IoT promove economia na gestão de frotas conectadas

A Internet das Coisas (IoT) está se mostrando uma ferramenta muito produtiva para otimizar processos e melhorar o gerenciamento e rastreamento de frotas. Além de proporcionar segurança aos motoristas, a IoT também permite a medição da vida útil dos veículos, reduzindo os custos de manutenção. A tecnologia também pode medir o consumo de combustível, controlar a velocidade do veículo, definir rotas mais eficientes e até mesmo monitorar o desempenho do motorista.

 

Esse tema foi discutido no último webinar promovido pela Associação Brasileira para a Internet das Coisas – a Abinc do Brasil, e que está diponível no canal do Youtube da associação. O evento abordou a possibilidade de monitorar cada veículo em tempo real, permitindo que as empresas gerenciem melhor suas frotas e tornem o transporte mais produtivo e seguro.

 

“O segmento de transportes foi o que mais sentiu o preço abrupto do combustível. É possível customizar essa inteligência dentro das empresas, avaliando a linha e a rota, de maneira que gaste menos combustível. Por meio dos dados fornecidos pela IoT, conseguimos fazer uma inferência, estudando as informações operacionais e gerando um bom resultado para melhorar a eficiência energética das frotas”, destaca Alexandre Vargha, presidente do Comitê Auto e Mobilidade da Abinc.

 

Mas a inovação no setor de logística e transporte exige investimento e planejamento. Para André Nunes, fundador e desenvolvedor de negócios da Zane Eco BR, para iniciar um projeto como esse é preciso ter clareza sobre os objetivos e necessidades de sua empresa. “Quais são os dados que você quer buscar? A base de informações tem crescido, então se não tiver esse objetivo bem definido você inicia o projeto com uma complexidade maior que a necessária”, alerta o especialista.

 

“Hoje, a informação é muito valiosa. É como petróleo, temos que entendê-la e saber como refinar para transformar em combustível. E a grande pergunta que a gente faz: o que fazemos com esse tanto de informação? A tecnologia nos ajuda a otimizar essa tomada de decisão e processamento das informações”, relata o gerente de sistemas da Stoneridge, Bruno Gillioli.

Com conectividade, Brasil deve avançar rapidamente no desenvolvimento cidades inteligentes, prevê ABINC

Em um futuro próximo, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns; no entanto, falta de continuidade em trocas de gestões dos municípios pode ser um desafio.

 

“Uma Cidade Inteligente é aquela que entrega a tecnologia e usa o que tem de melhor com seus recursos para melhorar a vida das pessoas dentro do seu ecossistema”. Isso é o que reforça Aleksandro Montanha, líder do comitê de Cidades Inteligentes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC). Segundo ele, a conectividade e o 5G estão inaugurando uma nova fase de aplicações tecnológicas no Brasil, que vão potencializar ainda mais o uso de soluções para o desenvolvimento de cidades inteligentes, transformando o futuro em realidade.

 

O líder do comitê da ABINC explica que o 5G e a conectividade abrem um precedente para uma grande capacidade de processamento de sinais, que por consequência vão gerar soluções inéditas no Brasil. “Estamos em um momento onde a maturidade dos algoritmos de inteligência artificial permitem entregar resultados muito melhores, assim se aproximam muito das demandas existentes”, comenta.

 

Neste cenário, aplicações como carros autônomos e conectividade de streaming vão se tornar mais comuns, além de haver uma transição entre tecnologias de metaverso e realidade aumentada, mas existem ainda muitos desafios.

 

“O grande desafio que se instala agora é a diversidade de oferta de tecnologias. A multipluralidade de soluções que muitas vezes não se conversam ou não geram continuidade, geram passivos muito custosos para a administração pública. Esse momento, de forma equivocada, transmite a sensação que existe uma conformidade no trato com o investimento em inovação.”, afirma Aleksandro.

 

O Comitê de Cidades Inteligentes da ABINC tem como objetivo apresentar para a sociedade o que, de fato, é inovação. Atualmente, o grupo está envolvido em projetos para as “Smart Agro-Cities”, com ações em locais como Ivaiporã, cidade do Paraná. Com 30 mil habitantes e um olhar voltado para o agro, a cidade está desenvolvendo um projeto de tropicalização e, ao mesmo tempo, buscando um parceiro internacional para alavancar a tecnologia no município e no estado.

 

“Onde você tem recursos hoje de investimento e muita demanda reprimida é no campo. Então, eu acredito que vamos andar muito forte com a questão de infraestrutura de comunicação estendendo para áreas mais remotas, principalmente para áreas rurais. Por conta disso, nós vamos ter um desenvolvimento dessa integração do campo com as cidades”, adianta Montanha.

 

ABINC se une a entidades para apoiar alteração na Lei de Execuções Fiscais

Manifesto a favor da PL 2.243/2021 inclui empresas de tecnologia, telefonia e de outros setores produtivos, pois permite que contribuinte utilize, como defesa, a compensação administrativa não homologada antes do ajuizamento da execução

 

Em nota, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) declarou seu apoio à PL 2243/2021, que alterar a Lei de Execuções Fiscais. Segundo a entidade, ela também pode beneficiar empresas do setor de IoT e de outros segmentos de tecnologia do país.

“Atualmente, a empresa que tem créditos e sofre uma cobrança sobre outros tributos não pode realizar a compensação em âmbito judicial. Por isso, o grupo de associações incluiu empresas de tecnologia, telefonia e diversos outros setores produtivos”, explica Ricardo Azevedo, membro do Comitê Jurídico da ABINC.

 

O especialista explica que a alteração possibilitará que empresas que possuam créditos fiscais efetuem compensação com dívidas fiscais que são objeto da ação de cobrança pelo Fisco. Ao citar o grupo de associações (listadas abaixo), Ricardo Azevedo está se referindo ao manifesto que foi encabeçado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), que defende a aprovação do Projeto de Lei 2.243/2021, atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados.

 

Atualmente, o contribuinte não pode utilizar tal recurso em sede de embargos à execução fiscal, conforme cita o artigo 16, parágrafo 3º, da lei. Entretanto, apesar da previsão legal, há decisões judiciais conflitantes com relação ao tema, que oscilam entre permitir ou denegar a alegação da compensação supracitada.

 

O manifesto menciona que o problema se acarreta há anos e lembra que, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu no sentido de não haver essa divergência, o que resultou em um cenário de insegurança jurídica. “Os contribuintes têm buscado o Poder Judiciário para pleitear a matéria, apresentando consequências prejudiciais, como o aumento de gastos públicos, a morosidade, a falta de uniformização das decisões e a dependência ao complexo regime de precatórios”, diz o documento divulgado pela Brasscom. Por esse motivo, Projeto de Lei 2243/2021 foi apresentado no ano passado, com a proposta de alterar o art. 16, §3º da Lei de Execuções Fiscais, visando excluir o termo “nem compensação” do rol de matérias vedadas para defesa dos contribuintes em sede de embargos à execução fiscal.

 

“Esse Projeto possui ampla relevância para a sociedade em geral, para as empresas brasileiras e para as entidades que subscrevem este manifesto, pois há urgente necessidade de pacificação da divergência sobre o tema, a fim de promover maior segurança jurídica aos contribuintes que venham a sofrer execuções fiscais, mas que porventura tenham algum crédito ainda não homologado pelo Poder Público”, alerta o manifesto.

 

Confira lista de entidades que assinaram o manifesto:

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas
ABISEMI – Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores
Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Abratel – Associação Brasileira de Rádio e Televisão
ABT – Associação Brasileira de Telesserviços
APETI – Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
AsBraAP – Associação Brasileira de Agricultura de Precisão
Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais
FABUS – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus
FecomercioSP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática
LISBrasil – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Sistemas de Informação Laboratorial
TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

ABINC participa de lançamento do Polo Agrotech em Ivaiporã/PR

A ABINC, por meio do presidente Paulo José Spaccaquerche, participou do lançamento do Polo Agrotech na cidade de Ivaiporã/PR. O evento, realizado na última segunda-feira (06/06), marcou também a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, com o objetivo de implantar tecnologias IoT para a cidade.

 

O Polo Agrotech é o projeto da Incubadora Tecnológica da Prefeitura de Ivaiporã/PR, que tem parcerias com a ABINC, Kotra e Tecpar, pretendendo implementar soluções inteligentes por meio da IoT. Essas parcerias vão tirar do papel iniciativas como a configuração do primeiro SandBox IoT da ABINC no Brasil, desenvolver soluções inovadoras para o agronegócio, atrair empresas e investidores juntamente com a Kotra e identificar oportunidades de soluções em tecnologias que possam promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental do município com o Tecpar.

 

Foi imprescindível o apoio do Líder do comitê de Smart Cities da ABINC, Aleksandro Montanha, do prefeito de Ivaiporã, Carlos Gil, bem como do diretor de Indústria, Comércio, Turismo, Agronegócio, Tecnologia e Inovação do município, Alex Sandro da Fonseca.

O IoT tornando a indústria brasileira mais competitiva

A indústria brasileira vem sofrendo constante pressão nos últimos 20 anos, seja por políticas fiscais inadequadas, altos encargos sobre a folha salarial, caminhos tortuosos para fontes de financiamento à inovação ou simplesmente a acirrada competição global. Independentemente dos motivos, o resultado é único: a indústria brasileira vem se tornando menos competitiva a cada ano, embora alguns setores ainda se destaquem, como a cadeia da agroindústria por exemplo.

 

Neste contexto global, o Brasil não pode ficar para trás e várias iniciativas de associações, sindicatos e do governo buscam em um primeiro momento compreender a situação atual, as principais dores e quais os remédios mas, ao contrário de soluções paliativas, o desafio agora é como não dar novos passos para trás daqui a alguns anos.

 

E nesse cenário as tecnologias da Indústria 4.0 vieram para ficar, alinhadas com o programa do Governo Federal Brasil Mais Produtivo 4.0 com foco em reduções de custos produtivos, aumento de produtividade, ganhos de qualidade no processo e retorno financeiro (https://brasilmais.economia.gov.br/ ).

 

 

E a Internet das Coisas?

Dentre as tecnologias que suportam a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, a Internet das Coisas tem papel de destaque na Indústria, cobrindo diversas aplicações alinhadas com as verticais do Brasil mais produtivo 4.0:

 

Sensores para monitoramento de equipamentos remotamente aliado a algoritmos de predição de falhas, permitindo que os gestores de manutenção tenham uma visão global do status de cada motor, bomba, painel elétrico, apenas para citar alguns; reduzindo o tempo de resposta e evitando quebras inesperadas, já que paradas não programadas significam perda de produção, horas extras, falhas de abastecimento  e custos não previstos, entre outros.

 

Monitoramento de processos produtivos através do sensoriamento e análises de padrões é possível entender como os processos, que foram em algum momento definidos e simulados, estão funcionando no mundo real onde existem paradas não programadas, falta de energia, falta de componentes, rotatividade de funcionários, etc.. Tudo isso em tempo real que em conjunto com painéis de gestão e visualização proporcionam ao gestor da fábrica uma visão em tempo real de gargalos, ociosidades e falhas operacionais.

 

Sensoriamento e controle de ambientes com sensores inteligentes de monitoramento de temperatura local, níveis de monóxido e dióxido de carbono e particulado em suspensão, tornando os processos produtivos que envolvem geração de calor (processos de fundição por exemplo) ou então partículas em suspensão (usinas de cimento) muito mais seguros, reduzindo riscos aos funcionários e podendo até impactar em seguros menores para a empresa devido a diminuição de riscos trabalhistas.

 

E como a Indústria Brasileira está se reinventando?

O Governo Brasileiro em conjunto com várias entidades e associações vem desenvolvendo programas de excelência para capacitar toda a cadeira produtiva e um exemplo de sucesso é o ROTA 2030, que abrange a Indústria Automobilística e seus fornecedores, um segmento importantíssimo para a economia brasileira. O objetivo principal do ROTA 2030 é ampliar a competividade, a inovação, a segurança veicular, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética, a qualidade dos automóveis e a capacidade produtiva da indústria automotiva nacional.

 

Regulado pela lei nº 13.755/2018, o programa Rota 2030 promove o fortalecimento do setor automotivo e incentiva a inovação, com foco nos próximos quinze anos de operação da indústria automotiva.

 

Dentro deste programa o destaque fica para a Linha IV – Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, que visa solucionar as dificuldades de empresas com baixa produtividade e defasagem tecnológica, capacitando a cadeia de ferramental de produtos automotivos e correlatos para atingir competitividade em nível mundial através da implantação de Provas de Conceito implantadas por startups de base tecnológica.

 

Os resultados desse programa foram apresentados no “Demoday Rota Challenge”, no espaço Ágora Tech Park em Joinville – SC e transmitido on-line, marcando o encerramento desta do primeiro ciclo do Rota Challenge.

 

Jade Alves, da equipe de coordenação de programas da Fundep, cita: “o Rota Challenge é uma iniciativa que veio para agregar valor para as ferramentarias, proporcionando um avanço tecnológico capaz de solucionar os principais desafios mapeadas nas indústrias, tais como: controle e gerenciamento de processos, gestão de matéria prima e controle de produção, e assertividade de orçamentos.”

 

Mauricio Finotti, Coordenador do Comitê de Manufatura da ABINC complementa: “Iniciativas como esta, além de servirem como demonstradores de tecnologia para empresas de todos os portes, trazem competitividade ao segmento” e complementa: “A Indústria 4.0 e suas tecnologias ainda estão em fase embrionária no Brasil, e quanto mais difundidas, maior o impacto em aumento de produtividade e reduções significativas de custos.”

 

Fonte: https://rota2030.fundep.ufmg.br/saiba-como-foi-o-demoday-rota-challenge