Enquanto o 5G não vem: especialistas debatem as oportunidades para o desenvolvimento de soluções IoT

É preciso dar um start nas iniciativas de IoT, compreender a tecnologia, montar uma arquitetura para utilizar o que é possível sem o 5G. E quando ele chegar teremos maturidade para poder aplicar a tecnologia no negócio”, Marcello – Queiroz Galvão.

Realizada em outubro, a Futurecom Digital Week reuniu, através de uma plataforma digital totalmente online, especialistas e líderes do setor de inovação para promover um debate amplo sobre infraestrutura e conectividade. Em um dos painéis, Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC mediou o webinar: Enquanto o 5G não vem: Utilizando a Infraestrutura disponível para atender a Demanda IoT de diferentes Negócios.

Participaram deste debate: o diretor de negócios de IoT da Claro, Eduardo Polidoro; o diretor para desenvolvimento de novos negócios da Nokia, Leonardo Finizola; o CIO da Queiroz Galvão, Marcello Borges; o diretor de arquitetura Cloud e tecnologias emergentes da Oracle, Marco Righetti; o diretor de soluções corporativas da TIM, Paulo Humberto Gouvea; a Head de arquitetura da Vale, Stella Michirefe.

O IoT não depende do 5G, entretanto, o IoT precisa do 5G para se impulsionar em soluções mais específicas”, Paulo José Spaccaquerche – ABINC.

Os convidados expuseram suas percepções e experiências com o desenvolvimento de soluções inovadoras de IoT (internet das coisas) utilizando as estruturas de redes disponíveis no país. A tecnologia 5G, que ainda é muito aguardada no Brasil, promete revolucionar o setor de Telecom, proporcionando mais velocidade, maior cobertura, mais autonomia de bateria e muitas outras vantagens para os projetos de IoT. Porém, o leilão da frequência de rádio só deve ocorrer em 2021.

Enquanto o 5G não vem, empresas de todos os setores já trabalham no desenvolvimento de soluções viáveis, eficientes e seguras. Para os painelistas não há impedimentos para o desenvolvimentos de soluções IoT inovadoras. O presidente da ABINC, Paulo José Spaccaquerche, assegura que mesmo sem o 5G o país tem condições de ofertar tecnologia de conectividade que resolvam a maioria dos desafios para os negócios. De modo geral, todos concordam que há muitas oportunidades de negócios e que elas serão aceleradas com a disponibilidade do 5G.

Um exemplo disso é o programa de transformação digital da Vale desenvolvido para reduzir o risco da força de trabalho e melhorar o retorno dos ativos. A empresa empregou cerca de 14 caminhos autônomos de extração na Mina Brucutu utilizando a tecnologia de comunicação Imax e agora está migrando para rede LTE. Também está utilizando drones para fazer o monitoramento das minas e utilizando crachás inteligentes para monitorar os trabalhadores.

Conectividade é uma das questões para se resolver os desafios da indústria 4.0. Ela é básica. Sem conectividade a gente não vai fazer nada, mas nós como operadoras somos parte da solução, nós não somos a solução”, Paulo Humberto Gouvea – TIM.

A lei geral de proteção aos dados (LGPD) também foi debatida no painel. As Telecom, Claro e TIM, garantem oferecer uma rede segura para seus clientes de telefonia e para aqueles com soluções fim a fim. No entanto, são nas aplicações que há o maior risco para a segurança dos dados. Marco Righetti, da Oracle, reforça que é preciso se certificar que o hardware está sendo trabalhado dentro dos protocolos industriais de segurança cibernética.

Enquanto aguardamos o 5G ainda é preciso superar inúmeros desafios, desde compreender a arquitetura de IoT e as necessidades de cada cliente. Nos últimos anos a Nokia se estruturou em todos os segmentos, dialogando com setores como agro, energia e indústria, para compreender as suas necessidades antes de desenvolver as soluções. Mas também há desafios estruturais e regulatórios, como lembra o diretor da Claro.

Para Eduardo Polidoro é preciso haver redução fiscal para baratear as aplicações, mais agilidade no processo de liberação para a instalação de antenas e que o leilão do 5G não seja arrecadatório, já que a implementação da tecnologia demandará um grande investimento das Telecom.

Confira abaixo algumas fotos de bastidores da realização do webinar nos estúdios da Futurecom:

Futurecom Digital Week

IoT celular: adoção deve crescer em todo mundo

As redes de telefones celulares conectam nossos smartphones a milhares de outras pessoas em qualquer lugar do mundo graças a aplicativos como Instagram, Facebook, Gmail entre outros, além da ligação de voz, já não convencional entre os mais jovens. Muito comum em nosso dia a dia, através das redes celulares também podemos nos conectar a milhares de objetos em toda cidade para ter informações sobre o horário do ônibus, onde há vagas de estacionamento disponíveis, aluguel de bicicletas, etc.

A conectividade celular foi desenvolvida com foco no alcance e largura de banda a custo do consumo de energia, ou seja, o dispositivo pode enviar muitos dados a longa distância, mas a bateria descarrega rapidamente. Isso tornou o modelo de rede inadequado para a aplicação da IoT, justamente por exigir sensores e dispositivos remotos com bateria capaz de durar meses ou anos.  

No entanto, o aprimoramento na conectividade celular está permitindo uma nova onda de inovação da IoT, com dispositivos conectados a redes móveis. A IoT celular é uma maneira de conectar coisas físicas como sensores, à Internet, colocando-as nas mesmas redes móveis que os smartphones. Sua simplicidade de infraestrutura combinada com a adoção do 5G, posiciona a IoT celular como um forte participante no espaço de conectividade.

Um estudo realizado pela Ericsson aponta que o número de dispositivos conectados a mais de 20 redes IoT celulares já implantadas deve expandir a uma taxa anual de 19% até 2023. Ou seja, do total estimado de mais de 20 bilhões de dispositivos IoT conectados até 2023, a Ericsson espera que mais de 3,5 bilhões sejam celulares, especialmente na China e no nordeste da Ásia.

No exterior as operadoras estão avançando com novas tecnologias celulares, como NB-IoT e LTE-M, voltadas especificamente para a Internet das Coisas. Embora seja necessário estar próximo de torres celulares, essas tecnologias fornecerão conectividade de baixo custo, baixa largura de banda e baixa energia, que permitirão uma infinidade de novos casos de uso de IoT.

O 5G aliado a IoT celular também promete uma grande revolução, com uma alta largura de banda e ultra velocidade. Isso transformará a tecnologia em um facilitador crítico para muitas aplicações do futuro, como por exemplo: veículos autônomos, realidade aumentada e virtual, etc.

Embora possa levar alguns anos para que ocorra uma adoção generalizada do 5G, a tecnologia terá efeitos transformadores, como o caso citado pelo vice-presidente de operações e projetos da Leverege, Calum McClelland.

“Talvez um dos efeitos mais transformadores do 5G seja que ele pode servir como um substituto para o cabo físico. Em vez da construção intensiva de tempo e recursos da infraestrutura de cabos, cidades e empresas podem usar o 5G para atender a suas necessidades. Isso também abre novos aplicativos para o uso da nuvem, que pode ter sido anteriormente limitada pela quantidade de dados que precisavam ser enviados, dependendo do processamento local”, comentou.

Referência: IoT For All

5G e Internet das Coisas no Cenário Atual

Por Emilio Teixeira da Silva Junior

A tecnologia 5G para os sistemas móveis está sendo muito discutida e aguardada no Brasil. Em alguns países, ela já está sendo implementada (EUA, Reino Unido, Coréia do Sul, China, etc.), o que causa ansiedade em relação à quando se dará o início da operação no nosso país. Os motivos dessa ansiedade são algumas características do sistema, quando comparados ao atual 4G: transmissão de dados 10 vezes mais rápida, latência 10 vezes menor, de 10 a 100 vezes mais dispositivos conectados e menor consumo de bateria, em termos gerais.

Entre os serviços que o 5G permite, está o suporte às aplicações de Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT). Hoje já temos aplicações de IoT operando nas tecnologias anteriores, que estão em funcionamento (2G, 3G e 4G). Muitas pessoas acreditam que todos esses benefícios de velocidade, latência e capacidade serão aplicados aos dispositivos IoT que estarão operando na tecnologia 5G. Algumas chegam a acreditar que somente com a tecnologia 5G existirá uma IoT com todo o seu desempenho garantido, conforme textos de algumas publicações da imprensa geral e sites de divulgação [1]: “O 5G permitirá ampliar as velocidades de conexão, possibilitando a estrutura necessária para a Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, ganhar força e tornar-se mais presente no cotidiano brasileiro”.

Em alguns casos, é citada uma ampla gama de serviços que seriam afetados pela falta da tecnologia 5G [2] [3]: “O Brasil corre o risco de atrasar a comercialização da tecnologia 5G, quinta geração da conexão móvel, fundamental para a revolução da Internet das Coisas (IoT), indústria 4.0, agricultura de precisão, assistências médicas remotas e veículos autômatos, entre outras inovações.” Considerando que os prazos da agência reguladora (ANATEL) para a implantação do 5G estão ainda indefinidos, a expectativa de termos IoT no Brasil fica mais distante no tempo e a preocupação aumenta [3]: “Com o 5G, haverá menos problemas de conectividade, o que permitirá que a IoT funcione de fato. Isso deve ocorrer em cinco ou 10 anos.”

Mesmo as citações das fontes governamentais falam de uma forma que deixam a impressão de uma vinculação entre 5G e a implementação da IoT [4]: “Julio Semeghini, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ressaltou justamente os desafios encontrados pelo governo brasileiro na implementação da tecnologia. “O que enxergamos é uma visão de oportunidades para todo o país”, afirmou, comentando ainda que existem muitos projetos nacionais de IoT que dependem de tal estrutura funcionando perfeitamente.”

O fato é que já temos muitos sistemas de IoT em operação no mundo todo. Segundo a Gartner [5]: “O mercado de IoT crescerá para 5,8 bilhões de dispositivos em 2020, um crescimento de 21% em relação a 2019. No final de 2019, 4.8 bilhões de dispositivos estarão em uso, um crescimento de 21.5% em relação a 2018.”. Nessa análise foram considerados os segmentos IoT comercial (saúde, edifícios inteligentes, cidades inteligentes, comércio, agricultura, etc.), IoT industrial (utilities, transportes, manufatura, etc.) e o mercado automotivo. Considerando todos os segmentos, esse número pode chegar a 30 bilhões em 2020.

As operadoras de telecomunicações no Brasil não estão esperando o 5G para agir. O CTIO da operadora TIM, Leonardo Capdeville, disse [6]: “O executivo argumenta que ainda há muito investimento a ser feito nos próximos anos no 4G, que é a tecnologia que hoje gera receita para as teles brasileiras.”. E em relação à IoT [6]: “Enquanto o leilão de 5G não acontece, a TIM segue investindo na sua rede 4G. Nesta semana a operadora anunciou a entrada em operação de sua rede NB-IoT em 3 mil cidades. Essa tecnologia é voltada para aplicações de Internet das Coisas (IoT) com baixo consumo de dados, longa vida de bateria e amplas áreas de cobertura.”. Em relação à operadora Claro [7]: “… a operadora foi a primeira a lançar o eSIM, ou a possibilidade de habilitar serviços móveis sem necessidade de um chip físico. Trata-se de um passo importante para oferta de novos produtos para o mercado de IoT e soluções digitais que evitem os custos logísticos da entrega de um chip.” A operadora Vivo apresenta números de mercado [8]: “A Vivo Empresas, segmento corporativo da Telefônica Brasil, registrou a marca de 10 milhões de dispositivos conectados máquina-a-máquina, o que a empresa calcula representar 40% dos dispositivos IoT no país”. Considerando esse dado, podemos dizer que já temos 25 milhões de dispositivos conectados no Brasil. E todos usando as tecnologias já existentes. Este cenário nos mostra a dimensão do mercado, do trabalho de desenvolvedores e empresas, e dos clientes que estão se beneficiando desses sistemas em seus negócios. Grande parte dos dispositivos não precisa das principais características da tecnologia 5G para operar, porque usam pouca banda de transmissão de dados, não dependem da latência e a bateria dura vários anos ou tem outra fonte de energia. Muitos ainda operam na tecnologia mais antiga, o 2G. O 5G é esperado para aqueles casos específicos onde as características como banda e latência são fundamentais. É o caso de veículos autônomos e cirurgias remotas, por exemplo.

A apresentação de projetos com novas tecnologias (algumas delas disruptivas) é um processo com muitas questões críticas, principalmente a análise dos custos e dos benefícios. A visão de alguns e de algumas publicações que exageram a associação entre a existência do 5G e IoT, além de não corresponder à realidade atual, traz uma expectativa equivocada principalmente para tomadores de decisão que não são da área técnica. Eles podem ficar menos receptivos aos projetos de IoT, que já são atendidos com as tecnologias existentes (2G, 3G e 4G) e custos de uma eventual substituição. É fato que todas essas tecnologias não permanecerão ao longo do tempo, mas hoje já temos dispositivos que trabalham com mais de uma tecnologia. Os dispositivos mais antigos poderão ser migrados depois, se for o caso, para a tecnologia 5G. E os benefícios obtidos ao longo dos anos em que os dispositivos tiverem operado na tecnologia atual, estarão garantidos. É importante considerar também que existem os diversos projetos de IoT com dispositivos que não acessam a rede móvel celular, como os projetos que utilizam redes LPWA, redes proprietárias, satélites ou mesmo a rede fixa tradicional. Opções são feitas, conforme as necessidades de cada projeto. Portanto, a hora para implantar a Internet das Coisas é agora.

Sobre o Autor: Emilio é engenheiro eletrônico, com mais de 25 anos de experiência na área de tecnologia. Atuou em empresa fabricante de sistemas para automação industrial, em operadora de telecomunicações e empresa fabricante de equipamentos de rede para telecomunicações. Pós-graduado em telecomunicações, mestre em engenharia elétrica e atualmente pesquisando sistemas para IoT.

Inscreva-se no IoT Networking Happy Hour de Março 2020

As inscrições para o nosso IoT Networking Happy Hour de março, que será realizado pela primeira vez no inovaBra habitat, estão abertas!

  • Quando: 16 de março de 2020
  • Hora: 17h00 às 20h00
  • Onde: inovaBra habitat | Avenida Angélica, 2.529, São Paulo
  • Valor associado ABINC: R$ 25,00 + taxas (cupom enviado por e-mail, caso não tenha recebido o seu, solicite para [email protected])
  • Valor não associado ABINC: R$ 50,00 + taxas

Clique aqui e inscreva-se!

Referências:

Desafios e perspectivas do 5G no Brasil

A última evolução em infraestrutura de internet móvel, o 5G, já está presente em países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Reino Unido e China. Na América Latina, o Uruguai se tornou o primeiro país a implementar o sistema, repetindo o mesmo feito quando disponibilizou a primeira rede 4G móvel em países sul-americanos.

Apesar do passo inicial dado pelo Uruguai, a Associação Global de Operadoras Móveis (GSMA) prevê que o 5G não deve se massificar na América Latina até 2025. Aqui, em terras tupiniquins, ainda debatemos o tema, com grandes expectativas para início da exploração das frequências ainda em 2020.

Com avanços lentos na adoção do 5G na América Latina, a GSMA prevê que em 2025 apenas 8% das conexões móveis será feita através do 5G, sendo que, os primeiros a se beneficiar com a tecnologia serão as empresas, com mais velocidade no trafego de dados e as conexões entre maquinas.

Em razão deste avanço no sistema móvel de internet muito se espera quanto às possibilidades de negócio a partir da implementação do 5G. Se inicialmente os setores industriais serão os maiores beneficiados, ganhando mais eficiência e velocidade, o reflexo desta eficiência deve gerar ganho na qualidade de vida dos consumidores.

Durante um evento com foco na transformação digital, realizado em São Paulo, o CEO da TIM Brasil, Pietro Labriola, afirmou que é mais provável que o 5G permita mais avanços no desenvolvimento tecnológico do país, do que gerar benefícios imediatos para o cliente final. Além do aumento de velocidade na transferência de dados, o 5G proporciona às empresas o fim do delay, o que permite a realização de cirurgias remotas com a ajuda de um robô e o aprimoramento do ensino à distância.

O que esperar do 5G

A quinta geração de rede sem fio será até 20 vezes mais rápida que sua antecessora. Com maior velocidade para downloads e uploads o 5G criará uma nova experiência através da internet com a oportunidade de como vivemos e trabalhamos, com conexões instantâneas.

Com maior potências, streaming de filmes em HD poderão ser iniciados quase que instantaneamente, sem lentidão para carregar o vídeo.  O mesmo vale para a transmissão de jogos e de vídeos em 8k com resolução máxima. Já a latência deve ser reduzida para um milissegundo, fator essencial para transmissão de um jogo ao vivo em realidade virtual, para a realização de uma cirurgia remota ou para a comunicação de carros autônomos.

O 5G também possui melhor cobertura, permitindo que mais aparelhos estejam conectados ao mesmo tempo, assim, reduzindo um gargalo tão comum em grandes aglomerações, principalmente em grandes eventos. Com mais cobertura também se abre as portas para a ampliação da internet das coisas.

Enquanto o Brasil se prepara para possivelmente receber a rede 5G em 2020, a infraestrutura passa a ser ampliada nas economias com foco no desenvolvimento tecnológico. Hoje, a China possui a maior cobertura 5G do mundo, presente em mais de 50 cidades. Outro destaque da rede chinesa é o baixo custo que já estimulou mais de 10 milhões de pessoas a se cadastrarem para ter acesso ao novo serviço.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) espera realizar até março de 2020 o leilão das frequências para o 5G para operadoras de telecomunicações. Há ainda muitas incertezas na formação do preço, já que não se tem definido o modelo de negócio a ser praticado. Ademais, é preciso também superar os desafios da expansão do 4G no país.

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Referências: Época, Canaltech, BBC