Gestão precisa e eficaz com a utilização de etiquetas eletrônicas

Dentre o segmento industrial, não há outro setor que dependerá mais da análise precisa de dados do que a cadeia de suprimentos. Espera-se que no futuro não muito distante, a logística passe a concentrar a maior parte de sua inteligência no processamento da informação e não mais nas operações. Por esta razão, o futuro da logística de produtos está estritamente ligado ao investimento em tecnologia.

Projeções a parte, diversas empresas do segmento buscam na tecnologia maneiras para potencializar suas operações, e assim, manterem-se competitivas no mercado.  Portanto, o gerenciamento do inventário se torna uma das principais ferramentas para atingir o sucesso logístico.

Para aqueles familiarizados com as rotinas da atividade logística, é sabido dos desafios para o controle e gestão eficaz do estoque de grandes armazéns. Em um setor responsável pela distribuição de um enorme volume de produtos, não seria tão surpreendente que erros quanto ao armazenamento e controle de estoque ou na distribuição de produtos pudessem acontecer.

Para assegurarem-se quanto à gestão eficaz do estoque, diversas empresas utilizam etiquetas eletrônicas para identificar a localização correta do produto e até mesmo a temperatura do armazenamento. Conhecidas por etiquetas RFID (acrônimo para Radio-Frequency Identification ou, em português, Identificação por Rádio Frequência), possui diversas aplicabilidades, além de contribuir na gestão do estoque.

Um sistema de RFID é composto, basicamente, de uma antena, um transceptor, que faz a leitura do sinal e transfere a informação para um dispositivo leitor, e também um transponder ou etiqueta de RF (rádio frequência), que deverá conter o circuito e a informação a ser transmitida.  Estas etiquetas podem estar presentes em pessoas, animais, produtos, embalagens, enfim, em equipamentos diversos.

Assim, a antena transmite a informação, emitindo o sinal do circuito integrado para transmitir suas informações para o leitor, que por sua vez converte as ondas de rádio do RFID para informações digitais. Depois de convertidas, elas poderão ser lidas e compreendidas por um computador para então ter seus dados analisados.

Apesar de sua adoção na indústria ter ocorrido apenas nos últimos anos, o sistema teria sido desenvolvido ainda na segunda guerra mundial. Nos dias atuais, o crescimento da Internet das Coisas (IoT) e da nuvem digital na indústria contribuiu para impulsionar a adoção da tecnologia de identificação RFID.

A tecnologia possui uma enorme capacidade de interconectividade entre dispositivos, o que tem gerado grandes volumes de dados que precisam ser gerenciados e analisados. Por isso, fabricantes das etiquetas passaram a desenvolver tags de alta memória que podem conter mais informações, plataformas de software com camada de business intelligence e soluções baseadas em nuvem.

Velocidade e precisão através do RFID

Com a utilização das etiquetas eletrônicas é possível reduzir o tempo na preparação das cargas em cerca de 40%. Isso porque o sistema permite rastrear os produtos desde a sua origem até o cliente final. Em grandes armazéns isso significa mais eficiência a baixo custo, já que em poucos segundos o sistema realiza a identificação dos produtos, sem a necessidade de uma equipe grande para fazer o controle do estoque.

Um das gigantes em produção de material esportivo, a Nike passou a adotar o RFID em uma estratégia para reduzir drasticamente os prazos de entrega – pela metade em alguns acasos – com mais responsabilidade e maior visibilidade do processo.

“Eu diria que provavelmente o aspecto mais aguçado e intuitivo desta oportunidade é a visibilidade do inventário. Para uma empresa como a Nike com a amplitude e profundidade de nosso portfólio, isso é um pouco limitado em toda a nossa ampla distribuição no mercado. Poder aproveitar nosso RFID para dar quase 100% de visibilidade sobre o que temos, por estilo, cor e tamanho em todo o nosso mercado é uma oportunidade incrível em termos de atender a demanda do consumidor em tempo real, no momento”, disse o CEO Mark Parker, em entrevista a Supply Chain Dive.

E a sua empresa, está desenvolvendo algum projeto com etiquetas RFID? Conte para nos comentários abaixo ou envie o seu case para [email protected] que vamos analisá-lo para possível publicação no nosso site.

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Referências: Supply Chain Dive, Tecnomundo, Logistics Management

Veículos autônomos estarão nas ruas nos próximos anos

Já faz muito tempo que aguardamos a chegada dos veículos autônomos, e graças à evolução tecnológica e a ampliação da internet das coisas, muito em breve será possível aposentar o motorista atrás do volante ou pelo menos diminuir a necessidade de um dentro dos automóveis.

É verdade que ainda vivemos na era dos conceitos e protótipos apresentados por montadoras e empresas da indústria logística e de transporte, mas para especialistas do setor, os autônomos ganharão as ruas nos próximos 10 anos.

A perspectiva deste futuro tem incentivado estudos sobre o impacto dos veículos autônomos na sociedade – como um realizado pela Strategy & PwC indicando que até 2030, o setor logístico se transformará em um ecossistema de veículos autônomos dirigidos por uma cadeia de suprimentos digitalizada, combinando caminhões autônomos e centros de distribuição com robôs.

Segundo a pesquisa, realizado no mercado europeu, os custos logísticos de transporte por caminhão cairão em 47%, em grande parte pela redução da mão de obra. Já os prazos de entrega cairão 40%, principalmente pelo fato dos caminhões autônomos poderem viajar sem a necessidade de interrupções para descanso.

Volvo Vera, veículo totalmente autônomo e elétrico. Em breve realizará o transporte de cargas de um centro de logística para um terminal no porto de Gotemburgo, na Suécia.

Para lagar na frente diante as transformações no mercado automotor impulsionado pela internet das coisas, as empresas estão lançando mão de grandes investimentos. A Daimler Trucks criou uma organização interna para desenvolver caminhões autônomos dentro da próxima década, com um aporte inicial de 556 milhões de euros.

O grupo irá se concentrar na pesquisa e desenvolvimento, abrangendo o software e o hardware necessários para que os caminhões operem de forma autônoma, juntamente com a infraestrutura e o sistema de rede necessária para que esses veículos naveguem pelas estradas.

A rede de pizzarias Domino’s também resolveu apostar no mercado de entrega por autônomos através de uma parceria com a Nuro. A rede pretende lançar ainda neste ano o veículo de entrega de pizzas não tripulado na cidade de Houston, nos Estados Unidos.

Os clientes selecionados que fizerem o pedido online terão a opção de usar o veículo de entrega autônoma, chamado R2. Os clientes podem rastrear o veículo no aplicativo da pizzaria e receber um código PIN para desbloqueá-lo e acessar sua pizza.

“A oportunidade de oferecer aos nossos clientes a escolha de uma experiência de entrega não tripulada e de nossas operadoras uma solução de entrega adicional durante uma corrida movimentada é uma parte importante de nossos testes de veículos autônomos”, disse Kevin Vasconi, vice-presidente executivo e CIO da Domino’s.

A rede varejista Walmart também tem planos para testar um veículo de entrega autônomo ainda neste ano. As vans sem motorista serão lançadas na cidade americana Surprise, no Arizona. Segundo a Bloomberg, o presidente do Walmart, Greg Foran afirmou que os veículos autônomos operando na “meia milha” entre os armazéns do Walmart e os quiosques de coleta adjacentes poderiam reduzir os custos de logística pela metade para pedidos online.

A Uber já realiza testes com veículos de transporte de passageiros autônomos há alguns anos, mas um gigante vindo de outro mercado pode fazer concorrência aos veículos sem motoristas da empresa – no futuro. A companhia Alphabet, empresa-mãe da Google, recebeu aprovação para testar seus veículos na Califórnia.

A iniciativa ainda está no começo e tem algumas restrições, como não realizar cobrança pelo transporte de passageiros durante o teste e colocar em todos os veículos um motorista pronto para assumir o controle do volante em caso de emergência. A empresa usará modelos Jaguar I-PACE, 100% elétrico, e um Chrysler Pacifica, que tem motorização híbrida (uma combinação de motor elétrico e motor a combustão).

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Referências: Bloomberg, Supply Chain Dive, Techcrunch