LoRa quebra recorde enviando dados a mais de 800 km de distância

Estamos acostumados a ter uma internet que permita o acesso irrestrito a sites ou aplicativos de streaming, redes sociais e vídeo chamadas. Ao menos, é o que desejamos ter mesmo quando estamos fora dos grandes centros urbanos. Esse tipo de uso requer uma grande capacidade para dados volumosos, diferente das máquinas inteligentes e sensores conectados a Internet das Coisas (IoT), que geralmente precisam apenas enviar pequenos pacotes de dados em intervalos regulares.

Outra característica importante dos aplicativos conectados ao ecossistema de IoT é que, muitas vezes, eles estão instalados em áreas distantes da infraestrutura tradicional de internet e de uma fonte de alimentação contínua. Estrutura muito diferente das redes sem fio que usamos em nosso dia a dia, que necessitam de antenas próximas e de uma fonte de energia ininterrupta. 

Por isso a tecnologia para a IoT é diferente da tecnologia sem fio tradicional como a rede celular, Wi-Fi, Bluetooth, etc. Os principais padrões para redes IoT são a LoRa e Sigfox, cada padrão usa uma técnica diferente para maximizar o alcance e minimizar a potência de transmissão. A primeira utiliza uma técnica de modulação que pode encontrar sinal bem abaixo do nível de ruído. Já a segunda usa uma técnica de modulação bem conhecida, mas transmite lentamente em uma faixa muito estreita de espectro para maximizar a penetração do sinal.

A LoRa é, provavelmente, uma das redes de conectividade IoT mais populares. Por atuar em distâncias de 5 km nas áreas urbanas e até 15 km nas áreas rurais, ela se tornou uma boa opção para empresas que buscam soluções práticas, com menores dependências de provedores e por atender bem desde a indústria até o campo. Os custos de manutenção são baixos, mas é necessário investimento para a infraestrutura.

Nos últimos anos essa frequência de rádio tem alcançado distâncias maiores de transmissão de pacote de dados e no dia 16 de abril quebrou mais um recorde pessoal, alcançando incríveis 832 km. O feito foi realizado por Thomas Telkamp, ​​CTO e cofundador da Lacuna Space, que utilizou um balão cheio de gás hélio, com um sensor LoRaWAN acoplado.

O balão foi lançado na Holanda e voou para leste, em direção à Alemanha, percorrendo cerca de 200 km de distância em um tempo de voo de 4 horas e 25 minutos, antes de aparentemente explodir e ser apanhado pela comunidade The Things Network Munster. Um pouco antes de começar a descer, a 38 km de altitude, um pacote de dados foi recebido por gateway na República Tcheca. A torre que recebeu o sinal está instalada na montanha Radhost, próximo da fronteira com a Eslováquia, a 832 km de distância de onde partiu o sinal. Uma teoria utilizada para explicar o feito é a formação de dutos de evaporação na atmosfera, capazes de curvar sinais de rádio. Isso revela o quanto ainda há para aprender sobre o potencial das Internet das Coisas e seus impactos na sociedade.

Distância percorrida para quebrar o recorde da LoRa
Mapeador TTN: a jornada e a distância percorrida pelo pacote de dados mais distante

O que você achou desse feito? Deixe a sua opinião nos comentários abaixo!

Com informações: The Thinks Network

IoT celular: adoção deve crescer em todo mundo

As redes de telefones celulares conectam nossos smartphones a milhares de outras pessoas em qualquer lugar do mundo graças a aplicativos como Instagram, Facebook, Gmail entre outros, além da ligação de voz, já não convencional entre os mais jovens. Muito comum em nosso dia a dia, através das redes celulares também podemos nos conectar a milhares de objetos em toda cidade para ter informações sobre o horário do ônibus, onde há vagas de estacionamento disponíveis, aluguel de bicicletas, etc.

A conectividade celular foi desenvolvida com foco no alcance e largura de banda a custo do consumo de energia, ou seja, o dispositivo pode enviar muitos dados a longa distância, mas a bateria descarrega rapidamente. Isso tornou o modelo de rede inadequado para a aplicação da IoT, justamente por exigir sensores e dispositivos remotos com bateria capaz de durar meses ou anos.  

No entanto, o aprimoramento na conectividade celular está permitindo uma nova onda de inovação da IoT, com dispositivos conectados a redes móveis. A IoT celular é uma maneira de conectar coisas físicas como sensores, à Internet, colocando-as nas mesmas redes móveis que os smartphones. Sua simplicidade de infraestrutura combinada com a adoção do 5G, posiciona a IoT celular como um forte participante no espaço de conectividade.

Um estudo realizado pela Ericsson aponta que o número de dispositivos conectados a mais de 20 redes IoT celulares já implantadas deve expandir a uma taxa anual de 19% até 2023. Ou seja, do total estimado de mais de 20 bilhões de dispositivos IoT conectados até 2023, a Ericsson espera que mais de 3,5 bilhões sejam celulares, especialmente na China e no nordeste da Ásia.

No exterior as operadoras estão avançando com novas tecnologias celulares, como NB-IoT e LTE-M, voltadas especificamente para a Internet das Coisas. Embora seja necessário estar próximo de torres celulares, essas tecnologias fornecerão conectividade de baixo custo, baixa largura de banda e baixa energia, que permitirão uma infinidade de novos casos de uso de IoT.

O 5G aliado a IoT celular também promete uma grande revolução, com uma alta largura de banda e ultra velocidade. Isso transformará a tecnologia em um facilitador crítico para muitas aplicações do futuro, como por exemplo: veículos autônomos, realidade aumentada e virtual, etc.

Embora possa levar alguns anos para que ocorra uma adoção generalizada do 5G, a tecnologia terá efeitos transformadores, como o caso citado pelo vice-presidente de operações e projetos da Leverege, Calum McClelland.

“Talvez um dos efeitos mais transformadores do 5G seja que ele pode servir como um substituto para o cabo físico. Em vez da construção intensiva de tempo e recursos da infraestrutura de cabos, cidades e empresas podem usar o 5G para atender a suas necessidades. Isso também abre novos aplicativos para o uso da nuvem, que pode ter sido anteriormente limitada pela quantidade de dados que precisavam ser enviados, dependendo do processamento local”, comentou.

Referência: IoT For All

Cobertura do IoT Networking Happy Hour de Novembro – Parte 1

O segundo IoT Networking Happy Hour reuniu diversos profissionais que trabalham ou buscam soluções com base na Internet das Coisas (IoT) para um bate papo informal com degustação de chopp, pizza e muita troca de ideias sobre as oportunidades com o ecossistema.

Realizado no espaço da IoT OpenLabs, o evento apresentou o inédito estudo “IoT na América Latina e Caribe 2019” realizado pelo Inter-American Development Bank e que contou com importante contribuição da ABINC, e em breve estará disponibilizado em nosso site. Este relatório fornece uma visão geral do estado atual e do potencial futuro da IoT nas duas regiões.

Nessa oportunidade de networking conhecemos alguns modelos de negócio que buscam na IoT soluções para problemas enfrentados no campo, nos centros urbanos e dentro da indústria. Nesse artigo, apresentaremos três empreendedores com soluções diferentes e desafios semelhantes.

O primeiro deles é o italiano Fabrizio Gambarini, da Agridecision, uma startup focada na análise de dados sobre o uso de agrotóxicos na agricultura, especialmente na análise de dados sobre os vinhos produzido no Brasil. Através dos relatórios é possível racionalizar e otimizar o uso de agro defensivos na plantação.

Focado em seu negócio, Gambarini conta que passou muito tempo isolado, trabalhando com uma tecnologia que ainda não estava presente no país. Ele lembra que no início de seu trabalho não havia muitas informações disponíveis como hoje, e que só através do networking adquiriu o conhecimento necessário para desenvolver sua pesquisa.

“O agronegócio tem um problema enorme que é a (dificuldade) de conectividade. Eu já vi muitas empresas entregando algumas coisinhas nos últimos anos, mas o processo é muito lento. Hoje eu estou com muitos projetos parados por falta de equipamentos. Eu acredito que são as grandes empresas que vão entrar com a tecnologia e depois as pequenas vão escalar, a depender do que acontece no mercado”, comentou Gambarini.

A disponibilidade e escalonidade de dispositivos também são os desafios enfrentados pela IT2B Tecnologias e Serviços, integradora de soluções para cidades inteligentes. Odair Souza, Head de Digital Transformation, conta que a empresa está trabalhando o software, mas ainda esbarra na dificuldade de dispositivos e conectividade.

Entre os projetos desenvolvidos pela IT2B, Souza destaca as soluções para estacionamentos de zona azul rápida. A tecnologia já aplicada por algumas prefeituras exibe a disponibilidades e a localização da vagas de estacionamento administradas pelo município.

O smart place é outra solução oferecida pela empresa, com ela é possível tornar os escritórios inteligentes, como por exemplo, ter a disponibilidades de dados sobre as lixeiras que emitem mensagens quando cheias para que o lixo seja recolhido. Souza também destacou o projeto para o monitoramento de águas pluviais em locais onde eventualmente há risco de enchentes.

Quem também esteve presente e aproveitou a troca de ideias foi o fundador e CEO da Tractian, Igor Marinelli, que oferece soluções focadas na indústria para gestão de processos de ativos. A tecnologia é 100% brasileira, mas teve início com um pesquisa realizada por Marinelli na Universidade da Califórnia.

“Fiz uma pesquisa na parte de ciências de dados e blockchain, e comecei a me questionar porque não trazer essa tecnologia do Vale do Silício para as indústrias do Brasil. Hoje nós temos um SAS focado em indústria para gestão de processos de ativos”, comentou.

No início do projeto a empresa foi contemplada em um processo de aceleração realizado pela Microsoft e hoje possui clientes na fabricação de celulose e alimentação e busca clientes anjos em segmentos diferentes, tendo projeto na área da saúde para predição de doença crônica.

Marinelli finaliza dizendo que o IoT Networking Happy Hour é um ótima oportunidade para conhecer novos projetos e soluções com IoT, principalmente na parte de hardware, o que contribui muito na hora de implementar um projeto.

“Eu gosto muito de me conectar com os novos hardwares. Estou muito focado em software, mas se eu não tiver um bom entendimento do dispositivo, não saber qual indicar para o meu cliente, o que implementar e como fazer o sensoriamento melhor em uma planta industrial eu não vou alcançar os melhores resultados”, finalizou.

Fique ligado na segunda parte desse artigo e não deixe de participar do nosso próximo encontro com data marcada para 11/12/2019 às 19h00 no IoT OpenLabs (as inscrições serão abertas em breve).

Associado da ABINC tem como benefícios:

+ Preços promocionais nos eventos da associação;

+ Ter acesso às demandas e necessidades de IoT do mercado (empresas e governo);

+ Networking com todo o ecossistema de IoT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IoT divulgados para todo o mercado.

Quanto maior for a nossa comunidade, mais forte e representativo será o nosso setor. Participe!

Clique aqui e saiba mais.

Cidades inteligentes com soluções baseadas em IoT

Com o crescimento populacional, a conectividade está se tornando uma tecnologia primordial para administração das grandes cidades. Nesse cenário, a internet das coisas (IoT) é aposta para tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

Segundo José Alvarez, vice-presidente de desenvolvimento de negócios estratégicos da Laird, a expectativa é que, até 2030, existam 41 megacidades no mundo, com cerca de 2,5 bilhões de habitantes.

“Precisamos de cidades, automóveis e dispositivos inteligentes para vivermos esse novo momento de urbanização que o mundo está passando”, disse, em entrevista exclusiva ao Futurecom All Year. “E os negócios também precisam aumentar a produtividade e melhorar a eficiência e a segurança do que fazem. É aí que entra a internet das coisas.”

Diante dos dados apresentados e levando em considerando a cidade em que vivemos, logo é possível imaginar as milhares de pessoas que estarão disputando espaço no transporte público, no sistema de saúde, em restaurantes e áreas de lazer, no trânsito.

Haverá mais indivíduos se esbarrando em calçadas, seguindo seus próprios caminhos e objetivos. A demanda por recursos também avança: o consumo de energia vai subir 36% até 2035, em um ambiente no qual a emissão de gases do efeito estufa aumentou 7 vezes no último século.

Sem otimização dos recursos, organização e redução de desperdícios, fica muito difícil não projetar um futuro imerso no caos. Por esta razão, agregar tecnologia aos serviços públicos, sob o conceito de cidade inteligente (smart city) e IoT, não é uma mera evolução, mais sim, questão de sobrevivência para toda a sociedade.

O conceito de cidade inteligente não se trata apenas da oferta de conexão de alta capacidade em Wi-Fi em ambientes públicos. O objetivo é repensar o funcionamento da cidade, de forma integrada e com auxílio da tecnologia, para que haja o mínimo desperdício de tempo, recursos e que permita uma conectividade de forma fácil, segura e rápida de qualquer lugar do planeta. Trata-se de otimizar a capacidade gerencial e a qualidade de vida dos cidadãos, com auxílio da digitalização.

Características tecnológicas das cidades inteligentes

Conectividade: para as cidades físicas, é essencial a construção de estradas e avenidas como primeiro passo, para que as mesmas cresçam e prosperem. O mesmo vale para a digitalização das cidades quando se trata de conectividade.

Palavras como banda larga, fibra óptica e Wi-Fi resumem a garantia de conexão à internet. O primeiro passo de  uma cidade inteligente. Graças à evolução das tecnologias, já somos capazes de garantir conectividade através de redes híbridas, utilizando o que há de melhor em conexões por satélite, redes MPLS e a própria internet (banda larga ou até mesmo 3G/4G).

Com isso, os diferentes equipamentos de IoT se tornam inteligentes e geram dados e comunicação machine to machine (M2M) que otimizam processos e garantem informação em tempo real a todos os envolvidos: dos cidadãos aos gestores;

Segurança da informação: com cada vez mais dependência dos recursos digitais, os processos da cidade ficarão mais expostos ao cibercrime, deixando governos mais vulneráveis a todo o tipo de ameaça.

Para garantir a segurança do sistema e dos cidadãos, é necessário um forte aparato tecnológico, que trabalhe na detecção proativa, na prevenção, remediação e reeducação cognitiva da própria rede para prevenir invasões, alterações nas dinâmicas dos serviços públicos e roubo de informações;

Visibilidade: os gestores precisam saber o que está acontecendo em todo o ambiente da smart city. Isso é possível como tecnologias de monitoração, análise de tráfego e otimização de consumação de banda.

Com uma visão generalizada sobre o funcionamento e demanda dos serviços, é possível identificar pontos de melhorias e otimização de processos, assim como entender para que e como está sendo utilizada a rede.

Acesso à nuvem: todos estamos ligados à nuvem de alguma forma, pessoas, empresas e “coisas”. Portanto, é importante que as cidades inteligentes estejam prontas para essa conexão aos diversos provedores de serviço em cloud de forma rápida, segura e transparente para seus cidadãos.

Canadá e Dinamarca lançam rede nacional de IoT

O Canadá e a Dinamarca estão próximos de se tornarem os primeiros países com uma rede nacional de internet das coisas cobrindo todas as extensões de seus territórios. Com a implementação da rede será possível conectar milhões de dispositivos individuais que mudaram para sempre a maneira como as empresas e as cidades operam.

Na América do Norte, a empresa responsável pela implementação do sistema está aproveitando a tecnologia de rede de área ampla de baixa potência (LPWAN), com capacidade para milhões de sensores de IoT, beneficiando um ecossistema atual de mais de 693 diferentes sensores ativados por IoT para fornecer soluções de conectividade costa a costa em todo o país.

A combinação da rede nacional e centenas de dispositivos proporcionará às empresas canadenses uma conectividade simples e econômica para ajudar a impulsionar a eficiência em praticamente qualquer área de seus negócios.

O serviço já foi lançado em oito das dez províncias canadenses, e estará disponível em todo território até o final de julho. Agilidade na instalação é possível devido a capacidade da equipe envolvida em criar cobertura de rede em quase todas as áreas dentro de 90 dias.

Quando estiver finalizada, a rede atenderá mais de 14 milhões de canadenses de costa a costa em cidades, aeroportos e universidades em todo país. Cada estação base da rede cobre vários quilômetros quadrados sendo capaz de receber até 10 milhões de mensagens por dia.

Para superar os desafios que estão atrasando a proliferação da IoT no Canadá, a empresa responsável optou por um sistema de baixo custo, usando dispositivos que exigem energia mínima e tecnologia de comunicação simples para fornecer conectividade a qualquer dispositivo ou objeto.

Na Dinamarca  a rede que em breve irá cobrir todo o país deve permitir que as aplicações em IoT abranjam uma variedade de setores, incluindo a medição inteligente, agricultura inteligente, construção inteligente e aplicações de cidade inteligente.

Associado da ABINC tem como benefícios:

+ Preços promocionais nos eventos da associação;

+ Ter acesso às demandas e necessidades de IOT do mercado (empresas e governo);

+ Networking com todo o ecossistema de IOT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IOT divulgados para todo o mercado.

Quanto maior for a nossa comunidade, mais forte e representativo será o nosso setor. Participe!

Clique aqui e saiba mais.

Referências: IoT News, WND Group, Futurecom, E-commerce News