IoT massivo muito além do 5g; conheça as tecnologias já aplicadas no Brasil

Muito se fala sobre como o 5G será um divisor de águas para o IoT (Internet das Coisas) – a próxima grande rede global que vai revolucionar a conexão e troca de dados entre dispositivos e sistemas pela Internet. De fato, com a chegada da rede móvel de última geração e alta conectividade, os recursos de IoT poderão ser utilizados com maior eficiência em uma série de setores.

O que pouca gente sabe, no entanto, é que o país já vem expandindo a implantação de IoT Massivo em diferentes áreas e aplicações, bem antes do 5G. Desde a otimização de serviços básicos como água, gás e energia até os mais complexos como saúde, logística e infraestruturas críticas, as soluções de IoT já estão fornecendo serviços inteligentes e recursos valiosos e imprescindíveis para a população.

A seguir, listamos alguns exemplos práticos onde a tecnologia de IoT Massivo está sendo implantada com sucesso no Brasil e no mundo. Confira!

Hidrômetros inteligentes da Sabesp
Em São Paulo, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) já conta com milhares de hidrômetros inteligentes. A companhia adotou soluções de IoT Massivo em 2020 quando instalou 100 mil dispositivos com sensores para leitura remota dos serviços de distribuição na Região Metropolitana. Com o uso de múltiplas tecnologias, entre elas a tecnologia LoraWAN, do qual a Everynet é a maior operadora mundialmente, tem acesso a dados-chave como volume de água fornecido, volume de água consumido, perdas aparentes, produção da rede e eficiências operacionais. Para os consumidores, essas informações representam ganhos em transparência, uma vez que conseguem acompanhar o consumo diário a partir do app Sabesp Mobile.

Medidores de gás inteligentes
No setor de gás, desde 2019 a Comgás usa soluções de IoT Massivo, desenvolvidas em parceria com a Enablers, para automatizar 78 mil medidores de gás que ficam nos prédios ou ligados à tubulação de gás. Aplicação foi estruturada inicialmente na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, e, além de contribuir para com o aumento da eficiência da companhia, ajuda a empresa a construir uma relação de maior confiança com os consumidores. O projeto agora está em fase de expansão para 200 mil pontos.

Iluminação pública e cidades inteligentes
Dentro do conceito de cidades inteligentes, a iluminação pública é considerada um ponto-chave, a porta de entrada para soluções inovadoras. As soluções em IoT para telegestão e monitoramento da iluminação podem influenciar, por exemplo, em uma vida noturna mais movimentada, na segurança, na diminuição de acidentes de trânsito e na redução da criminalidade. Segundo a ABCIP, já são quase 70 contratos de PPPs assiandos, com investimentos contratados de mais de R$ 22 bilhões.

Sustentabilidade e IoT Massivo
Novas aplicações de IoT também permitem uma gestão mais eficiente, tanto do ponto de vista de redução de desperdícios, economia de energia, como no aumento de práticas sustentáveis. A cidade de Socorro (SP), por exemplo, implementou um projeto piloto que usa dispositivos de fotocélulas inteligentes da tecnologia LoRaWAN para acionar a iluminação. Isso tem contribuído para a criação de um ecossistema propício para oferecer IoT com alta viabilidade econômica.

Residências e espaços inteligentes com IoT
Em termos de benefícios de espaços internos, as soluções de IoT podem garantir segurança e proteção às pessoas dentro de edifícios, oferecem melhor gerenciamento de resíduos, eficiência no consumo de energia e água, qualidade geral do ambiente, rastreamento de ativos do prédio, detectores de fumaça e resposta a emergências. Na parte externa, garantem monitoramento do estacionamento, garagem, sprinklers, soluções de irrigação e sensores de cupins.

IoT Massivo na logística
O IoT Massivo tem desempenhado um papel cada vez mais relevante no segmento de transporte de carga. As soluções IoT possibilitam rastreamento de frotas e cargas, com o objetivo de diminuir os riscos relacionados a roubos e danos e também de aumentar a eficiência na cadeia de suprimentos. Além disso, empresas que adotam soluções em IoT em suas operações logísticas conseguem, a partir dos dados captados, extrair informações preciosas para elevar a produtividade, otimizar os trajetos das frotas, monitorar o comportamento dos motoristas na direção e reduzir custos.

IoT Massivo no enfrentamento da Covid-19
Para lidar com toda a logística da campanha global de vacinação contra Covid-19 foi desenvolvido pela Everynet, em parceria com a Telkom, um Transportador de Vacina equipado com um sensor que monitora a localização e a temperatura interna, e também comunica problemas ou uso incorreto. Em outra iniciativa para o enfrentamento à Covid-19, a Everynet disponibilizou a sua rede gratuitamente para o sistema de saúde espanhol e instalou soluções de IoT nos leitos de hospitais como uma forma a facilitar o acompanhamento e monitoramento remoto dos pacientes pelos médicos.

Sobre a Everynet
A Everynet é uma operadora global de redes LoRaWAN® que oferece redes carrier grade na em 10 países e 3 continentes. . O modelo de Redes Neutral Host da Everynet permite que Operadores de Redes Móveis (MNOs), Operadores de Redes Móveis Virtuais (MVNOs) e Provedores de Serviços Gerenciados (MSPs) globais ofereçam imediatamente IoT a um custo ultrabaixo e rentabilidade, com ZERO investimento em rede. A Everynet torna a IoT acessível a qualquer indústria, viabilizando soluções em nível corporativo e implementando-as por meio da tecnologia LoRaWAN®, padrão adotado globalmente para a tecnologia IoT. Para maiores informações, visite www.everynet.com.

 

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IoT promove economia na gestão de frotas conectadas

A Internet das Coisas (IoT) está se mostrando uma ferramenta muito produtiva para otimizar processos e melhorar o gerenciamento e rastreamento de frotas. Além de proporcionar segurança aos motoristas, a IoT também permite a medição da vida útil dos veículos, reduzindo os custos de manutenção. A tecnologia também pode medir o consumo de combustível, controlar a velocidade do veículo, definir rotas mais eficientes e até mesmo monitorar o desempenho do motorista.

 

Esse tema foi discutido no último webinar promovido pela Associação Brasileira para a Internet das Coisas – a Abinc do Brasil, e que está diponível no canal do Youtube da associação. O evento abordou a possibilidade de monitorar cada veículo em tempo real, permitindo que as empresas gerenciem melhor suas frotas e tornem o transporte mais produtivo e seguro.

 

“O segmento de transportes foi o que mais sentiu o preço abrupto do combustível. É possível customizar essa inteligência dentro das empresas, avaliando a linha e a rota, de maneira que gaste menos combustível. Por meio dos dados fornecidos pela IoT, conseguimos fazer uma inferência, estudando as informações operacionais e gerando um bom resultado para melhorar a eficiência energética das frotas”, destaca Alexandre Vargha, presidente do Comitê Auto e Mobilidade da Abinc.

 

Mas a inovação no setor de logística e transporte exige investimento e planejamento. Para André Nunes, fundador e desenvolvedor de negócios da Zane Eco BR, para iniciar um projeto como esse é preciso ter clareza sobre os objetivos e necessidades de sua empresa. “Quais são os dados que você quer buscar? A base de informações tem crescido, então se não tiver esse objetivo bem definido você inicia o projeto com uma complexidade maior que a necessária”, alerta o especialista.

 

“Hoje, a informação é muito valiosa. É como petróleo, temos que entendê-la e saber como refinar para transformar em combustível. E a grande pergunta que a gente faz: o que fazemos com esse tanto de informação? A tecnologia nos ajuda a otimizar essa tomada de decisão e processamento das informações”, relata o gerente de sistemas da Stoneridge, Bruno Gillioli.

IoT: até 2025, mais de 27 bilhões de dispositivos estarão conectados

Estudo realizado pela TGT Consult e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) mostra o atual cenário do ecossistema no Brasil

 

Mais de 27 bilhões de dispositivos já estão conectados e se conversam no mundo. Essa é uma das constatações da pesquisa ISG Provider Lens Internet das Coisas (IoT). Além da perspectiva global, o estudo também identificou o estágio de maturidade das empresas relacionadas a essa indústria no Brasil.

 

O material, desenvolvido pela TGT Consult e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), mostra que o tema está cada vez mais presente nas empresas privadas e nas iniciativas do governo, uma vez que é considerada uma tecnologia crucial dentro da transformação digital, permitindo que as empresas aperfeiçoem sua eficiência operacional.

 

Segundo o autor do estudo e analista da TGT Consult/ISG, David de Paulo Pereira, o mercado de serviços relacionados a consultoria, implementação e serviços gerenciados de Internet das Coisas evoluiu e amadureceu significativamente desde a publicação do Plano Nacional de IoT. “A gestão e monitoramento de ativos de toda natureza e o uso de dados e inteligência artificial (IA) para tomada de decisão passou a ser uma atividade comum em áreas distintas como Telecomunicações, Agronegócio, Medicina, Logística e com mais frequência em processos fabris”, afirma.

 

“Por uma questão histórica e de contexto local, nós vemos que este mercado é liderado principalmente por empresas que têm uma tradição na manutenção e automação industrial e pelas empresas de Telecom. Em termos de qualidade tecnológica, estamos em pé de igualdade com os países líderes na adoção de IOT, por enquanto com um mercado menor, porém com uma oportunidade enorme de crescimento”, pontua David.

 

“A principal tendência é a junção de IoT com Inteligência Artificial e com a Ciência de Dados. Quando se implementa dispositivos inteligentes, começa-se a coletar um volume gigantesco de dados e saber analisar e usar a Inteligência Artificial para entender padrões e tendências é um fator chave de sucesso. Outro movimento que estamos começando a ver é o uso de gêmeos digitais ou ‘Digital Twins’ para simular o funcionamento de equipamentos e ambientes complexos.” De acordo com David, com esta tecnologia consegue-se avaliar como é o comportamento de um determinado equipamento em diferentes condições ambientais como temperaturas extremas, trepidações, umidade e outras variáveis que podem afetar um equipamento.

 

Para o analista, o amadurecimento de entendimento dos benefícios deste tipo de tecnologia e o amadurecimento do próprio mercado, foram fatores cruciais para o avanço das tecnologias IoT no último ano. Ao mesmo tempo, a pandemia também acelerou a transformação digital e por consequência o uso de dispositivos conectados. “A logística passou a ser crítica para muitos segmentos e monitorar veículos, cargas e objetos passou a ser um fator de sobrevivência para muitos negócios”, cita David.

 

“O Brasil está acompanhando os avanços mundiais com pequena defasagem por conta da nossa infraestrutura e não por falta de conhecimento”, finaliza Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).

IoT é o futuro das novas tecnologias, diz ABINC

Pesquisa indica que mundo terá 29,3 bilhões de dispositivos conectados até o final de 2030; entidade comenta como o Brasil vem se comportando neste cenário de crescimento

 

É evidente que atualmente o mundo passa por uma transformação digital, na qual a vida digital e física se funde. E a tendência é que isso só aumente daqui para frente, é o que aponta a pesquisa Transforma Insights, que cita a Internet das Coisas (IoT) como o futuro de várias tecnologias diferentes, prevendo que as conexões globais de IoT crescerão de 11,3 bilhões para 29,3 bilhões até o final de 2030, com destaque para redes de curto alcance, Inteligência Artificial e 5G.

 

O crescimento das conexões citadas no estudo está particularmente focado em aplicações conectadas de curto alcance, como eletrônicos pessoais e domésticos, medição inteligente, automação predial, rastreamento, unidades principais do veículo e alarmes de segurança.

 

Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira da Internet das Coisas (ABINC), destaca que o principal desafio para a evolução da tecnologia em meio a rápida transformação digital pós pandemia é a formação de mão de obra e cultura. “As empresas têm que aceitar que a transformação digital não é moda e, sim, realidade. É preciso mudar ou a concorrência sai ganhando”.
Mesmo assim, o presidente destaca que o Brasil tem seguido a tendência mundial “de forma surpreendente”. Em maio de 2021, a Sabesp implantou diversos aparelhos de telemedição de consumo de água baseados em IoT, provando que o uso da tecnologia no Brasil já é real e promete se expandir. Além disso, frotas de carros elétricos para uso em serviços públicos e coleta inteligente de lixo já estão em teste e planejamento em cidades brasileiras.

 

No mais, o documento indica que até 2029 as conexões 2G serão menos de 100.000. Apesar de regiões como Estados Unidos e Europa já possuírem 5G desde 2019, o Brasil não está tão longe assim desta realidade que Paulo considera indispensável para os avanços da IoT no Brasil. No final do ano passado, as licenças para operar a tecnologia 5G foram leiloadas pelo Ministério das Comunicações por R$ 6,8 bilhões, e a previsão é que todas as capitais do país implementem a conexão até 29 de setembro.

 

“O IoT não tem sentido se não houver conectividade e o 5G é mais uma forma de conectividade”, comenta Paulo. “Agora, a combinação de 5G e IA no IoT dará possibilidade de atender nichos de mercado que necessitam de respostas quase imediatas com muita precisão. A IoT é responsável pela digitalização das coisas. Tudo que é físico pode ser digital. Isso significa que teremos dados sobre essa coisa física, ou seja, teremos um monte de dados, mas quais serão usados? A IA poderá ajudar na seleção dos melhores dados para o negócio”. Exemplos disso são os carros autônomos e as ações na área médica e hospitalar, casos em que 5G e IA já são uma realidade, como destaca Paulo.

 

Com isso, a ABINC tem feito sua parte para elevar o uso de IoT no Brasil. “Cada vez mais promovendo webinar com cases, participando e apoiando projetos em diversos segmentos do mercado. Vide a cidade de Ivaiporã, que recentemente anunciou um projeto para lançar uma incubadora tecnológica. A pesquisa do Comitê de Utilities. Apoiando eventos de outras entidades e palestrando nesses eventos também”.

 

No mais, o presidente alerta que o uso de 5G e IA nos negócios precisa ser consciente e não pode ser uma decisão tomada com base em tendências. “Não vou utilizar, por exemplo, 5G e IA no agronegócio, pois não preciso de respostas imediatas. Mas posso usar uma LPWAN com Inteligência Artificial que atende meu negócio de uma forma melhor. O próprio negócio que diz o que é preciso. São várias tecnologias e combinações para atender uma demanda de mercado. Qual a melhor?”, finaliza.

 

Com conectividade, Brasil deve avançar rapidamente no desenvolvimento cidades inteligentes, prevê ABINC

Em um futuro próximo, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns; no entanto, falta de continuidade em trocas de gestões dos municípios pode ser um desafio.

 

“Uma Cidade Inteligente é aquela que entrega a tecnologia e usa o que tem de melhor com seus recursos para melhorar a vida das pessoas dentro do seu ecossistema”. Isso é o que reforça Aleksandro Montanha, líder do comitê de Cidades Inteligentes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC). Segundo ele, a conectividade e o 5G estão inaugurando uma nova fase de aplicações tecnológicas no Brasil, que vão potencializar ainda mais o uso de soluções para o desenvolvimento de cidades inteligentes, transformando o futuro em realidade.

 

O líder do comitê da ABINC explica que o 5G e a conectividade abrem um precedente para uma grande capacidade de processamento de sinais, que por consequência vão gerar soluções inéditas no Brasil. “Estamos em um momento onde a maturidade dos algoritmos de inteligência artificial permitem entregar resultados muito melhores, assim se aproximam muito das demandas existentes”, comenta.

 

Neste cenário, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns, além de haver uma transição entre tecnologias de metaverso e realidade aumentada, mas existem ainda muitos desafios.

 

“O grande desafio que se instala agora é a diversidade de oferta de tecnologias. A multipluralidade de soluções que muitas vezes não se conversam ou não geram continuidade, geram passivos muito custosos para a administração pública. Esse momento, de forma equivocada, transmite a sensação que existe uma conformidade no trato com o investimento em inovação.”, afirma Aleksandro.

 

O Comitê de Cidades Inteligentes da ABINC tem como objetivo apresentar para a sociedade o que, de fato, é inovação. Atualmente, o grupo está envolvido em projetos para as “Smart Agro-Cities”, com ações em locais como Ivaiporã, cidade do Paraná. Com 30 mil habitantes e um olhar voltado para o agro, a cidade está desenvolvendo um projeto de tropicalização e, ao mesmo tempo, buscando um parceiro internacional para alavancar a tecnologia no município e no estado.

 

“Onde você tem recursos hoje de investimento e muita demanda reprimida é no campo. Então, eu acredito que vamos andar muito forte com a questão de infraestrutura de comunicação estendendo para áreas mais remotas, principalmente para áreas rurais. Por conta disso, nós vamos ter um desenvolvimento dessa integração do campo com as cidades”, adianta Montanha.

 

IoT: na evolução da indústria 4.0, segurança é peça chave

A necessidade frenética por inovar constantemente para ganhar sustentabilidade e eficiência operacional, tem colocado a internet das coisas (IoT) no topo das estratégias das indústrias. Assim, uma infinidade de dispositivos conectados já faz parte do dia a dia de pessoas e de empresas de variados setores da economia, e a segurança segue como uma etapa importante que deve ser considerada em todo momento.

 

É preciso estar atento, porque o crescimento da tecnologia no mercado é expressivo. Estudo divulgado pela Cisco prevê que a IoT vai movimentar perto de US$ 19 trilhões até 2023, tendo a América Latina respondendo por US$ 860 bilhões e o Brasil participando com fatia de US$ 352 bilhões.

 

Diante desse cenário, o setor industrial tem passado por modernização de processos, adoção de cultura organizacional, mudando modelos de trabalho e o rumo da transformação digital. Tudo isso apoiado fundamentalmente em uma esteira que inclui: digitalização, distribuição e integração de dados.

 

A digitalização, aliás, é o primeiro passo da trajetória de plantas industriais que miram a indústria 4.0, e em variados outros setores. É uma ação essencial para obter sucesso na adoção dos conceitos e pilares do operacional avançado, que envolve automação de processos, IoT, IA, entre outros recursos, que, somados, estão levando a indústria a outro patamar.

 

Nessa jornada de transformação digital, a IDC Brasil prevê que em 2022 o mercado brasileiro terá de conciliar as necessidades de transformação digital e inovação atento à redução de custos. Por isso, estarão em alta aplicações de IoT com esse objetivo e ainda o de aumentar a eficiência da operação.

 

Segurança em alerta

 

Mas há um alerta importante nessa jornada. Ao mesmo tempo que impulsiona inúmeras oportunidades de melhorar a qualidade, a eficiência e a experiência do usuário em produtos e serviços, pode abrir portas para possíveis ataques cibernéticos com consequências desde prejuízos financeiros a riscos inusitados e, é por isso que, a camada de segurança deve ser um passo importante a ser considerado em todo momento

 

Por isso, o foco no desenvolvimento da IoT na indústria vai trazer um efeito de transformação massiva, apoiada no digital. Massiva no sentido de estar diretamente conectada ao negócio, possibilitando acesso facilitado e rápido ao ecossistema de business.

 

Mas existem desafios a serem vencidos, como tornar a segurança presente desde a fase de desenvolvimento do projeto e derrubar o medo de implementar ferramentas que ameacem a produção. Ainda que a perspectiva apresentada seja para acelerar processos, ganhar produtividade e reduzir custos, a disponibilidade é altamente crítica.

 

Trata-se de uma jornada que exige bastante experiência e dedicação. Por esse motivo, terceirizar serviços de segurança em IoT vem ganhando cada vez mais espaço nas estratégias de empresas que querem adotar a tecnologia, sem perder o controle do negócio.

 

Portanto, é preciso contar com um integrador que visualize todo o processo de segurança do cliente, desde a fase de avaliação do ambiente, orientando não só sobre procedimentos e tecnologias, como políticas de segurança adequadas.

 

E tudo vai depender do nível de maturidade do cliente no entendimento do negócio, que é até mais relevante do que o conhecimento na tecnologia. O parceiro precisa ser capaz de avaliar todo o ambiente e onde se encontram os pontos críticos que precisam ser protegidos, somando políticas de segurança e orientações sobre padrões de segurança em linha com o negócio. E ainda saber lidar com o legado e a pouca quantidade de profissionais qualificados na tecnologia.

 

5G: oportunidades e desafios

 

O mercado aguarda a chegada do 5G que promete acelerar o desenvolvimento de aplicações de IoT, mas também trazer novos riscos, exigindo melhorias em cibersegurança para dispositivos e outras conexões nesse universo. A estimativa é de que o potencial do 5G vá impactar o crescimento econômico no país. Mas é preciso estar protegido.

 

Fato é que a transição para o 5G está gerando muita expectativa, porque permitirá habilitar aplicações dependentes de tempos de respostas rápidas, ou baixa latência, que irão impulsionar telemedicina, carros autônomos e outras inovações. Hoje, a fase é de discussão de como a tecnologia irá movimentar as empresas e como elas vão adotá-la com segurança. Mas este é o tema do próximo artigo.

 

Texto por: Fabio Jardim e Rodrigo Fernandes

Fonte: Digitizeme

IoT: mais que conectividade, é eficiência operacional para Utilities

Muitas pessoas ainda acreditam que o principal conceito de IoT (Internet das Coisas) é ter dispositivos de todos os tipos conectados. Na verdade, ele vai muito além disso e tem como principal diferencial a transformação de dados em informações.

 

Mais do que conectar dispositivos, uma solução de IoT gerencia atividades e permite a transferência segura de informações para uma análise eficiente dos dados obtidos, visando transformar estes dados em ferramentas para traçar estratégias de negócio mais assertivas. Em um contexto global cada dia mais conectado, estas soluções permitem que cidades, meios de transporte, imóveis e setores como o industrial, Utilities e varejo, entre outros, tornem-se mais conectados, inteligentes e mais eficientes.

 

Explicando assim pode parecer uma realidade ainda distante, mas não é demais lembrar que, segundo o estudo IoT Snapshot da Logicalis, 57% das empresas brasileiras já possuem pelo menos uma iniciativa de IoT. E mais: 42% das empresas no Brasil planejam investir em projetos de IoT nos próximos 18 meses, e quando comparamos o volume de investimento em 2021 com os montantes de 2020, 46% dos entrevistados brasileiros relatam crescimento.

 

Se já é factível no mercado em geral, no setor de Utilities o uso de IoT tem se mostrado uma realidade há algum tempo e isso com os mais diversos tipos de uso. Na área de segurança, por exemplo, com soluções de monitoramento, em tempo real, do trabalhador a fim de aumentar sua segurança por meio de identificação de atos inseguros, como: entrada em áreas de risco, corrida em local operacional, trabalho em altura, incidentes de quedas, desmaios e pedidos de socorro.

 

No setor de energia, por exemplo, também há o monitoramento do consumo de energia elétrica, que com a utilização de medidores inteligentes é possível monitorar o consumo dos usuários e coletar automaticamente dados precisos, que podem ser usados para conformidade regulatória.

 

Também é possível ver a presença de soluções de IoT no monitoramento de ativos e equipamentos de manutenção, melhorando a gestão do inventário. Ou ainda na utilização de sensores para monitorar vibração, temperatura e umidade, ajudando a prever eventuais falhas antes que ocorram.

 

Entretanto, o maior desafio das organizações na expansão da adoção de soluções de Internet das Coisas dentro de seu ambiente é a necessidade de integração não apenas dos dispositivos, mas também com o legado. Muitas estão percebendo que esta integração é fundamental para a transformação de dados em informações efetivas para o negócio e, para que esta integração seja feita da forma mais simples, estão apostando em plataformas de IoT fornecidas por parceiros especializados.

 

Estamos falando de uma plataforma que funcione como uma base horizontal, permitindo incorporar soluções de IoT ponta a ponta, com governança, segurança, disponibilidade e escalabilidade garantidas. Ao adotar estas plataformas, as empresas contam com uma série de diferenciais sobre aquelas que tentam desenvolver integrações individualizadas para cada solução.

 

Primeiro, aceleram a criação e soluções comerciais verticais e customizadas. Depois, aceleram também o desenvolvimento e a integração de aplicativos de IoT, permitindo a conexão e a centralização de dados de diferentes fontes: sensores, sistemas corporativos e operacionais. Por fim, passam a contar com a capacidade de automatizar os resultados de negócios por meio de mecanismos de análise.

 

São estas características que garantem cases de sucesso como o de seu uso para gestão energética, trazendo benefícios como aumento da visibilidade e identificação do uso ineficiente de energia e possíveis problemas; melhora das operações e redução do uso de energia, custo e do impacto no meio ambiente; e visualização de dados reais de uso possibilitando a negociação de melhores preços em seus contratos de compra de energia.

 

Texto por: Vivian Heinrichs

Fonte:Digitizeme

Plataforma Siemens Edge Computing é destaque no processo de convergência digital do LABFABER

Há pouco tempo, os telefones celulares eram úteis para fazer apenas ligações. Com o tempo, a modernização trouxe novos recursos aos aparelhos, como por exemplo, câmeras e sensores, habilitando inúmeras oportunidades de aplicações, em que os usuários podem realizar transações bancárias, se deslocar de forma otimizada pela cidade e até mesmo empreender, escolhendo o que querem ter em suas interfaces. Tais aplicações trazem facilidades e agilidade para o dia a dia dos usuários, onde atividades que levavam horas ou até mesmo dias, agora podem ser realizadas em questão de minutos ou segundos. Muitas das decisões que os usuários tomam durante o dia são orientadas por meio de dados e informações, como por exemplo, o tempo do trajeto, quantidade de curtidas de uma foto, avaliação do estabelecimento, saldo da conta corrente, entre outros. 

 

Quando mergulhamos no ambiente industrial, a demanda se torna muito mais sofisticada, com a necessidade de obter facilidade e agilidade orientadas para o dia a dia. Para isso, a coleta, processamento e análise de dados combinada com a interconectividade das coisas são fundamentais para alcançar tal objetivo, sendo denominado processo de convergência digital. Assim como usuários de telefones celulares, cada indústria contém suas particularidades e a customização de aplicações se faz muito necessária.

 

Para conseguir migrar de uma situação em que as informações de operações dentro de uma fábrica se concentram na nuvem ou de maneira pouco conectada no ambiente industrial, a Siemens se uniu à Fundação CERTI para entregar um modelo de referência do IoT Industrial, voltado para o processo de convergência digital. Tal modelo é composto por hardwares, uma plataforma web de governança, uma conta global no repositório da companhia, aplicativos feitos sob medida e metodologia ágil de integração e entrega contínuas, que habilitam o fluxo de agregação de valor no ambiente industrial. “Eventualmente é preciso fazer o processamento de dados perto da máquina (longe da nuvem). É preciso coletar o dado, analisar e fazer agregação de valor com o mesmo. E isso pode ser uma solução de inteligência artificial, de visualização ou um aplicativo de terceiros”, diz Cláudio Franzoi, engenheiro e desenvolvedor de negócios da Siemens.

 

Siemens e CERTI já tem uma parceria de longa data para sistemas ciberfísicos e há quatro meses uma parceria para soluções de computação de borda se iniciou. De um lado, uma companhia dedicada à transformação do ambiente industrial; e do outro, uma empresa em busca de desenvolver e implementar tecnologias emergentes da Indústria 4.0, voltado para competitividade da indústria. O Edge Computing da Siemens viabiliza a captura e processamento de dados de máquinas, sensores e sistemas industriais, de forma descentralizada e segura. Os dados são democratizados entre os aplicativos da plataforma, promovendo não só aplicações para melhora da disponibilidade de máquinas, mas também aplicações voltadas para negócios, como otimização de estoque, logística, relacionamento com fornecedores e outras etapas do chão de fábrica. 

 

Os smartphones habilitaram diversas aplicações e modelos de negócios que fazem parte do cotidiano das pessoas. A computação de borda no ambiente industrial oferece a democratização do dado, governança amigável e sistema aberto para implementação de softwares customizáveis. Isso é fundamental para habilitar diversas aplicações e modelos de negócio para as indústrias, minimizando a necessidade de se comprar um novo kit de hardware e software para cada aplicação em que se deseja desenvolver ou implementar no chão de fábrica. “Esta plataforma Industrial Edge Computing que a Siemens nos apresentou está quebrando paradigmas no contexto industrial, por contemplar tais premissas e trazer longevidade para o processo de convergência digital da indústria 4.0”, diz Jardel Wolkers, especialista em fábricas inteligentes da Fundação CERTI. 

 

O processamento convencional de dados na borda geralmente é caro, demorado, não é muito escalável e pode ser inseguro. A Siemens tem o Industrial Edge e traz padrões característicos de TI, como gerenciamento central de hardwares e softwares distribuídos. Esta revolução que está acontecendo no chão de fábrica do LABFABER da CERTI está permitindo um incremento de eficiência de até 30%, por meio de um aplicativo que monitora o gargalo dinâmico do processo produtivo, reduzindo tempo de máquina parada e antecipando falhas, utilizando uma plataforma segura e com um CAPEX significativamente menor.

 

No cenário atual, muitas empresas já reconheceram que precisam se transformar, mas as arquiteturas e plataformas tradicionais muitas vezes dificultam processo, por exigir grandes investimentos de hardware e software, que muitas vezes são subutilizados. Por outro lado, muitos acabam desenvolvendo soluções proprietárias e encontram diversas dificuldades de governança do ambiente digital, principalmente no âmbito da segurança cibernética. Pela configuração da solução da Siemens, existe uma plataforma intermediária onde é possível administrar usuários e aplicativos. A CERTI está desenvolvendo aplicativos que serão usados para promover a transparência operacional do LABFABER, em indústrias que necessitam de aplicações para clientes. O case CERTI simboliza um dos novos modelos de negócio dentro da companhia, que é capaz de entregar produtos exclusivos para seus clientes e parceiros. 

 

A CERTI opera em Florianópolis o LABFABER, um laboratório-fábrica de referência para a indústria no desenvolvimento, implementação, disseminação e capacitação da Indústria 4.0. O LABFABER conta com infraestrutura repleta de tecnologias de automação e informação (TA/TI), tais como robôs colaborativos, sistemas de movimentação autônoma, sensores e muito mais. Tais recursos são combinados para promover aplicações customizadas voltadas para IIoT, Digital Twin, Logística inteligente, Inteligência Artificial, Integração de sistemas, onde cada aplicação passa por processo de caracterização do problema a ser resolvido, estudos de viabilidade técnico-econômico, desenvolvimento, homologação, entrega, monitoramento e otimização, visando aumentar a competitividade dos setores produtivos no país.

 

Escrito por: Assessoria de Imprensa da Siemens/Departamento de Comunicação Corporativa Siemens.

ABINC se une a entidades para apoiar alteração na Lei de Execuções Fiscais

Manifesto a favor da PL 2.243/2021 inclui empresas de tecnologia, telefonia e de outros setores produtivos, pois permite que contribuinte utilize, como defesa, a compensação administrativa não homologada antes do ajuizamento da execução

 

Em nota, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) declarou seu apoio à PL 2243/2021, que alterar a Lei de Execuções Fiscais. Segundo a entidade, ela também pode beneficiar empresas do setor de IoT e de outros segmentos de tecnologia do país.

“Atualmente, a empresa que tem créditos e sofre uma cobrança sobre outros tributos não pode realizar a compensação em âmbito judicial. Por isso, o grupo de associações incluiu empresas de tecnologia, telefonia e diversos outros setores produtivos”, explica Ricardo Azevedo, membro do Comitê Jurídico da ABINC.

 

O especialista explica que a alteração possibilitará que empresas que possuam créditos fiscais efetuem compensação com dívidas fiscais que são objeto da ação de cobrança pelo Fisco. Ao citar o grupo de associações (listadas abaixo), Ricardo Azevedo está se referindo ao manifesto que foi encabeçado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), que defende a aprovação do Projeto de Lei 2.243/2021, atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados.

 

Atualmente, o contribuinte não pode utilizar tal recurso em sede de embargos à execução fiscal, conforme cita o artigo 16, parágrafo 3º, da lei. Entretanto, apesar da previsão legal, há decisões judiciais conflitantes com relação ao tema, que oscilam entre permitir ou denegar a alegação da compensação supracitada.

 

O manifesto menciona que o problema se acarreta há anos e lembra que, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu no sentido de não haver essa divergência, o que resultou em um cenário de insegurança jurídica. “Os contribuintes têm buscado o Poder Judiciário para pleitear a matéria, apresentando consequências prejudiciais, como o aumento de gastos públicos, a morosidade, a falta de uniformização das decisões e a dependência ao complexo regime de precatórios”, diz o documento divulgado pela Brasscom. Por esse motivo, Projeto de Lei 2243/2021 foi apresentado no ano passado, com a proposta de alterar o art. 16, §3º da Lei de Execuções Fiscais, visando excluir o termo “nem compensação” do rol de matérias vedadas para defesa dos contribuintes em sede de embargos à execução fiscal.

 

“Esse Projeto possui ampla relevância para a sociedade em geral, para as empresas brasileiras e para as entidades que subscrevem este manifesto, pois há urgente necessidade de pacificação da divergência sobre o tema, a fim de promover maior segurança jurídica aos contribuintes que venham a sofrer execuções fiscais, mas que porventura tenham algum crédito ainda não homologado pelo Poder Público”, alerta o manifesto.

 

Confira lista de entidades que assinaram o manifesto:

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas
ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores
Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Abratel – Associação Brasileira de Rádio e Televisão
ABT – Associação Brasileira de Telesserviços
APETI – Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
AsBraAP – Associação Brasileira de Agricultura de Precisão
Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais
FABUS – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus
FecomercioSP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática
LISBrasil – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Sistemas de Informação Laboratorial
TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

ABINC participa de lançamento do Polo Agrotech em Ivaiporã/PR

A ABINC, por meio do presidente Paulo José Spaccaquerche, participou do lançamento do Polo Agrotech na cidade de Ivaiporã/PR. O evento, realizado na última segunda-feira (06/06), marcou também a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, com o objetivo de implantar tecnologias IoT para a cidade.

 

O Polo Agrotech é o projeto da Incubadora Tecnológica da Prefeitura de Ivaiporã/PR, que tem parcerias com a ABINC, Kotra e Tecpar, pretendendo implementar soluções inteligentes por meio da IoT. Essas parcerias vão tirar do papel iniciativas como a configuração do primeiro SandBox IoT da ABINC no Brasil, desenvolver soluções inovadoras para o agronegócio, atrair empresas e investidores juntamente com a Kotra e identificar oportunidades de soluções em tecnologias que possam promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental do município com o Tecpar.

 

Foi imprescindível o apoio do Líder do comitê de Smart Cities da ABINC, Aleksandro Montanha, do prefeito de Ivaiporã, Carlos Gil, bem como do diretor de Indústria, Comércio, Turismo, Agronegócio, Tecnologia e Inovação do município, Alex Sandro da Fonseca.