Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil: baterias e orientação por dados com atuadores dinâmicos IOT

No artigo anterior destacamos a primeira parte do que foi apresentado no webinar Conectividade, Eletrificação e Veículos Autônomos – Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil, que traz informações sobre inteligência artificial (IA) embarcada e eletrificação dos veículos. Nesta segunda parte, Alexandre Vargha (Grupo Volvo), Dalton Oliveira (Wardston Consulting), Alexandre Uchimura (Bosch) e André Nunes (Zane Eco) apresentam informações sobre as baterias e orientação por dados.

Recentemente, o Grupo Volvo anunciou o lançamento de uma nova área de negócios, a Volvo Energy, criada para acelerar a eletrificação e fortalecer o fluxo de baterias ao longo do ciclo de vida, bem como a oferta para infraestrutura de carregamento. O objetivo geral do novo grupo é reduzir o impacto ambiental de veículos comerciais elétricos, híbridos elétricos e máquinas, dando às baterias usadas uma segunda vida em diferentes aplicações.

A bateria é um dos componentes centrais de um carro elétrico e, por isso, o seu gerenciamento e o monitoramento é algo extremamente complexo. A bateria utilizada nos veículos é muito sensível às condições de temperatura, então é preciso ter uma cadeia lógica estruturada para poder oferecer o suporte necessário para a sua manutenção de forma eficiente.

“Quando se usa essa tecnologia é preciso ter uma infraestrutura muito bem elaborada, do ponto de vista da montadora, além dos requisitos dos sistemas de carregamento que também está incorporado. Através da inteligência conectada, a Volvo está utilizando o seu ecossistema de dados para melhorar a questão da eficiência energética em veículos a combustão e de propulsão híbrida e elétrica. Com a inteligência conectada aplicada, obtemos resultados de melhoria de 3% a 12% na eficiência operacional. É um resultado espetacular para os clientes. Isso tem impacto no TCO – Total Cost Ownership – da melhor forma possível provendo economia e melhor performance operacional aos clientes”, destaca Alexandre Vargha, do Grupo Volvo e Líder do Comitê de Auto & Mobilidade da ABINC.

A utilização de dados para o beneficiamento das aplicações é outro ponto importante quando se fala de veículos autônomos ou elétricos. Para André Nunes, da Zane Eco, é preciso olhar os dados de forma prioritária, para que o condutor possa ter informações sobre as condições da pista e como isso deve afetar o consumo de energia, além do tempo de carregamento das baterias. Essas informações são cruciais para otimização do tempo, principalmente quando é necessário abastecer uma frota de veículos.

Esse conjunto de informações aliado à tecnologia é um fator importante para melhorar a experiência do usuário. Para atingir esses objetivos também é preciso superar desafios como o tempo de carregamento das baterias. Algo que será superado através do maior gerenciamento das informações.

Segundo André Nunes, da Zane Eco,

“não é só a eletrificação que é a grande transformação. Os veículos vão ter o conceito de orientação por dados, porque em qualquer definição, como a rota, é preciso calcular antes a capacidade da bateria e a influência do tráfego projetado. Por exemplo, pode ter ocorrido um acidente na via, como isso influencia o consumo?”

“A transformação digital não é apenas sobre tecnologia, é também sobre processos e experiência do usuário. Como engenheiro eu costumo falar que para fazer uma transformação digital precisamos unir tecnologia, ciência e engenharia para trazer valor para o negócio e melhorar a experiência do usuário”, Dalton Oliveira, Wardston Consulting e vice-líder do comitê de Auto & Mobilidade Urbana da ABINC.

Os veículos autônomos estão cada vez mais próximos da realidade brasileira, mesmo que tenhamos inúmeras queixas quanto à qualidade das vias. Alexandre Uchimura, da Bosch, defende que os carros autônomos veem para trazer segurança e conforto, e que a questão da disrupção dependerá da massificação.

Hoje os veículos são pensados com inovações cada vez maiores.Um dos próximos passos dessa tecnologia serão os automóveis autônomos que podem se guiar através de sensores instalados em um edifício até uma vaga disponível, sem a necessidade de um motorista ou manobrista.

As pessoas falam: Como o carro vai andar sozinho no Brasil? Não tem nem faixa direito, vai matar pessoas. Temos que desmitificar isso, porque na verdade os carros autônomos veem para trazer segurança e conforto. Os níveis de autonomia dependerão da aplicação e do local. Vai coexistir com o drive assistent e começará por uma automação parcial, alta e depois completa. Nós já estamos trabalhando até mesmo em outras soluções, como estacionar automaticamente um veículo”, Alexandre Uchimura, da Bosch.

O futuro dos veículos elétricos e autônomos é algo próximo e tangível. Pesquisas indicam que a sua produção deve movimentar globalmente US$ 60 bilhões. Ao mesmo tempo em que estão colhendo, processando e enviando dados os veículos autônomos podem beneficiar as cidades inteligentes, disponibilizando informações para que órgãos responsáveis possam fazer melhorias nas vias.

O webinar Conectividade, Eletrificação e Veículos Autônomos – Futuro da Mobilidade Mundial e no Brasil abre espaço para que as empresas que lideram essas tecnologias apresentem cases e apontem informações pertinentes sobre esse mercado. Além disso, é também uma oportunidade para que novas empresas possam participar dos comitês de trabalho da ABINC e se aprofundar no que há de mais novo em cada vertical.

“O nosso principal objetivo com esse webinar foi abrir os olhos de todos os participantes do evento. Para quem acha que isso é futuro, que vai demorar muito para acontecer ou às vezes não enxerga a abrangência e as oportunidades que existem por de trás de tudo isso que a gente falou aqui. Essa é uma missão da ABINC. E a melhor forma de entender tudo isso é trazer as empresas para participar dos comitês”, Flávio Maeda vice-presidente da ABINC.

O Comitê de trabalho Auto & Mobilidade Urbana tem como missão atuar como um agente ativo e de transformação, abrangendo temas de tecnologia automotiva e de mobilidade conectada atuando nos segmentos:

  • Arquitetura e Desenvolvimento de Soluções de Sistemas Inteligentes e Integrados ao Ecossistema Automotivo;
  • Segurança e Privacidade de Dados;
  • Pesquisa e Inovação;
  • Mercado e Regulamentação;
  • Educação e Formação Continuada.

Saiba mais sobre o Comitê, aqui.

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