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Utilizando a IA e IoT na luta pela preservação de espécies em extinção

Por Marcus Vinicius Rocha
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A caça ilegal e o tráfico de animais silvestres são um problema global que está levando espécies selvagens à extinção. Esta rede ilegal lucra bilhões de dólares por ano, deixando para trás apenas um rastro de morte. Para se ter uma ideia do impacto da atividade, no início do século 20 existiam cerca de 500 mil rinocerontes no mundo. Hoje há no máximo 30 mil. O elefante é outra espécie que está desaparecendo devido à ação de caçadores furtivos. Estima-se que entre os anos de 2007 e 2014, um elefante foi morto a cada 15 minutos.

Seus chifres são a grande cobiça por traz da caça, já que o quilo pode valer US$ 250 mil. No mercado ilegal eles são vendidos para produção de esculturas ou em pó, para serem utilizados em simpatias para tratar enfermidades, câncer e impotência sexual. As 5 espécies de rinocerontes estão desaparecendo, o último branco macho morreu em 2018.

Para combater a caça e o tráfico ilegal destes e de outros animais silvestres, entidades de proteção aos animais e gigantes da tecnologia somaram esforços para desenvolver sensores de rastreamento para as espécies que mais sofrem com a ação predatória do homem. LoRa Alliance, Sigfox Foundation e Microsoft estão utilizando a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA) para tornar as reservas em parques inteligentes, onde é possível monitorar 24h por dia a localização e o comportamento dos animais.

Para que isso seja possível, rastreadores estão sendo colocados nas espécies essenciais para manter a diversidade, incluindo animais que estão na cadeia alimentar das espécies que mais sofrem com as ações ilegais de caça furtiva. Os rastreadores utilizam uma rede de baixa energia para a IoT, assim consomem a bateria lentamente, estendendo o funcionamento por alguns anos. Reservas no Malawi, Tanzânia, Ruanda, Quênia, Congo, Índia, Zâmbia, Namíbia, Holanda, Zimbábue e Zâmbia estão utilizando este tipo de tecnologia.

Graças à ajuda da IA e o aprendizado de máquina, pesquisadores e veterinários estão indo um pouco mais além no monitoramento dos animais em extinção. Utilizando reconhecimento facial padronizado para monitorar as populações e migrações de grandes felinos, girafas, ursos pardos e baleias. O impacto da atividade humana no meio ambiente está provocando a perda dos habitats naturais, agravando a diminuição das espécies. A Inteligência Artificial também está sendo utilizada para criar um “dicionário de elefante” através do registro da comunicação entre estes animais, analisando ruídos e comportamentos. Esse registro ajudará nos trabalhos de proteção da espécie.

Outra iniciativa para a proteção da fauna e da flora que também se destaca utiliza celulares reciclados para monitorar a atividade ilegal de madeireiros. Protegido em um estojo que utiliza energia solar para carregar os aparelhos, o dispositivo registra sons associados à atividade ilegal como motores de avião ou caminhão, motosserras, explosões e tiros de arma de fogo e envia para um servidor na nuvem para serem analisados.

E você, conhece outras iniciativas de IoT para a preservação das espécies? Compartilhe conosco nos comentários abaixo!

Referências: CanalTech, Época, Smart Parks, National Geographic

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