Série de webinar realizados pela ABINC debatem desafios e oportunidades para a IoT durante a crise

Nos últimos anos inúmeros desafios surgiram na nossa sociedade e a internet das coisas (IoT) tem se mostrado uma potente aliada para busca de soluções. Mas em 2020, um ano que jamais será esquecido, a tecnologia se torna nosso maior aliado para enfrentar uma das pandemias mais devastadoras dessa geração. 

Desde a confirmação do novo coronavírus inúmeras tecnologias têm sido aplicadas para mitigar a contaminação da doença. No monitoramento de casos confirmados ou suspeitos dispositivos de localização foram empregados para que as pessoas não deixassem suas residências. Posteriormente, inteligência artificial (IA) e câmeras térmicas passaram a monitorar locais de grande fluxo.

Robôs autônomos estão sendo utilizados para fazer a desinfecção de alas hospitalares contaminadas, a fim de diminuir a contaminação de profissionais da saúde e dispositivos IoT monitoram pacientes, disponibilizando dados em tempo integral. Para acelerar as pesquisas para uma vacina a indústria farmacêutica utiliza IA e o machine learning. Ainda há incertezas sobre quando iremos superar de maneira definitiva o coronavírus, mas sem as tecnologias atuais o cenário poderia estar mais agravado.

Sem dúvidas é possível afirmar que a IoT está contribuindo para tonar a nossa vida mais segura. Ainda amarguramos uma sequência de tragédias provocadas pelo rompimento de barragens em Minas Gerais. O monitoramento remoto de barragens de água e de rejeitos através de plataformas inteligentes possibilita a previsão de falhas e torna mais ágil a tomada de decisão.

A Agência Nacional de Mineração determinou que as mineradoras implementem até dezembro deste ano um sistema de monitoramento nas barragens classificadas de alto risco, o que tornará as operações mais seguras, não expondo pessoas ao risco e reduzindo custos da Operação.

Nas cidades as oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias que melhoram a qualidade de vidas das pessoas têm aumentado. O potencial para soluções nas áreas de mobilidade urbana, telemedicina, rastreamento automotivo e segurança é grande mesmo em tempos de crise. Inúmeros desafios e oportunidades para a IoT também surgem no campo, desde sensores a soluções para as demandas do produtor rural.

A adoção do ecossistema de IoT cresce em toda a América Latina. Milhões de dispositivos estão captando dados cruciais neste momento para que a indústria, governos e pesquisadores possam usar essas informações para que algo seja melhorado. Por isso a gestão e segurança dos dados é valiosa para as organizações.

Estes temas foram abordados pela ABINC em uma série de webinar realizados entre maio e agosto deste ano, e agora estão disponíveis aqui no portal da Associação por tempo limitado.

Eles ficarão disponíveis por 30 dias e depois desse período somente associados poderão acessá-los.

  • Webinar – Soluções de mobilidade e IoT, uma oportunidade nos tempos de crise
  • Webinar – Como podemos combater o COVID-19 com tecnologias IoT?
  • Webinar IoT Snapshot – Um retrato da adoção e do potencial da internet das coisas no mercado latino-americano
  • Webinar – Os Dados são o Petróleo da IoT?
  • Webinar de Lançamento do Comitê de Cidades Inteligentes
  • Webinar – IoT no Monitoramento Remoto de Barragens
  • Webinar – IoT Industrial e dados aplicados para Manufatura
  • Webinar – Agricultura Digital: Desafios e Oportunidades com a IoT

Clique aqui para assisti-los.

Escassez de habilidade afeta potencial da Inteligência Artificial

Muito se debate no mundo sobre como a tecnologia está sendo empregada na indústria e no varejo, aumentando a produtividade das operações e gerando mais lucratividade para as empresas. Outro ponto crucial desta discussão coloca em cheque a manutenção dos empregos, e aqui reinam as opiniões negativas à maior adoção de tecnologia, já que esta vem substituindo milhares de trabalhadores em todo o mundo.

Por outro lado, entre os maiores defensores desta revolução tecnológica impera a ideia de que com a modernização dos processos produtivos não há perdas de empregos, mas sim, mudanças nos postos de trabalho, com a criação de novas demandas para o homem, que agora passa a se concentrar em atividades mais intelectuais enquanto as máquinas assumem o que é mais laborioso e repetitivo.

De fato, há verdade nas duas opiniões. Nos últimos anos vivenciamos inúmeras transformações. Em todas as áreas há dezenas ou até mesmo centenas de atividades e profissões que há alguns anos não existiam. Muito se perdeu, mas as transformações no nosso dia a dia foram imensas. Para se ter uma ideia, o sistema Android, Google Street View, Ipad, WhatsApp não existiam há 10 anos. A Netflix que conhecemos mudou a forma como assistimos filmes e séries há menos de uma década.

Quanta tecnologia foi empregada para o desenvolvimento destas facilidades que de tão presentes nas nossas vidas parecem que sempre existiram, e nem nos surpreendemos mais quando elas evoluem. O WhatsApp passou a aceitar transações financeiras neste ano e logo eu pensei, “Que legal, mas por que demoraram tanto?”. Isso porque já estou muito familiarizado com o PicPay, ainda que ele tenha se popularizado há pouco tempo.

Estamos na 4ª revolução industrial, mas as tecnologias que compõem este cenário abraçam todos os setores. Segundo o Fórum Econômico Mundial, a implantação de ferramentas de inteligência artificial (IA) deve criar 133 milhões de novos empregos até 2025. Sua pesquisa apontou que quase 40% das empresas entrevistadas esperam expandir a força de trabalho até 2022 através da automação dos processos e um quarto espera que a automação crie novas funções em sua empresa.

Nos entanto, há uma escassez urgente de habilidades na força de trabalho. O Fórum afirma que 54% dos funcionários de grandes empresas necessitariam de requalificação e qualificação para aproveitar as oportunidades de crescimento oferecidas com a indústria 4.0. A lacuna também atinge outros setores, como tecnologia da informação, comunicação, serviços financeiros, mineração e turismo. Estes temem a falta de habilidades em novas tecnologias entre os profissionais.

O presidente e fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schawab, afirmou a Enterprise IoT Insights: “É fundamental que os negócios desempenhem um papel ativo no apoio às suas forças de trabalho existentes por meio de requalificação e qualificação, que os indivíduos adotem uma abordagem proativa para sua própria aprendizagem ao longo da vida e que os governos criem um ambiente propício para facilitar essa transformação da força de trabalho. Este é o principal desafio do nosso tempo.”

Os governos estão atentos a este desafio, ao menos nos Estados Unidos e parte da Europa. Para continuar a liderar o mundo em inteligência artificial e computação quântica, os EUA anunciaram nesta semana o investimento de EU$ 1 bilhão para a manutenção e ampliação das pesquisas realizadas no país. O dinheiro será destinado a institutos de pesquisa em IA, agências federais como o Departamento de Agricultura e instituições com pesquisa em ciência da informação e computação quântica, estes serão responsáveis por qualificar a próxima geração de especialistas em IA.

Nesta corrida pela ampliação do desenvolvimento tecnológico é a China que está liderando a adoção de inteligência artificial mais rapidamente. Estando à frente do EUA e da União Europeia. Os chineses afirmam ter investido US$ 10 bilhões em pesquisas quânticas e colocou em funcionamento o primeiro satélite quântico.

Em resumo, para garantir o verdadeiro potencial da IA será preciso mais investimentos na capacitação dos trabalhadores e na modernização dos centros de estudos e pesquisas tanto para a qualificação dos estudantes e para a ampliação das pesquisas realizadas nos centros. Assim como ocorre nos países que estão liderando a adoção da IA, é preciso somar forças ao setor privado, mas é preciso que os governos liderem esta corrida. Repetindo as palavras de Schawab “(…) criem um ambiente propício para facilitar essa transformação da força de trabalho”.

Referências: Enterprise IoT Insights, Tecmundo

Ásia avança em pesquisa com 6G que poderá chegar a uma velocidade de 11Gb/s

Na última semana cientistas surpreenderam o mundo ao apresentar o primeiro chip 6G com capacidade para transmitir dados a uma velocidade de 11Gb/s (gigabits por segundo). O chip foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura e da Universidade de Osaka, no Japão. A tecnologia supera em muito o 5G, ainda em implementação em parte do mundo.

Esse ganho de velocidade foi alcançado porque o chip utiliza frequências de rádio na faixa de terahertz (THz). Com isso, o componente permite redes capazes de transmitir 1,3 GB/s (gigabyte por segundo). Ainda não é possível afirmar como o 6G será aplicado, mas estudos para o desenvolvimento da tecnologia avançam na Ásia.

Informações divulgadas pela Coreia do Sul mostram que o país finalizou a etapa de planejamento inicial para a sexta geração de rede móvel e já possui um calendário de desenvolvimento e pesquisa. A partir do próximo ano o país investirá 200 bilhões de won (aproximadamente US$ 168 milhões) em seis áreas estratégicas, destas cinco participarão do projeto piloto que será iniciado em 2026. São elas: saúde remota e digital, conteúdo imersivo (como reuniões a partir de holografias), carros autônomos ou voadores, cidades inteligentes e fábricas automatizadas.

Na China, uma gigante da tecnologia está liderando os estudos para o 6G, enquanto o Governo japonês firma parcerias com empresas nacionais para avançar nas pesquisas. Os países que estão liderando os avanços com a tecnologia esperam comercializar a rede entre 2028 e 2030.

Enquanto o futuro não chega, o presente também parece ser algo longe na linha do horizonte. As redes 5G operam em mais de 300 cidades em 34 países, mas o Brasil ainda vê a tecnologia como um sonho distante. O leilão das frequências 5G está marcado para 2021, isso se não ocorrer algum atraso. Até lá, não é possível grandes investimentos na rede.

No entanto, há alguns gargalos que precisam ser resolvidos antes mesmo do leilão do 5G. Em um artigo publicado no Tecmundo, Marcos Ferrari, presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), aponta que é preciso mitigar as eventuais interferências do 5G com os serviços de parabólicas, reduzir a carga tributária sobre os serviços de telecom e reduzir a burocracia para concessão de licença para instalação das antenas.

A licença para instalação de antena pode demorar mais de um ano para ser aprovada e o problema deve só aumentar com o 5G, pois ele exige ao menos cinco vezes mais antenas do que o 4G. Ferrari afirma que há mais de R$ 2 bilhões em investimentos represados para os municípios aguardando a concessão de licença.

Referências: TechTudo, Tecmundo, Tecmundo

Como a tecnologia está acompanhado as mudanças no setor de bebidas alcoólicas

Os impactos da indústria 4.0 estão transformando toda a cadeia do setor de bebidas, desde os processos de plantio dos insumos, passando pela produção de destilados e interferindo também na forma de consumo pelo público, que hoje pode experimentar uma verdadeira experiência degustativa no barzinho de casa.

Partindo do início desta cadeia temos as mudanças no campo provocadas pela Internet das Coisas (IoT). Com a introdução de dispositivos inteligentes conectados ao ecossistema, o agricultor passou a produzir com mais qualidade e precisão. Dados coletados através de sensores indicam a qualidade do solo e das culturas agrícolas, desta maneira o produtor consegue gerir a aplicação de fertilizantes e água metro a metro.

A vitivinicultura possui inúmeros desafios. Condições ambientais e climáticas afetam drasticamente a qualidade das uvas, em todo o mundo as perdas nas vinícolas passam de U$ 10 bilhões. Com a utilização de dispositivos habilitados para IoT, produtores estão monitorando e gerenciando de perto o cultivo e o armazenamento do vinho para envelhecimento. O investimento em dispositivos inteligentes nos processos de produção irá aumentar em 25% a qualidade do vinho na vinícola Pago Aylés, na Espanha. Isso apenas no primeiro ano.

Nos últimos anos a indústria de bebidas alcoólicas dos Estados Unidos passou a adotar cada vez mais tecnologias como robótica, big data, inteligência artificial e soluções de armazenamento na nuvem. O setor registra crescimento ano após ano, principalmente no seguimento de destilados, que teve seu melhor ano em 2018 atingindo U$ 81,3 bilhões, um aumento de 4,7%. Na prática sensores habilitados para IoT monitoram a produção em tempo real, analisando a temperatura, fluxos de ar e água, pressões do barril, umidade e até mesmo o sabor. 

O mercado de desenvolvimento de tecnologias e soluções para indústria 4.0 também está atenta às mudanças de comportamento dos consumidores finais. Nos últimos anos o público geral de bebidas alcóolicas mudou o seu status exclusivamente de consumidor, para também fazer parte do processo de produção. Pequenas destilarias foram montadas dentro dos lares e a bebida artesanal passou a fazer parte das atividades sociais de alguns grupos.

Isso não passou despercebido do setor de tecnologia que criou dispositivos para tornar o processo de fabricação de destilados artesanais mais rápidos e autônomos. Desde 2015 uma startup americana produz uma máquina para aqueles que gostam de fabricar a própria cerveja. Com a adição dos ingredientes no dispositivo, em poucas horas é possível apreciar uma de mais de mil receitas compartilhas pela comunidade. Tudo de maneira automatizada e até mesmo remotamente.

O custo de U$ 2499 pelo dispositivo deve desestimular muitos cervejeiros que apreciam fazer a própria bebida, mas por que não apostar em bons drinks feitos em sua casa com ajuda de dispositivos inteligentes? O setor oferece produtos diferentes nesta linha, tanto para consumo em casa ou para pequenos eventos. Os mais completos são capazes de produzir dezenas de receitas de maneira autônoma, já as mais simples orientam no preparo do drink. Utilizando sensores precisos para aferir a quantia de ingredientes, o consumidor acompanha o passo a passo através da tela do celular ou tablete.

Referências: IoT For All,  Connected World, PicoBrew, Just Dinks

IoT e Leis de Privacidade

Os equipamentos inteligentes ou “Internet Of Things” como são conhecidos (IoTs) coletam dados o tempo todo.

Estes dispositivos são relógios (smart watchs), TVs (Smart TVs), aparelho de ar-condicionado, lâmpadas, chaves de automóveis ou casas, roupas, dentre outros.

Estamos cercados por eles em todos os lugares, todos mesmos, pois nos “toilletes” temos vasos sanitários inteligentes. E não estou falando dos confortáveis vasos sanitários de hotéis japoneses, com aquecedor etc. Foi desenvolvido pela Universidade de Stanford um dispositivo de análises clínicas que funcionará no vaso sanitário, permitindo que médicos possam acompanhar as análises clínicas dos pacientes no seu ambiente cotidiano, não mais através de exames laboratoriais semestrais ou anuais, enviados após sintomas graves. O Prof. Dr. Ganbhir que desenvolveu o algoritmo relata o seguinte:

“Há uma nova tecnologia de detecção de doenças no laboratório de Sanjiv “Sam” Gambhir, MD PhD, e sua principal fonte de dados é a número um. E número dois. É um banheiro inteligente. Mas não o tipo que levanta sua própria tampa em preparação para o uso; esse banheiro é equipado com tecnologia que pode detectar uma variedade de marcadores de doenças nas fezes e na urina, incluindo os de alguns tipos de câncer, como câncer colorretal ou urológico. O dispositivo pode ser particularmente atraente para indivíduos geneticamente predispostos a certas condições, como síndrome do intestino irritável, câncer de próstata ou insuficiência renal, e que desejam manter-se atualizados sobre sua saúde.”

Fonte: Stanford University – Smart toilet monitors for signs of disease

Como podem ver, os equipamentos inteligentes podem coletar dados das mais diversas fontes, e estes dados podem ter um propósito benéfico ou não.

O problema é exatamente este, se não sabemos o “propósito” da coleta da informação, como poderemos confiar?

É importante as empresas que desenvolvem seus projetos com IoTs, terem em mente que é necessário que todas partes envolvidas saibam quais informações estão sendo coletadas, para que serão utilizadas, e por quanto tempo serão armazenadas. Estes são os pontos chaves das leis de proteção de dados privados (GDPR europeia e LGPD no Brasil).

Uma vez que o “termo de consentimento de uso dos dados” seja claro, as leis não são um obstáculo para utilização das novas tecnologias.

Os cuidados com segurança da informação, quando trabalhados com IoTs, que coletam dados em tempo real, devem ser redobrados. Os perigos dos ataques cibernéticos a esses equipamentos podem ser gigantescos.

Uma arquitetura de dados prevendo uma camada de segurança que aplique algoritmos de predição e prescrição de reações mediante situações duvidosas, garantem sucesso contra ataques.

O uso de Inteligência Artificial para monitoramento do fluxo de dados coletados e recebidos dos equipamentos inteligentes tem sido utilizado com sucesso nas ferramentas de proteção de dados.

Algumas empresas como FICO (Fair Isaac Company) e ACI utilizam machine learning e IA nas suas soluções de segurança transacional, muito utilizadas por bancos e empresas de cartões de crédito.

Para pequenas empresas e para o cidadão comum, sugiro os seguintes cuidados para garantir a segurança dos seus dados e privacidade:

Fonte desconhecida

1) Evite usar Bluetooth

O Bluetooth é uma tecnologia sem fio para compartilhar dados a uma curta distância sem o uso da Internet. Vários dispositivos podem ser conectados ao mesmo tempo e sincronizar ou trocar informações. Ocorre que, não é 100% seguro, pois existem vários métodos projetados por hackers para Bluetooth.

2) Use uma senha forte

Aplique todas as regras que você conhece: use números, letras maiúsculas e minúsculas aleatórias e principalmente não use a mesma senha para todos os seus dispositivos.

3) Atualize seus dispositivos sempre que surgir uma nova versão

Pode ser cansativo, mas infelizmente, nenhum sistema é 100% seguro e os hackers são incansáveis na luta para decifrar o código ou passar pelo firewall de qualquer aplicativo. Sendo assim atualize seus equipamentos sempre, porém em uma rede segura (da sua casa ou empresa), nunca faça uma atualização em uma rede Wi-fi gratuita e aberta.

4) Instale e aplique uma VPN para proteção máxima

Uma das opções mais populares é recorrer aos provedores de redes privadas virtuais para seus serviços. As VPNs são extremamente práticas e úteis. Para quem não conhece, as VPNs criptografam seus dados, quando eles são transmitidos de um dispositivo para outro, e os possíveis invasores os veem como fluxos de caracteres incompreensíveis. Além disso, uma rede privada virtual pode mascarar seu endereço IP, tornando sua localização exata desconhecida. Ao ativar uma VPN no seu roteador Wi-Fi, você protege imediatamente todos os seus dispositivos IoT que estão na rede. Além disso, eles são compatíveis com a maioria dos dispositivos inteligentes, como roteadores, consoles de jogos, telefones celulares, TVs inteligentes e similares.

5) Não “Concorde” sem “LER” os termos

Você já fez isso tantas vezes que a frase quase perdeu o significado. Se puder, evite compartilhar suas informações pessoais nas mídias sociais. Por exemplo, evite fazer check-in em locais, pois esse é um sinal imediato e óbvio de que sua casa provavelmente está vazia por algum tempo. Além disso, suas informações pessoais podem acabar em sites diferentes, portanto, você deve ler as letras miúdas e proteger sua privacidade.

6) Crie sua solução IoT sobre a plataforma IoT compatível com GDPR e LGPD

Conforme comentei acima as regras de proteção de dados são muito simples no seu contexto geral, se os seus projetos seguirem princípios básicos de governança e controle você atenderá a ambas leis sem nenhum problema.

As regras de “ouro” são:

  • Proteja seus dados de visualizadores não autorizados (segurança, firewall, VPN);
  • Tenha documentado o processo de coleta, tratamento, armazenamento e destruição de dados (governança do ciclo de vida de dados);
  • Transparência (não use LETRAS MIUDAS ou FRASES COMPLICADAS para pegar a AUTORIZAÇÃO dos seus CLIENTES);

Aos usuários dos equipamentos inteligentes (smartphones, smart TVs, smart whach, etc), se não querem compartilhar suas informações, sigam os cuidados básicos de segurança digital, leia os termos de consentimento que todos os aplicativos pedem para você autorizar.

Tudo na vida tem seu preço”! Frase popular e antiguíssima, mas totalmente aplicável às tecnologias disruptivas.

Se queremos adotar IA para prevenir doenças e catástrofes, teremos que compartilhar cada vez mais informações, teremos cada vez menos privacidade, os interesses coletivos serão sempre sobrepostos aos interesses individuais.

Fontes: FICO, ACI, Comissão Europeia GDPR, Lei Geral de Proteção de Dados, Stanford University: Smart toilet monitors for signs of disease

Utilizando a IA e IoT na luta pela preservação de espécies em extinção

A caça ilegal e o tráfico de animais silvestres são um problema global que está levando espécies selvagens à extinção. Esta rede ilegal lucra bilhões de dólares por ano, deixando para trás apenas um rastro de morte. Para se ter uma ideia do impacto da atividade, no início do século 20 existiam cerca de 500 mil rinocerontes no mundo. Hoje há no máximo 30 mil. O elefante é outra espécie que está desaparecendo devido à ação de caçadores furtivos. Estima-se que entre os anos de 2007 e 2014, um elefante foi morto a cada 15 minutos.

Seus chifres são a grande cobiça por traz da caça, já que o quilo pode valer US$ 250 mil. No mercado ilegal eles são vendidos para produção de esculturas ou em pó, para serem utilizados em simpatias para tratar enfermidades, câncer e impotência sexual. As 5 espécies de rinocerontes estão desaparecendo, o último branco macho morreu em 2018.

Para combater a caça e o tráfico ilegal destes e de outros animais silvestres, entidades de proteção aos animais e gigantes da tecnologia somaram esforços para desenvolver sensores de rastreamento para as espécies que mais sofrem com a ação predatória do homem. LoRa Alliance, Sigfox Foundation e Microsoft estão utilizando a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA) para tornar as reservas em parques inteligentes, onde é possível monitorar 24h por dia a localização e o comportamento dos animais.

Para que isso seja possível, rastreadores estão sendo colocados nas espécies essenciais para manter a diversidade, incluindo animais que estão na cadeia alimentar das espécies que mais sofrem com as ações ilegais de caça furtiva. Os rastreadores utilizam uma rede de baixa energia para a IoT, assim consomem a bateria lentamente, estendendo o funcionamento por alguns anos. Reservas no Malawi, Tanzânia, Ruanda, Quênia, Congo, Índia, Zâmbia, Namíbia, Holanda, Zimbábue e Zâmbia estão utilizando este tipo de tecnologia.

Graças à ajuda da IA e o aprendizado de máquina, pesquisadores e veterinários estão indo um pouco mais além no monitoramento dos animais em extinção. Utilizando reconhecimento facial padronizado para monitorar as populações e migrações de grandes felinos, girafas, ursos pardos e baleias. O impacto da atividade humana no meio ambiente está provocando a perda dos habitats naturais, agravando a diminuição das espécies. A Inteligência Artificial também está sendo utilizada para criar um “dicionário de elefante” através do registro da comunicação entre estes animais, analisando ruídos e comportamentos. Esse registro ajudará nos trabalhos de proteção da espécie.

Outra iniciativa para a proteção da fauna e da flora que também se destaca utiliza celulares reciclados para monitorar a atividade ilegal de madeireiros. Protegido em um estojo que utiliza energia solar para carregar os aparelhos, o dispositivo registra sons associados à atividade ilegal como motores de avião ou caminhão, motosserras, explosões e tiros de arma de fogo e envia para um servidor na nuvem para serem analisados.

E você, conhece outras iniciativas de IoT para a preservação das espécies? Compartilhe conosco nos comentários abaixo!

Referências: CanalTech, Época, Smart Parks, National Geographic

IA cada vez mais discretamente presente nas casas inteligentes

A pouco mais de uma década imaginava-se a casa do futuro onde robôs inteligentes organizariam a rotina doméstica e quase tudo pudesse ser acionado por comandos de voz, como abertura de janelas, troca de canais na televisão, acionamento das luzes etc. Esse mundo repleto de robôs antropomórficos e luzes neon foi e ainda é retratado nas telas como o ápice do desenvolvimento tecnológico da humanidade, mas devo dizer que toda essa tecnologia há muito está presente em nossos lares, de forma muito melhor do que a imaginamos.

A casa inteligente de 2020 possui tudo aquilo que já foi imaginado e visto nas obras de ficção cientifica, mas toda essa tecnologia não salta aos nossos olhos e muito menos exige ser vista, já que a discrição dos dispositivos inteligentes é essencial para que eles sejam bem recebidos pelo público consumidor. Dispositivos de limpeza são pequenos, quase do tamanho de pequenos pets, e os assistentes virtuais se camuflam como dispositivos de som.

No cerne destes dispositivos estão duas tecnologias, a capacidade de comunicação sem fio e a inteligência artificial (IA) que, somada ao aprendizado de máquina, é extremamente importante para que os dispositivos possam aprender a executar tarefas humanas de maneira autônoma. E se tratando de casas inteligentes, a IA talvez seja a cereja do bolo para dar mais comodidade aqueles que vivem nestes ambientes.

Em uma casa moderna quase tudo está conectado, e tudo que está conectado pode ser controlado através de um smartphone. Mas com uma assistente virtual, tudo passa a controlado através de um simples comando de voz, basta acionar sua assistente (Ok Google, e aí Siri ou Alexa). As assistentes virtuais vão ainda mais além, podendo também ajudar a organizar a sua vida com lembretes de reuniões, pedidos de veículos de transporte ou de comida, através de Apps já conhecidos por todos.

Esse mercado ainda em grande expansão tem muito a oferecer aos consumidores, principalmente os milênios – aqueles nascidos entre 1985 e 2000 – mais empolgados pelas novas tecnologias. A inteligência artificial já está presente em geladeiras capazes de identificar os produtos acomodados para regular automaticamente a temperatura e ar-condicionado que armazena os dados de uso para operar automaticamente de acordo com as preferências do usuário.  

Dados da Forbes indicam que o mercado de dispositivos domésticos inteligentes deve atingir US$ 174 bilhões em 2025. O mercado imobiliário também está atento à demanda e alguns lançamentos já vêm preparados para facilitar a automação industrial do imóvel. Inclusive há construções com indicação do melhor ponto para instalar o roteador Wi-Fi.

É possível que muito em breve a comunicação entre pessoas e a IA passe a ser cada vez mais natural, como em uma conversa entre duas pessoas, não sendo mais necessário um comando de voz para a ativação do dispositivo. Este tipo de aplicação já é utilizada em chat boots, e deve passar por mais alguns upgrades até chegar às casas inteligentes.

Referências: Canaltech, Casa e Jardim

Hospitais utilizam IA para mitigar a transmissão do novo Coronavírus entre os profissionais de saúde

Profissionais de saúde estão trabalhando exaustivamente em todo o mundo para salvar a vida daqueles que foram contaminados pelo novo coronavírus. Verdadeiros heróis neste esforço de guerra, os profissionais da saúde relatam um cenário angustiante para salvar a vida dos enfermos. Há muito estresse no ambiente hospitalar, e a saúde mental destes trabalhadores passou a ficar comprometida.

E o que é ainda pior, aqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia também se tornaram uma das principais vítimas da doença, sendo milhares de profissionais contaminados pela Covid-19. Especialistas em contaminação viral acreditam que, mesmo utilizando EPIs especiais – isso quando disponível – os trabalhadores da saúde estão expostos a uma grande quantidade de vírus, tornando a capacidade de transmissão maior, assim como a gravidade da doença.

Estudos preliminares realizados em países diferentes indicam que o coronavírus contamina entre 4% e 12% da força de trabalho da saúde. No entanto, os números podem variar muito em cada país. Segundo a BBC Brasil, no Reino Unido há hospitais com mais de 50% da equipe de algumas áreas doente. Sem controle, os hospitais podem se tornar centros de disseminação da Covid-19.

Diante mais esse desafio, autoridades do setor e empresas de tecnologia somaram esforços para mitigar a transmissão da doença em hospitais e unidades de saúde. Sistemas inteligentes conectados a uma rede de compartilhamento de dados e suporte com inteligência artificial (IA) estão tornando a nova rotina dos profissionais de saúde menos exaustiva, desde a triagem dos pacientes a avaliação dos casos prioritários em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A avaliação precisa de risco é fundamental na hora de determinar os sintomas daqueles que buscam atendimento médico. Para aliviar a demanda por atendimento a Microsoft, em parceria com uma das maiores redes hospitalar dos EUA, criou uma ferramenta de triagem por chatbot capaz de diferenciar rapidamente aqueles que estão com sintomas da Covid-19 e aqueles que estão com sintomas de doenças menos graves. Apenas na primeira semana a ferramenta atendeu mais de 40 mil pacientes.

Na Florida (EUA), um hospital esta utilizando câmeras capazes de fazer varredura termina facial, detectar suor e descoloração daqueles que passam pela entrada, para isolar os pacientes com sintomas do coronavírus. O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está utilizando IA para agilizar o diagnostico de coronavírus. O algoritmo foi desenvolvido em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP).

Outras iniciativas foram tomadas, como o uso de um intérprete de tomografia computadorizada orientado por IA que identifica o Covid-19 quando os radiologistas não estão disponíveis. E robôs inteligentes para entregar remédios e alimentos aos pacientes. Estas medidas adotadas por hospitais na China, como forma de aliviar a exposição dos profissionais ao coronavírus. 

A Inteligência Artificial está colaborando para preservar a vida dos profissionais de saúde e salvar a vida daqueles que mais necessitam dos cuidados médicos. Ainda que a tecnologia possa auxiliar as tomadas de decisões, ela não exclui o atendimento humano nas redes hospitalares.

Referências: The Wall Street Journal, Tribuna de Minas , Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade

Paulo Spacca fala sobre a IoT nos negócios no podcast GoEPIK

Na última semana de junho, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC, Paulo José Spaccaquerche, participou do Podcast GoEPIK discutindo a IoT nos negócios. Em um bate papo com Wellington Moscon, CEO e fundador da GoEPIK, Spacca, como é popularmente conhecido, tratou temas como cenário da IoT no Brasil, transformação nos negócios e como iniciar um projeto.

Ainda no início da conversa o presidente da ABINC aproveitou para esclarecer uma confusão ao tratar a IoT como uma tecnologia, quando na verdade ela é um ecossistema composto por dispositivos capazes de coletar dados e transmitir essas informações através de redes sem fios. É através deste ecossistema que gestores podem usar os dados colhidos para tornar o negócio mais eficiente.

Neste cenário de transformação digital do negócio, Spacca afirma que a indústria da manufatura é a que mais está evoluindo com a gestão dos dados. Na área farmacêutica sensores estão sendo utilizados para aferir a dosagem dos medicamentos dentro dos parâmetros estabelecidos. A mobilidade urbana também se beneficia da internet das coisas. Nos grandes centros ocorreu um bum na disponibilidade de bicicletas e patinetes compartilháveis, utilizando formas de pagamento jamais vistas. Spacca é enfático ao dizer que: “isso é IoT”.

No Brasil, o ecossistema está ganhando força e influenciando de maneira positiva os negócios. Os gestores estão encarando a IoT como uma necessidade para melhorar a produtividade e principalmente para tornar as startups mais competitivas no mercado, mesmo contra as grandes empresas. E como alcançar esses objetivos? É claro que sozinha nenhuma ferramenta poderá garantir bons resultados para o negócio. Portanto, cabe ao empreendedor olhar para o seu negócio de maneira mais profunda, para assim, desenvolver as estratégias corretas.

A IoT será fundamental para indicar os pontos a serem melhorados na sua atividade, mas cabe a você enxergar onde ela poderá ser melhor empregada. Para Spacca, o gestor será capaz de elaborar uma boa estratégia para melhorar o seu negócio com a IoT se ele puder: primeiro, entender o seu negócio; pensar fora da caixa; como você enxerga a sua empresa?; o que faz para ser eficiente; o que pode fazer de diferente no seu negócio.

“É fundamental ter a cabeça aberta para fazer parcerias. Provavelmente você vai ter que falar com o seu concorrente, trocar ideia com ele, o caminho é por aí. É, está competindo, mas está cooperando. Como é que eu ajudo meu fornecedor para que ele seja mais eficiente para melhorar a minha eficiência e todo mundo sair ganhando?”, comentou.

O presidente da ABINC também ressalta que para iniciar um projeto com IoT não é preciso um começar grande. Também, nas palavras de Spacca – “Não espere para tentar fazer o ótimo, porque o ótimo é inimigo do bom” – Comece com um projeto pequeno, em uma das áreas da empresa. De preferência aquela onde há mais necessidade de melhorias. É possível instalar sensores em máquinas antigas, sem a necessidade de substituição dos ativos. Novas tecnologias estão sendo agregadas ao conceito de Indústria 4.0, ou 4ª Revolução Industrial. O blockchain, já conhecido para dar mais segurança às transações de criptomoedas e que aos poucos também está sendo adotado pelas indústrias, ganhou uma versão menor, própria para o ecossistema de IoT.  A IOTA, um tipo de criptomoeda, utiliza algoritmos diferentes da tecnologia tradicional para garantir dados de pequenos volumes.

Escute o episódio completo abaixo.

 

BNDES seleciona gestor para fundo de R$ 160 milhões para IoT

Na última semana a Indicator Capital foi anunciada como gestor do fundo de investimento em participações focado em startups que desenvolvam produtos e serviços para o ecossistema de Internet das Coisas (IoT). O fundo, lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com a Qualcomm Venture LLC, braço de investimento da Qualcomm Incorporated, tem expectativa de atrair R$ 160 milhões de investimentos para a IoT no Brasil.

O objetivo do fundo, anunciado em dezembro de 2019, é fomentar o setor, apoiando as empresas em estágio inicial de desenvolvimento. No comunicado, o BNDES e a Qualcomm Venture LLC se comprometeram a aportar 50% do valor total do fundo, equivalente a R$ 80 milhões. Outros investidores serão convidados a participar e auxiliar na composição do valor total.

“O fundo, cuja tese tem como base estudos realizados em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação (MCTI), já nasce com um investidor privado de presença internacional, demonstrando o potencial do IoT no Brasil. Esperamos que a Indicator Capital capte outros investidores privados, inclusive no modelo de corporate venture, catalisando um círculo virtuoso de investimento em pequenas companhias de base tecnológica”, explica Filipe Borsato, chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos do BNDES.

Dados do estudo IoT na América Latina desenvolvido pelo Inter-American Development Bank, que contou com colaboração da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) projeta que, até 2021, a IoT deve gerar no Brasil uma receita superior a R$ 3 bilhões. E nos próximos dois anos, o país terá 416 milhões de dispositivos conectados ao ecossistema.

O Fundo

O fundo de IoT terá 10 anos de duração e espera-se investir em, pelo menos, 14 empresas. Sua política de investimentos contemplará companhias que desenvolvam aplicações de hardware, software e análise de dados voltadas prioritariamente para aplicações em áreas estratégicas, tais como manufatura avançada, cidades inteligentes, saúde, e smart agro.

O fundo estará alinhado ao Plano Nacional de Internet das Coisas, política pública lançada em junho de 2019 para desenvolver o ecossistema de IoT no Brasil, e à nova regulamentação da Lei de Informática, que permite o investimento por fabricantes de eletrônicos, de recursos incentivados em fundos de venture capital.

O estudo “Internet das Coisas: Um plano de ação para o Brasil”, realizado em 2018 por um consórcio liderado pela consultora McKinsey, e patrocinado pelo BNDES e pelo MCTI, indicou como prioritários quatro ambientes para o desenvolvimento de IoT no Brasil: cidades inteligentes, saúde, rural e indústria 4.0; o que serviu de base para a definição do foco do atual fundo de IoT. De acordo com o trabalho, o impacto econômico global da massificação das tecnologias loT é estimado em até US$ 11 trilhões, superando os efeitos de outras tecnologias como a robótica avançada, computação em nuvem e mesmo a Internet móvel.

Em um próximo artigo, vamos abordar o que as empresas têm que fazer para terem acesso a estes investimentos.

Referências: BNDES, Valor Econômico