Segurança dos dados é fator importante para crescimento da IoT

Nos últimos anos registrou-se um grande crescimento de dispositivos conectáveis. O aumento da conectividade está ocorrendo em diferentes setores de negócios, oferecendo novas funcionalidades e oportunidades. De acordo com pesquisa da Accenture (NYSE: ACN), a Internet das Coisas (IoT) tem potencial para contribuir com US$ 14,2 trilhões da produção mundial na indústria até 2030.

No entanto, à medida que os dispositivos são conectados, eles também são expostos à ameaça de ataques cibernéticos. Para a indústria, os riscos da quebra na segurança dos dados são gravíssimos, entre as consequências estão o comprometimento dos projetos executados e a falência de uma empresa.

A atenção quanto as ameaças à indústria 4.0 elevou os investimentos em segurança de dados. Segundo a IDC, os gastos com inteligência artificial e machine learning devem chegar a US$ 671 milhões em 2019. Uma das justificativas para esse número é a busca por prevenção de ataques de ransomware.

Se, ainda que atenta a proteção dos dados a indústria está sobre risco, o que esperar da proteção individual dos cidadãos? Com dispositivos conectáveis presentes em todos os ambientes também aumentou a ameaça à segurança de dados pessoais.

Uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2018 pela Kaspersky Lab, identificou um crescimento no número de malwares direcionados à Internet das Coisas naquele ano. A equipe da empresa dedicada IoT cita ações como mineração de criptomoedas e sequestro de dispositivos para criação de redes de bots para ataques DDoS como as principais ameaças.

O método mais comum usado pelos hackers para espalhar malwares continua sendo a tentativa de adivinhar as credenciais de uso. Segundo a Kaspersky Lab, o esquema de tentativa e erro para obter acesso a um dispositivo foi identificado em 93% dos ataques, revela o Kaspersky Lab.

Segundo o relatório desenvolvido pela empresa de segurança digital, os fabricantes precisam dar mais atenção para a segurança de seus produtos, implementando barreiras para a proteção de dados ainda na fase de concepção do projeto.

Quando se trata do ambiente doméstico as pessoas também podem contribuir para aumentar a segurança dos dados pessoais criando senhas fortes e complexas e mantendo os softwares sempre atualizados. A atenção à segurança doméstica é cada vez mais importante à medida que mais dispositivos residenciais e vestíveis podem ser conectados a internet.

Uma pesquisa realizada no Brasil aponta para o risco a privacidade e segurança dos usuários de produtos conectáveis. Segundo a empresa de segurança digital Avast, um em cada cinco dispositivos conectáveis está vulnerável a ataques de hackers.

Os números da pesquisa indicam que 20,1% dos dispositivos conectáveis são vulneráveis a ataques cibernéticos. Entre os aparelhos estão webcams e babás eletrônicas, das quais 22,3% não são seguras e podem ser usadas para espionar os pais e seus próprios filhos. Além disso, entre as impressoras, 9,7% podem ser atacadas com facilidade, junto com 62,4% dos roteadores — o equipamento mais em risco, de acordo com o estudo.

Com acesso aos roteadores, os hackers poderiam facilmente acessar outros dispositivos conectados a mesma rede. O relatório da Avast alerta que qualquer dispositivo vulnerável pode ser usado para infectar outros, adicioná-los a uma botnet ou para assumir o controle deles e prejudicar seu proprietário, já que, além da possibilidade de espionagem é possível acessar informações de contato e detalhes de cartões de crédito.

Fontes: TecmundoTechtudo

Preocupações com privacidade e segurança contribuem para a desconfiança do consumidor em dispositivos conectados

Setenta e três por cento dos consumidores acham que as pessoas que usam dispositivos conectados devem se preocupar com espionagem e 63% deles acham que os dispositivos conectados são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Uma pesquisa realizada em maio passado (2019) nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, França e Reino Unido pela IPSOS Mori, em nome da Internet Society e da Consumers International, descobriu que 65% dos consumidores estão preocupados pela forma como os dispositivos conectados coletam dados. Mais da metade deles (55%) não confia em seus dispositivos conectados1 para proteger sua privacidade, e uma proporção similar (53%) não confia em dispositivos conectados para lidar com suas informações de maneira responsável.

Os resultados da pesquisa foram anunciados na Consumers International Summit 2019 em Lisboa, Portugal, para uma audiência de organizações de consumidores de todo o mundo, trabalhando em conjunto com representantes de empresas, da sociedade civil e dos governos.

Dispositivos conectados estão em toda parte, e muitas pessoas estão dispostas a fazer parte da revolução da Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT). Sessenta e nove por cento dos entrevistados disseram possuir dispositivos conectados, como medidores inteligentes, monitores de condicionamento físico, brinquedos conectados, assistentes domésticos ou consoles de videogame. No entanto, os testes realizados por várias organizações de consumidores descobriram que uma série de produtos é lançada no mercado com pouca consideração pelas proteções básicas de segurança e privacidade2. Os resultados da pesquisa mostraram que 77% dos consumidores nos mercados pesquisados disseram que informações sobre privacidade e segurança são considerações importantes em suas decisões de compra, e quase um terço das pessoas (28%) disseram que não possuem um dispositivo conectado e que não compram produtos inteligentes por causa dessas preocupações. Os consumidores veem isso tão amplamente quanto uma barreira, em vez de um custo.

“Os resultados da pesquisa ressaltam a necessidade dos fabricantes de dispositivos de IoT criarem seus dispositivos tendo em mente segurança e privacidade”, disse o presidente e CEO da Internet Society, Andrew Sullivan. “Segurança não deve ser uma reflexão tardia. Está claro que os fabricantes e varejistas precisam fazer mais para que os consumidores possam confiar em seus dispositivos de IoT”.

Os entrevistados também acreditam que a responsabilidade pelas preocupações com dispositivos conectados deve caber aos reguladores, fabricantes e varejistas. Oitenta e oito por cento dos entrevistados disseram que os reguladores devem garantir os padrões de privacidade e segurança da IoT, enquanto que 81% das pessoas disseram que os fabricantes precisam fornecer essa garantia, e 80% delas disseram que os varejistas devem abordar a privacidade e a segurança. Sessenta por cento dos participantes de todos os mercados acham que os consumidores são os principais responsáveis pela segurança e privacidade de seus dispositivos conectados.

Helena Leurent, Diretora Geral da Consumers International, disse que: “Os consumidores nos disseram que aceitam ter alguma responsabilidade pela segurança e privacidade de seus produtos de IoT, mas isso não é o fim da história. Eles e nós queremos ver ações tangíveis de fabricantes, varejistas e governos sobre essa questão. Este tem que ser um esforço coletivo, não apenas a responsabilidade de um grupo. Nós estamos aprofundando esta conversa com fabricantes. Juntos, estamos olhando para a oportunidade de criar uma tecnologia centrada nas pessoas, que elas não apenas gostem de usar, mas se sintam seguras ao fazê-lo. Ao fazer isso, as empresas poderão resolver as preocupações daqueles que não estão usando essa tecnologia, e abrir os benefícios da Internet das Coisas para todos”.

Outros resultados importantes dos participantes da pesquisa mostram que:

Estados Unidos

  • 85% dos americanos concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 82% dos americanos concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 66% dos americanos que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Reino Unido

  • 85% dos britânicos concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 86% dos britânicos concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 59% dos britânicos que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

França

  • 84% dos franceses concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 83% dos franceses concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 73% dos franceses que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Canadá

  • 88% dos canadenses concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 85% dos canadenses concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 68% dos canadenses que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Austrália

  • 84% dos australianos concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 82% dos australianos concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 64% dos australianos que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Japão

  • 61% dos japoneses concordam que os fabricantes devem apenas produzir dispositivos conectados que protejam a privacidade e a segurança;
  • 66% dos japoneses concordam que os varejistas devem garantir que os dispositivos conectados que vendem tenham bons padrões de privacidade e segurança;
  • 53% dos japoneses que possuem dispositivos conectados concordam que eles são “assustadores” pela maneira como coletam dados sobre pessoas e seus comportamentos.

Nota:

Em 2018, a Internet Society e a Consumers International formaram uma parceria de trabalho com o objetivo de criar uma Internet mais segura e confiável para todos. As organizações colaboram em uma ampla gama de iniciativas que envolvem consumidores, governos, órgãos reguladores e empresas sobre a importância de dispositivos de IoT para consumidores serem seguros e confiáveis. Para dicas e informações sobre o que os consumidores podem fazer para se proteger, visite: https://www.connect-smart.org/.

Sobre a Internet Society

Fundada por pioneiros da Internet, a Internet Society é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a assegurar o desenvolvimento, a evolução e o uso aberto da Internet. Trabalhando através de uma comunidade global de capítulos e membros, a Internet Society colabora com uma ampla gama de grupos para promover as tecnologias que mantêm a Internet segura e protege e defende políticas que permitam o acesso universal. A Internet Society também é o lar organizacional da Internet Engineering Task Force (IETF). Para mais informações visite: www.internetsociety.org.

Sobre a Consumers International

A Consumers International é a organização global de associação para grupos de consumidores em todo o mundo. Acreditam em um mundo onde todos têm acesso a produtos e serviços seguros e sustentáveis. Reúnem mais de 200 organizações membros em mais de 100 países para capacitar e defender os direitos dos consumidores em todos os lugares. São a voz deles nos fóruns internacionais de formulação de políticas e no mercado global para garantir que eles sejam tratados de forma segura, justa e honesta. São resolutamente independentes, sem restrições de empresas ou partidos políticos. Trabalham em questões que impactam os consumidores na era digital, incluindo comércio eletrônico, privacidade e segurança de dados, a Internet das Coisas, acessibilidade e acesso. Querem que os consumidores obtenham o melhor da economia digital e da sociedade sem comprometer a qualidade, o cuidado e o tratamento justo.

Sobre a pesquisa

  1. As entrevistas foram conduzidas online pela Ipsos MORI em uma amostra de cota representativa em seis países (1.000 adultos entre 18 e 65 anos na Austrália, 1.072 adultos entre 18 e 75 anos no Canadá, 1.094 adultos entre 16 e 75 anos na França, 1.000 adultos entre 18 e 65 anos Japão, 1.130 adultos com idades entre 16 e 75 anos no Reino Unido e 1.085 adultos entre 18 e 75 anos nos Estados Unidos). Os dados foram coletados entre 1 e 6 de março de 2019, e foram ponderados para o perfil conhecido da respectiva população.
  2. Os números “globais” citados são derivados da agregação das porcentagens para cada mercado, ponderada pelos números da população nos respectivos países. O número para qualquer mercado específico pode ser maior ou menor que a porcentagem total.
  3. A formulação completa das perguntas para cada uma das questões mencionadas neste comunicado é fornecida no documento de resultados “topline”.
  4. Esta pesquisa foi realizada pela Ipsos para a Consumers International e para a Internet Society.

1. Para esta pesquisa, definimos dispositivos inteligentes como produtos e dispositivos do dia-a-dia que podem se conectar à Internet usando Wi-Fi ou Bluetooth, como medidores inteligentes, monitores de condicionamento físico, brinquedos conectados, assistentes domésticos ou consoles de jogos. A definição excluiu tablets, telefones celulares e laptops.

2. Por exemplo:
https://www.forbrukerradet.no/side/significant-security-flaws-in-smartwatches-for-children/
https://www.forbrukerradet.no/siste-nytt/connected-toys-violate-consumer-laws/
https://www.consumerreports.org/televisions/samsung-roku-smart-tvs-vulnerable-to-hacking-consumer-reports-finds/

Fonte: Internet Society

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A Economia da Confiança: Superando Obstáculos para Melhorar a Segurança da IoT para o Consumidor

Por Ceren Ünal
Gerente Regional de Políticas − Europa

Em 2018, a Internet Society lançou a campanha Trust by Design (ou Confiança por Design, veja mais aqui), para garantir que os recursos de segurança e privacidade fossem incorporados aos produtos da Internet das Coisas (IoT). Focamos nossas atividades na IoT voltada ao consumidor, um segmento particularmente vulnerável, apesar de ter a maior participação no mercado da IoT. Acreditamos que a confiança deve ser um padrão e, por isso, trabalhamos com fabricantes e fornecedores para garantir que a privacidade e a segurança sejam incluídas na fase inicial dos projetos durante todo o ciclo de vida dos produtos, conforme descrito no OTA IoT Trust Framework (ou Estrutura de Confiança de Segurança e Privacidade da IoT, veja mais aqui). Nosso trabalho não para por aí, pois essa meta só poderá ser atingida quando os consumidores impulsionarem a demanda por recursos de segurança e privacidade como um diferenciador de mercado, e os formuladores de políticas criarem um ambiente político que fortaleça a confiança e possibilite a inovação.

Os dispositivos e serviços da IoT voltadas ao consumidor sem segurança adequada representam uma ampla gama de riscos, desde ameaças diretas à segurança e privacidade de seus proprietários, até os próprios dispositivos transformando-se em redes de robôs, que poderão iniciar ataques DDoS contra a Internet. À medida que cada vez mais dispositivos conectados, com pouca segurança, forem levados ao mercado, devido à competição e às preocupações com custos, a falta de confiança estará profundamente enraizada na economia. Para entender melhor os aspectos econômicos da segurança da IoT voltada ao consumidor, encomendamos um estudo independente conduzido pela Plum Consulting, que temos o prazer de compartilhar com você.

A economia da segurança dos produtos e serviços da IoT para o consumidor” analisa o mercado da IoT voltado ao consumidor e o atual estado de segurança (ou a falta dele), além de apontar os principais obstáculos econômicos para uma melhor segurança. Os consumidores muitas vezes não têm informações suficientes para identificar produtos com pouca segurança. Isso faz o investimento em segurança não ser visto como um diferencial competitivo para os fabricantes. Além disso, como o custo das violações de segurança recai sobre o proprietário do dispositivo ou sobre terceiros, e não sobre o fabricante, há pouco incentivo para os fabricantes investirem em segurança. Finalmente, a segurança efetiva por design requer habilidades especializadas, pode retardar o processo e pode custar mais. Devido a esses fatores, combinados com vieses cognitivos dos consumidores, os fabricantes tendem a priorizar a redução de custos e o envio rápido de produtos de IoT para o mercado.

Mas todos, de consumidores a formuladores de políticas, podem tomar medidas para incentivar os fabricantes e mudar a demanda do mercado por produtos com IoT mais seguros. Esta segurança varia de acordo com custos e dificuldades e vem com vantagens e desvantagens próprias. O relatório fornece uma taxonomia e apresenta recomendações para a indústria e os formuladores de políticas melhorarem a segurança da IoT para o consumidor, incluindo priorizar a educação do consumidor, alavancar procedimentos de aquisição pública para produtos com grande segurança, incentivar divulgações de vulnerabilidades, desenvolver uma marca de confiança (como um selo de garantia) para dispositivos seguros de IoT voltados ao consumidor, processar alegações enganosas sobre segurança e prescrever um conjunto geral de princípios de segurança. Os requisitos de segurança obrigatórios por meio de regulamentação são considerados um último recurso, e somente se todas as outras iniciativas não melhorarem a segurança no mercado da IoT para o consumidor.

A melhoria da segurança para o consumidor de produtos com IoT exige ações de um grupo diversificado de partes interessadas e suas ações se complementam. O complexo ecossistema da IoT é tão forte quanto seu elo mais fraco − e uma abordagem colaborativa à segurança é essencial para o sucesso. Apenas trabalhando em conjunto poderemos tornar mais segura a IoT para o consumidor. A economia também diz isso.

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Fonte: Internet Society

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A Internet das Coisas: como conectar os pontos para se tornar um consumidor inteligente

Por Steve Olshansky
Internet Technology Program Manager

De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Consumers International e pela Internet Society, 63% dos consumidores acham que a forma como os dispositivos conectados à Internet coletam dados é “assustadora”. A pesquisa “The Trust Opportunity: Exploring Consumer Attitudes to the Internet of Things” (A Oportunidade da Confiança: Explorando Atitudes dos Consumidores em relação à Internet das Coisas), que entrevistou pessoas nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, França e Reino Unido também descobriu que 73% dos consumidores acham que as pessoas que usam dispositivos conectados devem se preocupar com a espionagem. E, assim mesmo, novos dispositivos conectados estão sendo lançados praticamente todos os dias, e as vendas não mostram sinais de desaceleração.

A palavra “inteligente” (smart) é usada para descrever quase todos esses dispositivos. Mas isso é certo?

O marketing em torno da Internet das Coisas (IoT) tornou-se quase ininterrupto. Inteligente, ela tornará sua vida melhor, mais feliz, mais eficiente. Se você fosse esperto, você colheria os benefícios da maravilhosa era tecnológica em que vivemos. Mas isso, muitas vezes, deixa de fora as principais informações de que os consumidores precisam para fazer escolhas realmente inteligentes.

Isto é realmente sobre conectividade. Por exemplo, um forno inteligente é um computador que fica quente no centro. Esses dispositivos de IoT podem executar funções inteligentes porque estão conectados à Internet. E, embora o marketing se concentre nos recursos e na funcionalidade, muitas vezes ignora as implicações de privacidade e segurança. Assim como ocorre com qualquer dispositivo de computação, a privacidade e a segurança são grandes preocupações − que nunca são resolvidas. Estes são processos contínuos que envolvem atualizações contínuas para corrigir bugs e vulnerabilidades de segurança.

À medida que esses dispositivos vão se proliferando, eles coletam dados de e sobre nós. Eles podem coletar uma grande quantidade de dados, em muitos casos, muito além do que os usuários esperariam com base em suas funções. Isto não é um acidente. Esses dados podem ajudar a formular uma visão abrangente de nossas vidas − nossos hábitos, preferências, problemas de saúde, padrões de localização e viagens e muito mais. Essa imagem agregada pode ser usada para propósitos que geralmente não conhecemos, e muito menos aprovamos. Essa coleta de dados pode se estender para além dos proprietários desses dispositivos − para qualquer pessoa que entrar em uma casa ou empresa onde eles estão em uso. Aquele assistente doméstico inteligente está ouvindo e gravando tudo o que dizemos, disfarçadamente esperando pela palavra “gatilho”?

É por essa razão que haveria maior exatidão se descrevêssemos esses produtos como sendo conectados.

Diante desses riscos, precisamos ser consumidores cuidadosos. Isso significa fazer o dever de casa e pesquisar produtos e serviços − até mesmo fazer perguntas aos nossos amigos quando entramos nas casas deles.

Na realidade, esses dispositivos são conectados e devem ser tratados como tal. Inteligentes? Talvez não. Mas nós podemos ser!

Você está pronto para aumentar a sua inteligência sobre IoT? Saiba mais em: Segurança e privacidade na Internet das Coisas: Principais dicas para os consumidores

Fonte: Internet Society

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Aplicações de IoT no segmento hospitalar devem ter foco na melhoria de processos

Nos próximos anos, a Internet da Coisas (IoT) vai gerar grandes oportunidades para desenvolvedores de sistemas com aplicação para o segmento hospitalar e planos de saúde, com foco na melhoria de processos. É o que acredita Rita Ragazzi, ex-líder de pesquisa e consultoria em saúde pela Frost & Sullivan na América Latina (agora Senior Manager na KPMG Brasil).

A aplicação de IoT deve melhorar por exemplo na: localização de equipamentos, localização de pacientes, melhoria de processos automatizados. E também na verificação e checagem da qualidade: lavagem de mão dos profissionais de saúde, esterilização dos equipamentos, contagem de equipamentos e instrumentos na sala de cirúrgica antes e após um procedimento, inventário de estoque e controle de medicamentos.

No entanto, uma das grandes barreiras enfrentadas para a aplicação de sistemas com base em IoT é a segurança dos dados. Por esta razão a abordagem inicial deve se concentrar na melhoria dos processos clínicos.

“A questão da segurança eu acho que é uma das grandes barreiras para as aplicações no setor clínico, por isso o B2C tem uma adoção maior quando a gente fala de sensores de monitoramento dos pacientes por que eles têm uma aplicação menos crítica em caso de uma quebra dos protocolos de segurança dos dados”, comentou a executiva.

Dentro dos hospitais a introdução desses sistemas deve partir da área de tecnologia da informação (TI), mas para Ragazzi, a área de enfermagem deve ser uma grande aliada na adoção da IoT por entender o hospital de ponta a ponta, principalmente a parte operacional.

Entre os impactos positivos devido à adoção de IoT na melhoria dos processos certamente está a acreditação do hospital. A digitalização e automatização de processos contribuem para diminuir os erros e elevar o patamar de excelência, garantindo também um ROI satisfatório.

“O quanto se investe hoje em dia para que um hospital tenha acreditação, que nada mais é que a padronização e processos de indicadores de qualidade? Na hora que você padroniza isso, digitaliza isso, certamente você tem um ganho e você tem uma manutenção mais fácil desses indicadores”, explicou Rita Ragazzi.

Atualmente hospitais de ponta no sul e sudeste trabalham no desenvolvimento de soluções com base em IoT, inclusive o Albert Einstein possui uma incubadora de inovações dentro do hospital. Para muitos CIOs, os custos para integração é uma das barreiras que impede o investimento, mas a executiva acredita que a democratização da tecnologia na área de processos não deve demorar a acontecer.

“A questão maior é custo e integração. Mas eu acho que isso não é uma grande barreira. Na hora que o custo se tornar fácil e a informação for mais fluída para esses gestores, a adoção será rápida”, comentou a executiva.

Ainda segundo Rita Ragazzi, a diversidade de empresas no ABINC Summit foi muito positiva, graças à participação tanto de desenvolvedores quanto de empresas grandes de diferentes portes.

“A IoT é uma questão de interligação, é cadeia, então é colocar as pequenas e grandes empresas juntas, é conectar todas essas ferramentas, todas essas tecnologia”, comentou.

Sobre a importância do congresso de IoT Rita continuou:

“Eu acho que é entender as aplicações, entender as restrições, é distribuir informações sobre riscos, investimento e regulamentação. É essencial para o mercado crescer. Eu vejo gaps tanto de informação entre grandes e pequenas empresas como também de estimulo. Quais são as grandes oportunidades? Será que vale a pena investir nisso, será que não vale a pena? O quê eu faço hoje tem aplicação dentro de IoT? Tem oportunidade para mim dentro de outras áreas? Então eu acho que isso é muito relevante”, finalizou.

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Segurança nos dispositivos IoT é debatida no ABINC Summit

O painelista Rogério Moreira levou para o primeiro congresso ABINC Summit – Conexão IoT mais informações sobre a segurança dos dados na era da Internet das Coisas (IoT). Moreira é diretor da SMART Modular Technologies, empresa líder global em soluções de memórias especiais que atende à indústria eletrônica há mais de 25 anos.

Em sua apresentação Moreira alertou para a segurança de um sistema de informação automatizado, partindo de objetivos aplicáveis para preservação da confiabilidade, integridade e disponibilidade de recursos do sistema de informação.

Rogério Moreira durante a sua apresentação no Painel de Segurança realizado no ABINC Summit 2019

A preocupação com a segurança deve ser levada a sério já que os riscos de um ataque comprometem passivos da empresa como conteúdo de mensagens e ativos como dados de produtos em desenvolvimento, que podem ser alterados.

Em entrevista realizada após o painel, Rogério Moreira falou um pouco mais sobre a importância da proteção dos dados.

Qual a importância de abordar o tema segurança no primeiro congresso da ABINC? E qual a importância do comitê?

É importante, porque é um assunto que não tem sido tratado com a devida importância, muito em função do desconhecimento das pessoas em função das tecnologias necessárias. Dentro da ABINC, a ideia é que a gente pode facilitar isso, educando sobre o que é necessário, informando dos avanços.

Como eu comentei, trazer esse framework, que é bem orientativo e vai ajudar as pessoas a implementar segurança em seus dispositivos IoT. Esse é o principal objetivo.

Nós temos um bom relacionamento com o pessoal da IoT Security, inclusive estamos discutindo para a ABINC ser um representante deles aqui, e promover cada vez mais esse aspecto de segurança.

Nós temos publicado na ABINC alguns artigos da Internet Society, que também tem focado bastante em segurança. É preciso haver equilíbrio, já que existem produtos com foco B2B e B2C. Eles seguem a mesma cartilha ou existem diferenças nos níveis de segurança?

A ideia é o que está lá no framework. Você tem vários níveis de segurança necessários, tem que avaliar qual é o nível de segurança que você precisa para cada dispositivo. Pode ser que um B2C seja nível zero.  Os dados envolvidos, as informações envolvidas não precisam ter tanta confiabilidade. No B2B eu preciso ter alta confiabilidade, é preciso ter um equipamento mais seguro.

É desta forma que eu vou modular os requisitos de acordo com o nível de segurança, depende da aplicação e depende do mercado em que você vai atuar com ele.

A segurança não tem que se basear apenas no fabricante. Quem utiliza funções IoT como algumas empresas que vimos aqui no ABINC Summit também precisam se preocupar?

Todos têm. Como eu falei você tem que avaliar os riscos. Você que esta fornecendo a solução, quais são os riscos envolvidos? Se sofrer um ataque, o que pode te prejudicar? A sua empresa pode ir à falência! Você tem que avaliar isso. Fazer uma boa classificação das áreas que necessitam de segurança, e aplicar os mecanismos necessários em cada uma delas. Mas o risco tem que ser avaliado por todos.

Como funciona o comitê de segurança dentro da ABINC?

Nós temos feito reuniões semanais via Skype. Geralmente escrevemos artigos. O associados que quiser participar, precisa enviar um e-mail para o Paulo Spacca, vice-presidente da ABINC, que é o sponsor do comitê, ou para o Wilson, que é o líder do comitê. Ele vai dar todas as instruções do que é preciso fazer, é bem simples, não tem muita burocracia. Para mais informações, também podem acessar: https://ABINC.org.br/comite-de-trabalho/

Um recado a comunidade de IoT?

Acho que é importante o pessoal se preocupar mais com o tema. Podemos ver aqui nas apresentações que as pessoas se preocupam muito com a aplicação, com o processo e nunca fala de segurança.  – “Como é a segurança?” – Não tem. Não fala. O que ele está usando, o que está fazendo… Então o pessoal precisa acordar para isso.

Sobre Rogério Moreira

Rogério Moreira é executivo de vendas, voltado para resultados, com mais de 25 anos de experiência em vendas na América Latina dentro da indústria de semicondutores. Possui experiência variada em vendas de contas e gerenciamento de contas globais a clientes de gerenciamento de vendas sênior nos segmentos de consumo, industrial e automotivo. Também realiza palestras focada na área de eletrônica digital.

A Internet das Coisas: Por que “Confiança por Design” é importante?

Por Steve Olshansky
Gerente de Programas de Tecnologia da Internet

Como vimos claramente nos últimos anos, proteções inadequadas de segurança e privacidade na Internet das Coisas (IoT) podem ter impactos devastadores − em usuários da Internet e infraestrutura básica. O ataque de negação de serviço (distributed denial of service, ou DDoS) distribuído pela rede de robôs Mirai em 2016 foi um exemplo dramático dos efeitos da falta de segurança nos dispositivos IoT, e os ursos de pelúcia conectados à CloudPets tiveram a venda suspensa pela maioria dos varejistas, após ter sido revelado que milhões de gravações de voz entre pais e seus filhos foram expostas. Mas as ameaças desses dispositivos inseguros não desaparecem quando eles são atualizados ou recuperados, já que frequentemente muitos deles ainda estão em serviço e ainda estão vulneráveis.

Por causa disso, a Internet Society está particularmente focada em melhorar a segurança e a privacidade da IoT do consumidor. Como uma área em rápido crescimento, ela é especialmente vulnerável e tem sido explorada por agentes maliciosos.

É por isso que incentivamos os fabricantes a adotarem a “Confiança por Design”.

“Confiança por Design” (Trust by Design) − um termo genérico que inclui Privacidade por Design e Segurança por Design − é um componente essencial de um ecossistema saudável da IoT. Ele tem implicações significativas além da IoT para a saúde da Internet como um todo, e para todos os seus usuários.

O conceito Privacidade pelo Design (Privacy by Design) foi desenvolvido nos anos 90 pela Dra. Ann Cavoukian, em resposta aos efeitos crescentes e sistêmicos das tecnologias da informação e dos sistemas de dados em larga escala. Desde então, tornou-se um conceito fundamental, subjacente a grande parte do trabalho sobre proteção de privacidade que se seguiu. Existem 7 princípios fundamentais:

  1. Proativo não reativo: preventivo não corretivo
  2. Privacidade como configuração padrão
  3. Privacidade incorporada ao design
  4. Funcionalidade total: soma positiva, não soma zero
  5. Segurança de ponta a ponta: proteção total do ciclo de vida
  6. Visibilidade e transparência: mantenha-as abertas
  7. Respeito pela privacidade do usuário: mantenha-o centrado no usuário

Embora todos os 7 princípios sejam essenciais, há uma ênfase especial em (especialmente para os fabricantes): a privacidade incorporada ao design.

“Medidas de privacidade são incorporadas ao design e arquitetura dos sistemas de TI e das práticas de negócios. Estas medidas não são anexadas como complementos após o fato. O resultado é que a privacidade se torna um componente essencial da funcionalidade principal que está sendo entregue. A privacidade é, portanto, integral ao sistema, sem diminuir a funcionalidade”.

Existem várias interpretações de Segurança por Design (Security by Design). A Open Web Application Security Project (OWASP) Foundation faz um bom trabalho ao explicar os princípios fundamentais:

  1. Minimize a área da superfície de ataque
  2. Estabeleça padrões seguros
  3. Princípio do menor privilégio
  4. Princípio da defesa em profundidade
  5. Falhe com segurança
  6. Não confie nos serviços
  7. Separação de funções
  8. Evite a segurança pela obscuridade
  9. Mantenha a segurança simples
  10.  Corrigir corretamente os problemas de segurança

Nós acreditamos que a segurança adequada deve ser incluída em todas as etapas do projeto e da arquitetura dos sistemas de IoT, não como uma reflexão tardia.

A Estrutura de Confiança de Segurança e Privacidade da IoT (IoT Trust Framework) da Online Trust Alliance (OTA, uma iniciativa da Internet Society) tem 40 princípios fundamentais que fornecem um conjunto de diretrizes para os fabricantes, à medida que eles projetam e desenvolvem produtos e serviços − com privacidade e segurança como prioridade máxima. Desenvolvido através de um processo multissetorial orientado por consenso, essa IoT Trust Framework é única por duas maneiras significativas:

  • Ela leva em consideração os problemas do ciclo de vida associados aos produtos e serviços da IoT.
  • Ela aborda todo o ecossistema, de forma holística, incluindo dispositivos/sensores, aplicativos móveis e serviços de back-end. A maioria das estruturas se concentra apenas nos dispositivos, mas um sistema é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Há muita coisa que todos nós podemos fazer. Em particular, é importante que:

  • Os fabricantes tomem medidas positivas para melhorar a segurança e a privacidade dos dispositivos que produzem.
  • Os varejistas entendam o papel que desempenham e o impacto que podem ter quando levam em conta esses fatores ao decidir quais produtos vender.
  • Os consumidores informem a si mesmos, usando fontes confiáveis, para entender os aspectos de segurança e privacidade dos dispositivos da IoT que estão considerando comprar, ou que já estão usando.
  • Os formuladores de políticas e reguladores analisem os papéis que podem desempenhar e trabalhem em conjunto com outras partes interessadas para obter melhores resultados

Saiba mais sobre a Confiança por Design (em inglês aquie o que fabricantes, varejistas, consumidores e formuladores de políticas podem fazer:

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+ Networking com todo o ecossistema de IOT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IOT divulgados para todo o mercado.

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Fonte: Internet Society

Usando a tecnologia de veículos autônomos para tornar as estradas atuais mais seguras

Por Professor Amnon Shashua

A segurança sempre foi nossa Estrela do Norte. Vemos isso como um imperativo moral para buscar um futuro com veículos autônomos (AV – autonomous vehicles), mas não devemos esperar até termos hoje a tecnologia para ajudar a salvar mais vidas.

Fundamentalmente, também acreditamos que tudo o que fazemos deve ser dimensionado, e buscamos constantemente as melhores formas de adequar nossa tecnologia às necessidades do mercado. Fundada na ideia de que podemos usar a tecnologia de visão computacional para ajudar a salvar vidas na estrada, a Mobileye tornou-se pioneira em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS – Advanced Driver Assistance Systems). Esses recursos estão agora sendo ampliados para se tornarem os blocos de construção de um veículo totalmente autônomo.

O mesmo também é verdadeiro, quando visto ao contrário. Novas tecnologias desenvolvidas especificamente para AVs estão permitindo uma maior escala de sistemas de assistência de direção avançados e estão trazendo um novo nível de segurança para as estradas.

A tecnologia dos AVs eleva os ADAS ao próximo nível

Existem cinco níveis comumente aceitos de autonomia veicular (zero não é autonomia). Os sistemas ADAS se enquadram nos níveis 1 e 2, enquanto que os níveis 3 a 5 são graus de autonomia que vão desde a autonomia em algumas circunstâncias até a plena autonomia, sem intervenção humana.

Enquanto carros de nível 1 e 2 podem ser comprados hoje, carros com diferentes graus de autonomia ainda estão em desenvolvimento. Sabemos que carros autônomos são tecnicamente possíveis. Mas o verdadeiro desafio para tirá-los do laboratório e ir para as ruas e estradas é responder questões mais complexas, como aquelas em torno da garantia de segurança e da aceitação social. Para tanto, temos inovado em torno dos facilitadores mais difíceis da tecnologia AV, como mapeamento e segurança.

Esse envelope de tecnologia que projetamos para os AVs levará os ADAS ao próximo nível.

Na Mobileye, desenvolvemos a tecnologia Road Experience Management™ – REM™ (Gerenciamento de Experiência Rodoviária) para coletar os mapas necessários para AVs − que chamamos de Roadbook Global™ (Livro Global de Estradas). Estamos agora aproveitando esses mapas para melhorar a precisão dos recursos dos ADAS. Um exemplo disso é o trabalho que a Volkswagen e a Mobileye estão continuando em seus esforços para materializar uma proposta de L2+ , combinando as tecnologias de câmera frontal e Roadbook, e alavancando o recurso de coleta de dados anunciado anteriormente. A atividade de desenvolvimento em andamento tem como alvo um amplo envelope operacional L2+ , direcionado ao mercado de distribuição em massa.

Também desenvolvemos a abordagem matemática de segurança sensível à responsabilidade (RSS – Responsibility-Sensitive Safety) neutra em tecnologia, para uma tomada de decisões mais seguras dos AVs, que está ganhando força à medida que a indústria e os governos anunciaram planos para adotar a RSS para seus programas de AVs, e nos ajudar a desenvolver um padrão da indústria para segurança dos AVs. Por exemplo, a China ITS Alliance − o órgão de normas do Ministério de Transporte da China − aprovou uma proposta para usar o RSS como estrutura para seu próximo padrão de segurança dos AVs; A Valeo adotou o RSS para seu programa de AVs e concordou em colaborar com os padrões do setor; e Baidu anunciou uma implementação de código aberto bem-sucedida de RSS no Project Apollo.

Hoje, estamos levando a tecnologia RSS de volta ao nosso laboratório dos ADAS e propondo seu uso como um aumento proativo da frenagem automática de emergência (AEB – automatic emergency braking). Chamamos isso de freio preventivo automático (APB – automatic preventative braking). Usando fórmulas para determinar o momento em que o veículo entra em uma situação perigosa, o APB ajudaria o veículo a retornar a uma posição mais segura, aplicando uma frenagem preventiva pequena e quase imperceptível, em vez de uma frenagem brusca, para evitar uma colisão.

Se o APB for instalado em todos os veículos, usando uma câmera voltada para a frente, acreditamos que esta tecnologia poderá eliminar uma proporção substancial de colisões frontais e traseiras, resultantes de decisões erradas. E se adicionarmos a detecção de uma câmera que enxerga em toda a volta e o mapa na equação, para que a frenagem preventiva possa ser aplicada em mais situações, poderemos esperar eliminar quase todas as colisões dessa natureza.

Acreditamos que as tecnologias preventivas, como o APB, são a chave para alcançar a “Visão Zero”, e esperamos que a adoção onipresente possa levar a quase zero mortes e lesões decorrentes de acidentes rodoviários resultantes de decisões erradas ao volante. Ele se destacaria de outras ferramentas no kit de ferramentas global Vision Zero, pois ele ficaria no carro − não na infraestrutura ao redor. Em vez de colocar obstáculos que interferem no fluxo de tráfego − como lombadas ou limites reduzidos de velocidade − o APB ajustará proativamente a velocidade do veículo para manter a segurança somente quando for necessário, melhorando, assim, a segurança sem sacrificar o fluxo do tráfego.

Além dos veículos autônomos

Além dos efeitos colaterais da tecnologia AV para os ADAS, estamos descobrindo aplicativos e fluxos de receita totalmente novos, que vão além do veículo.

Um bom exemplo é a nossa nova parceria com a Ordnance Survey, uma das agências de mapeamento mais sofisticadas do mundo. Ao equipar as frotas de serviços públicos com o nosso sistema de modernização Mobileye 8 Connect™, mapearemos o Reino Unido para os AVs e ofereceremos nosso primeiro produto de serviços de dados para as empresas de serviços públicos. Imagine se, em vez de ter que passar por obstáculos burocráticos por meses a fio e confiar em informações imprecisas e desatualizadas para fazer um simples furo no solo, o processo foi rápido porque, usando nossos dados REM, você poderia facilmente mapear os ativos subterrâneos para os marcos correspondentes sobre o solo. Este exemplo sugere uma tremenda promessa para um conjunto totalmente novo de usos para a tecnologia que estamos desenvolvendo para os AVs e ajuda a cumprir a promessa da cidade inteligente.

Os AVs são nosso salto coletivo para a Lua

Levará algum tempo até que os AVs cumpram a promessa de ajudar a salvar vidas. Enquanto isso, nossa tecnologia ADAS está conquistando um reconhecimento significativo das principais agências de classificação de segurança do mundo, pois reconhecem o poder de salvar vidas dos sistemas de segurança ativa baseados em câmeras. Em 2018, 16 modelos receberam uma classificação de segurança de cinco estrelas do EuroNCAP − 12 deles com tecnologia de prevenção de colisão Mobileye.

Grande parte desta tecnologia está abrindo o caminho para nosso futuro autônomo e formará a base das primeiras ofertas autônomas de Mobilidade como Serviço, inclusive na China com a Beijing Bus e em Israel com a parceria Grupo Volkswagen/Champion Motors/Mobileye.

Enquanto isso, nosso negócio de ADAS continua a crescer e inclui um acordo com a Great Wall Motor Company, para levar carros ADAS movidos a Mobileye para o mercado fora da China. Isso limita um ano em que realizamos 28 novas vitórias em design de 24 OEMs e oito Tier, 20 lançamentos de programas com 78 modelos de veículos de 16 OEMs e cinco Tier − 56 desses modelos com funcionalidades avançadas.

Temos a obrigação moral de apresentar o máximo possível de benefícios de segurança dos ADAS. Isso significa trabalhar com todos aqueles que acreditam na Vision Zero para adotar o poder de salvar vidas dos ADAS em todo o seu espectro − desde os retrofit até os embarcados e do Nível 1 ao 3, enquanto também se move rapidamente para definir padrões de segurança para AVs. Vidas humanas estão na linha, e é por isso que a Mobileye e a Intel continuarão a seguir a estrela da segurança.

Prof. Amnon Shashua é Vice-Presidente sênior da Intel e Presidente e CEO da Mobileye, uma Empresa Intel.

Legenda da foto: O Presidente e CEO da Mobileye, Prof. Amnon Shashua, mostra o EyeC5 SoC durante o evento de notícias da Intel Corporation na CES 2019 em 7 de janeiro de 2019, em Las Vegas. O EyeQ5 é o sistema on-chip de quinta geração da Mobileye para sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas. Ele está agora em produção com ganhos de design totalizando 8 milhões de unidades. A Mobileye está promovendo um ecossistema de desenvolvedores para expandir o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma EyeQ (Crédito: Walden Kirsch/Intel Corporation).

Fonte: Intel Newsroom

Consumer Electronics Show (CES): tudo está conectado, mas e sobre segurança e privacidade?

Por Steve Olshansky (Gerente de Programa de Tecnologia da Internet, Internet Society) e Jeff Wilbur (Diretor Técnico, Online Trust Alliance)

No mês passado, nós estivermos na Consumer Electronics Show (também conhecida como CES) em Las Vegas, com mais de 180.000 de nossos amigos mais próximos. E, se você quisesse falar com todos os 4.500 expositores presentes, você teria menos de 30 segundos para cada estande. Muitos artigos abordaram as novidades legais, por isso, neste blog, vamos discutir nossas impressões gerais relacionadas ao nosso trabalho sobre segurança e privacidade da IoT do consumidor.

Não surpreendentemente, houve muitas sessões de conferências interessantes e uma grande variedade de produtos inovadores em exibição, incluindo alguns que pareciam aumentar os limites de credibilidade em suas reivindicações. A integração de dispositivos com plataformas de voz e outras plataformas estava em toda parte − Amazon Alexa, Google Assistant, Apple HomeKit e Samsung SmartThings sendo os mais amplamente adotados até hoje. O 5G foi um tema quente, especialmente por suas velocidades e flexibilidade aprimoradas, embora detalhes específicos sobre sua disponibilidade ainda sejam difíceis de definir.

Atualmente, tudo está sendo conectado à Internet − desde brinquedos para gatos a simuladores esportivos e automação residencial. Uma área que parece estar ganhando mais tração, porque foi além do estágio de “engenhoca”, e está resolvendo problemas reais, são os serviços para a saúde e o bem-estar prestados no lar. Eles variam de ferramentas para monitorar e melhorar sua saúde até ferramentas que monitoram pessoas idosas ou deficientes, e que enviam alertas ou prestam assistência. Esses dispositivos conectados à nossa volta estão coletando e transmitindo uma grande quantidade de dados sobre nós − nossos hábitos, nossos interesses, nossos movimentos (tanto físicos quanto online), nossas comunicações (em muitos casos, incluindo nossas conversas faladas), e sobre outros dispositivos que usamos. O aprendizado das máquina e a inteligência artificial estão sendo aplicados tanto para analisar atividades (o que a câmera está vendo?) quanto para controlar, proativamente, os arredores (acender luzes e ligar uma lista de coisas, quando você chega do trabalho).

O que leva a muitas perguntas, que incluem:

  • O que acontece com todos esses dados depois de coletados e transmitidos para a nuvem? Quem tem acesso a eles e em que circunstâncias?
  • O que está acontecendo nos bastidores, dentro dos e entre os fabricantes, para correlacionar e analisar os dados coletados e tirar conclusões sobre nós e nossas vidas?
  • Se houver, de quais capacidades os usuários precisam para entender e controlar o que está sendo coletado e transmitido, e como está sendo usado?
  • Os usuários têm a capacidade para revisar os dados retidos e excluir alguns ou todos os pedidos?
  • Como consumidores, quanto podemos esperar que a indústria monitore e se policie?
  • Qual deveria ser o papel dos reguladores e das autoridades políticas na proteção dos consumidores contra ações inadequadas por parte dos fabricantes e dos prestadores de serviços a eles relacionados?

Embora a segurança e a privacidade tenham sido discutidas em algumas sessões específicas, o foco em recursos, funcionalidade e conveniência determinou o dia. Como as manchetes frequentes sobre lapsos de segurança e privacidade nos serviços de IoT para os consumidores aumentaram a conscientização e as preocupações, tanto dos consumidores quanto dos formuladores de políticas, acreditamos que a indústria tem a oportunidade de abordar, de maneira proativa, a segurança e a privacidade, e torná-las parte da discussão central. Para ajudar a fornecer orientações sobre a implementação de níveis apropriados de segurança e privacidade, a Online Trust Alliance (OTA), uma iniciativa da Internet Society, produziu o Quadro de Confiança de IoT. Esse conjunto de 40 princípios abrange questões de segurança, privacidade e sustentabilidade no longo prazo (ciclo de vida). Ela pretende ser um guia para os fabricantes de IoT, para compras (incluindo governos) e para os varejistas usarem como um “filtro” para avaliar os produtos e serviços que eles escolhem para vender.

Como você pode aprender mais? A Internet Society produziu vários recursos sobre as várias questões que envolvem a IoT, inclusive com nosso parceiro Consumers International (a associação de membros de grupos de consumidores em todo o mundo), como (Nota do Editor: boa parte desses materiais estão sendo traduzidos e serão publicados aqui no site da ABINC ao longo do tempo):

E, finalmente, nosso centro de recursos da IoT em https://www.internetsociety.org/iot/

O futuro conectado está aqui. Imagine as possibilidades. #GetIoTSmart

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+ Networking com todo o ecossistema de IOT ABINC;

+ Ter seus casos de sucesso em IOT divulgados para todo o mercado.

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Building TrustInternet of Things (IoT)Privacy

Fonte: internetsociety.org

Artigo traduzido e compartilhado sob licença:

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O berçário conectado

Neste mês, a internetsociety.org pediu aos pais que compartilhassem suas experiências sobre criar filhos na era da tecnologia. A autora convidada desta vez foi Kimberly Rae Miller, autora de Beautiful Bodies e do best-seller de memórias Coming Clean.

Ser pai significa viver com ansiedade constante e subjacente sobre quase tudo, desde como cortar cachorros-quentes, até a velha jaqueta de inverno versus o enigma do assento do carro, até saber se toda a tecnologia usada para manter as crianças vivas/tornar a vida com elas mais fácil, na verdade, vai acabar com elas/destruir sua vida.

Este último tópico requer um pouco de dissonância cognitiva. A maioria de nós conhece pelo menos algumas das armadilhas da nossa vida conectada. Afinal de contas, o assistente digital na minha sala sabia que eu estava grávida novamente cerca de cinco segundos depois que eu fiz o teste (e sim, há testes de gravidez caseiros com Bluetooth), e, quase imediatamente, anúncios de fraldas e de mobília para berçário começaram a aparecer quando eu fiz compras online. Na maior parte do tempo, deixo de lado o quanto isso me incomoda, porque as engenhocas e os dispositivos que tornam a maternidade um pouco mais fácil talvez valham a invasão de privacidade.

Quando eu estava grávida do meu filho de dois anos de idade, eu sabia que não conhecia muitas coisas e estava disposta a desembolsar uma boa parte de minhas economias para adquirir qualquer coisa que prometesse manter meu bebê seguro. Obcecada com todos os anúncios de mídia social relacionados ao bebê, passei horas discutindo se deveria comprar um glorificado aquecedor de mamadeiras, que enviaria fórmulas com base na idade do meu filho e registrava a ingestão de alimentos, além de fazer planilhas para comparar e contrastar as virtudes de vários monitores de bebê. Claro, nossos amigos nos deram um antigo monitor de áudio, mas a extravagante câmera para a qual eu continuava a voltar, significava que cada movimento de meu bebê seria transmitido em um feed de 24 horas… contanto que eu continuasse pagando a taxa de assinatura mensal. Será que algum babaca na Internet me observaria enquanto eu amamentava, ou tentaria descobrir o nome do meu primeiro animal de estimação − talvez, mas eu me importava mais com meu bebê do que com a minha privacidade.

Gastei 300 dólares por uma meia mágica, que monitorava a frequência cardíaca e a respiração do meu bebê enquanto ele dormia. Uma necessidade que eu prontamente vendi por cerca da metade do que paguei, quando percebi que meu filho nunca dormiu o suficiente para que isso fosse um problema. Agora que estamos em pleno território infantil, eu me vejo constantemente tentando administrar a vida online de um garoto de dois anos, que pode navegar no meu tablet melhor do que eu e que pode invocar maratonas de “Tubarões de bebês” de qualquer espaço em nossa casa, graças a essas coisas digitais sempre presentes que eu uso, principalmente para verificar as condições do clima.

Talvez seja a síndrome do segundo filho, mas agora que estou grávida de novo, não estou tão tentada a investir na última tecnologia infantil. Provavelmente vou comprar outra câmera para o quarto desse garoto − eventualmente − mas, dessa vez, minhas prioridades estão mais focadas nos aspectos básicos de segurança. Então, talvez, apenas talvez, eu me apresse para adquirir a combinação de bloco/escala, que pode representar graficamente o crescimento do meu bebê no meu smartphone. Porque não adicionar mais uma coisa à obsessão? Afinal, eu sou uma mãe.

O futuro conectado está aqui. Imagine as possibilidades. #GetIoTSmart

Sobre a autora: Kimberly Rae Miller é uma autora, editora e blogueira best-seller, que vive em Nova York. Seu livro de memórias de 2013, Coming Clean, vendeu mais de 100.000 cópias em todo o mundo. Além disso, seus artigos sobre vida saudável foram publicados na rede de blogs da Conde Nast, no Social Workout, na rede de mulheres do Yahoo, em Shine, e em várias revistas. Ela também contribui com notícias sobre entretenimento para a Rádio CBS e a CBS New York.

Fonte: https://www.internetsociety.org/

Artigo traduzido e compartilhado sob licença:

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