Tecnologia e gestão industrial: 5 tendências das fabricas mais inteligentes

O desenvolvimento digital na indústria ainda é um dos grandes desafios a serem superandos pelas organizações ainda em 2019. Em um mercado acirrado e exigente, a eficiência é essencial para conquistar os consumidores e elevar a produção industrial.

Muitas empresas têm apostado em iniciativas digitais para aperfeiçoar os resultados do seu trabalho, desde a análise de big data, uso de inteligência artificial e impressão 3D. No entanto, os ganhos operacionais podem estar muito abaixo do que se espera da Indústria 4.0.

Pesquisas do Fórum Econômico Mundial identificaram que mais de 70% das empresas que investem em tecnologia não são capazes de superar a fase de testes. Por outro lado, as corporações que foram capazes de explorar as estratégias digitais com sucesso obtiveram elevação entre 20% a 50% no desempenho.

O Fórum identificou nove das melhores fábricas do mundo, selecionadas em um estudo realizado com mais de mil empresas. A pesquisa teve como base o impacto financeiro e operacional a partir da implementação bem sucedida das tecnologias da 4ª Revolução Industrial.

Em comum, as fábricas chamadas de “faróis” possuem equipes ágeis com conhecimento de domínio, análise, IoT e desenvolvimento de software. Nelas foram implementadas uma plataforma comum de dados / IoT e até 15 casos de uso já em ação. Eles estão pensando em escala e são ágeis.

Diferente das previsões apocalípticas, o uso das novas tecnologias e da robotização na Indústria 4.0 tem como objetivo melhorar a produtividade das empresas, criando ambientes de trabalho mais seguros, sem deixar de lado as pessoas e a sustentabilidade.

Com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, a Internet of Business, publicou um guia para a Indústria 4.0 em 2019. Destacamos 5 pontos importantes:

1) Cobots

Segundo o Fórum Econômico Mundial as corporações que investem em inovações digitais e na robótica para que os funcionários possam melhorar a sua produtividade terão mais sucesso que as empresas que pensam apenas em substituir a mão de obra humana.

Estima-se que inteligência artificial (IA), a robótica e a automação abrirão 58 milhões de novos postos de trabalho até 2022. A tecnologia terá grande impacto na sociedade, já que, apesar do ganho líquido no número total empregos, muitos postos serão perdidos.

As mudanças exigirão investimentos de empresas e governos na capacitação e qualificação da mão de obra. Nas fábricas, os funcionários precisarão passar por treinamentos para que possam trabalhar ao lado dos “cobots”, robôs autônomos que contribuem para melhorar o desempenho dos humanos.

A empresas também deverão incentivar os funcionários a buscar centros de qualificação técnica para aperfeiçoar as habilidades de trabalho. E caberá aos governos, com a parceria do setor privado, investir em centros de formação profissional para atender a demanda da indústria e da sociedade, que pode ficar às margens do desenvolvimento.

2) Robótica de nuvem

As inovações na robótica estão permitindo que usuários finais possam personalizar e otimizar as soluções da tecnologia para a sua própria necessidade, tornado obsoleto o sistema de controle de proprietário.

Com a robótica nas nuvens, forças de trabalho globais estão mais flexíveis e eficientes, permitindo que os robôs posam ser controlados remotamente em qualquer lugar do mundo.

Ainda nos próximos dois anos, espera-se que o controle de voz por assistente de IA, sejam capazes de processar a linguagem natural. As inovações na assistência por voz mudarão completamente as relações de consumo e as estratégias de vendas.

3) Serviço de robótica

Algumas empresas estudam maneiras diferentes para tornar os robôs mais acessíveis para a indústria. De modo geral, ao invés de fazer um grande investimento na compra de robôs, será possível apenas alugá-los, de acordo com a sua necessidade.

O conceito de robótica como serviço está ganhando espaço na indústria e na logística. Além do custo reduzido, o cliente obtém mais facilidade para poder atualizar os robôs de sua fábrica à medida que surgem outros atualizados para atender a demanda de trabalho.

4) Gêmeos digitais

Um gêmeo digital é uma representação virtual de um sistema do mundo real. Uma fábrica pode, por exemplo, criar um gêmeo digital da linha de produção e aplicar simulações de vários processos nessa criação.

Dessa forma é possível prever problemas antes que eles aconteçam. Com as simulações também é possível melhorar a eficiência da cadeia produtiva, aumentando a produtividade da empresa.

Quando combinados com sensores que monitoram temperatura, pressão, rotação e outros fatores críticos, os trabalhadores podem evitar problemas de maneira mais eficaz e reagir mais rapidamente – geralmente graças a alertas enviados a dispositivos móveis.

5) Segurança cibernética

Uma pesquisa da Cyber Security revelou que as ameaças de um ataque cibernético está impedindo os fabricantes de investir em tecnologias digitais. A insegurança é justificada, já que 48% os fabricantes do Reino Unido foram vítimas de um ataque cibernético. 12% dos fabricantes sequer têm medidas implementadas para mitigar as ameaças cibernéticas.

Ainda segundo o relatório, o governo tem trabalhado para melhorar a segurança cibernética nacional, no entanto, nenhuma prioridade foi dada às necessidades específicas da indústria.

59% dos fabricantes relatam que já foram solicitados por seus clientes a comprovar suas medidas de segurança cibernética. Coube ao setor buscar meios para assegurar e garantir a eficiência de seus processos.

Espera-se que em 2019 a indústria invista ainda mais para garantir que as inovações digitais sejam mais seguras e atualizadas regularmente contra ameaças de segurança digital.

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Referências: Internet of Business, CIO

Olhando para trás e para frente: como as tendências tecnológicas de 2018 serão implementadas em 2019

Por Anna Kucirkova

Nos últimos anos, as tendências tecnológicas foram cada vez mais rápidas e nos levaram ainda mais longe no futuro da ficção científica do que nossos ancestrais jamais poderiam ter previsto. De dispositivos habilitados em casas inteligentes, que controlam os termostatos e refrigeradores de todo o país, para criptografar moedas democráticas e seguras, que fornecem reservas de valor garantidas, as tendências recentes trouxeram muitas tecnologias de sonho.

Muitos avanços têm sido mais sutis, mas igualmente promissores e transformadores, desde análises inteligentes em aplicativos existentes de consumo e profissionais, até melhorias graduais mais completas da inteligência artificial, que impulsionam tudo, desde carros autônomos até a previsão de textos em seu smartphone.

À medida que estudamos as tendências tecnológicas do ano passado, analisamos melhor o que será a tendência em 2019 e mais adiante, o que dá à sua empresa uma vantagem sobre quais ferramentas e tecnologias logo estarão disponíveis para melhorar seus processos e sua produtividade.

O que parecia ficção há alguns anos, agora é possível obter com um Apple Watch comum. Imagine o que os próximos anos trarão.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial tem sido o santo graal do aprimoramento tecnológico. Longe de ser objeto de filmes de ficção científica de décadas passadas, a inteligência artificial (ou AI) é um termo genérico para aprendizado das máquinas e outras soluções computadorizadas para problemas aparentemente complexos, que podem ser processados através de um sistema de tarefas computacionais, que resultam em “aprender” ou intuir soluções para os problemas.

Embora o aprendizado dinâmico em larga escala, como o que temos visto nos filmes que prometem soberanos robôs, ainda esteja muito distante, a AI Limitada (Narrow AI) foi uma das maiores tendências de 2018 e promete continuar no novo ano. A IA limitada consiste de soluções de aprendizado das máquinas altamente especializadas, que visam uma tarefa específica, como dirigir um veículo ou entender linguagem escrita ou auditiva.

De publicidade inteligente a pesquisas de fotos, e a carros de condução autônoma ou assistida, a IA está melhorando continuamente à medida que a tecnologia por trás dela vai sendo aprimorada.

As empresas devem se concentrar nos resultados possibilitados pelos aplicativos que atualmente utilizam a IA nas ofertas. Estes aplicativos incluem os anúncios direcionados em sites de mídia social, como Facebook e Instagram, e muitos programas de análise, além de softwares preditivos de design e logística.

Aplicações e Análises Inteligentes

Como demonstrou a primeira onda de aplicativos aumentados por IA, aplicações e análises inteligentes são uma das tendências tecnológicas mais diretas e promissoras dos últimos anos. A IA é executada num segundo plano de muitos aplicativos preexistentes, e já está melhorando invisivelmente a experiência do usuário, ou está em testes beta, à medida que os desenvolvedores de aplicativos procuram melhorar a experiência do usuário e o potencial de negócios desses produtos por meio da IA.

Análises avançadas, atendimento automatizado ao cliente e processos inteligentes estão no horizonte, à medida que aplicativos inteligentes continuam melhorando os serviços que os computadores podem oferecer. Os aplicativos inteligentes reduzem a quantidade de inputs e de aplicativos especializados exigidos pelas pessoas e pelos sistemas que elas estão usando, o que continuará a transformar o local de trabalho e as descrições de cargos em todos os setores de atividades.

Suporte virtual ao cliente, serviços inteligentes de tradução e funcionalidade expandida de aplicativos prometem reduzir a carga dos funcionários, pois os aplicativos fornecem serviços que muitas vezes costumavam exigir uma equipe de funcionários dedicados. No entanto, a intenção das aplicações inteligentes não é substituir as pessoas, mas sim aumentar sua atividade e tornar a experiência do usuário e a experiência voltada para o cliente melhor do que nunca.

Com a IA, a mesma força de trabalho pode ser radicalmente mais produtiva e os clientes podem receber atendimento mais completo e imediato do que antes. Da mesma forma, a análise aumentada usa o aprendizado das máquinas para coleta e preparação de dados, além de extrapolação e descoberta de insights, o que beneficia os usuários de negócios, as equipes de operações e os cientistas de dados.

Coisas Inteligentes

Essa tendência começou com a difusão generalizada da “Internet das Coisas” (Internet of Things, ou IoT), que incorporava sensores e conectividade Bluetooth ou wi-fi em dispositivos anteriormente estáticos, de termostatos a máquinas de lavar, de sensores industriais à monitoria de equipamentos.

Ao disponibilizar esses dispositivos online, os desenvolvedores aproveitaram o poder da nuvem e a ampla conectividade para tornar vários dispositivos mais seguros, mais eficientes e fáceis de usar. A próxima onda de Coisas Inteligentes promete combinar a primeira onda da conectividade da Internet das Coisas com os avanços da IA, o que tornará as coisas conectadas mais inteligentes. Por exemplo, a inteligência artificial em uma câmera que já se conecta a um smartphone irá alimentar modos de disparo automatizados incrivelmente poderosos, que ultrapassam de longe as configurações “auto” antiquadas das primeiras câmeras digitais.

Ferramentas autônomas, como aspiradores e equipamentos agrícolas, também passarão do uso de sensores e geofences (uma geofence pode ser gerada dinamicamente − como em um raio ao redor de um ponto, ou uma geofence pode ser um conjunto predefinido de limites simples) para “visualização” e processamento de quantidades impressionantes de dados usando conectividade em nuvem, inteligência artificial integrada e análise avançada para tomar decisões, que poderão em breve ultrapassar até mesmo um operador humano dos mais experientes.

Um dos avanços futuros mais interessantes é a natureza colaborativa de coisas inteligentes e conectadas. Diferentes equipamentos agrícolas de diferentes fases de preparação, plantio e colheita podem trabalhar juntos, ou uma equipe de dispositivos de colheita especializados pode ser capaz de tomar decisões inteligentes sobre em quais fileiras trabalhar.

A promessa dessa tecnologia é ainda mais impressionante em áreas como equipamentos militares, processos industriais e operações de busca e salvamento, onde os riscos para os seres humanos são altos, mas o nível de colaboração e tomada de decisões geralmente exclui os dispositivos computadorizados.

Da Nuvem ao Edge

A Edge Computing é um avanço da Cloud Computing (computação em nuvem), que aproxima a coleta, o processamento e a entrega de conteúdo das fontes de informação.

Maior funcionalidade incorporada à Edge é um avanço promissor que favorece as nuvens locais, que podem ser integradas a projetos de infraestrutura com um grande número de coisas inteligentes.

Mesma localização e redes específicas para a Edge tornar-se-ão mais comuns à medida que mais coisas fiquem disponíveis online e inteligentes, e os novos projetos de redes refletirão o aumento do número de coisas inteligentes nos próximos anos.

Blockchain

Blockchain foi um dos maiores chavões nos últimos anos, graças ao seu uso no mundo das criptomoedas. Blockchain é um ledger token democratizado, distribuído e descentralizado, que remove o atrito ou a propriedade de bits de informação (daí o nome “Bitcoin”, ou criptomoeda). Blockchain permite que partes não verificadas troquem informações altamente seguras através de redes padrão e promete mudar indústrias e transações privadas.

Embora a blockchain tenha aparecido principalmente nas notícias por suas implicações financeiras, ela também é promissora e útil em modelos de segurança e distribuição de conteúdo, que teriam aplicações favoráveis no governo, saúde, compartilhamento de conteúdo, logística da cadeia de fornecimento e outras situações de transferência de dados.

A maior crítica da blockchain é que o protocolo é relativamente novo e não testado – mas, os bilhões de dólares em criptomoedas demonstraram que a tecnologia está pronta para ser o centro das atenções, mesmo que não esteja pronta para o investimento especulativo desenfreado.

As empresas podem ainda não estar prontas para utilizar a blockchain em seus processos diários, mas a tecnologia está sendo ativamente desenvolvida e testada e promete transformar a distribuição de dados e a segurança em todos os setores de atividade.

Biofeedback e Biohacking*

*É a atividade de explorar experimentalmente material genético, sem relação com padrões éticos aceitos, ou para objetivos criminais.

Os kits de genômica DIY (faça você mesmo) tornaram-se radicalmente mais acessíveis à medida que empresas como a Helix continuam a estudar genomas e utilizar a tecnologia da informação para mapear rapidamente conjuntos de informações, que costumavam exigir dezenas de cientistas trabalhando 24 horas por dia durante semanas a fio.

A genômica inteligente foi uma grande tendência em 2018, desde projetos simples de ancestralidade até a identificação de riscos à saúde por meio de testes caseiros simples, que há apenas alguns anos exigiriam testes médicos intensivos que custavam milhares de dólares.

Os sensores incorporados aos smartwatches de consumo e a dispositivos de fitness fornecem mais feedback do que os equipamentos hospitalares de alguns anos atrás. Embora o biohacking seja um tópico nebuloso e potencialmente controverso, o biofeedback e os avanços médicos disponíveis fornecerão, graças a melhorias recentes na tecnologia de sensores e análise de dados, grandes avanços para a saúde humana e para os cuidados com a saúde nos próximos anos.

O futuro é agora

Não importa em que ramo de atividades você trabalhe, ou quais tecnologias sua empresa ou vida pessoal atualmente envolvam, o futuro é promissor. Agora, os carros autônomos estão mais próximos da realidade do que nunca, e a análise inteligente significa que nossos e-mails podem praticamente se autodefinir. À medida que olhamos para 2019 (e além), uma coisa é clara − se você administrar uma grande empresa intensiva em operações, ou apenas precisar de uma pequena ajuda para responder a e-mails de atendimento ao cliente, o futuro é muito brilhante.


Sobre a autora: Anna Kucirkova trabalha como redatora há mais de 4 anos. Ela fala 3 idiomas, adora viajar e tem uma paixão por crianças e por escrever. Embora ela tenha estado em muitos lugares da Europa e do Sudeste Asiático, ela ainda quer explorar o resto do mundo.

Fonte: IQS Directory

Copyright: Artigo traduzido e republicado com autorização da autora.

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Usando a tecnologia de veículos autônomos para tornar as estradas atuais mais seguras

Por Professor Amnon Shashua

A segurança sempre foi nossa Estrela do Norte. Vemos isso como um imperativo moral para buscar um futuro com veículos autônomos (AV – autonomous vehicles), mas não devemos esperar até termos hoje a tecnologia para ajudar a salvar mais vidas.

Fundamentalmente, também acreditamos que tudo o que fazemos deve ser dimensionado, e buscamos constantemente as melhores formas de adequar nossa tecnologia às necessidades do mercado. Fundada na ideia de que podemos usar a tecnologia de visão computacional para ajudar a salvar vidas na estrada, a Mobileye tornou-se pioneira em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS – Advanced Driver Assistance Systems). Esses recursos estão agora sendo ampliados para se tornarem os blocos de construção de um veículo totalmente autônomo.

O mesmo também é verdadeiro, quando visto ao contrário. Novas tecnologias desenvolvidas especificamente para AVs estão permitindo uma maior escala de sistemas de assistência de direção avançados e estão trazendo um novo nível de segurança para as estradas.

A tecnologia dos AVs eleva os ADAS ao próximo nível

Existem cinco níveis comumente aceitos de autonomia veicular (zero não é autonomia). Os sistemas ADAS se enquadram nos níveis 1 e 2, enquanto que os níveis 3 a 5 são graus de autonomia que vão desde a autonomia em algumas circunstâncias até a plena autonomia, sem intervenção humana.

Enquanto carros de nível 1 e 2 podem ser comprados hoje, carros com diferentes graus de autonomia ainda estão em desenvolvimento. Sabemos que carros autônomos são tecnicamente possíveis. Mas o verdadeiro desafio para tirá-los do laboratório e ir para as ruas e estradas é responder questões mais complexas, como aquelas em torno da garantia de segurança e da aceitação social. Para tanto, temos inovado em torno dos facilitadores mais difíceis da tecnologia AV, como mapeamento e segurança.

Esse envelope de tecnologia que projetamos para os AVs levará os ADAS ao próximo nível.

Na Mobileye, desenvolvemos a tecnologia Road Experience Management™ – REM™ (Gerenciamento de Experiência Rodoviária) para coletar os mapas necessários para AVs − que chamamos de Roadbook Global™ (Livro Global de Estradas). Estamos agora aproveitando esses mapas para melhorar a precisão dos recursos dos ADAS. Um exemplo disso é o trabalho que a Volkswagen e a Mobileye estão continuando em seus esforços para materializar uma proposta de L2+ , combinando as tecnologias de câmera frontal e Roadbook, e alavancando o recurso de coleta de dados anunciado anteriormente. A atividade de desenvolvimento em andamento tem como alvo um amplo envelope operacional L2+ , direcionado ao mercado de distribuição em massa.

Também desenvolvemos a abordagem matemática de segurança sensível à responsabilidade (RSS – Responsibility-Sensitive Safety) neutra em tecnologia, para uma tomada de decisões mais seguras dos AVs, que está ganhando força à medida que a indústria e os governos anunciaram planos para adotar a RSS para seus programas de AVs, e nos ajudar a desenvolver um padrão da indústria para segurança dos AVs. Por exemplo, a China ITS Alliance − o órgão de normas do Ministério de Transporte da China − aprovou uma proposta para usar o RSS como estrutura para seu próximo padrão de segurança dos AVs; A Valeo adotou o RSS para seu programa de AVs e concordou em colaborar com os padrões do setor; e Baidu anunciou uma implementação de código aberto bem-sucedida de RSS no Project Apollo.

Hoje, estamos levando a tecnologia RSS de volta ao nosso laboratório dos ADAS e propondo seu uso como um aumento proativo da frenagem automática de emergência (AEB – automatic emergency braking). Chamamos isso de freio preventivo automático (APB – automatic preventative braking). Usando fórmulas para determinar o momento em que o veículo entra em uma situação perigosa, o APB ajudaria o veículo a retornar a uma posição mais segura, aplicando uma frenagem preventiva pequena e quase imperceptível, em vez de uma frenagem brusca, para evitar uma colisão.

Se o APB for instalado em todos os veículos, usando uma câmera voltada para a frente, acreditamos que esta tecnologia poderá eliminar uma proporção substancial de colisões frontais e traseiras, resultantes de decisões erradas. E se adicionarmos a detecção de uma câmera que enxerga em toda a volta e o mapa na equação, para que a frenagem preventiva possa ser aplicada em mais situações, poderemos esperar eliminar quase todas as colisões dessa natureza.

Acreditamos que as tecnologias preventivas, como o APB, são a chave para alcançar a “Visão Zero”, e esperamos que a adoção onipresente possa levar a quase zero mortes e lesões decorrentes de acidentes rodoviários resultantes de decisões erradas ao volante. Ele se destacaria de outras ferramentas no kit de ferramentas global Vision Zero, pois ele ficaria no carro − não na infraestrutura ao redor. Em vez de colocar obstáculos que interferem no fluxo de tráfego − como lombadas ou limites reduzidos de velocidade − o APB ajustará proativamente a velocidade do veículo para manter a segurança somente quando for necessário, melhorando, assim, a segurança sem sacrificar o fluxo do tráfego.

Além dos veículos autônomos

Além dos efeitos colaterais da tecnologia AV para os ADAS, estamos descobrindo aplicativos e fluxos de receita totalmente novos, que vão além do veículo.

Um bom exemplo é a nossa nova parceria com a Ordnance Survey, uma das agências de mapeamento mais sofisticadas do mundo. Ao equipar as frotas de serviços públicos com o nosso sistema de modernização Mobileye 8 Connect™, mapearemos o Reino Unido para os AVs e ofereceremos nosso primeiro produto de serviços de dados para as empresas de serviços públicos. Imagine se, em vez de ter que passar por obstáculos burocráticos por meses a fio e confiar em informações imprecisas e desatualizadas para fazer um simples furo no solo, o processo foi rápido porque, usando nossos dados REM, você poderia facilmente mapear os ativos subterrâneos para os marcos correspondentes sobre o solo. Este exemplo sugere uma tremenda promessa para um conjunto totalmente novo de usos para a tecnologia que estamos desenvolvendo para os AVs e ajuda a cumprir a promessa da cidade inteligente.

Os AVs são nosso salto coletivo para a Lua

Levará algum tempo até que os AVs cumpram a promessa de ajudar a salvar vidas. Enquanto isso, nossa tecnologia ADAS está conquistando um reconhecimento significativo das principais agências de classificação de segurança do mundo, pois reconhecem o poder de salvar vidas dos sistemas de segurança ativa baseados em câmeras. Em 2018, 16 modelos receberam uma classificação de segurança de cinco estrelas do EuroNCAP − 12 deles com tecnologia de prevenção de colisão Mobileye.

Grande parte desta tecnologia está abrindo o caminho para nosso futuro autônomo e formará a base das primeiras ofertas autônomas de Mobilidade como Serviço, inclusive na China com a Beijing Bus e em Israel com a parceria Grupo Volkswagen/Champion Motors/Mobileye.

Enquanto isso, nosso negócio de ADAS continua a crescer e inclui um acordo com a Great Wall Motor Company, para levar carros ADAS movidos a Mobileye para o mercado fora da China. Isso limita um ano em que realizamos 28 novas vitórias em design de 24 OEMs e oito Tier, 20 lançamentos de programas com 78 modelos de veículos de 16 OEMs e cinco Tier − 56 desses modelos com funcionalidades avançadas.

Temos a obrigação moral de apresentar o máximo possível de benefícios de segurança dos ADAS. Isso significa trabalhar com todos aqueles que acreditam na Vision Zero para adotar o poder de salvar vidas dos ADAS em todo o seu espectro − desde os retrofit até os embarcados e do Nível 1 ao 3, enquanto também se move rapidamente para definir padrões de segurança para AVs. Vidas humanas estão na linha, e é por isso que a Mobileye e a Intel continuarão a seguir a estrela da segurança.

Prof. Amnon Shashua é Vice-Presidente sênior da Intel e Presidente e CEO da Mobileye, uma Empresa Intel.

Legenda da foto: O Presidente e CEO da Mobileye, Prof. Amnon Shashua, mostra o EyeC5 SoC durante o evento de notícias da Intel Corporation na CES 2019 em 7 de janeiro de 2019, em Las Vegas. O EyeQ5 é o sistema on-chip de quinta geração da Mobileye para sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas. Ele está agora em produção com ganhos de design totalizando 8 milhões de unidades. A Mobileye está promovendo um ecossistema de desenvolvedores para expandir o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma EyeQ (Crédito: Walden Kirsch/Intel Corporation).

Fonte: Intel Newsroom