BNDES seleciona gestor para fundo de R$ 160 milhões para IoT

Na última semana a Indicator Capital foi anunciada como gestor do fundo de investimento em participações focado em startups que desenvolvam produtos e serviços para o ecossistema de Internet das Coisas (IoT). O fundo, lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com a Qualcomm Venture LLC, braço de investimento da Qualcomm Incorporated, tem expectativa de atrair R$ 160 milhões de investimentos para a IoT no Brasil.

O objetivo do fundo, anunciado em dezembro de 2019, é fomentar o setor, apoiando as empresas em estágio inicial de desenvolvimento. No comunicado, o BNDES e a Qualcomm Venture LLC se comprometeram a aportar 50% do valor total do fundo, equivalente a R$ 80 milhões. Outros investidores serão convidados a participar e auxiliar na composição do valor total.

“O fundo, cuja tese tem como base estudos realizados em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação (MCTI), já nasce com um investidor privado de presença internacional, demonstrando o potencial do IoT no Brasil. Esperamos que a Indicator Capital capte outros investidores privados, inclusive no modelo de corporate venture, catalisando um círculo virtuoso de investimento em pequenas companhias de base tecnológica”, explica Filipe Borsato, chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos do BNDES.

Dados do estudo IoT na América Latina desenvolvido pelo Inter-American Development Bank, que contou com colaboração da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) projeta que, até 2021, a IoT deve gerar no Brasil uma receita superior a R$ 3 bilhões. E nos próximos dois anos, o país terá 416 milhões de dispositivos conectados ao ecossistema.

O Fundo

O fundo de IoT terá 10 anos de duração e espera-se investir em, pelo menos, 14 empresas. Sua política de investimentos contemplará companhias que desenvolvam aplicações de hardware, software e análise de dados voltadas prioritariamente para aplicações em áreas estratégicas, tais como manufatura avançada, cidades inteligentes, saúde, e smart agro.

O fundo estará alinhado ao Plano Nacional de Internet das Coisas, política pública lançada em junho de 2019 para desenvolver o ecossistema de IoT no Brasil, e à nova regulamentação da Lei de Informática, que permite o investimento por fabricantes de eletrônicos, de recursos incentivados em fundos de venture capital.

O estudo “Internet das Coisas: Um plano de ação para o Brasil”, realizado em 2018 por um consórcio liderado pela consultora McKinsey, e patrocinado pelo BNDES e pelo MCTI, indicou como prioritários quatro ambientes para o desenvolvimento de IoT no Brasil: cidades inteligentes, saúde, rural e indústria 4.0; o que serviu de base para a definição do foco do atual fundo de IoT. De acordo com o trabalho, o impacto econômico global da massificação das tecnologias loT é estimado em até US$ 11 trilhões, superando os efeitos de outras tecnologias como a robótica avançada, computação em nuvem e mesmo a Internet móvel.

Em um próximo artigo, vamos abordar o que as empresas têm que fazer para terem acesso a estes investimentos.

Referências: BNDES, Valor Econômico

Cloud computing pode expandir o mercado em 2019

O desenvolvimento tecnológico nos últimos anos permitiu a disseminação de projetos inovadores para a cloud computing – computação em nuvem – e da Internet das Coisas (IoT). Com o intuito de largar na frente da concorrência e usufruir do potencial inovador das tecnologias da indústria 4.0, diversas startups foram criadas ao longo deste período de inovações.

Uma pesquisa realizada pela consultoria de risco Marsh identificou que a IoT está presente em 48% das empresas do mundo. E a tendência é ela conquistar mais espaço nos próximos anos. O BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estima que os projetos nessa área gerarão uma movimentação de mais de USD 132 bilhões até 2025.

Com objetos cada vez mais conectados à rede, será impossível conseguir suportar todos os dados em data centers físicos e com espaços limitados, por isso se faz necessário a utilização de servidores digitais para atender a demanda.

Através do cloud computing é possível trafegar uma quantidade enorme de dados que podem ser acompanhados em tempo real e acessados de qualquer lugar do mundo, mediante login na rede de acesso.

De acordo com a Gartner, o crescimento dos softwares na nuvem entre 2018 e 2019 deve estar na faixa dos 22%, bem diferente do crescimento de 6% para as outras formas de software.

Outra estimativa da Gartner, feita em 2017, indica que o mercado de cloud computing deve alcançar o valor de US$ 411 bilhões em 2020, número ainda maior do que o visto anteriormente. As estimativas vêm de diferentes fontes, mas mostram que o investimento em cloud computing cresce vertiginosamente em todo o mundo.

Segurança dos dados

À medida que a tecnologia em nuvem continua a expandir e a ser adotada, a segurança na nuvem continua se tornando cada vez mais importante. Observou-se a recuperação na demanda por tecnologia de segurança ao longo de 2018 e essa tendência permanecerá.

Como diferentes regiões globais estão em diferentes estágios de aceitação da nuvem, há a adoção de vários tipos de implantação em coexistência, tais quais nuvem pública, nuvem privada, nuvem híbrida, nuvem comunitária, multi-cloud,  etc. Os requisitos de segurança e tecnologia para essas implantações são diversos e eles são cada vez mais parte do investimento corporativo da empresa.

A outra tendência é que, cada vez mais, as ofertas de segurança são entregues por meio da nuvem ou a utilizam para aprimorar os recursos. Muitos destes habilitados por inteligência artificial devido aos seus grandes requisitos de dados e computação, os quais são fornecidos por meio da nuvem.

Do lado do cliente, as empresas costumavam utilizar os serviços em nuvem para proteção da Web e de e-mail, o que foi estendido para outras áreas, como Cloud Access Security Brokers. Além disso, muitas soluções para segurança na nuvem também são fornecidas por meio da nuvem.

Futuro dos games baseados em cloud-gaming

Na semana passada as gigantes do mercado gamer Microsoft e Sony, pegaram todos de surpresa ao anunciar um acordo de colaboração no setor de cloud-gaming,  tecnologia de execução de jogos em servidores remotos e transmissão para uma tela pela internet, o que permite que os jogos sejam reproduzidos em qualquer aparelho com um display e conexão, sem depender de um console físico.

Isso significa que os usuários poderão jogar games pesados em qualquer Smart TV ou celular. A parceria entre as duas empresas surge algum tempo após o Google entrar no mercado gamer com a apresentação da plataforma Stadia.

A parceria parece benéfica para as duas empresas, sem necessariamente vincular demais o futuro de Xbox e PlayStation. Além do uso da plataforma de nuvem, as empresas também vão cooperar em áreas como semicondutores e inteligência artificial além de “soluções inteligentes para sensores de imagens”, que pode indicar uma possível aproximação da Sony à tecnologia do Kinect, mas os resultados dessa parceria só serão conhecidos no futuro.

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Referências: Olhar Digital, Canaltech