem o pedido online terão a opção de usar o veículo de entrega autônoma, chamado R2. Os clientes podem rastrear o veículo no aplicativo da pizzaria e receber um código PIN para desbloqueá-lo e acessar sua pizza.

“A oportunidade de oferecer aos nossos clientes a escolha de uma experiência de entrega não tripulada e de nossas operadoras uma solução de entrega adicional durante uma corrida movimentada é uma parte importante de nossos testes de veículos autônomos”, disse Kevin Vasconi, vice-presidente executivo e CIO da Domino’s.

A rede varejista Walmart também tem planos para testar um veículo de entrega autônomo ainda neste ano. As vans sem motorista serão lançadas na cidade americana Surprise, no Arizona. Segundo a Bloomberg, o presidente do Walmart, Greg Foran afirmou que os veículos autônomos operando na “meia milha” entre os armazéns do Walmart e os quiosques de coleta adjacentes poderiam reduzir os custos de logística pela metade para pedidos online.

A Uber já realiza testes com veículos de transporte de passageiros autônomos há alguns anos, mas um gigante vindo de outro mercado pode fazer concorrência aos veículos sem motoristas da empresa – no futuro. A companhia Alphabet, empresa-mãe da Google, recebeu aprovação para testar seus veículos na Califórnia.

A iniciativa ainda está no começo e tem algumas restrições, como não realizar cobrança pelo transporte de passageiros durante o teste e colocar em todos os veículos um motorista pronto para assumir o controle do volante em caso de emergência. A empresa usará modelos Jaguar I-PACE, 100% elétrico, e um Chrysler Pacifica, que tem motorização híbrida (uma combinação de motor elétrico e motor a combustão).

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Referências: Bloomberg, Supply Chain Dive, Techcrunch

Os veículos autônomos devem ser o setor automotivo que crescerá mais rapidamente, com mais de 11 milhões de vendas até 2033

Não há dúvida de que profundas mudanças estão ocorrendo na indústria automotiva e agora, mais do que nunca, é crucial saber quais setores crescerão rapidamente nos próximos anos e a GlobalData, uma empresa líder de dados e análises, diz quais deles enfrentarão uma ameaça existencial.

Mike Vousden, analista automotivo da GlobalData, comentou: “o aumento simultâneo de veículos elétricos, direção autônoma, conectividade a bordo e mobilidade como serviço deixou os tradicionais fabricantes de equipamentos originais (OEMs) e fornecedores lutando para ajustar suas estratégias”.

A riqueza de previsões de componentes e setores da GlobalData aponta claramente para o setor de veículos autônomos como o de maior crescimento, com previsão de vendas de 11,26 milhões de unidades a uma saudável taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 76,09% até 2033. O crescimento mais rápido está previsto para veículos autônomos de nível 5, com CAGR de 73,30% até 2033, seguidos de perto por veículos autônomos nível 4 com 68,57%.

Vousden acrescentou: “Veículos autônomos usam uma infinidade de sensores para ‘ver’ o mundo ao seu redor. Os fabricantes de componentes que fornecem esses sistemas podem, sem surpresa, esperar também se beneficiar”.

A GlobalData prevê que os sistemas de visão de câmera de longo alcance terão um CAGR significativo de 68,49%, com sensores ultrassônicos próximos a 68,49% entre hoje e 2033.

Um crescimento significativo para instalações de motores com turbo compressores e E-turbos, como visto nos modelos Audi SQ7 e Mercedes-AMG 53, também é previsto pela GlobalData. Vousden observou que, “enquanto nós apenas prevemos modestos volumes de mercado de cerca de 4,4 milhões no período até 2033, isso ainda equivale a um CAGR de 49,21%”.

No outro extremo estão setores que provavelmente verão um declínio no futuro, e entre eles estão os faróis de xenônio de HID, com uma previsão de CAGR para 2033 de -23,69%. Esta tecnologia só chegou a uma eminência relativamente recente, como uma alternativa prêmio à lâmpada de halogênio nos anos 2.000, mas o custo decrescente dos LEDs e as suas vantagens de eficiência estão a ver os de xenônio cair rapidamente em desuso.

Outra tecnologia que se aproxima da obsolescência é o freio a tambor. Embora tenham sido substituídos por freios a disco décadas atrás, o custo-benefício dos tambores significou que eles ainda viam altos níveis de montagem em carros compactos e acessíveis. No entanto, à medida que os freios a disco chegam aos carros mais baratos, a GlobalData prevê um CAGR para 2033 de -7,34% para o humilde freio a tambor.

Vousden concluiu: “Apostar na tecnologia certa pode ser uma questão de vida ou morte para os fornecedores. Estes números mostram os setores que provavelmente verão o maior crescimento nos próximos anos. Os fornecedores devem construir suas estratégias para garantir que façam peças que estarão em alta demanda nos anos vindouros”.

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Fonte: GlobalData

O negócio de dados sobre os veículos autônomos

Por Sudha Jamthe
CEO na IoTDisruptions, Professora na Stanford CS e Instrutora de IoT

O caminho para os veículos autônomos é através dos veículos conectados, compartilhados e elétricos, porque um carro precisa estar conectado para compartilhar dados sobre o que vê na estrada, carregar-se e construir um modelo de negócios para compensar o custo adicional de se tornar autônomo.

O que são os dados sobre os carros?

Os dados sobre os carros têm muitas formas:

  • Os dados de cognição dos carros, que são usados para construir os modelos de aprendizagem profunda que os carros usam para dirigir de forma autônoma.
  • A IA (inteligência artificial) nos carros cria a experiência no automóvel com realidade aumentada, realidade virtual e voz.
  • Os dados sobre os dados vêm sob a forma de três gêmeos digitais: um é sobre as peças do carro e como estão se desempenhando; isso ajudará a prever recalls ou rastrear a cadeia de suprimentos das peças do carro para entender os comportamentos de uso e poder fornecer informações sobre o desenvolvimento do produto. O segundo gêmeo digital é sobre o ambiente onde está o carro, e o terceiro gêmeo digital é sobre o padrão de comportamento do cliente.
  • Dados externos, como de veículos para veículos (V2V) e de veículos para tudo (V2X), trazem dados sobre outros carros, sobre a infraestrutura rodoviária, sobre os semáforos e sobre as garagens de estacionamento para dentro do carro. Isso ajuda o carro a criar seus planos de serviço, ou decidir onde estacionar com base na disponibilidade de garagens de estacionamento. O V2V ajudará a manter as estradas seguras.
  • Outro conjunto de dados externos é o dos dados inteligentes sobre mobilidade. Estes são os dados coletados pelas cidades sobre veículos multimodais e seu uso para veículos de mobilidade compartilhada. Isso pode ajudar a criar serviços de mobilidade para bairros específicos.

Qual é o negócio dos dados sobre os veículos autônomos?

Existem modelos de negócios lucrativos baseados na desintermediação de dados sobre o fluxo de dados de carros na cadeia de valor. Por exemplo, os carros sabem onde o piloto está em um determinado momento e sabem o que a pessoa fez no carro usando a experiência de dentro do carro. Esses dados podem ser compartilhados através da cadeia de valor dos seguros, no caso de um acidente.

Existem centenas de empresas esperando para serem construídas, o que causará a disrupção de muitos ramos de atividades, esperando que seus dados sejam aproveitados de forma segura, inclusiva e escalável. A verdadeira oportunidade para os inovadores está nos modelos de negócios que serão desenvolvidos através da criação de desintermediação usando dados.

Como você pode aprender sobre o negócio de dados sobre os veículos autônomos?

O tópico do negócio de dados sobre veículos autônomos inclui:

  • Aprender sobre o que são dados sobre veículos autônomos e como eles poderão ser usados em um ambiente de negócios.
  • IA nos carros.
  • Gêmeos digitais nos carros
  • Dados V2V ou V2X
  • Dados sobre cognição dos carros
  • Os modelos de negócios de dados sobre os veículos autônomos e as melhores práticas do setor
  • A desintermediação dos dados
  • A democratização dos dados usando blockchain
  • Modelos de serviços e mais
  • Tecnologia dos dados
  • Privacidade por design
  • Dados analíticos no limite

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Fonte: TechTarget

Usando a tecnologia de veículos autônomos para tornar as estradas atuais mais seguras

Por Professor Amnon Shashua

A segurança sempre foi nossa Estrela do Norte. Vemos isso como um imperativo moral para buscar um futuro com veículos autônomos (AV – autonomous vehicles), mas não devemos esperar até termos hoje a tecnologia para ajudar a salvar mais vidas.

Fundamentalmente, também acreditamos que tudo o que fazemos deve ser dimensionado, e buscamos constantemente as melhores formas de adequar nossa tecnologia às necessidades do mercado. Fundada na ideia de que podemos usar a tecnologia de visão computacional para ajudar a salvar vidas na estrada, a Mobileye tornou-se pioneira em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS – Advanced Driver Assistance Systems). Esses recursos estão agora sendo ampliados para se tornarem os blocos de construção de um veículo totalmente autônomo.

O mesmo também é verdadeiro, quando visto ao contrário. Novas tecnologias desenvolvidas especificamente para AVs estão permitindo uma maior escala de sistemas de assistência de direção avançados e estão trazendo um novo nível de segurança para as estradas.

A tecnologia dos AVs eleva os ADAS ao próximo nível

Existem cinco níveis comumente aceitos de autonomia veicular (zero não é autonomia). Os sistemas ADAS se enquadram nos níveis 1 e 2, enquanto que os níveis 3 a 5 são graus de autonomia que vão desde a autonomia em algumas circunstâncias até a plena autonomia, sem intervenção humana.

Enquanto carros de nível 1 e 2 podem ser comprados hoje, carros com diferentes graus de autonomia ainda estão em desenvolvimento. Sabemos que carros autônomos são tecnicamente possíveis. Mas o verdadeiro desafio para tirá-los do laboratório e ir para as ruas e estradas é responder questões mais complexas, como aquelas em torno da garantia de segurança e da aceitação social. Para tanto, temos inovado em torno dos facilitadores mais difíceis da tecnologia AV, como mapeamento e segurança.

Esse envelope de tecnologia que projetamos para os AVs levará os ADAS ao próximo nível.

Na Mobileye, desenvolvemos a tecnologia Road Experience Management™ – REM™ (Gerenciamento de Experiência Rodoviária) para coletar os mapas necessários para AVs − que chamamos de Roadbook Global™ (Livro Global de Estradas). Estamos agora aproveitando esses mapas para melhorar a precisão dos recursos dos ADAS. Um exemplo disso é o trabalho que a Volkswagen e a Mobileye estão continuando em seus esforços para materializar uma proposta de L2+ , combinando as tecnologias de câmera frontal e Roadbook, e alavancando o recurso de coleta de dados anunciado anteriormente. A atividade de desenvolvimento em andamento tem como alvo um amplo envelope operacional L2+ , direcionado ao mercado de distribuição em massa.

Também desenvolvemos a abordagem matemática de segurança sensível à responsabilidade (RSS – Responsibility-Sensitive Safety) neutra em tecnologia, para uma tomada de decisões mais seguras dos AVs, que está ganhando força à medida que a indústria e os governos anunciaram planos para adotar a RSS para seus programas de AVs, e nos ajudar a desenvolver um padrão da indústria para segurança dos AVs. Por exemplo, a China ITS Alliance − o órgão de normas do Ministério de Transporte da China − aprovou uma proposta para usar o RSS como estrutura para seu próximo padrão de segurança dos AVs; A Valeo adotou o RSS para seu programa de AVs e concordou em colaborar com os padrões do setor; e Baidu anunciou uma implementação de código aberto bem-sucedida de RSS no Project Apollo.

Hoje, estamos levando a tecnologia RSS de volta ao nosso laboratório dos ADAS e propondo seu uso como um aumento proativo da frenagem automática de emergência (AEB – automatic emergency braking). Chamamos isso de freio preventivo automático (APB – automatic preventative braking). Usando fórmulas para determinar o momento em que o veículo entra em uma situação perigosa, o APB ajudaria o veículo a retornar a uma posição mais segura, aplicando uma frenagem preventiva pequena e quase imperceptível, em vez de uma frenagem brusca, para evitar uma colisão.

Se o APB for instalado em todos os veículos, usando uma câmera voltada para a frente, acreditamos que esta tecnologia poderá eliminar uma proporção substancial de colisões frontais e traseiras, resultantes de decisões erradas. E se adicionarmos a detecção de uma câmera que enxerga em toda a volta e o mapa na equação, para que a frenagem preventiva possa ser aplicada em mais situações, poderemos esperar eliminar quase todas as colisões dessa natureza.

Acreditamos que as tecnologias preventivas, como o APB, são a chave para alcançar a “Visão Zero”, e esperamos que a adoção onipresente possa levar a quase zero mortes e lesões decorrentes de acidentes rodoviários resultantes de decisões erradas ao volante. Ele se destacaria de outras ferramentas no kit de ferramentas global Vision Zero, pois ele ficaria no carro − não na infraestrutura ao redor. Em vez de colocar obstáculos que interferem no fluxo de tráfego − como lombadas ou limites reduzidos de velocidade − o APB ajustará proativamente a velocidade do veículo para manter a segurança somente quando for necessário, melhorando, assim, a segurança sem sacrificar o fluxo do tráfego.

Além dos veículos autônomos

Além dos efeitos colaterais da tecnologia AV para os ADAS, estamos descobrindo aplicativos e fluxos de receita totalmente novos, que vão além do veículo.

Um bom exemplo é a nossa nova parceria com a Ordnance Survey, uma das agências de mapeamento mais sofisticadas do mundo. Ao equipar as frotas de serviços públicos com o nosso sistema de modernização Mobileye 8 Connect™, mapearemos o Reino Unido para os AVs e ofereceremos nosso primeiro produto de serviços de dados para as empresas de serviços públicos. Imagine se, em vez de ter que passar por obstáculos burocráticos por meses a fio e confiar em informações imprecisas e desatualizadas para fazer um simples furo no solo, o processo foi rápido porque, usando nossos dados REM, você poderia facilmente mapear os ativos subterrâneos para os marcos correspondentes sobre o solo. Este exemplo sugere uma tremenda promessa para um conjunto totalmente novo de usos para a tecnologia que estamos desenvolvendo para os AVs e ajuda a cumprir a promessa da cidade inteligente.

Os AVs são nosso salto coletivo para a Lua

Levará algum tempo até que os AVs cumpram a promessa de ajudar a salvar vidas. Enquanto isso, nossa tecnologia ADAS está conquistando um reconhecimento significativo das principais agências de classificação de segurança do mundo, pois reconhecem o poder de salvar vidas dos sistemas de segurança ativa baseados em câmeras. Em 2018, 16 modelos receberam uma classificação de segurança de cinco estrelas do EuroNCAP − 12 deles com tecnologia de prevenção de colisão Mobileye.

Grande parte desta tecnologia está abrindo o caminho para nosso futuro autônomo e formará a base das primeiras ofertas autônomas de Mobilidade como Serviço, inclusive na China com a Beijing Bus e em Israel com a parceria Grupo Volkswagen/Champion Motors/Mobileye.

Enquanto isso, nosso negócio de ADAS continua a crescer e inclui um acordo com a Great Wall Motor Company, para levar carros ADAS movidos a Mobileye para o mercado fora da China. Isso limita um ano em que realizamos 28 novas vitórias em design de 24 OEMs e oito Tier, 20 lançamentos de programas com 78 modelos de veículos de 16 OEMs e cinco Tier − 56 desses modelos com funcionalidades avançadas.

Temos a obrigação moral de apresentar o máximo possível de benefícios de segurança dos ADAS. Isso significa trabalhar com todos aqueles que acreditam na Vision Zero para adotar o poder de salvar vidas dos ADAS em todo o seu espectro − desde os retrofit até os embarcados e do Nível 1 ao 3, enquanto também se move rapidamente para definir padrões de segurança para AVs. Vidas humanas estão na linha, e é por isso que a Mobileye e a Intel continuarão a seguir a estrela da segurança.

Prof. Amnon Shashua é Vice-Presidente sênior da Intel e Presidente e CEO da Mobileye, uma Empresa Intel.

Legenda da foto: O Presidente e CEO da Mobileye, Prof. Amnon Shashua, mostra o EyeC5 SoC durante o evento de notícias da Intel Corporation na CES 2019 em 7 de janeiro de 2019, em Las Vegas. O EyeQ5 é o sistema on-chip de quinta geração da Mobileye para sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas. Ele está agora em produção com ganhos de design totalizando 8 milhões de unidades. A Mobileye está promovendo um ecossistema de desenvolvedores para expandir o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma EyeQ (Crédito: Walden Kirsch/Intel Corporation).

Fonte: Intel Newsroom